Confira a programação oficial da festa dos 82 anos de Itiruçu; Lordão é atração da noite

A prefeitura de Itiruçu divulgou a programação oficial dos festejos em alusão aos 82 anos de emancipação politico-administrativa do município, festa comemorada no dia 01 de Setembro, data magna da cidade.

A festa abrange o hasteamento das bandeiras, desfile cívico, Stands retratando a história da cidade e apresentações na área coberta do Mercado da Feira Livre, além de show musicais durante a noite, com destaque para a Banda Lordão. A grade de apresentações conta ainda com Chapa Quente, Dea Oliveira e o Malas. O horário previsto para iniciar a festa dançante é às 20h30min.

 

A história da cidade

A primeira penetração do território do município data de aproximadamente 1823 quando, perseguido pela guerra de “Mata Marotos”, José Antonio Braga, de nacionalidade portuguesa, ocupou grande área no Sudoeste baiano, ficando conhecido como MORRO GRANDE, tornando-se de seu domínio particular, e assim foi registrado na forma de Lei de Terra de 1853.

Ao Sul do Morro Grande e a uma distância aproximada de uma légua, está a Lagoa do Tiririca, onde se localizou Salustiano de Barros, que realizou abertas, fez roças, rasgou picadas a guisa de entradas e construiu sua residência. Após algum tempo, vendeu sua posse a José Noberto de Barros, que por sua vez a transferiu para Guilherme do Eirado Silva, que havia se instalado na “Toca da Onça”, atualmente Jaguaquara, que afinal a vendeu a João de Souza Brandão, aqui chegado em 03 de janeiro de 1901.

 

Com o espírito empreendedor e prático, João Brandão imprimiu à propriedade Lagoa da Tiririca um novo e vital impulso, aumentando as abertas e desenvolvendo a lavoura cafeeira, rasgou novas estradas, construiu numerosas casas com início de ruas, como sejam: Rua da Lancha, atualmente Rua Teixeira de Freitas; Rua das Flores, hoje Rua Pedro Ribeiro; Rua do Paraíso, hoje Rua Presidente Vargas; Rua Vera Cruz, hoje Rua Auro Rocha, entre outras. Em 30 de maio de 1904, na Praça da Liberdade (hoje Praça Vivaldo Bastos e a Praça do jardim) foi construída por seu punho e trabalho de todos os familiares, a Capela Primitiva de Invocação a São João, passando depois à Capela de Santo Antônio e, posteriormente, Capela de São Roque. Hoje, esta Capela não existe mais. Foi derrubada, e em seu lugar construíram dois prédios, onde funcionam casas comerciais.

 

Graças ao dinamismo de João de Souza Brandão, “Lagoa da Tiririca” começou a apresentar um aspecto de povoado, o que de fato se verificou com a chegada de novos elementos atraídos pelo futuro que acenava certo, dada a fertilidade da terra e, sobretudo à vontade realizadora de João Brandão em transformar aquele local em um centro populoso de desenvolvimento administrativo e independente. Para tanto foram dadas condições para que os recém-chegados atuassem no sentido de crescer a comunidade. Mais tarde resolve substituir a denominação de origem para o de “ALTO DO BONFIM”, mostrando realmente o seu desejo de progresso.
Dentre as pessoas logo chegadas e que melhor compreendeu o idealismo de João Brandão, certificando-se da ascendente possibilidade da povoação, estava o português recém chegado José Ignácio Pinto, que, em 1921 inicia as suas atividades comerciais, efetivando marcante contribuição ao progresso local.
Era de ver-se o entusiasmo de José Ignácio Pinto, prosseguindo a missão de João de Souza Brandão, animando e empolgando todos para uma obra comum: o desenvolvimento da localidade.
E assim, na antiga Fazenda da Lagoa da Tiririca, então Alto do Bonfim, já se contemplava um verdadeiro centro populacional com agricultura promissora e comércio bem desenvolvido.
A mercê desse progresso, conseguiram que fosse a povoação elevada a distrito de Paz de Jaguaquara, conforme Lei Municipal nº 8, de 8 de dezembro de 1922, referendada pela Lei Estadual nº 1.567, de 2 de agosto do mesmo ano.
Já a 18 de outubro de 1924, foi instalada a primeira Agência Postal.
José Ignácio Pinto era infatigável nos anseios da autonomia política e administrativa para o aprazível Distrito de Alto do Bonfim. Com o seu trabalho dinâmico e os esforços dos colonizadores proporcionaram ao povoado e às suas imediações grande surto de progresso que muito concorreu para a sua elevação à categoria de arraial.
Foi o arraial elevado a sede da Subprefeitura de Itiruçu, pelo Decreto Estadual nº 8.476, de 9 de junho de 1933. E, afinal, após luta gloriosa, obtinha-se a completa independência a 18 de julho de 1935, pelo Decreto nº 9.599 que permaneceu o nome de Itiruçu, e passou a Município, por feliz e autorizada sugestão do Governador Teodoro Sampaio.
“E ao primeiro dia do mês de setembro do ano de mil novecentos e trinta e cinco (1º de setembro de 1935), conforme cópia autêntica da Ata de Instalação, foi instalado o MUNICÍPIO DE ITIRUÇU, e teve como primeiro Prefeito nomeado pelo Exmº. Sr. Governador do Estado da Bahia, Tenente Juracy Montenegro Magalhães, o Sr. José Ignácio Pinto, e se deu a instalação presidida pelo Exmº Dr. Alfredo Manoel de Queiroz Costa, Protor deste Termo de Jaguaquara, em exercício do Juiz de Direito desta comarca com sede na cidade de Maracás, previamente designada pelo Sr. Dr. Secretário do Interior, conforme telegrama e seu teor: “Senhor Juiz de Direito Maracás pt Solicito presidirdes instalação vila Município Itiruçu dia primeiro setembro vindouro pt Saudações João Santana Secretário interior”
O nome de Itiruçu é originário do Tupi Guarani: morro grande. Os naturais do município de Itiruçu denominam-se “ITIRUÇUENSES”.
A Agência Telegráfica instalou-se a 19 de abril de 1936. A 21 de fevereiro de 1937 instalou-se a primeira Coletoria Estadual. Itiruçu, com justos crescimentos ao progresso assinalável e graças a valores e pertinaz dedicação de Geir Magalhães, o Decreto nº 512, de 19 de julho de 1945, criava o Termo Judiciário de Itiruçu, que se instalou entre múltiplas expansões de júbilo, a 5 de fevereiro de 1946.
A chegada dos italianos a Itiruçu deu-se em maio de 1950. Em dezembro do mesmo ano vieram os familiares. Eram cerca de vinte os pioneiros. Logo que chegaram, passaram a ocupar os respectivos lotes de terra reservados na “Fazenda Batéia”, adquirida e loteada pelo Estado; com casa e uma pequena área desbravada ao redor.
A Colônia foi instalada em 1950 no Governo Otávio Mangabeira. Era Secretário da Agricultura o Professor Nestor Duarte e Prefeito de Itiruçu o Senhor Geir Magalhães.
O Governo, além da terra e da casa singela em cada lote, proporcionou assistência técnica, ajuda financeira mensal com que pudessem se manter nos primeiros tempos, sementes, adubos etc.
Às primeiras famílias italianas, juntaram-se outras nos anos seguintes que emigraram atraídas pelas boas perspectivas de vida, já que na Itália era grave a situação do país, assolado pela 2ª Grande Guerra.
Foi importante para Itiruçu a vinda dos italianos, que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura e integração social e cultural com a população da terra que adotaram como sua.
A chegada dos italianos a Itiruçu deu-se em maio de 1950. Em dezembro do mesmo ano vieram os familiares. Eram cerca de vinte os pioneiros. Logo chegaram passaram a ocupar os respectivos lotes de terra reservados na “Fazendo Bateia”, adquirida e loteada pelo Estado; com casa e uma pequena área desbravada ao redor.
A Colônia foi instalada em 1950 no Governo Otavio Mangabeira. Era Secretário da agricultura o Professor Nestor Duarte e Prefeito de Itiruçu Geir Magalhães.
O Governo, além da terra e de uma casa singela em cada lote, proporcionou assistência técnica, ajuda financeira mensal com que pudessem se manter nos primeiros tempos, sementes, adubos etc.
As primeiras, famílias italianas, juntaram-se outras nos anos seguintes que emigraram atraídos pelas boas perspectivas de vida, já que na Itália era grave a situação do país assolado pela 2º Grande Guerra.
Foi importante para Itiruçu a vinda dos italianos, que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura e integração social e cultural com a população da terra que adotaram como sua.


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