Pedagogo e Especialista em Fundamentos Sociais e Políticos da Educação (UESB) Mestrando em Educação (UESB)

Pedagogo e Especialista em Fundamentos Sociais e Políticos da Educação (UESB)
Mestrando em Educação (UESB)

Como educador, fico incomodado com tantas críticas à qualidade da educação pública, críticas essas que parecem aflorar em período eleitoral. A educação vira retórica, caminho para salvação do Estado, do País. É comum ouvirmos como justificativa para o mau ou bom desempenho de determinado candidato nas pesquisas, que este está ou não na frente das pesquisas porque falta “conhecimento” das pessoas. As pessoas não conhecem, não sabem, não tem estudo… fulano está na frente nas pesquisas porque o povo é ignorante, não tem conhecimento, não sabe o que é melhor. Só quem sabe o que é melhor são os profissionais da política. Me deixe…


Vivendo a...

Ainda que muitos achem que ser voluntário da Copa é coisa para burros, palhaços e outros adjetivos desagradáveis, vou dizer que não vou discordar dessas opiniões. Afinal, a FIFA com tanto dinheiro poderia contratar pessoas para trabalhar. Concordo. Mas não é assim que funciona. Uma pena.
Bem. Resolvi tirar proveito dessa situação. 


Lembro-me que um primo meu disse que quando tivesse uma Copa do Mundo no Brasil, nós íamos assistir, pelo menos em Salvador. A Copa veio para o Brasil mas infelizmente meu primo faleceu e não pôde desfrutar disso. Restou a mim realizar essa meta, por mim e por ele. Quando comecei a ouvir que o valor do ingresso seria alto, pensei em como fazer para assistir aos jogos… Uma solução seria sendo voluntário, pois além de assistir de graça, ainda poderia participar dela, interagindo com pessoas de vários locais do mundo. Então quando começou o processo de recrutamento, inscrevi-me para ver no que dava. Fui cumprindo etapa por etapa de treinamento e deu certo! Fui selecionado (se bem que a impressão é que todo mundo que se inscreveu, foi) e hoje estou aqui.


À parte a opinião de que ser voluntário é coisa para idiotas, resolvi tirar proveito dessa situação como disse antes. E não é que valeu à pena? Para começar recebemos um kit de uniforme muito bonito composto por mochila, tênis, calça, duas camisas, um casaco, três pares de meia tudo da Adidas, coisa que nas lojas custariam um pouco mais de R$ 200,00. Também temos almoço, jantar, merenda, refrigerante, água e passagens para metrô e ônibus.


Mesmo assim, tudo isso poderia ser supérfluo, afinal são coisas materiais.
Porém ter a oportunidade de ver os melhores jogadores do mundo ali, a alguns metros, como Reubben, Xavi Alonso, Piqué e tantos outros jogando um bolão é de uma emoção indescritível. Vou ver o português Cristiano Ronaldo, o atual melhor jogador do mundo. Mas isso também seria possível se pagando o ingresso. Em um tempo que tudo que você recebe não dá para pagar 100% das despesas, não sei se entraria na minha lista de prioridades, mas tudo bem, pagava-se.


Mas sem dúvida nenhuma, interagir com os torcedores, ver a satisfação deles, sentir a alegria quando você os ajuda ou quando eles brincam com você, quando eles pedem para tirar fotos com você etc. são coisas que o dinheiro não pode comprar.


Estou realizando o sonho de meu primo e meu e fazendo parte da história da Copa no Brasil. Provavelmente, não devo ver a próxima Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Daqui a 50 anos quando alguém perguntar a vocês onde estavam quando a copa foi Brasil, muitos vão responder: “Estava em casa, vendo o jogo pela TV. Acho…”. Bem, eu vou responder: “Estava no estádio. Vi grandes jogadores. Vi o melhor jogador do mundo na época (o português Cristiano Ronaldo). Conversei com torcedores. Ajudei a fazer a copa. E chamaram-me de burro por isso. Acho…”


Então, para terminar, não vou discordar de quem me chamar de burro, otário ou palhaço da Copa, mas a sensação que eu estou tendo é que estou usando mais a FIFA do que ela me usando.


 Os...

A Banda Os Paralamas do Sucesso terá sua discografia remasterizada e lançada pela Universal Music. A gravadora adquiriu o acervo fonográfico da EMI Music em 2013 e decidiu produzir uma nova edição do projeto, lançado em 1997 pela antiga gravadora. A discografia ainda contará com faixas inéditas da banda que virão como bônus. Os Paralamas do Sucesso completaram três décadas de carreira. O grupo é um dos poucos remanescentes do rock da década de oitenta que manteve a formação clássica inalterada e que jamais interrompeu as atividades.  Portal do Sucesso


Uma taça...Sobre a mesa,
uma taça de vinho tinto.
O tinto ainda tem
o meu desejo
saboreado em tua boca.
Beija-me,
vamos brindar com os lábios
o nosso querer, o nosso sabor.
Preciso embriagar-me de ti,
dessa paixão, dessa vontade,
desse amor.

Joselito Fróes


Timidez

Se você achar que o seu abraço é fraco,
aperte forte e mostre o seu afago.
Se você achar que o sorriso é tímido,
quebre o gelo e caia na gargalhada.
Se você achar que o passo é inseguro,
pise firme e não desista da caminhada.
Se você achar que o amor é pouco,
ame bastante e viva intensamente.
Você não precisa ser igual aos outros
e nem os outros iguais a você.
O que você precisa é ser exatamente como você é.


Será que estamos retornando ao estado de natureza, onde segundo Hobbes, os homens podem todas as coisas, para tanto, utilizam todos os meios para atingi-las? Será que como nos diz esse autor, os homens são mesmo maus por natureza? Faço essas provocações diante dos acontecimentos atuais na nossa sociedade, onde diante de alguns dias de greve da Política Militar da Bahia, assistimos a diversas situações que nos convidam a refletir sobre o nosso estado de natureza.

Não quero e nem vou aqui entrar no mérito, nos interesses políticos ou na legalidade da greve, mas quero convidar o leitor para a reflexão sobre nossa conduta, o comportamento humano desencadeado por este fato e como fica a educação e nossas escolhas neste contexto.

Foi só a greve ser deflagrada para assistirmos, sofrermos com ondas de saques, roubos e assassinatos. É claro que, independentemente da greve, muitos dos crimes noticiados como consequências da greve, teriam ocorrido do mesmo jeito. No entanto, muitos atos criminosos, parecem ter ocorrido por conta da sensação de ausência da “vigilância policial”.

Quer dizer que se não tivermos a polícia, seja ela militar, civil, ou o exército estamos fadados ao mesmo final do acontecimento da “Jangada da Medusa” de Théodore Géricault, onde dos 400 tripulantes iniciais apenas 10 chegaram ao final e os outros foram vítimas de mortes brutais e até atos de canibalismo entre eles pela sobrevivência?

Quero destacar, além destes crimes explícitos, outro que está ocorrendo e tomando ares de normalidade. O terrorismo digital que está sendo feito pelas redes sociais. Muitas pessoas, sobretudo aquelas que têm opção política contrária ao atual governo, aproveitaram a greve para espalhar pelas redes sociais o terror, tanto quanto a atos criminosos, que muitas vezes não estavam ocorrendo, quando para espalhar distorções de informações, tentando manipular as pessoas.

Aliás, essa manipulação se tornou uma forte arma política nas redes sociais. Todos os dias são criados factoides, notícias falsas, que muitas, inúmeras, milhares de pessoas compartilham sem fazer nenhuma criticidade, sem checar a fonte, sem questionar a intencionalidade, simplesmente porque são contra ou não gostam de A ou B. Veja que no mês de março, a falta de criticidade foi tão grande, que muitos jovens, que não se dão o trabalho de estudar a história recente do nosso país, compartilharam ideias de intervenção militar no Brasil, um novo golpe de Estado.

A grande questão é, como fica a educação diante deste novo contexto, onde muitas vezes os alunos, e pasmem, professores já chegam na escola infectados destas “verdades virtuais”? Será que a escola está dando conta de colocar em seu currículo essas discussões, ou está presa ao ensino das gramáticas e tabuadas?
Dentro de uma concepção emancipatória, a educação tem o papel da denúncia, de identificar as várias formas de alienação a que somos conduzidos pelas ideologias, e por outro lado, tem também o papel de propor uma nova realidade social. Vivemos um momento de disputas, e é preciso compreender o lugar das falas, para propor uma alternativa. Ocupar os espaços e tencionar as discussões, debater caminhos possíveis.

Os representantes da burguesia, do capital, os empreiteiros, banqueiros, donos do agronegócio e representantes das indústrias estão financiando seus candidatos e utilizando a todo momento a grande mídia e as redes sociais para disseminar o caos e o ódio, tentando influenciar a população de que nosso país está um caos. E muitos estão levantando essa bandeira sem nenhuma criticidade, e o que mais preocupa, é ver os reacionários, os legítimos defensores do capital, surgirem como salvadores da pátria, e para estes, “não é lícito fingir que somos o que não somos” (José Ortega y Gasset).

Será que o país está mesmo este caos todo? Como viviam os trabalhadores a 15 anos atrás? Como era a saúde, a educação, a segurança pública? E a situação de infraestrutura do nosso país, nas nossas cidades? Só agora a corrupção surgiu? Como era o acesso a educação, as universidades? Não é questão de justificar os problemas que temos hoje, mas é questão de buscar uma reflexão histórica, procurando compreender os avanços e o por que de muitos problemas ainda não terem sido superados. Acredito que a educação pode contribuir muito com a reflexão destas questões, sobretudo propondo o debate histórico, dando subsídios verdadeiros que contribuam para que as pessoas tenham condições reais de chegarem as suas próprias conclusões, não servindo de massa de manobra. É preciso compreender historicamente nossas conquistas, para a partir delas, fazer as críticas ao que ainda não temos, porque não temos, identificando as forças e interesses conflitantes, para com consciência saber definitivamente qual o caminho seguir.


Alender Rodrigues Brandão Correia, advogado, professor especializado em Metodologia do Ensino Superior, servidor público federal no INSS.

Alender Rodrigues Brandão Correia, advogado, professor especializado em Metodologia do Ensino Superior, servidor público federal no INSS.

Em nossa região os benefícios previdenciários predominantes são os rurais, sejam eles aposentadorias, auxílios-doença, pensões e salários maternidades. Estes últimos estão  entre os mais demandados. Tomando por referência  o mês de julho de 2014, por exemplo, de um total de 287 agendamentos para a Agência de Itiruçu-BA, 115 foram de salário-maternidade rural. Mas o que vem mesmo a ser o salário maternidade e quem tem direito a ele?

O salário maternidade é um benefício garantido a toda trabalhadora que esteja segurada pelo INSS. Para empregada urbana basta que exista a contribuição correspondente ao mês anterior ao que engravidou ou num período máximo de um ano. Para as que contribuem e as trabalhadoras rurais é necessária a comprovação de 10 meses anteriores ao parto. À lavradora que não contribuiu financeiramente ao INSS, por exemplo, o benefício é concedido desde que seja comprovada a atividade exclusivamente rural nos 10 meses anteriores ao parto. Dessa forma, exige-se que haja comprovação do exercício da atividade rural anterior ao início da gravidez (ou que esteja em período de graça, que é quando mesmo sem contribuição ou atividade, pelo acúmulo anterior, a proteção é estendida por um certo prazo de tempo).