Em entrevista, prefeita diz que mudança da prefeitura está decidida

Fotos/Itiruçu Online

Nos últimos meses o assunto que movimentou a cidade de Itiruçu foi à mudança da sede do poder executivo para a estrutura do prédio do fórum, que teve a comarca extinta por decisão de ajustes do Tribunal de Justiça (leia aqui sobre). No período em que existiram os primeiros rumores da mudança, também começaram movimentos contra a decisão da gestão municipal de transferir as instalações, na argumentação de causar prejuízos aos comércios centrais da cidade e, claro, por se tratar de um prédio histórico, onde já funcionou a sede do poder executivo e legislativo. Com foco de esclarecer à sociedade sobre a mudança, o Itiruçu Online buscou conhecer os motivos da alteração proposta pela prefeita do município, Dra. Lorenna Di Gregorio, que em entrevista realizada nesta quarta-feira (29), comentou o assunto pela primeira vez à imprensa. De acordo com a alcaide, a mudança acontecerá por questões estruturais e por o prédio do fórum acrescentar condições de funcionalidade administrativa e de acessibilidade, que para ela (prefeita) não existe na atual estrutura. Inclusive, o Balcão de Justiça funcionará na residência dos juízes, que fica ladeada ao fórum.  

-“Essa é uma forma de está dando uma satisfação à comunidade. Às vezes há medidas tidas como polêmicas, mas que são necessárias e que depois de tomadas as pessoas conseguem enxergar que,  na maioria das vezes, é o melhor para o andamento administrativo.  O que se discute é uma mudança de localização da sede da prefeitura, que não chega a 800 metros de diferença em relação ao atual prédio.  Infelizmente, nós temos um prédio histórico e com arquitetura muito bonita, perfeita e que nós queremos preservar esta arquitetura, é muito importante que seja preservada, mesmo porque está localizado no coração de nosso centro, mas que, infelizmente,  não atende hoje as necessidades administrativas da cidade a contento. Nós não estamos discutindo a demolição do prédio da prefeitura, pois da forma que se fala às vezes nas redes sociais,  parece que o prédio será demolido e,  não é desta forma. Apenas será adaptada para que haja um benefício maior para nossa comunidade em diversas questões. Infelizmente, o prédio atual precisa de uma reforma bastante suntuosa e por possuir questões estruturais que precisam ser resolvidas, em especial,  na questão de talhado, infiltrações. Um orçamento feito mostrou que ficaria em torno de R$ 400.000,00, entretanto, temos outras prioridades e demandas que não seja primeiro a reforma do prédio, como as quadras de Itiruçu que precisam de reformas, o mercado municipal da feira livre,  tanto na sede quanto de Upabuçu, entre outros setores elencados por prioridade. Dessa forma, com o fechamento da comarca de Itiruçu, iremos receber de presente o prédio onde funcionava o fórum e, realmente, mais um prédio público ficar fechado em  nossa cidade, como ficou  a saudosa Escola Luiz Viana não  será bom. Não foi um querer meu como prefeita que o fórum fechasse, inclusive,  lutamos pelo não fechamento, mas prevaleceu a decisão do Tribunal de Justiça em encerrar as atividades na cidade e , com isso,  o prédio será doado para prefeitura. A estrutura do fórum é perfeita e estar totalmente em boas condições de uso, sem falar na questão da acessibilidade sim, onde as pessoas estão questionamento usarmos apenas desse argumento, não é que esteja usando apenas do argumento acessibilidade, mas se temos um prédio onde há dificuldade na acessibilidade e um outro em totais condições, é claro que  iremos optar pelo que temos a facilidade. Irão dizer que a câmara de vereadores também não é adepta a acessibilidade, mas isso é por conta de na época que foi construída não se tinham essa visão. Temos que olhar pra frente. Se eu puder realmente ter um lugar com acessibilidade, mais espaço e uma facilidade para atuar, iremos sim, buscar o melhor e, claramente, o melhor nesse momento para que a administração da cidade funcione,  eu não vejo outro lugar que não seja a estrutura do fórum. Em relação à diminuição do movimento no centro da cidade, não vejo dessa forma como divulgada pelas pessoas. Na realidade,  o centro é movimentado nessa região não tanto pela prefeitura, mas pela questão de a única agencia bancária, que é o Bradesco e também  a agência dos correios, que ficam próximos atenderem inúmeras pessoas. Continuaremos no centro com nossa secretaria de educação, que funciona no colégio estadual Francisco Mangabeira-, justificou a prefeita.

Entre os questionamentos colocados por pessoas que são contras a mudança da prefeitura está à criação de um Centro Administrativa, que de fato terá como sede o prédio do fórum. Uma abaixo-assinada ainda circula na cidade para tentar reverter à decisão, o que não deve surtir efeito. Com a decisão sacramentada, procuramos saber o que vai acontecer com o prédio onde ainda funciona as instalações da prefeitura. A prefeita afirmou para o Itiruçu Online, que o prédio terá nova utilidade, inclusive, sendo solicitado pela secretária de saúde para sediar as instalações da Secretaria Municipal de Saúde e, ainda, afirmando que uma ampla reforma está sendo estudada.

Município já começa organizar a mudança da prefeitura para o fórum,

-“É algo que estamos estudando em fazer uma reforma, que é necessária. As chuvas que caíram em Itiruçu, tanto chovia na Rua como dentro do prédio, então, isso realmente precisa ser resolvido. Após a questão estrutural ser resolvida, teremos diversas opções, até a própria secretaria de saúde, sendo até já pleiteado pela secretária, por ser um prédio mais central e também a casa do conselho, que precisamos ter em Itiruçu. Por exemplo, usamos uma área próxima ao Cras como a casa do Conselho Tutelar, então, o que quero que fique declarado e importante é que, a atual sede da prefeitura não ficará um prédio isolado, abandonado ou demolido. Usaremos ele e daremos visibilidade ao prédio tão histórico e importante na cidade. Essa mudança é como a que ocorreu em Salvador, no CAB, onde toda administração do governo do estado e que, à época,  gerou àquela polêmica e hoje as pessoas viram ter sido uma decisão mais que acertada. Jaguaquara sofreu com esse problema, era um prédio histórico quando foi mudada para o atual prédio da prefeitura e também foi esta mesma polêmica, mas tenham a certeza que nenhuma decisão está sendo tomada que não seja com intuito de apenas melhorar a questão administrativa”, justificou Lorenna.-

 

A rede social é onde se concentra o maior número de pessoas com diversos posicionamentos sobre os assuntos municipais. A questão da mudança da prefeitura recebeu sugestões de pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade: advogados, jornalistas, radialistas, professores, empresários, feirantes, artistas, políticos; além de diversas outras.  A reportagem questionou a prefeita se houve, no decorrer das sugestões, algo de positivo extraído das opiniões popular para tomar decisões sobre ações do governo municipal. A gestora disse acompanhar todas as noites os movimentos da rede social.

-“Sim, eu absorvo tudo. Todas as noites paro para ler as redes sociais quando termino as atividades do dia e, tenham certeza,  muitas das opiniões são acertadas. Tiramos algo positivo de uma opinião de um daqui, do outro dali. O que nós precisamos são críticas construtivas e não destrutivas. Acredito que o maior choque dessa questão de mudança, é que as pessoas pensaram que iremos mudar e fechar as portas da prefeitura, abandonado, deixar o mato tomar conta, ou demolir, mas não será assim, acontecerá apenas um remanejamento do centro administrativo da cidade para que possamos oferecer as pessoas uma secretaria de finanças digna, um setor de licitação digno, onde já tivemos momentos licitatórios com participação de cadeirantes e foi preciso mudar o processo para o andar de baixo, mesmo assim, nem o andar de baixo estava preparado. A sala de licitação quando é concorrida, com a participação de 10 a 15 empresas, ficam todos sem espaço.  Então, quando olho a estrutura do fórum, onde possui salas amplas, arejadas, iluminadas, com auditório amplo, onde funciona o salão de júri, sendo possível agendar reunião com qualquer setor. O Convale, por exemplo,  quer agendar uma reunião em Itiruçu e pensamos que o único lugar para um evento desse seria a câmara de vereadores, pois não temos um prédio que podemos levar uma reunião, não que a câmara não seja municipal, não é isso, o executivo ter um lugar que é dele isso é muito positivo. Agora mesmo teremos a conferência da educação e será na Câmara de vereadores. Sabemos que temos uma professora que é cadeirante e disse que nunca teve condições de participar de uma conferência da educação, pois sempre é na câmara de vereadores, nesse caso o fórum seria realmente uma segunda opção”, Comentou-

 

A mudança da prefeitura é uma questão definida. Não haverá mudança de postura.  Durante a entrevista, a prefeita aproveitou e desafiou aos movimentos a mostrarem provas dos prejuízos para o município com a mudança da sede do poder executivo, garantido que não enxerga possibilidade de mudar a opinião.

-“Veja bem, esse movimento foi levantado por um ex-gestor, que questionou em relação a essas mudanças, mas fico às vezes me perguntando se quando foi mudada a rodoviária, por que ninguém pediu a opinião pública e não teve manifesto? Quando foi mudado o antigo mercadão da feira, que era aqui na praça e foi levada para outra praça, também não houve mobilização? Quando foi mudada a secretaria de educação para o antigo colégio Roberto Santos, ninguém perguntou ou se mobilizou? Então, sincera e honestamente, fica parecendo mais algo relacionado mesmo a ‘politicagem barata’ do que qualquer preocupação com a real necessidade de usar um prédio, um poder executivo. Por exemplo, a prefeitura de Itiruçu vai está perdendo o que com esta mudança? Se alguém conseguir me provar que o município vai deixar de receber algo e que as pessoas pela mudança de um prédio, que fica a 800 metros de distancia, terá alguma dificuldade em caminhar 800 metros, ai sim, temos que nos preocupar. Então, venho desafiar essas pessoas de público, as que não aceitam a mudança e estão fazendo movimento contra a mudança, eu quero saber o que o município perde? Se mudar a  prefeitura de lugar, Itiruçu vai perder determinada coisa, se a pessoa me provar que o município estará perdendo algo, eu não mudo, mas ela terá que provar com documentos e com estudo, que realmente a prefeitura mudando do centro para o fórum o município estará perdendo alguma coisa, ai não mudaremos. Até agora não estou conseguindo enxergar o porquê de tanto celeuma, se for por prédio histórico, volto a dizer que,  ele será mantido e preservado”, garantiu a prefeita-

 

A questão mais usada para defender a mudança da sede do poder executivo foi à questão da acessibilidade. A acessibilidade é um requisito de novas obras e setores públicos. Na cidade de Itiruçu existem questões pontuais que não agregam acessibilidade às pessoas. Os principais prédios como Casa da Cultura, Câmara de vereadores não cumprem esse benefício a quem precisa. Construção de casas invadindo as calçadas é outro ponto questionado até pelo Ministério Público nos municípios. A prefeita foi interrogada sobre o que será feito pela prefeitura para garantir a acessibilidade em setores públicos, ruas e avenidas da cidade.

-“Recebemos um município realmente com uma arquitetura peculiar. Os problemas das casas que invadiram calçadas não têm como chegar hoje e mandar destruir para recuar, esse é um problema estabelecido, ponto. O que nós estamos fazendo é adequar os futuros projetos a atender à questão da acessibilidade e, assim, é o que digo sempre, nós temos um acesso de comunicação, mais uma vez venho dizer que todas as secretarias funcionam e estão com seus secretários, que quando não estão no momento, estará lá um diretor ou atendente, tendo a pessoa que tiver dificuldade com acessibilidade, o dever de imediato solicitar e indicar rampas nos lugares que estão tendo dificuldades. Estamos pleiteando na Sedur a pavimentação asfáltica do centro da cidade, que ajudaria muito em relação a essa questão, pois o paralelepípedo é complicado. Em relação às calçadas, estamos sempre fazendo as correções que são necessárias. Infelizmente, recebemos um município após uma obra de drenagem no centro da cidade e o calçamento que já não era tão bom, piorou consideravelmente. Os lugares que vão afundando comunicamos à empresa que fez a obra e eles vão corrigindo, mas realmente, andar hoje em Itiruçu é algo  muito complicado por temos um calçamento muito irregular. O que me comprometo é que,  a partir do momento que nós iremos fazer novas obras e projetos, cumpriremos o máximo possível, mas o que já está avançado não tem como recuar. A reforma que fizemos no Francisco Mangabeira,  onde está funcionando a Secretaria de Educação,  foi pensada na acessibilidade e construímos uma rampa e assim  todos os novos projetos são contemplados. É a primeira coisa que pergunto ao engenheiro  quando vai elaborar o projeto é se incluiu a acessibilidade”, defendeu a prefeita-

 

O Governo Federal ajudará o município com um repasse para auxiliar o nos custos operacionais neste final de ano. Listada como 0.8 de receita, a cidade de Itiruçu vai receber o valor padrão para os municípios de sua qualificação, que é R$ 240.415,70. A prefeitura de Itiruçu pontua algumas dívidas com fornecedores, terceirizados e prestadores de serviços, inclusive, também recorreu a medidas para ajustar a folha de pessoal, tendo como ações demissões de funcionários e diminuição de salários do alto escalão. Com o valor da ajuda do governo temer, a prefeita diz que só conseguirá regularizar a mão de obra terceirizada, mas assegurou que o 13º salário do funcionalismo está garantido.

-“Temos terceirizado com um mês atrasado. Com essa ajuda do governo federal só conseguiremos regularizar a terceirização de mão de obra. Não conseguiremos regularizar fornecedor, pois o mês de dezembro tem a obrigação com o 13º salário, onde são pagas duas folhas em apenas um mês. Temos algumas dívidas com fornecedores, mim preocupo um pouco mais com o prestador de serviço, com o funcionário do que até com o próprio fornecedor. Fornecer hoje para prefeitura a média de pagamento é na casa dos 90 dias. Algo que iremos conseguir regularizar agora no mês de dezembro, além desses terceirizados, é a questão de transportes, não o escolar, que está em dias, mais o que chamamos de alternativo, conseguiremos regularizar uma boa parte, pagando o mês de agosto e setembro. Existem prefeitos que ainda não sabem como irão pagar o 13º e devem a terceirizados de 3 a 4 meses, então,  as contas não batem. Pegamos uma prefeitura com um rombo em cerca de um milhão de reais, sempre dizia isso e ninguém acreditava, mas o TCM foi claro e mostrou qual era o déficit da antiga gestão e, assim, para ajustar essa conta está difícil. Esperávamos um valor de repatriação de 600 mil, mas recebemos apenas 30 mil, sendo muito complicada a equalização das contas para fechar. A terceirização deu uma dignidade maior ao funcionário, mas ela aumentou o custo. Inclusive,  um vereador foi questionar os valores da empresa que terceiriza a mão de obra, mas ele (vereador) nunca teve a preocupação de pegar o contracheque dessas pessoas, o que agora na rescisão, uma coisa que com a cooperativa não paga, todos os funcionários que foram demitidos receberam a rescisão, saindo com dinheiro que conseguem viver ainda de 1 a 2 meses, ajustando os gastos. A terceirização de mão de obra quando é por empresa, o valor  é maior, é sim, mas oferece dignidade ao colaborador. Só quem trabalhou com cooperativa e com carteira assinada é quem sabe diferenciar. Então, antes de falar em rádio ou em tribuna, é bom procurar saber os números direitinho. Na última segunda-feira, por exemplo, um vereador fez uma denúncia que há alguém transportando crianças no transporte escolar embriagado, só pedi a ele o nome que iremos verificar e tomar as medidas necessárias. Não adianta só chegar e fazer uma denúncia gravíssima, se ele não quiser se expor por escrito, pode me falar pessoalmente, tenha a certeza que eu não irei permitir que nenhum motorista que tenha bebido um copo de cerveja transporte crianças, então, às vezes as pessoas usam coisas de forma midiática. Custa vereador, você falar o nome da pessoa? Tenha a certeza que as medidas cabíveis serão tomadas se isso realmente for comprovado, ai irão saber que o vereador fez um bem enorme ao nosso município, irei fazer questão de agradecê-lo a denúncia e parabenizar de público”, disse Lorenna-.

 

A prefeita comentou sobre denúncias que trouxeram citações de existir médicos com salários atrasados.  –“O pessoal está preocupado agora até com salário de médico? Eu trabalhava no Prado Valadares por uma Cooperativa e sabemos que recebemos com dois ou três meses. Planos de saúde quando prestamos serviços é no mesmo período. No hospital de Itiruçu quem trabalhou em Outubro recebeu agora dia 25 de novembro, foi quando recebemos as RHs, mas, assim, o pessoal não precisa se preocupar com salário de médico não, pois médico na pirâmide de salários dá para segurar um pouquinho. A preocupação maior é com funcionários,  que só recebem o salário mínimo”,  disse-.

 

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ângelo Coronel (PSD), foi incisivo nas ameaças de desengavetar e colocar em votação um projeto de lei para extinguir o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).  Em um evento de entrega do Hospital da Mulher, na União dos Municípios da Bahia (UPB), o social-democrata sugeriu que, caso a Corte de Contas não modifique sua metodologia para contabilizar gastos das prefeituras, fechá-la será a única solução. A prefeita de Itiruçu comentou e disse ter sido pertinente a postura do deputado. Para Lorenna, é inadmissível que um município do porte de Itiruçu tenha suas contas rejeitadas por índice de pessoal, apesar de assegurar tomar as medidas para cumprir o que pede o Tribunal de Contas dos Municípios.

-“A fala dele foi em evento na UPB, durante a entrega de ambulâncias e onde o governador Rui Costa assinou convênios com diversos  municípios, inclusive,  vale fazer uma ressalva aqui, onde alguns  comunicadores que são os reis, os donos da verdade, eles se acham ao menos, né? Os radialistas, os Blogueiros. Teve certa opinião de um desses comunicadores, reis da verdade, donos da sabedora, porque falar é muito fácil, todos sabem dá palpites. Digo que ser prefeita hoje é igual a ser técnico da seleção brasileira, todo mundo quer escalar a seleção, todos sabem que o jogador melhor era esse e não aquele e, assim, vai sentar ali na cadeira de prefeita e ver o que acontece. É fácil julgar, difícil e está aqui, na cadeira de prefeita, mas enfim, os donos da verdade disseram que buscar uma ambulância em Salvador não era nada, que era dinheiro público e não era mais que obrigação, eu também concordo, mas para mim foi algo importantíssimo, pois a ultima ambulância que Itiruçu recebeu foi no ano de 2011, seis anos depois recebemos uma nova ambulância, então assim, se eu puder hoje trazer para Itiruçu um saco de feijão  ou de sementes para nossos produtores, se conseguir hoje trazer uma maca para colocar no hospital, tenham a certeza que trarei com a maior alegria e satisfação, pois administrar um município com 0.8 com 13.300 habitantes, um FPM que recebe 1 milhão e meses que nem isso chega, com uma folha  onerada em 700 mil, realmente, estamos tirando leite de pedra. Ai volto a importância da pergunta sobre o posicionamento de Ângelo Coronel, feito com muita pertinência, assim como o presidente da UPB, Eures Ribeiro, o próprio governador Rui Costa e o vice-governador, Joao Leão, que  seguiram a mesma linha de raciocínio. O Tribunal de Contas parece que realmente tem o prazer em julgar as contas dos prefeitos e dá o parecer como reprovada. Índice de pessoal numa cidade como Itiruçu onde poderíamos está próximo do 1.0 de receita e recebemos R$ 250 mil a menos do que deveria, fechar índice de pessoa é praticamente impossível.  Ai temos de tomar medidas como a de demissões, da qual fui taxada e virei Chague e Mime nas redes sociais, em relação as demissões. Nenhum prefeito ou dono de estabelecimento particular demite com alegria nos olhos, mas com o sentimento de tristeza por saber que irá deixar muitos pais e mães de famílias sem o pão de cada dia, então, é realmente algo triste que é negativamente tanto como político e como pessoa, mas estamos obrigados a cumprir o que solicita a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois  o TCM não aceita acima dos 54%.  Quando for retirada a obrigação de computar como índice de pessoal esses programas federais, será maravilhoso, nos trará uma folga para trabalhar. Temos prefeituras hoje com suas contas já rejeitadas e sabem que não há luz no fim do túnel. Conversando com um prefeito de uma cidade vizinha, ele disse que fechará o ano com mais de 70% e não tem o que fazer”, disse a prefeita-

 

As redes sociais são atualmente sem sombra de dúvidas o maio instrumento de troca de informações existente no mundo, sua velocidade e sua praticidade possibilita a interação em instantânea entre usuários. Ela é um fenômeno que cresce assustadoramente.  As redes sociais, que nada mais é do que grupos de indivíduos que se reúnem para compartilhar informações, manifestando desejos e necessidades, opinando sobre fatos e acontecimentos, interagindo com outros indivíduos de forma rápida. Antes de ser eleita prefeita por Itiruçu, Lorenna foi aclamada pelas redes sociais, conseguindo a aprovação da maioria dos jovens eleitores da cidade. Hoje, com uma postura mais distante da rede social, a prefeita em alguns momentos fez pronunciamento criticando a postura adotada na rede no que tange a críticas ao governo municipal de sua responsabilidade, principalmente quando sofre duras críticas de alguns indivíduos do meio. Perguntada pelo Itiruçu Online sobre a mudança de postura quanto à interação das redes, a prefeita disse que não mudou de postura, mas que condena comentários mentirosos e que difamam as pessoas sem necessidade.

Fotos/Itiruçu Online

-“Não, muito pelo contrário, sou daquelas que gosta do ditado popular que diz: falem mal, mas falem de mim. Você já viu alguém jogar pedra em árvore que não dá fruto? Eu nunca vi. As pedras só são jogadas nas árvores que dão frutos. Meu nome está sempre na mídia e me divirto com algumas coisas. Há uns mimezinho mesmo que fazem nas redes sociais que adoro. Teve uma charge  que queria conhecer a pessoa autora,  por ter sido algo muito inteligente. O que não gosto em rede social, é quando mentem, mas ai não é apenas em rede social, não gosto de mentira no geral. Denegrir a imagem das pessoas de forma grosseira sem pensar em  algo que está ali por trás. Fale da administração em geral e não mente não, não falem inverdades. Dias atrás mesmo houve uma postagem afirmando que o ônibus da associação estudantil de Itiruçu só transportava pessoas do governo municipal, então, as pessoas de logo viram ser uma inverdade que denegriu o nome de algumas pessoas de forma direta. Quando são posicionamentos mentirosos não gosto, mas quando é verdadeiro temos que observar. Falem mal ou falem bem, mas podem falar de mim, não ficho chateada não. Os Êta Lê Lê mesmo, acho uma comédia. Às vezes não há nem assuntos. Esses dias Joselito postou algo sobre a estopa do farol traseiro do caminhão pipa. Na realidade ela quebrou por ser um veículo que anda muito na zona rural colocando água nas casas e,  com a ampla necessidade,  não sobra tempo de levá-lo a uma oficina para trocar à estopazinha do veículo e, neste caso, parar por uma semana, sendo que temos famílias para atender a necessidade de água é deixar de servir quem precisa de água com urgência. As oficinas não  reparam rápidos os problemas e não é na hora que a gente quer. Então,  percebo as vezes que falam de coisas muito pequenas. Fico até com orgulho, pois são besteirinhas e às vezes me pergunto onde está à coisa séria mesmo para falar da cidade? Não tem”, disparou-.

 

Prestes a completar um ano de mandato de seu primeiro cargo público, a prefeita Lorenna, disse que dentre os pilares centrais da gestão pública há muito que comemorar no primeiro ano, o qual considera ter sido de aprendizado. A médica também está aprendendo a lidar com a burocracia da gestão pública e diz que a maior dificuldade é ajustar a política com a gestão. O Itiruçu Online a indagou sobre uma nota de avaliação do primeiro ano Lorenna e, sem tremeluzir, respondeu.

 

–“Para a gente se dá uma nota é bem complicado. Mas vamos elencar os pilares mais importantes de uma gestão pública municipal, que são: saúde; temos um hospital funcionando com medicações e médicos plantonistas, nunca faltou médico e remédios, apesar das pessoas às vezes irem falar inverdades em rádios comunitárias. Educação; a menina dos olhos, pois é só através da educação que podemos formar pessoas e até para saúde precisamos da educação. Além dessas duas ainda temos a  Limpeza Pública e as finanças. Aliás, as finanças estando em ordem com pagamentos de funcionários em dias ajuda muito a cidade. Outros pontos importantes são a segurança pública, geração de empreso e renda e transportes, com a manutenção das rodovias. Pensando nesses pilares e fazendo um governo com o que temos, diria assim, por exemplo, eu queria fazer muito mais pela saúde, mas com os recursos que é nos dado o que permite fazer está sendo feito. Hoje mesmo em Upabuçu teremos a coleta de 150 exames de PSA, do novembro azul.  Na próxima semana mais 150 em parceria firmada com o Entroncamento de Jaguaquara para  mamografias destinadas as mulheres a partir dos 35 anos, então, diria que nessa vertente de uma avaliação do que recebemos e estamos fazendo, uma avaliação nessa escala de 0 a 10, sendo eu muito exigente, seria uma nota 7.0.  Compreendo que passei pelo ano de 2017 arrastada. Irei brigar por uma nota 8.0 em 2018, mesmo sendo  esse 2017 como um treinamento. Muita coisinha de prefeitura que me passou este ano e que em 2018 não passará. Por exemplo, todos sabem que os recursos caem muito nos meses de agosto, setembro e outubro, mas não imaginava que seria tanto. Me  empolguei muito no início do ano e fizemos alguns gastos que hoje vejo ter havido a necessidade de diminuí-los, mas foi um aprendizado e próximo ano saberemos segurar mais, pois sabemos qual período do ano os prefeitos ficam a ver navios. Ainda precisamos melhorar muito ainda na questão do social e ampliar os cursos oferecidos pelo CRAS, deixar de sermos tão assistencialista de ficar achando que doar uma cesta básica irá resolver o problema da pessoa, sendo que, no mês seguinte, a pessoa volta a ter a mesma necessidade, então, precisamos melhorar essas questões dos cursos e trazer fontes  de renda para o município, pois não podemos sobreviver apenas de prefeitura e aposentadorias, precisamos melhorar na agricultura, por esses motivos que me dou nota sete”, avaliou -.

 

A política em Itiruçu mesmo no campo das eleições estaduais é bem disputada. Aliada do governador Rui Costa, a prefeita terá que administrar os apoios de membros da equipe que sempre se posicionaram contra o governador da Bahia por uma aliança antiga com o PFL, hoje DEM. Nesse jogo de cintura, a gestora garantiu que não obrigará  alguns membros do governo municipal a apoiar Rui Costa, alegando que alguns possuem uma história relação com o partido de oposição ao governador, ao mesmo tempo em que são seus defensores na política local. Lorenna explicou que mesmo fazendo parte de um partido contra o PT, deixou claro suas preferências no ato de filiação.

 

-“Em relação ao PRB e o governador Rui Costa, quando fui filiada  ao partido foi a primeira coisa que deixei claro e disse que meu governador e deputado federal são do PT, sendo Rui Costa e Jorge Solla e meu estadual Euclides Fernandes, além do federal Antonio Brito, que é do nosso vice-prefeito Júnior Petrúquio. Isso deixado de forma muita clara e não há problemas quanto a essa questão. Realmente, a questão levantada é algo que precisamos articular para a próxima eleição, considerando que temos pessoas envolvidas no nosso governo que são nossos apoiadores e que fazem parte do grupo de oposição a Rui, mas são apoios historicamente da base do PFL, hoje DEM. Por exemplo, o ex-vereador Bauro, filho do nosso saudoso ex-prefeito Pedrinho, que é um baluarte do partido  que defendeu a vida toda. Seria uma surpresa se hoje víssemos um apoiador de um partido durante anos apoiando um outro partido por questões de benefícios próprios e comodidade. Essas pessoas  seguiram o outro partido há anos e não é do meu perfil essa característica de imposição ditatorial. Algumas situações em nosso grupo estamos analisando, claro que não podemos deixar correr tudo solto e dizer para cada um apoiar o quem quiser, eu preciso de pessoas para apoiar meus deputados e meu governador, mas infelizmente existirá algumas exceções”, declarou-

 

Era de se imaginar um apoio da prefeita a pré-candidatura do ex-prefeito de Lafaiete Coutinho a deputado estadual, Zé Cocá. No início da gestão a aproximação era maior, sendo Lorenna bastante elogiada pelo ex-prefeito e até escolhida para compor a chapa do Convale- Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Vale Jiquiriçá. O tempo passou a as cenas formaram novos capítulos: a prefeita fechou apoio com o deputado estadual Euclides Fernandes e Zé Cocá buscou outros apoios na cidade, os quais a prefeita considera seus maiores opositores no momento.

 

-“Zé Cocá é meu amigo. Como político é um cara extremamente inteligente, trabalhador, corre atrás das coisas, sabe aonde buscar, sabe com quem vai buscar, é uma pessoa que foi prefeito de uma cidade de 4 mil habitantes. Digo que administrar Lafaiete Coutinho é difícil como toda cidade, mas 4 mil habitantes para 13 mil, recebendo uma diferença de 250 mil a mais, sem hospital e sem tanta outras preocupações, acredito ser uma cidade relativamente mais fácil. Quando maior a cidade, maior é a complexidade, como Jaguaquara, Jequié, Maracás, imagino o quanto deve ser difícil. Infelizmente, por questões políticas, visto que eu já tinha fechado o apoio ao deputado Euclides Fernandes, não poderei apoiá-lo como deputado estadual e não poderei nem dá uma ajuda com pessoas ligadas ao nosso grupo que quiserem apoiá-lo, no sentido político de que ele está sendo amparado pelos meus dois maiores opositores no momento na Câmara de vereadores. Nessas eleições de deputado estaremos de lados opostos, mas com muita tranquilidade, sabendo que são posições políticas e que não afetará em nada a relação que tenho com Zé Cocá.  Desejo a ele (Cocá) muito boa sorte e espero que realmente ele consiga o objetivo dele. Farei questão de parabenizá-lo, pois uma pessoa sair de um colégio eleitoral de 2500 eleitores e conseguir se eleger deputado estadual, é um  feito  para poucos.  Caso ele consiga e, tem tudo para conseguir, será para nossa região um feito, eu diria,  até histórico”, disse Lorenna-.

 

Questionada sobre ações do governo do estado em parceria com o governo Lorenna, a prefeita afirmou ter elencado uma série de pontualidades, sendo que o estado solicitou por prioridade. A gestora disse ter priorizado a reforma do mercado da feira livre e que espera ser atendida pelo governador. Além da citada reforma, outro pleito que chama atenção é a pavimentação asfáltica para ruas centrais de Itiruçu. Além de buscar convênios com o estado, o município precisa também terminar as obras de emendas federais já iniciadas no governo municipal anterior e, que, segundo a prefeita, já estão sendo definidas datas para inaugurações de obras como o Portal e o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais.

 

-“O que nós estamos buscando com o governo do estado como prioridade é a questão da reforma do mercado municipal, a pavimentação asfáltica do centro da cidade, projetos para reformas de algumas quadras, reforma da delegacia, reforma do batalhão, dentre outras. Nós elencamos uma série de prioridades, mas o governo diz não ter tudo e solicita o que temos como prioridade, por isso digo que escolhi a reforma do mercado municipal, que enfrenta problemas pontuais na estrutura do telhado muito sérios,  colocando em risco a vida das pessoas. Emendas federais têm das obras que já tinham sido iniciadas e que iremos inaugurar agora no primeiro trimestre de 2018, que é o Portal da cidade e o Centro de Artesanato, Academia da Saúde que iremos inaugurar no primeiro mês de 2018 ou até agora no final de 2017, dependendo da vistoria da Caixa Econômica. Temos ainda o Terminal Rodoviário, que está sendo executado, o calçamento da Rua do Café aguardando a ordem de serviço assinada pela Caixa, Praça de Alimentação para o Centro, além de outras emendas federais que são relacionadas à saúde para equipamentos Hospitalares e Unidades Básicas de Saúde, além da Reforma do Hospital. Mais duas emendas, uma para um micro-ônibus e outra de outro veículo para saúde”, disse-

Fotos/Itiruçu Online

Fazer política é a cada dia mais difícil na atual conjuntura Brasileira. Alguns prefeitos brasileiros acabam abdicando das funções para voltar à rotina de empresários, ou seja, retomar a vida. Médica elogiada e com empresas na cidade de Itiruçu, além de atuação em diversas cidades, Lorenna foi questionada pelo Itiruçu Online se houve arrependimento de ter se envolvido com a política e abdicado da atuação de médica para dedicar-se as decisões do município.  A gestora disse que não há arrependimento, mas o desafio é árduo.

 

-“Arrependimento não, pois quando temos o sentimento de arrependimento e uma forma de fugir do compromisso. Eu teria opção de desistir e entregar ao vice-prefeito, que é Júnior Petrúquio. Não há arrependimento nenhum, agora, é realmente uma missão árdua. Digo sempre que para ser hoje prefeita de uma cidade tem que ter sangue nos olhos. A questão administrativa ela não é tão difícil, você até consegue e aprende, possui os assessores, que são pessoas com experiências e capacitadas naquela área que é burocrática, mas você consegue. O pior de uma prefeitura é a questão política, pois temos que fazer o melhor para administrar sem deixar o lado político. O mais difícil na prefeitura não é a administração, é a questão política. O caminho é árduo, mas são apenas 04 anos, passa rápido e já se foi um ano. Faltam 03 anos e um mês pela frente. Estou com alguns cabelos brancos, de fato, mas nada que não se resolva. Às vezes as pessoas ligam e dizem que temos que resolver uma questão urgente, dai digo: calma,  que urgente é só vaga na UTI para a pessoa não morrer, o resto nada é urgente, tudo se resolve.  Nunca perdi uma noite de sono por conta da prefeitura, não deixo de ter minha vida pessoal nem profissional, cargo de prefeita é algo passageiro e não devemos parar nossa vida e dedicar 100% à prefeitura, mesmo porque tenho meu trabalho que será a continuidade e preciso trabalhar. Um questionamento que todos faziam na época da política era o de saber ‘como é que ela vai viver com salário de prefeitura? Hoje digo que não se atentem os que estão preocupados com minhas contas, não estou vivendo com salário de prefeitura , pois consigo ainda realizar alguns atendimentos particulares, tenho ainda algumas empresas que presto serviços como médica do trabalho, fiquem tranquilos,  está tudo resolvidinho”, alfinetou-.


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