Escolas na pandemia: Cancelar, suspender ou negociar?

De um lado, famílias que perderam parte do salário, foram atingidas pelo desemprego ou pela suspensão de contratos e aqueles que – ainda que não tenham perdido renda – questionam a qualidade do ensino remoto praticado pelas escolas, de forma emergencial. Do outro, estão as instituições de ensino que precisam pagar suas contas e garantir a prestação dos serviços. No meio desse dilema, após mais de dois meses sem aulas presenciais, a dúvida sobre cancelar, suspender ou negociar o contrato escolar tem passado pela cabeça de muitas pessoas. O que que fazer?

“São muitas dúvidas que eu tenho sobre o processo de aprendizagem neste momento, se realmente está valendo a pena esse investimento tão alto. O que me incomoda, o que tem me pesado mais, é isso: e o ano será um ano perdido”, afirma a contabilista Evanice Moura. Mãe de Amanda, 13 anos e aluna do 9º ano e Anna Clara 7 anos, que cursa o 2º ano, ela tem ponderado cancelar a matrícula das filhas, por conta da pandemia. A mensalidade das duas fica em torno de 2,8, mil e a redução na renda da família chegou a 20%.

“A escola deu 25% de desconto para a menor e 20% para a mais velha e tem respondido bem, dentro do possível. Pela manhã, as duas ficam assistindo a aula. Mas a gente não tem a certeza se elas estão, de fato, assimilando esse conteúdo e se realmente estão aprendendo. O meu maior receio de cancelar é não conseguir fazer uma rotina de estudo, principalmente, para a aluna do 8º ano que necessita de maior atenção, visto que o Ensino Médio está batendo na porta”, afirma.

A mesma inquietação pesa na decisão da fisioterapeuta Laiane Costa, mãe de Anna Samara de 6 anos, 1º ano, e Marcus Vinícius, 7 anos, aluno do 2º ano, ambos do Ensino Fundamental. Aí entrou também outra questão: a adaptação da família a rotina de estudos. Laiane paga R$ 400 de mensalidade escolar, devido a desconto por serem irmãos. No último mês, a fisioterapeuta precisou reduzir os plantões e o salário vai cair pela metade, porque precisou cuidar da mãe contaminada pelo Coronavírus. Continue a leitura. 


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