Manchas de petróleo aparecem em Arembepe e número de praias atingidas na Bahia aumenta

As manchas de petróleo que atingem o Nordeste do Brasil desde setembro chegaram à praia de Arembepe, na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (10). A informação foi divulgada pela Marinha do Brasil. Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema.

O Assunto #33: De onde veio o petróleo que mancha praias do Nordeste, e os danos que ele pode causar Com essa localidade, chega a 14 o número de praias contaminadas no estado, em 6 cidades. São elas:

Guarajuba, Itacimirim e Arembepe (Camaçari)
Mangue seco e Coqueiro (Jandaíra)
Barra da Siribinha , Barra do Itariri , Sítio do Conde e Poças (Conde)
Baixio e Mamucabo (Esplanada)
Subaúma e Porto do Sauipe (Entre Rios)
Praia do Forte (Mata de São João)

Todos os municípios afetados ficam no litoral norte do estado. De acordo com a Marinha, Arembepe é a praia mais ao sul do estado atingida pelo petróleo até então. Em Conde, a cerca de 185 km de Salvador, 18 toneladas de óleo foram retiradas da areia da praia de Sítio de Conde até a quarta-feira (9), segundo informações divulgadas pelo fiscal ambiental da cidade Ari da Silva Manaia.

Na praia de Poças, no município de Conde, a cerca de 150 km de Salvador, grandes placas de óleo se acumulam nas pedras e na areia. Segundo a prefeitura do município, são 40 quilômetros de praias atingidas pelas manchas. Pescadores dizem que os peixes da região estão contaminados.

Na praia de Siribinha, que também fica no município de Conde, as manchas de óleo são menores, mas estão espalhadas por quase toda a área. Barraqueiros que atuam na região afirmam que a poluição vem afastando os turistas das praias. O Projeto Tamar informou que o óleo adere à pele e é de difícil remoção. A substância também pode causar irritação, em caso de contato com os olhos ou de inalação. A instituição também disse que o petróleo cru pode conter compostos considerados cancerígenos.

Para fugir das manchas do óleo, os especialistas do Projeto Tamar levaram 500 filhotes das praias de Conde e Jandaíra e soltaram na Praia do Forte, 100 quilômetros ao sul, onde a quantidade das manchas é bem menor.

Manchas de petróleo

As manchas chegaram no estado na última quinta-feira (3), quase um mês após o início do problema no país. Mais de 130 praias já foram afetadas pelo problema em todo o Nordeste. Há registro em todos os nove estados da região. A Bahia foi o último a ser atingido. O Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartaruga, para preservar os animais que são desovados na Bahia. Segundo o Projeto, os filhotes correm risco de morte se entrarem em contato com a substância.

Além das investigações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Marinha do Brasil e outras instituições do Nordeste e do Brasil, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tentam descobrir a origem da mancha. Do G1.


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