Foto: Facebook do Deputado Federal Jean Wyllys

Foto: Facebook do Deputado Federal Jean Wyllys

Para além da postura do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de mandar ação policial com cães pitbull para cima de professores em greve no Estado do Paraná, de quem não poderíamos esperar posicionamento diferente, o que me chama a atenção em tudo isso, é como somos colocados uns contra os outros neste processo de precarização dos serviços públicos. Os policiais são servidores públicos como nós e sofrem as mesmas dificuldades.

Como servidores públicos, temos as mesmas lutas. No entanto, somos colocados para brigar uns com os outros, em condições adversas, trabalhadores armados com cassetete, bombas, bala de borracha e cães contra trabalhadores armados de indignação, que claro, usam umas pedras quando podem. E o pior, é que não refletimos sobre essa questão. Vemos policiais com “água na boca” de tanto prazer em “descer o pau” nos professores, nos iguais. Enquanto isso, os governantes e seus vassalos do alto de seus gabinetes refrigerados filmam tudo do palácio do poder tomando um cafezinho, se divertindo com a batalha medieval, como nos tempos de efervescência das Arenas Medievais. Só que aqui não há simulação de batalhas, as batalhas são reais e desleais.
A mesma coisa acontece quando a situação é inversa, quando os policiais fazem suas manifestações e reivindicam seus direitos, somos os primeiros a condenar. Falta reflexão crítica, falta cada vez mais consciência de classe! E seguimos digladiando entre nós, servindo de espetáculo para nossos governantes.

Em resumo, estamos assistindo cada vez mais o sucateamento do serviço público, e os governos ao invés de procurar formas de fortalecimento do serviço público usam todo esse desmonte para justificar a terceirização e a privatização. Se o serviço público não funciona, ao invés de qualifica-lo é melhor contratar uma empresa ou delegar de vez esse serviço a iniciativa privada. Em síntese, se não tenho competência para qualificar o serviço publico é melhor então entrega-lo para iniciativa privada, acabar com a carreira pública.

Não podemos ser ingênuos, muitas pessoas ao alçarem a carreira pública se acomodam e acham que são intocáveis, contribuindo para esse discurso de que o serviço público não presta. Mas, essas pessoas não são a maioria, e há ai também uma responsabilidade dos que assumem a gestão pública de nem sempre exercem essa gestão, sobretudo de pessoal.


varzea

Foto/Blog Itiruçu Online

Manhã fria na terra de José Inácio, abro a janela e me deparo com a neblina que ainda esconde o nascer do sol. Na cozinha, minha mãe tenta a todo custo acender o seu velho e companheiro fogão de lenha que teimosamente demora a aquecer. Pelas ruas os velhos tratores e suas carrocerias abarrotadas de mulheres, homens e crianças com destino aos cafezais. A fila se forma em frente a casa de Dadai na espera do leite fresco que Ives Fontoura foi buscar no Morro do Tigre.

O cheiro de pão assando invade a minha vontade e percebo que está da hora de ir até a padaria de Seu Juca Nunes comprá-lo. A recepção é um canto mágico da sabiá que mais parece um aviso de que na padaria já tem pão fresquinho e quente. O sorriso tímido de Lourival é um sinal que a produção está a todo vapor. Seu Juca Nunes com seu inconfundível óculos de aro preto, observa todo o movimento do seu pequeno escritório que fica ao fundo da padaria. Na praça da feira (Praça Vivaldo Bastos), Benedito abre a sua barraca e coloca na vitrola o mais novo disco de Roberto Carlos entre tantos outros que estão a venda.

Seu Viute passa em seu Jeep azul com destino a sua fazenda. Outra fila agora se forma em frente a porta do Baneb, uns em busca do dinheiro de suas aposentadorias e outros querendo o saldo da poupança. Colado ao banco, Maria e Dona Joana acenam para Juracy que pega seu carro com destino a Brandão Filho. Do outro lado da cidade, Hélio Borges caminha nos seus passos rotineiros rumo a Federal e mesmo que estivesse de olhos fechados, seu coração o levava até lá. João Batista acabara de abrir a sua a venda, assim como Seu Gerson e Macarin. No Itirucuzinho, João Alves – conhecido João Pelado – abre o seu bar e vende as suas primeiras doses de “pinga”. O primeiro café da manhã de muitos que alimentam seus vícios. Na rua da Lancha, Salvadorzinho carrega um dos seus caminhões com tomate, repolho e pimentão para abastecer o Ceasa em Salvador e de lá ganhar o Brasil. Dona Tereza Santos caminha apressadamente para atender um senhor no posto médico da rua das Flores. Segundo o senhor, ele havia chupado manga e logo em seguida tomou leite e isso tinha lhe causado uma forte dor de cabeça. Pela experiência de Dona Tereza, constatou-se que o senhor  tinha mesmo era pressão alta. A neblina agora já dava lugar ao sol e o caminhar da minha terra sempre foi assim, aconchegante, poético e apaixonante. E se envolver nos seus detalhes é enriquecer a alma e acalantar o coração.

Itiruçu é mesmo um caso de amor.

Por Joselito Fróes


alender

Um cartaz (cuja foto circula nas redes sociais) de uma manifestação contra o governo Dilma trazia os seguintes dizeres: “Intervenção Militar já! Todo poder ao povo nas ruas!”.

Antes de comentar o referido cartaz, vale contextualizar um pouco os acontecimentos. Os caminhoneiros pararam o país em um protesto contra o governo, a grande mídia além de dar ampla divulgação, apóia o ocorrido fazendo com que a população indignada promova um levante contra o governo. É o início de uma mudança drástica na História… Está identificando os eventos acima como os ocorridos nos últimos dias no Brasil? Pois eles ocorreram na década de 70 no Chile e culminaram no golpe, patrocinado pelos Estados Unidos, que derrubou o governo de Salvador Allende e colocou o Chile numa brutal ditadura sob o comando de Pinochet, este um assassino cruel que promoveu uma verdadeira carnificina de chilenos enquanto seu governo era totalmente subserviente aos Estados Unidos, e que dilapidou o país entregando as estatais ao capital estrangeiro.

Ainda trilhando o caminho da história, em 1954, Assis Chateaubriand, maior representante da grande mídia à época, afirmava “Vargas precisa desistir da Petrobrás”. De lá para cá, não são raros os ataques à estatal, as investidas do capital estrangeiro são fortíssimas, e alguns exemplos são emblemáticos, como a fracassada tentativa do então presidente Fernando Henrique Cardoso de transformá-la na “Petrobrax” e privatizá-la, entregando-a aos americanos.

O porquê disso é simples e notório, atualmente o petróleo é a riqueza que move o mundo. Por ele as grandes potências inventam guerras, promovem genocídios e mandam inclusive seus próprios jovens à morte, como os EUA fizeram com o Iraque sob argumento de que lá havia armas químicas, que jamais foram encontradas. Pelo petróleo os EUA estão levantando-se contra a Venezuela. Pelo mesmo, não perdem uma oportunidade de atacar a Petrobrás, e o caminho (no caso do Brasil) passa necessariamente por convencer a opinião pública de que a empresa é um estorvo para os brasileiros, e nisso são auxiliados por uma rede de corrupção que atravessou décadas dentro da estatal (mas que agora está efetivamente sendo combatida).

Pois bem, a breve contextualização histórica acima nos mostra que para além da luta contra a corrupção, há uma construção de um discurso de ódio contra instituições nacionais, e sobretudo contra a democracia das urnas, visto que é absurdo falar em impeachment de uma presidente, sem que esta tenha incidido em crimes comuns, a exemplo de roubo ou homicídio, ou nas previsões da Lei 1079/50 que disciplina os crimes de responsabilidade.

O cartaz citado no início mostra que boa parte dos indignados sequer conhecem o que estão reivindicando, pois “intervenção militar com todo poder ao povo” nada mais é do que um grande paradoxo e uma demonstração do desconhecimento das reais implicações de uma intervenção dessa natureza.

Por outro lado, vivemos em um país cujo parlamento é absurdamente caro e cheio de regalias custeadas com dinheiro público e eleito (em grande parte) com dinheiro de gigantes do capital. O resultado disso são deputados compromissados com a “causa” de seus financiadores, apegados ao conforto que a vida pública no Brasil lhes proporciona, tanto é que alguns (não poucos) passam décadas ocupando mandatos públicos, e colocando seus entes no mesmo caminho para perpetuar as benesses alcançadas.

Não bastasse (e talvez por) serem financiados em suas campanhas milionárias, a contrapartida aos financiadores é nefasta aos cofres públicos. Somos uma nação cujo parlamento é em grande parte voltado aos interesses dos ruralistas, dos banqueiros e das grandes empreiteiras.

Sob essa perspectiva toda e qualquer manifestação que se contraponha a isto é bem vinda, como deixou claro o Ministro da Justiça Eduardo Cardozo ao afirmar que o governo vai cumprir a promessa de campanha de lançar um pacote de medidas severas no combate à corrupção. O que não pode-se admitir é que a população sirva de massa de manobra de interesses antidemocráticos e que visam tirar dos brasileiros suas instituições mais fortes e respeitadas!

Cabe-nos lutar pela reforma política, cobrar do governo um combate efetivo à corrupção! Para tanto é mais do que necessário que seja respeitada a decisão da maioria nas urnas!

Dr. Alender Rodrigues Brandão Correia
Advocacia e consultoria jurídica
Colunista do Itiruçu Online

manifestacao

Cá estamos nós após as manifestações de sexta-feira e domingo. O que mudou, o que mudará? Sinceramente, por conta das manifestações nada. Nada? Sim, nada, a não ser algumas amizades desfeitas no facebook e na vida real, fora isso, nada mesmo.

As manifestações de sexta-feira (13/03), pelo menos foram mais objetivas e transparentes do que as de domingo. Sexta os manifestantes, convocados pela Central Única dos Trabalhadores e mais alguns sindicatos reivindicavam mudanças de rumos da política, mas sem golpe à Democracia. Na pauta “reforma política”, “taxação das grandes fortunas”, “defesa da Petrobrás”, “punições mais severas aos corruptos” e “defesa de direitos trabalhistas”. As manifestações podem ser compreendidas como pró-governo Dilma? Sem dúvidas que sim, foram as forças sociais que elegeram Dilma que se manifestaram, mas não numa defesa cega, e sim no sentido de dar mais um voto de confiança para que o governo enfrente de vez os desafios que estão postos.

Nas manifestações de domingo (15/03) por mais que alguns tentem me convencer de que foi o povo nas ruas, quem acompanhou os atos pela mídia alternativa constatou claramente que não foi um ato puritano em defesa do Brasil. O primeiro ponto é que seus organizadores são ocultos, diferentemente das manifestações de sexta-feira 13. A própria grande mídia que deu 100% de cobertura aos atos (o mesmo não ocorreu quanto a sexta-feira) usava o termo “segundo os organizadores”. Alguém viu algum organizador sendo entrevistado ou tendo seu nome citado? Nem aproximavam as imagens dos carros de som para vermos quem estava em cima. Já que a grande mídia não menciona os nomes dos organizadores, na mídia alternativa correm especulações investigativas de que um dos grupos organizadores do movimento do dia 15, “Estudantes pela Liberdade” (EPL), é financiado por corporação petroleira norte-americana que ataca direitos indígenas, depreda ambiente e tem interesse óbvio em atingir a Petrobras. No site da revista Carta Capital encontramos uma matéria completa sobre essa questão, uma vez que a Veja, Folha de São Paulo e O Globo não nos permite um contraponto, uma vez que não publicam nada a respeito.

O que vimos nas manifestações do domingo foram claramente atos contra o governo que foram de “Fora Dilma”, “Impeachment” a “Intervenção Militar”, hostilização à todos que estivessem vestindo camisa vermelha, inclusive com vários casos de agressões. A própria grande mídia dizia “manifestações contra a corrupção, contra o governo Dilma”. Óbvio que no meio das multidões tinham pessoas pedindo “reforma política”, se posicionando “contra corrupção”, etc. Tinha gente pedindo prisão para o “Karl Marx de Garanhus” e “Basta de Paulo Freire”. As entrevistas com participantes dos atos que circulam nas redes sociais através da mídia alternativa demonstraram discursos de ódio, desconhecimento, preconceito e até ingenuidade, pois tinham pessoas que nem sabiam o que queriam. Incoerências como o pedido de intervenção militar sob o som de “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, o hino contra a ditadura militar.

No entanto, deixando as incoerências, o que muda depois das manifestações do dia 13 e do dia 15? Pelo menos por enquanto nada. O governo mostrou que tem apoio e a oposição mostrou que também tem força. Contudo, ninguém teve a coragem de assumir efetivamente o compromisso com uma mudança real, com uma reforma política de verdade, por mais que panfletem e façam discursos inflamados sobre essa questão. Enquanto o país não tiver a coragem de enfrentar uma luta de verdade pela reforma política, não haverá mudanças, e sejamos sinceros, muitos que estão a frente destes movimentos não estão preocupados com isso.

Querem ver uma prova disso? Todas as pessoas conscientes sabem que é preciso uma reforma política que discuta seriamente o financiamento de campanhas. Alguns defendem o fim do financiamento privado, outros defendem o financiamento público, fim das coligações proporcionais, entre outras questões. O problema é que muitos inflamados discutem essa questão como se os problemas do nosso sistema político só acontecessem em Brasília. Não consigo ver a mesma indignação quanto ao contexto local, ou contextos locais. Quem financia as campanhas a nível local? A dinâmica é diferente do que ocorre em Brasília? Quem ganha as licitações, pregões nos governos locais? Quem são as empresas que prestam serviços aos governos locais? Ninguém discute isso, porque será?

Antes de pedir mudança lá, tenhamos a coragem de mudar aqui, ou que a mudança que esbravejamos para que aconteça lá, seja uma mudança que mude aqui também, que seja por uma reforma que transforme a estrutura do sistema político, acabando de vez com essas mazelas, que comecemos mudando a nós mesmos. Mas, enquanto isso acho que muitos preferem ficar discutindo o lá a pensar o lá a partir de cá, e mais ainda, em transformar o lá para mudar o cá. Precisamos ser mais honestos em nossas posturas. Como nos diz Paulo Freire, “uma coisa fica clara, é preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”.

Renê Silva, Pedagogo, Mestrando em Educação (UESB).

Colunista do Blog Itiruçu Online


Xexéu embalou anos de sucesso a frente do grupo Timbalada, na década de 1990. No entanto, o seu futuro brilhante no mundo da música veio abaixo quando ele entrou para o mundo das drogas, onde passou a consumir cocaína, e perder a maioria de suas conquistas. O apresentador Geraldo Luís foi a Fortaleza, no Ceará, onde mora o cantor para saber como ele superou as barreiras que a vida lhe impôs e o que faz atualmente para se reerguer. Acompanhe!


*Por Rosival Fagundes

*Por Rosival Fagundes

O novo consumidor das redes sociais, formador de opinião que compartilha na rede as marcas de sua preferência, e até produz conteúdo com sugestões para sua empresa escolher um nome para um novo produto, o nome de um livro, indicação de filmes, shows, eventos e outros serviços. Estamos vivendo na era da co-criação, agora é o consumidor que diz qual é o melhor produto ou serviço, não mais o proprietário da loja ou o fabricante. Os negócios já não são como antes, a Internet veio para criar um novo mundo dos negócios, um jeito novo de produzir, vender e inovar. O fotógrafo inova com os celulares, que vira fotografia digital em tempo real. O jornal não vai acabar, pois ele se reinventa. O rádio não acabou com a invenção da TV, pelo contrario, o rádio ocupa um espaço novo na WEB, e se transforma em uma importante mídia segmentada.

Os negócios se reinventam o tempo todo. Inovar é correr risco? Mas o pior risco é o de não inovar. O mundo pede inovação, sai o trabalhador de carteira assinada e ocupa o seu lugar o empreendedor, o ser humano capaz de criar novos empregos e realizar sonhos. Nasce o empreendedor digital, os novos criadores do “mundo.com”, da revolução digital, da educação digital, do trabalho em casa, na rua, no hotel ou em qualquer lugar conectado em rede. O Brasil é o quinto país do mundo em uso de Internet, com mais de 80 milhões de usuários. Você é o protagonista neste mundo digital, é o criador, o artista da liberdade, da imaginação e inovação. Surfando nesta nova onda, o empreendedor digital se caracteriza como um especialista em inovação, e que entende de economia criativa, identidades digitais, pode ser um produtor de website, criador de conexões e interações com as marcas e empresas nas redes sociais.

O Empreendedor Digital é aquele que tem um negócio cujos processos e relacionamentos com parceiros, clientes e funcionários, e são realizados principalmente por meio digital. Quase 100% dos entrevistados têm o local físico do seu negócio no Brasil: em São Paulo (34%), Rio de Janeiro (21%), Rio Grande do Sul (14%) e Minas Gerais (12%). O Empreendedor Digital brasileiro é homem (67%) e tem em média de 26 anos. Metade deles possui instrução superior completa e renda média mensal de R$ 4.600,00. Em média, os empreendedores digitais estão no mercado há quase 2 anos. Do total, 62% estão no setor de serviços. O setor mais procurado é o comércio, com 33% de respostas. Indústria e agropecuária correspondem a 5% do total. A proporção de empreendedores digitais com experiência anterior no mundo offline é proporcionalmente inversa uma vez que apenas 18% declarou que já teve um negócio não digital. A maioria dos negócios (59%) é informal e não registra os empregados em carteira (69%). O faturamento bruto anual de 60% dos empreendimentos ficou entre R$ 36 mil e R$ 240 mil reais, em 2008.

Quais são as vantagens de ter um negócio digital? Familiaridade com o meio, custo reduzido de investimento inicial e menor necessidade de infraestrutura .


Às vezes compreender o ciclo da vida por mais que se saiba como é que ela funciona, é um tanto quanto impossível. Existem pessoas que deveriam viver além do que lhe foi destinado, não quero dizer que a vida deveria ser eterna em carne (porque ela já é em sentimentos e em espírito), mas que deveria viver uns 150, 200 anos e que todas as gerações deveriam conhecer as qualidades das pessoas que vieram a esse mundo com o proposito de fazer o bem, de arrancar de você o mais belo sorriso, de fazer você transportar a uma vida num tempo em que você não viveu e sentir saudades sem nem mesmo ter tido a oportunidade de ter vivido aquela época. Lembro-me que na terra de José Inácio tinha um senhor por nome Agnaldo Pires, conhecido também como Gau Pires ou Gau de Biinha, ele tinha essa magia.

    Gau tinha um dom dado por Deus, o dom de contar historia de uma maneira própria, particular, bem dele e que falava com maestria do cotidiano da nossa terra. Com ele, as historias tinham um aconchego a mais, saboreado ao toque de humor, mas que não fugiam as suas realidades. Gau não se limitava apenas em contar as suas historias e sim, ele dramatizava a cena e todos que o ouvia, ficavam encantados com o seu talento. Certa feita, numa roda de amigos, resolveu contar a história de Osvaldão.

     Osvaldão era um senhor forte, tinha um ar de homem sério, de um homem durão e morava na época, na esquina de uma passagem que era uma mistura de rua e beco, e que dava acesso aos fundos da venda de Seu Gerson e era um grande negociador de carne de porco. Segundo Gau, Osvaldão não aceitava levar desaforo pra casa e num belo dia, conta Gau Pires, ele foi convidado a ser juiz numa partida de futebol que estava sendo realizada na comunidade do Federal (divisa entre Jaguaquara/Itiruçu) e no decorrer do jogo, houve uma entrada violenta dentro da área em um determinado jogador e o juiz que era Osvaldão, não marcou a falta e tão pouco o pênalti. Foi então que alguém gritou “juiz ladrão!”. Foi o suficiente para que Osvaldão tirasse sabe lá de onde, um canivete e falasse: “Ladrão é?! Aqui o ladrão!”, e deu uma canivetada na bola, acabando o jogo por completo.

Antes mesmo de terminar a história, ouviam-se demoradas gargalhadas e nos amigos pediam mais é consequentemente, iam surgindo outras histórias.

Por mais que fosse simples a história, na voz e nos gestos de Gau, tinha uma outra dimensão,  isso sem falar na generosidade da sua alma. Servir era algo grandioso na pessoa de Gau Pires. Ele não se negava a quem quer que fosse, pois acreditava que ajudar é o mínimo para quem ganhou o dom da vida e esse dom, hoje conta as suas histórias em um outro mundo.

Hoje em cada esquina da cidade, no cotidiano de nossos dias, em nossas lembranças, é fácil ouvir a voz alegre do inesquecível amigo contador de histórias.

Por Joselito Fróes


Artigo de Dr. Alender R.B. Correia /Itiruçu Online

Artigo de Dr. Alender R.B. Correia /Itiruçu Online

A Medida Provisória nº 664, publicada em 30/12/2014, trouxe relevantes alterações nas regras previdenciárias. A pensão por morte foi um dos benefícios mais afetados, e nas linhas a seguir iremos visualizar os aspectos mais relevantes dessas mudanças.

CARÊNCIA – Uma das características mais marcantes da mencionada pensão era a de que não necessitava de carência à sua concessão, ou seja, se uma pessoa teve sua carteira de trabalho assinada no primeiro dia de emprego, e nesse mesmo dia ela faleceu, os dependentes dela teriam direito à pensão. Com o advento da MP 664/2014, a pensão por morte depende, via de regra, de 24 contribuições mensais como período de carência. Essa só será dispensada no caso do falecido estar em gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez, ou a morte decorrer de acidente do trabalho, doença profissional ou do trabalho.

PERÍODO DE CONVIVÊNCIA – Antes não era necessário provar o tempo de convivência (seja casamento ou união estável), agora será necessário provar que o casamento ou o início da união estável tem pelo menos dois anos antes da data do óbito do instituidor do benefício. A mudança traz também duas exceções: quando o óbito decorrer de acidente posterior ao casamento ou ao início da união estável; ou se o cônjuge, o companheiro ou a companheira for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade remunerada que lhe garanta subsistência por doença ou acidente ocorrido após o casamento ou início da união estável e anterior ao óbito do instituidor.

Outra mudança bem vinda, e que está em vigor desde a publicação da norma, é a que determina que não terá direito à pensão por morte o condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do segurado, ou seja, se o companheiro ou cônjuge, cometendo um crime doloso foi o causador da morte, não terá direito à pensão.

DURAÇÃO DO BENEFÍCIO – Até a MP 664/2014, a pensão por morte recebida pelo cônjuge ou companheiro(a) era vitalícia. A MP ora comentada estipulou uma tabela com o tempo máximo de duração da pensão por morte devida ao cônjuge ou companheiro(a) com base na sua expectativa de sobrevida, de modo que só será vitalícia se essa expectativa for igual ou inferior a 35 anos.

Nos moldes atuais a expectativa de vida para a mulher, por exemplo, é de aproximadamente 79 anos de acordo com o último Censo do IBGE. Assim, a pensão só será vitalícia para a companheira/cônjuge que tiver pelo menos a idade de 44 anos.

 Expectativa de sobrevida Duração da pensão por morte
55 ou maior 3 anos
Entre 50 e 55 6 anos
Entre 45 e 50 9 anos
Entre 40 e 45 12 anos
Entre 35 e 40 15 anos
Igual ou menor que 35 Vitalícia

Por exemplo, uma viúva de 20 anos de idade (que segundo o IBGE, pela média, viverá até os 79 anos) tem uma expectativa de sobrevida então de 59 anos, de modo que receberá a pensão por apenas 3 anos. Já uma viúva de 35 anos de idade tem uma expectativa de sobrevida de 44 anos e receberá a pensão por 12 anos. O que determina o período de duração da pensão é expectativa de vida calculada pelo IBGE, podendo variar entre um censo e outro, o que implicaria em mudanças nos enquadramentos de idade.


pablo

Com quase 15 anos de carreira, dez discos e quatro DVDs lançados, os hits do cantor Pablo, 29, são cantados por fãs apaixonados em todo o Norte e Nordeste do Brasil. Por lá, ele é conhecido por títulos como “criador do arrocha”, “rei da sofrência” e, o mais sublime de todos, “a voz romântica”, o que não chega a ser um exagero: as letras de suas músicas falam de desilusões amorosas, traições e amores impossíveis.”Sofrência na Bahia é uma coisa gostosa”, diz o cantor, por telefone, ao UOL. “É aquela sensação de dor de cotovelo, de quem perdeu o amor, mas quer reconquistá-lo. Sofrência é a sensação de estar apaixonado”, explica. “Todo mundo vai viver a sofrência algum dia, quer queira ou não. A sofrência nunca acaba. É a dor da paixão proibida. Ela faz parte do cotidiano de todo mundo”.

O rei da sofrência, ironicamente, garante que nunca sofreu por amor, já que tudo em sua vida foi conquistado muito cedo. “Comecei a cantar seresta aos seis anos com meu pai em barzinhos na cidade de Candeias (a 45 km de Salvador). Com 15 anos eu me casei e estou com a mesma mulher até hoje. Tenho dois filhos e antes dos 18 anos já tinha comprado meu próprio apartamento”, lembra. O cantor explica, ainda, o que é o arrocha, o outro estilo musical que o tornou conhecido. Segundo ele, é uma seresta “com um pouco mais de suingue”. A expressão, segundo ele, surgiu porque durante os shows ele gritava “arrocha” para os casais que dançavam coladinhos músicas como “Pecado de Amor”, “Baby”, “A Casa ao Lado”, “Quase me Chamou de Amor”, ” Fui Fiel”, ” Malhado e Gostoso” e “Homem não Chora”. Informações do Uol.


 depoisdachuva

“Depois da Chuva”, primeiro longa de Cláudio Marques e Marília Hughes, estreia nacionalmente nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro, simultaneamente em salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

Ambientado em 1984, quando o país foi às ruas pedindo eleições diretas para presidência da República (Diretas Já),  o longa-metragem traz Caio (Pedro Maia), um adolescente de espírito libertário que vive seu despertar político e amoroso no momento em que a população brasileira experimenta a euforia do término da ditadura e a esperança de assumir as rédeas do país.

 depoisdachuva

Totalmente produzido em Salvador, “Depois da Chuva” já foi exibido em doze países, sendo que a estreia internacional foi no 43º Rotterdam Film Festival  (Holanda). Premiado no 46º Festival de Brasília em três categorias (roteiro, ator e trilha sonora) e escolhido o melhor filme estrangeiro do Harlem International Film Festival (Nova Iorque – EUA), o longa começou sua trajetória nos festivais de Cannes e de Cinema Independente de Buenos Aires (Bafici), onde foi exibido como “work in progress”.

marina

Jovem atriz itiruçuense fará sua estreia no cinema

No elenco, a participação de Marina Brandão de Novaes (18 anos), itiruçuense, filha de Rita e Ailton Cezarino de Novaes.

Marina, estudante de Arquitetura na UFBa, dividiu sua infância e inicio da adolescência entre Itiruçu e Jaguaquara, onde estudou no Tempo Feliz/ Colégio Dimensão e aos 13 anos mudou-se para Salvador, estudando no Colégio Oficina, quando teve a oportunidade de também fazer o curso de Teatro.

Participou de algumas peças e em 2011, foi convidada, junto com outros colegas, a participar do elenco de “Depois da Chuva”.

A pré-estreia aconteceu no espaço Itaú Glauber Rocha, no último sábado (10), e nesta quarta-feira ganha a tela do cinema brasileiro.