OAB diz que “lesão corporal” no caso Jéssica é reflexo de sociedade machista

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A Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Vitória da Conquista divulgou uma nota nesta quarta-feira (11) na qual afirma que as agressões sofridas por Jéssica Nascimento, 21, morta nesta terça (10), “jamais poderiam ser encaradas como uma lesão corporal passível de arbitramento de fiança”.

Para a OAB, o tratamento que a Polícia Civil deu ao caso “demonstra claramente o quanto ainda vivemos em uma sociedade cuja mentalidade é retrógrada e machista”. A crítica foi feita por meio de uma nota de pesar, assinada pela advogada Ingrid Lomanto Torres, presidente Comissão da Mulher Advogada da OAB-BA.

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Jéssica morreu por falência múltipla dos órgãos, após ficar por mais de duas semanas em coma, devido a um espancamento, o que a levou a perder o bebê de quatro meses de gestação. O acusado da agressão é o estudante Américo Francisco Vinhas Neto, 24, que teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira passada e está foragido da Polícia. Ele é suspeito de ser o pai da criança.

O caso foi enquadrado como lesão corporal pelo delegado Luiz Gustavo Tortorelli Dutra. O Suíça Baiana tentou contato com o delegado nesta quarta para comentar a nota, mas as chamadas ao telefone da sala dele não foram atendidas.


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