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Santa Inês: Secretário diz que decisão da diretora em impedir a entrada dos alunos vestidos de calça foi ‘infeliz’

Após a ampla repercussão do caso da Escola Municipal Prisco, na cidade de Santa Inês, quando crianças  foram impedidas de entrar na instituição por vestirem calça jeans, o atual secretário de educação classificou a atitude da professora apenas como “infeliz”.

De acordo com o professor Marcos Paiva, secretário municipal de Educação, a decisão da diretora em impedir a entrada dos alunos foi infeliz. “Não é possível que meu filho não pode entrar no colégio porque está de calça em um frio desse. Em um tempo aqui, ó, e meu filho não pode entrar. E tem mais crianças que não podem entrar porque deram shortinho de dormir para as crianças irem para escola. É possível um negócio desses?”, disse o pai ao ter o filho barrado na porta da escola.

 

Nas imagens, a diretora argumenta: “Oh, pai, peraí (sic), a escola toda está de farda”, disse ela. Revoltado, o pai continua a reclamar da situação: “Mas não é justo, a escola tem que admitir que está errado. Tão errado (sic) porque não pode em um frio desses, época junina, época de frio e as pessoas têm que vir com um shortinho desses, gente!”

Em entrevista ao portal  G1, na manhã de ontem,  quinta-feira (6), Marcos Paiva informou que o pai do aluno, que denunciou a situação e gravou o vídeo, esteve na sede da secretaria para comunicar o ocorrido. “Nós ligamos para a diretora imediatamente, que autorizou a entrada das crianças. Esse caso foi resolvido no mesmo dia, na segunda-feira”, disse o secretário.

 

De acordo com ele, a cidade de Santa Inês é predominantemente quente e as fardas foram feitas pensando nisso. “Estamos vivendo nos últimos cinco dias um clima atípico, mesmo sendo caatinga, tem chegado a 13ºC, 12ºC. Nesse dia, as crianças foram de calça e não de short. A diretora teve uma decisão infeliz”, completa. Segundo Paiva, a diretora se desculpou com o pai do aluno barrado no mesmo dia. Ele ainda informou que a secretaria fez uma reunião com as diretoras e orientou para que nenhuma criança seja impedida de entrar por estar de calça. “O mais importante para nós não é o fardamento, é o acesso e permanência da criança na escola. Infelizmente a visão da diretora foi infeliz e faltou bom senso”, concluiu.