Zeca Braga volta cobrar união por projeto que trará água do Paraguaçu e avalia gestão em Planaltino

Zeca comenta Projeto para viabilizar água aos municípios via Rio Paraguaçu. Fotos/Itiruçu Online.

Em entrevista ao Itiruçu Online nesta quinta-feira (12), o prefeito de Planaltino, Zeca Braga (PSD), voltou a cobrar ações para que sejam tomadas medidas que cobrem a implantação do Projeto que trará água do Rio Paraguaçu aos municípios de Planaltino, Maracás, Lajedo, Itiruçu, Entroncamento de Jaguaquara, KM 75 e Irajuba. Para o gestor, será oportuno para políticos usarem a crise hídrica e fazer campanha defendendo o Projeto, mas lembra de que esses só estão montando em cavalo selado e já galopando.

“O problema hídrico não é apenas das cidades do Vale Jiquiriçá, é uma questão mundial. Voltamos a tratar  deste assunto na última reunião do Convale na cidade de Jaguaquara. Temos sete cidades vivendo graves problemas com a falta de água: Planaltino, Maracás, Lajedo do Tabocal, Irajuba, Itiruçu, Jaguaquara e Lafaiete Coutinho. Sou o prefeito que em relação ao projeto de trazer água do Sistema Bandeira de Mello, é o que tem mais conhecimento de causa, em função de termos ajudado na construção da ideia do projeto, arquitetado ainda no governo Wagner, na qual já temos áreas e local para iniciar a obra. Na verdade, todos dizem que esta obra trará água da bandeira de Mello, mas na verdade, a água será captada no povoado de Marcionílio, que será canalizada até o povoado de Campinhos, em Planaltino e, a partir de lá,  toda parte de tratamento que será feita   e distribuída para as cidades atendidas, ficando com possibilidades futuras a outras cidades que não estão mencionadas no momento. É um investimento caro da ordem de 180 milhões, ficou assim definido no projeto inicial e hoje não temos noção de quanto o orçamento é estabelecido. Temos nos preocupado e já chamei os prefeitos para esta discussão. Tenho vontade que este projeto se concretize. É oportuno que neste momento muitos políticos  queiram se apropriar do projeto e montar no galope do cavalo que já está andando,   querendo ser o pai da ação. Na verdade este projeto tem nome e já possui as pessoas que acompanha. Temos o fórum de discussão do Paraguaçu em Maracás, aonde todos tem conhecimento de quem participa e dos que estão envolvidos com isso. Cabe, na verdade, para discutir e buscar ações que concretizem esse o projeto, não apenas de querer  ser o pai do projeto, não interessa se A ou B sonha com a concretização do  projeto, mas tenhamos que ter uma reunião de ideia e de esforços.  Votamos em deputados que somem e aparecem de 4 em 4 anos. É hora de os municípios fazerem uma cobrança dos deputados estaduais, federais, senadores e do governador para que possamos ter força em Brasília e, sobretudo, poder trazer esta água para nossa região.  Acredito que até 2023 já estaremos com esta água sendo a nossa realidade, que no futuro próximo vai acabar atendendo mais de 250 mil habitantes. É um projeto que não é caro quando se fala em Brasil e recondução hídrica. Então, a gente precisa fazer um trabalho de crescimento e de envolvimento político. A comunidade precisa votar em candidatos que sempre discutiram e entenderam do assunto, ou que traguem nas suas veias a vontade de que o projeto realmente seja realidade em nossa região. Concretizado, será uma solução por muitos anos, a gente não pode garantir que será para o resto da vida, pois da forma que os homens estão tratando a nossa natureza é preocupante. O que precisamos fazer é cuidar da requalificação da natureza e de nossos rios, para que seja solução para o fim de nossas vidas.”- disse o prefeito.

Com dificuldades para manter a qualidade da maioria dos serviços essenciais e até para pagar o décimo terceiro salário e, sobretudo, conveniar com o governo federal, muitos prefeitos se afastaram de Brasília que, sem força, vão a capital federal ano a ano protestar contra o que chamam de “estrangulamento econômico” que enfrentam por causa da crise econômica e da queda na arrecadação. Para o prefeito de Planaltino, suas visitas em Brasília surtiram efeitos positivos.

“Já conseguimos várias emendas para ajudar na saúde de planaltino. Temos conseguido bastante para infraestrutura e calçamentos. Recentemente adquirimos um empenho em Brasília para construção de uma escola com seis salas de aula. O governo do estado conseguiu empenhar e dá inicio as obras de  reconstrução da Praça Castro Alves. Com toda a turbulência que o Brasil vive, aos poucos temos conseguido espaços e alcançado trazer algumas coisas para nossa cidade. Temos feito muito mais que em todos os tempos em Planaltino. Estamos fazendo pela primeira vez um esforço concentrado para poder capacitar os povoados   dotando-os de infraestrutura de calçamento. Com recursos próprios estamos fazendo uma grande ação de pavimentação de Ruas.  Iniciamos a princípio pelo povoado de Angélica,  que até então nunca teria tido uma condição de se fazer um palmo de calçamento e,  como no outro mandato já havíamos feito  muita pavimentação, decidimos em fazer um grande esforço para pavimentar povoados na Zona Rural. Na angélica, construímos pavimentação na sede dos povoados, compreendendo o projeto financiado pelo Desenbahia. Reformamos quadra poliesportiva e concluímos toda pavimentação no centro do povoado. Em seguida pavimentamos várias Ruas do distrito de Nova Itaípe, que estão concluídas. Passamos para Santo André,  aonde  vamos concluir com 80% da pavimentação do povoado, restando Campinhos e Lajedinho, que faremos agora o inicio das obras. Ainda sobre  campinhos,  acredito que até o final do mandato estaremos 100% com o povoado pavimentado.”, disse Zeca.

Os prefeitos eleitos em 2016 mantiveram a linha dos discursos de seus antecessores, nos quais enfatizaram a necessidade de austeridade diante da chamada crise econômica do país. Os altos das campanhas deram lugar à cautela. É percebido nas reuniões dos gestores o sumiço da palavra “crise”.  Zeca Braga diz que os prefeitos se acostumaram com a crise, mas afirma que agora é que à situação está piorada.

“Os prefeitos cansaram de falar da crise. Na verdade a crise ela está presente agora, onde o Brasil passa por um momento de dificuldade e turbulência de identidade. A política tem sido a vilã de toda esta turbulência. A dificuldade é muito grande, sobretudo, os municípios pequenos estão passando por grandes sofrimentos e não há um devido respeito aos municípios de menor porte, sempre ficando com a penalização”, frisou Braga.


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