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Online Social: Novembro Negro alerta para Promoção da Igualdade Racial em Itiruçu

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A Prefeitura de Itiruçu, através da Secretaria de Educação, em ação do NEABI – Núcleo de Estudo Afro-Brasileiro e Indígena de Itiruçu -, realizam o Novembro Negro, visando a Promoção da Igualdade Racial’.  A programação será realizada durante todo o mês de novembro com oficinas, exposições, pesquisas, mesas redondas, palestras,

Na abertura da programação a Casa da Cultura recebeu a exposição mostrando as africanidades e pessoas negras que são destaques na sociedade, bem como, um estudo realizado na comunidade dos Teixeiras, sendo ela afrodescendente.

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De acordo com o pesquisado pela professora Luciana Brandão, na comunidade, por exemplo, existe neto de escravos que relataram ter vivido na época dos quilombolas. Durante a abertura do evento, realizado no auditório da Casa Cultura, a professora Luciana destacou a importância de aprofundar os debates para avançar nas políticas públicas de combate ao racismo e construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Espero que o Novembro Negro propicie momentos de discussão em prol do respeito pela questão racial”, disse.

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O NEABI – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas é um espaço instituído pela prefeitura do município para promover ações no sentido de despertar o sentimento de igualdade entre o ser humano. As escolas municipais durante todo o mês levarão os alunos para conhecer sobre o trabalho realizado no município. Algumas escolas, a exemplo do Colégio Adalício Novaes realizaram visita a exposição na Casa da Cultura nesta última quarta-feira (04).

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A jovem dançarina Daiane Menezes, recitou uma poesia de sua autoria e recebeu aplausos dos alunos e professores. Confira abaixo a poesia.

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QUE BELEZA É MINHA RAÇA!

 

Flutua pelos mares, olha a jangada!

Joga a rede o pescador, canta a ladainha do amor!

Vejo o negro na senzala, corta a cana no canavial…

A liberdade já chegou, de ser escravo já deixou…

Hoje o seu lamento virou, enredo de carnaval.

Quem te viu, quem te vê!

De escravo a empregado, faxineiro, favelado. Faz sucesso na TV.

Apanhou, lutou, mas enfim deu espaço conquistou.

Preto?! É o teu coração cheio de preconceito.

Racismo?! É a inveja que você tem da minha raça, que atravessou o mar acorrentado num navio negreiro…

E chegou ao Brasil como um Grande Guerreiro!

Sou negro, sim! Com orgulho e muito amor! Negro branco, Negro amarelo, Negro vermelho… Quem é você para julgar a minha cor?

Não importa a minha raça…

Eu sou ousado e cheio de graça.

Vem! Que te mostro o meu valor!                                   

 

 DAIANE MENEZES

Itiruçu/BA, Novembro 2015


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