Mais um prefeito adota medidas de redução de salários de prefeito, vice e secretários

Foto/Blog Itiruçu Online

O prefeito de Itaquara é mais um que  aderiu ao marketing político para sobressai as demais medidas nos ajustes da economia municipal, com rígidos cortes no orçamento municipal. De acordo com o decreto Nº 87, que regulamenta medidas para adoção na redução das despesas, o prefeito Marco Aurélio  (PSB), reduziu em 20% os subsídios do prefeito, do vice-prefeito Chico de Gabriel, do (PSL) e dos secretários municipais.  O Prefeito pontua  que é ação é uma forma de enfrentar a crise econômica. Clique aqui e baixe o decreto. 

 

O município ainda regulamenta outras medidas na economia, como redução do funcionamento de setores públicos, e demais cortes que irão diminuir a qualidade dos serviços oferecidos à população de Itaquara.

 

Crise nacional:

 

Conjuntura –  Frustrações na arrecadação própria, queda nos recursos da repatriação (que salvaram municípios ano passado) e FPM menor do que o previsto pela União,  além de queda acentuada nas transferências constitucionais. Isso tudo explica o caos nas finanças dos municípios brasileiros, diz a CNM em estudo recente. Quanto menor a receita, maior o impacto dos gastos com pessoal, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê o limite máximo de 54% da Receita Corrente Líquida para municípios gastarem neste item.  A CNM levantou dados de 346 municípios baianos e identificou que 90 deles estão no limite, 47 já na margem emergencial, 104 já estouraram o limite e 105 estão ajustados. Como municípios têm a obrigação de cumprirem o piso do magistério e de entrarem com recursos para a saúde, não sobra nada. O jeito é demitir.

 

Uma visão diferente do marketing político:

 

A política é um jogo de xadrez, super pragmático, tendo os eleitores como torcedores e massa de manobra. Por bem ou por mal, essa questão da diminuição dos salários, como uma forma de esconder os ‘pacotes da maldade’ de ajustes e demissões nas prefeituras, além de salários atrasados, fornecedores com prestações de serviços atrasados, redução dos serviços dos setores públicos à sociedade e assim vai: o povo pagando a conta da má gestão, da falta de planejamento e da manutenção do sistema político.

 

É claro que, evidentemente, o que falta para os prefeitos é mesmo o planejamento, pois se assim houvesse, certamente não haveria necessite de ajustar índice de pessoal: se sabem que precisam cortar gastos, para que contratam exageradamente nos primeiros meses do ano? Uma coisa é certa e lógica: não há como a gestão publicar funcionar aliada a política partidária com a proteção de cabos eleitorais sugando das prefeituras; nos dias atuais não há espaço para amadorismo, o bom gestor é quem se sobressairá nos momentos de crise.

 

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