Quarenta prefeitos e vereadores foram mortos desde 2017 no Brasil

A violência contra vereadores, ex-vereadores, prefeitos e ex-prefeitos resultou em pelo menos 40 mortes no Brasil na atual legislatura, segundo registros em reportagens do portal G1 publicadas entre 2017 e 2018. O número não é exato. Nesta semana, a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi assassinada a tiros durante emboscada no centro do Rio de Janeiro. Ela foi a 40ª vítima. Além desses 40, o G1 também registrou no período os assassinatos de dois suplentes de vereador de Itatiaia-RJ e  de Cacoal-RO) e um ex-vice-prefeito, de Ourolândia-BA). A morte de Marielle levou milhares de pessoas às ruas de todo o país, em protestos contra o assassinato e a onda de violência na cidade. O Ministério Público avalia pedir a federalização das investigações. O governo federal diz que concentrará “todos os esforços” para identificar e prender os assassinos. O PSOL, partido ao qual Marielle Franco era filiada, informou ter registrado, desde 2016, 24 mortes de pessoas ligadas a movimentos sociais (quilombolas, indígenas, sindicalistas, MST, etc.) em razão das atividades políticas desenvolvidas por elas. Em 2016, somente no período eleitoral, a violência contra candidatos atingiu pelo menos 17 estados e levou a 28 mortes.   À época, 25 mil militares das Forças Armadas foram destacados para fazer a segurança das eleições, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu à Polícia Federal que investigasse os crimes.


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