Na onda da crise, prefeita Lorenna se iguala aos prefeitos e faz redução dos salários de prefeito e vice, como ‘exemplo’

Na onda da crise, prefeita Lorenna se iguala aos prefeitos e faz redução de salários no alto escalão. Foto/Itiruçu Onlie.

Desde o ano de 2013 a moda nas prefeituras brasileiras é fazer marketing na crise, com divulgações que estão ocorrendo cortes nos salários dos prefeitos, vices e secretariado. As notícias levadas pelas prefeituras só escondem os demais ajustes: demissão de pessoal, corte na saúde e educação, dentre outros; o foco é melhorar a imagem dos gestores.

 

Na Bahia, 90% dos prefeitos estão com medidas de austeridade visando a  econômica, com redução dos salários do chamado alto escalão: prefeito, vice e secretários. Só que, diminuir em 20% ou 30% o salário do prefeito não fará grande diferença à sociedade, tendo em vista a analise que o salário já é alto em avaliação com o mínimo do trabalhador; marketing de que algum político igualou seu salário a de um professor, por exemplo, não se vê por ai…

 

Quem também entrou na onda dos prefeitos e decretou baixar o próprio salário para, com o exemplo, realizar cortes em outros setores e enfrentar a crise, foi a prefeita de Itiruçu, Dra. Lorenna D’ Gregório (PRB), que aliados a outros ajustes na prefeitura, prioriza como primaria a informação do corte do alto escalão. Em Itiruçu a medida não é novidade: o ex-prefeito Wagner Novaes adotou do mesmo mecanismo durante os 04 anos de gestão, reduzindo em 30% o salário do prefeito, vice e secretariado.  Não há levantamento oficial, mas a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que mais de 76% dos prefeitos já reduziram os próprios salários em todo Brasil.

 

O grande entrave nesse marketing político é, na sua maioria, que os prefeitos antes de tomar medidas de austeridade não avaliam a formação da gestão, agregando nela acordos políticos iniciais que não rendem em bons resultados e, com isso, no segundo semestre do ano a correria começa a ser feita com a redução dos serviços públicos  e anúncios de demissões. Não é novidade as demissões de pessoal a partir do mês de setembro a dezembro. O que os prefeitos precisam alinhar-se é com o planejamento eficaz da gestão, partindo o pressuposto de uma equipe técnica e que resulte em mão de obra qualificada para prestar  serviços de qualidade à sociedade.


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