Vacina da Covid-19: Campanhas começam com aglomerações em cidades baianas

Passeata do prefeito de Riachão do Jacuípe e candidato a reeleição Zé Filho teve aglomeração e gente sem máscara (Reprodução)

Chegou a vacina: CORONAVOTOMEU. Trancaram o povo em casa por mais de 6 meses. Fizeram a educação perder um ano letivo. Quebraram pequenos comerciantes e fizeram grandes estabelecimentos demitirem em grande número. Brigaram com o presidente Bolsonaro por recursos de enfrentamento a pandemia, e encheram os cofres públicos com milhões.  Usaram a imprensa para assustar o povo. Agora, sem a esperada e estudada vacina, pode tudo. A hipocrisia reina no Brasil. Mas, as pessoas que ainda prezem pela vida continuam tomando todos os cidadãos no enfretamento a pandemia do novo coronavírus, consideram os profissionais de saúde heróis e acham que o vírus pode chegar ao grupo de risco.

Pós eleições deverá ocorreu o período de recursos para compra de vacinas, ai, então, a pandemia voltará a ganhar força. De agora em diante a briga será dos heróis que precisam manterem-se em cargos públicos. Quem falar de pandemia, certamente receberá uma enxurrada de críticas dos que há poucos dias, pedia para o povo ficar em casa.

Viva a volta da vida normal. O primeiro dia oficial de campanha para as eleições municipais foi marcado por algo que há meses se tenta evitar: aglomerações. Iniciada no domingo (27), a corrida dos candidatos às prefeituras e às câmaras de vereadores já desrespeitou regras básicas de controle e segurança implementadas durante a pandemia.

Matéria do Correio, revela ter tido acesso a fotos e vídeos dos eventos de campanha em cidades como Itapetinga, Riachão do Jacuípe, Pojuca. Na região, Itiruçu, Jaguaquara e Presidente Tancredo Neves que circularam nas redes sociais. Os inúmeros registros, alguns compartilhados pelos próprios candidatos, mostram aglomeração de pessoas sem máscara, apertos de mão, abraços: tudo aquilo que o coronavírus ensinou a evitar.

Na campanha deste ano, há restrições específicas geradas pela pandemia nos atos realizados pelos candidatos, tais como: obrigatoriedade do uso de máscara e limitação de 100 pessoas por evento – número passível de alteração de acordo com a realidade de cada município. A punição pelo descumprimento das orientações pode ir desde multa, cassação de registro a até inelegibilidade por oito anos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

“O político que desrespeitar essas regras perderá o apoio que mais busca, o do eleitor. Esse assunto já foi tratado com autoridades municipais e estaduais, que estão atentas para evitar aglomerações como as que já aconteceram nas convenções. Acho prudente que os juízes eleitorais agora chamem os candidatos para um diálogo sobre a importância de promoverem campanhas conscientes da situação que estamos enfrentando”, afirmou o presidente do TRE-BA, desembargador Jatahy Júnior, à época da publicação das regras, contidas na Resolução 30/2020, na semana passada.

Parecia micareta

As imagens às quais o CORREIO teve acesso mostram outro cenário. Eleitores acompanham carros de som que seguem os candidatos, chegam a se aproximar para fotos, sem o uso de máscaras ou qualquer respeito ao distanciamento social. Em algumas cidades, apoiadores chegavam a transformar em festa os eventos, dançando e bebendo ao redor dos carros de som.


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