Policial é afastado após algemar homem negro a moto em movimento em SP

O comando da Polícia Militar de São Paulo afastou das atividades de rua o policial que arrastou um suspeito de tráfico de drogas por uma ciclovia na terça-feira, 30, na capital paulista. O homem, um jovem negro, foi algemado a uma moto da corporação e obrigado a correr para não cair, enquanto o agente pilotava o veículo.

Assista vídeo aqui.

A ação foi filmada por motoristas que passavam pela avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, região do Ipiranga, zona sul da capital, sendo amplamente repercutida nas redes sociais. Em uma das gravações, um homem compara a imagem do suspeito correndo atrás da motocicleta do PM à de um escravo sendo arrastado. “Olha! Algemou e está andando igual a um escravo. Vai roubar mais agora”, diz o homem em meio a risos.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a Polícia Militar determinou o afastamento do policial do serviço operacional e a instauração de um inquérito para apurar o caso.

A prisão ocorreu durante a operação “Cavalo de Aço”, com o objetivo de abordar motociclistas. De acordo com a polícia, o suspeito que aparece nas imagens é um motociclista que havia fugido do bloqueio policial. Durante a perseguição, ele teria dispensado a mochila que carregava, com 12 tijolos de maconha dentro.

Um dos policiais teria parado para recolher o material, enquanto outro continuou na perseguição. Após perder o controle do veículo, o suspeito colidiu a moto em uma viatura do Samu. Ele ainda tentou fugir a pé, mas acabou preso metros depois. Após a detenção, ainda segundo a PM, o policial filmado conduziu o homem como mostrado nas imagens para próximo da motocicleta colidida.

O homem foi preso por tráfico de entorpecentes e direção de veículo sem permissão. No entanto, o órgão repudiou a forma como o suspeito foi conduzido.

“A Polícia Militar repudia a forma como o detido foi conduzido, que afronta todos os protocolos da instituição, e reafirma o seu compromisso de proteger as pessoas, combater o crime e fazer cumprir as leis, sendo implacável contra pontuais desvios de conduta”, afirmou a corporação paulista à Folha.


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