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Número de acidentes com motos nas estradas federais aumenta 21% na BA

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Cresceu o número de acidentes com motos nas estradas federais. Em duas rodovias próximas a Feira de Santana (BR-116 Norte e Sul), a 100 km de Salvador, mais de duzentas ocorrências foram registradas.
Na BR-116, o aumento este ano foi de 21%. Foram 151 até este mês de agosto, contra 125 ano passado. O número de mortes também já ultrapassou os casos de 2013. Em todo o ano passado foram 11 mortes. Esse ano já são 15. Na BR-324, os acidentes também preocupam. De janeiro a julho deste ano foram 100 acidentes. Em todo o ano de 2013 foram 85.

“A maioria das infrações que nós encontramos em motociclistas são a falta da habilitação e também nós temos a falta do capacete, que eles às vezes não usam. Nós temos também o uso do chinelo, a gente encontra bastante motociclista usando o chinelo”, relata um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele ainda afirma que, para evitar acidentes, o condutor deve prestar atenção nas sinalizações, não trafegar pelo acostamento e evitar as ultrapassagens.

Os acidentes envolvendo motos quase sempre acabam fazendo vitimas graves porque os pilotos estão menos protegidos. Giliard Cordeiro é instrutor de autoescola e há três anos se envolveu em um acidente na Avenida de Contorno. Ele relatou que estava pilotando a moto com segurança e que a imprudência de um caminhoneiro causou o acidente. “Como eu estava na minha mão [direção] correta, eu não imaginei que ele entraria na minha frente daquele jeito, ali bruscamente e aí aconteceu”, disse.

Com o número de acidentes, cresce também o número de pedidos do DPVAT. A Bahia é o estado do nordeste com o maior número de pagamentos de indenizações do DPVAT por morte, e o 5º do país. O instrutor de autoescola que sofreu o acidente em Feira de Santana pediu o DPVAT quase um ano após a colisão e recebeu o seguro cerca de dois meses depois da solicitação. Ele recebeu cerca de R$ 3 mil. O seguro é um direito das vítimas ou familiares das pessoas que sofreram um acidente de trânsito e pode ser solicitado até três anos depois do acidente. Informes do G1.