E se Bolsonaro for para o PP? No que depender da Bahia, ele fica só

Ciro Nogueira, senador licenciado do Piauí (a suplente é a mulher dele, Eliane), hoje ministro da Casa Civil da Presidência, presidente nacional do PP, o partido que na Bahia é comando por João Leão, abriu consultas nos diretórios estaduais para uma pergunta: aceita Bolsonaro filiado no partido? No sul, a resposta foi sim. No Nordeste, todo ele, não. Na Bahia, nem conversa com o partido houve. Mas nem precisava, segundo Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus e secretário geral.

— O diretório nacional sabe à exaustão qual é a nossa posição. Integramos uma aliança com o PT que governa a Bahia e gostaríamos de mantê-la. O partido deve entender e respeitar as particularidades de cada estado.

Ironias — Seja como for, isso conturba o cenário baiano e os aliados de ACM Neto gostam. Aliás, antes de eleger-se presidente, Bolsonaro teve sete mandatos de deputado federal a partir de 1991, com os três últimos, de 2006 para cá, ele integrando a bancada do PP.

Ciro Nogueira, agora o grande arauto de Bolsonaro no partido, ao contrário, firmou sua trajetória toda em aliança com o PT. Em 2010 se elegeu senador na chapa do governador Wilson Martins tendo como companheiro Wellington Dias, hoje governador, ao lado de quem se reelegeu em 2018.

Hoje, Ciro é o calo do PT, no Piauí e na Bahia. Coisas da política que mais parecem ironias do destino, não?

Um encontro mirando 2022

Cacá Leão, Ronaldo Carletto, Cláudio Cajado e Mário Negromonte Júnior, os quatro deputados federais do PP na Bahia, vão se reunir segunda com o comando do partido para analisar as estratégias para 2022.

Com o fim das coligações, os partidos estão em ebulição, catando onde dá candidatos a deputado federal e estadual. O PP, como quatro federais, é um dos que vão ter dificuldades para reeleger o mesmo número.

Metralhadora atira contra

— Eu estou com quase 70 anos. Quando eu era moleque, eu brincava com isso: arma, flecha, estilingue.

A declaração aí, feita por Bolsonaro anteontem quando ele estava em BH e recebeu um menino fardado de policial e com uma metralhadora de brinquedo, bateu mal entre os aliados. Um deputado simpatizante dele admite que não gostou: Continue a leitura no Atarde


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