Câmara de Vereadores reprova projeto para empréstimo de oito milhões, um exemplo para Itiruçu seguir


A Câmara de Vereadores de Santo Estevão reprovou na noite de 12 Maio de 2011, o projeto da prefeitura que tinha como objetivo realizar um empréstimo de oito milhões de reais para serem investidos em calçamento e reforma do hospital municipal..

De acordo com Hugo Nogueira, presidente da Casa, um empréstimo de com um valor tão alto iria resultar em débito para o município durante um prazo de dez anos. “Um projeto como esse nunca deve ser aprovado e ainda mais quando se alega que é para calçamento, uma vez que o município de Santo Estevão já é quase todo calçado”, frisou o presidente.

Ainda de acordo com o presidente, o ex-gestor calçou tudo com recursos próprios e nunca precisou tomar empréstimos. “Seria interessante que os recursos de dois anos e meio fosse mostrado, isso até porque o projeto para pedir o empréstimo tem também outra finalidade que é a de realizar reformas no hospital que está recebendo para isso recursos do governo do estado”, ressaltou Hugo Nogueira.

Indagando sobre o destino da arrecadação do IPTU, o presidente da Câmara de Vereadores de Santo Estevão afirma pedir mais repressão para o gestor atual, que segundo ele não está justificando de forma clara a necessidade de se fazer um empréstimo de oito milhões de reais. “No mês de abril, o município teve uma arrecadação altíssima do IPTU e agora que estamos em maio o prefeito quer fazer um empréstimo tão alto”, disse Nogueira, questionando, “onde está o dinheiro arrecadado?”, indagou.

Além da contestação dos oito milhões, o presidente ainda informou sobre alguns pontos da cidade que estão sem iluminação. “Todos os meses o município arrecada cento e dez mil reais da taxa de iluminação pública e depois disso, estamos percebendo que, por exemplo, não podemos mais andar na lagoa, um dos pontos turísticos da cidade porque está escuro, então desde quando começou a cobrar as redes de iluminação pública foram reduzidas”, questionou o presidente.

Concordando com o ponto de vista do presidente Nogueira, o vereador Luciano Freitas ressaltou a importância de não se aprovar um projeto, ele ainda salientou que gestores passados realizaram vários investimentos na região sem fazer empréstimos, tudo com recursos próprios. “Fazendo um projeto como este, o prefeito está assinando um atestado de incompetência para gerir os recursos públicos e os vereadores que são preocupados com o bem do município e do povo votaram contra”, disse Luciano, acrescentando ainda que, “todos os edis que votaram contra estão de parabéns”, completou.

Além de Luciano Freitas, o vereador Narcíseo também votou contra o projeto. Segundo ele, a aprovação para realizar um empréstimo tão alto iria “afundar” o município. “Se o prefeito quer tomar um empréstimo para pagar daqui a dez anos, isso não vai fazer bem ao município, até porque ele já tem um débito de um milhão e duzentos mil reais, já está endividado, não pode procurar mais divida”, disse o vereador Narcíseo.

Ainda de acordo com Narcíseo, se o prefeito enviasse um projeto pedindo empréstimo para pagar no período do seu governo, a Câmara aprovaria. “Ele só não pode fazer divida para pagar depois, daqui a dez anos ele não sabe onde vai está”, salientou.

Assessoria do presidente


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