Prefeito de Brejões anuncia  redução de salários do prefeito, vice e secretários

O prefeito da cidade de Brejões, Sandro Correia, decidiu reduzir o próprio salário, o do vice-prefeito e dos secretários municipais. A medida foi adotada em decorrência da crise que afeta o país e que nos últimos meses se agravou ainda mais, principalmente em municípios menores, onde a arrecadação é baixa, e a receita em sua grande totalidade, é proveniente de recursos repassados pela União. “Tomamos a atitude de reduzir os salários do prefeito, vice e secretários, e cortamos gastos em todas as pastas para garantir a manutenção de serviços essenciais em áreas como saúde, educação e serviço social. Infelizmente, tivemos que realizar demissões para adequar o nosso índice a realidade atual, o que nos deixou bastante tristes, principalmente neste momento de profunda crise”, ressaltou o prefeito Sandro.

Em entrevista concedida no mês de agosto ao site Bahia.ba, Eures Ribeiro (PSD), presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito da cidade de Bom Jesus da Lapa afirmou  que, ou os prefeitos tomam a atitude de reduzir os gastos, ou terão suas contas rejeitadas. “A arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) despencou 20% em relação ao ano passado, e o dinheiro da repatriação, ficou em 5% do que foi praticado no fim do ano, muito abaixo das expectativas. Os prefeitos não têm outro jeito. O limite de gasto com pessoal imposto pela lei estourou. Ou eles apertam o cinto ou vão morrer. É ruim, é frustrante demitir em tempo de crise, mas ou demite ou as contas vão ser rejeitadas, essa é a regra”, lamentou Eures Ribeiro.

Em todo o país, prefeitos (as) estão promovendo cortes nos gastos públicos para garantir o equilíbrio das finanças e o funcionamento de serviços essenciais a população. Fora isso, os gestores têm que estar atentos ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, (LRF), que limita em 54% da receita, o gasto com a folha de pessoal.

E se a situação não é nada boa, a estimativa é que não vá melhorar. No mês passado o governo anunciou a ampliação do rombo das finanças federais estimado em R$ 159 bilhões, ou R$ 20 bilhões a mais que o previsto. Com isso, o governo deve promover novos cortes nos repasses para Estados e Municípios. *Com informes da FM Vale.

Embora haja uma pregação para justificar medidas de austeridade nas economias municipais, os novos prefeitos na sua maioria faziam duras críticas a adversários que governavam e debochavam da crise, dando aos então gestores títulos de incompetentes. A crise continua com a mesma intensidade, o que mudaram foram apenas os gestores que pregaram nova política, mas na verdade jogaram o discurso no lixo e se adequaram as velhas práticas.


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