O Ministério da Saúde lançou, nesta segunda-feira (13), um novo edital do Programa Mais Médicos, com cerca de 265 vagas para 145 municípios da Bahia. A lista completa com as cidades e o número de vagas está disponível no site da pasta. As cidades com maior número de vagas são Itaberaba (7), na região da Chapada Diamantina; Jequié e Vitória da Conquista (6 cada), na região sudoeste; Teixeira de Freitas (5), na região sul, e Feira de Santana (5), a cerca de 100 km de Salvador.

Os profissionais precisam ter registro brasileiro e devem se inscrever entre os dias 27 e 29 de maio no site do programa. Caso haja vagas remanescentes, as oportunidades serão estendidas, em um segundo chamamento público, aos profissionais brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior.

Dentre os médicos selecionados no primeiro edital, 1.052 desistiram do programa entre janeiro e março de 2019. O número representa 15% das vagas preenchidas por médicos brasileiros após a saída de Cuba.

Novo edital

Em todo o país, o programa abriu 2 mil vagas. Os médicos selecionados pelo edital desta segunda-feira (13) devem começar a atuar em junho nos 790 municípios brasileiros, especialmente em áreas com dificuldade de acesso, como comunidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas. Segundo o Ministério da Saúde, no novo edital foram estabelecidos critérios de classificação para “garantir a seleção de profissionais qualificados, preferencialmente com perfil de atendimento para a Atenção Primária.” Serão  títulos de especialista ou residência médica em Medicina da Família e Comunidade.

Outra novidade é que toda a documentação deverá ser enviada ao Ministério da Saúde, pela Internet já no ato de inscrição. “Essa mudança garante que apenas profissionais já habilitados participem do chamamento público, o que contribuirá para otimizar tempo e recurso”, explica o ministério em nota.


Mais da metade da população apta a tomar a vacina contra gripe (influenza) ainda não compareceu aos postos de saúde brasileiros. Um mês após o início da campanha e após o Dia D – data em que todos os postos abrem durante o final de semana exclusivamente para vacinas – apenas 43,93% tomaram suas doses. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 58,6 milhões de pessoas que integram os grupos de risco (veja lista abaixo) até o dia 31 de maio.

A gripe é coisa séria: afeta de 3 a 5 milhões de pessoas e mata até 650 mil delas todos os anos. Esse número baixo de adesão à vacinação é uma característica que vem sendo observada há algum tempo por conta de uma série de boatos sobre sua eficácia. Um dos mais comuns, é o de que a pessoa vacinada fica gripada após tomar a dose. Na realidade, os pedaços de vírus utilizados na fabricação estão inativados e não conseguem causar nem um espirro. Até quem tem alergia ao ovo, que antes não podia tomar a dose, está liberado em 2019. O único evento adverso pode surgir da picada da agulha, como uma pequena alergia no local.

Mas e aquela sua prima que tomou a vacina e ficou gripada? De acordo com a infectologista Flávia Maciel Porto, médica cadastrada na Doctoralia, plataforma líder global em agendamento de consultas presente em 15 países, o tempo para ser imunizado pode ser de até três semanas num período no qual o risco de adquirir uma gripe é bastante alto. Por isso a campanha acontece antes de o frio aparecer de vez no Brasil. “Nessa época do ano inicia-se uma sazonalidade de infecções respiratórias causadas não só pela influenza, então, existe uma coincidência de tomar a vacina e uns dias depois a pessoa pegar outro vírus. Existe a tendência de atribuir isso à vacina, o que é um erro, afinal a vacina não causa gripe, é extremamente segura e não tem contraindicação nenhuma”, explica a infectologista.

De acordo com os cientistas do Centro de Controle de Doenças, órgão americano que trabalha com a proteção da saúde pública e da população, a aplicação da dose reduz em 65% o risco de morte devido à doença em pessoas saudáveis que tenham entre 6 e 17 anos. No caso de crianças com condições médicas de alto risco, como pneumonia e bronquite, a vacina reduziu o risco de morte em 51%. “O risco da população não se vacinar é termos casos mais graves com o passar dos anos, além da possibilidade de uma epidemia e de maior mortalidade relacionada a infecção por influenza. É necessário pensar que a gripe causa problemas de afastamento do trabalho, algumas pessoas podem desenvolver casos mais graves e mesmo quem está com o quadro imunológico saudável, como a maioria dos jovens, corre o risco, afinal, vimos em 2015 na epidemia de H1N1 muitos adolescentes chegarem a óbito”, conta Dra. Flávia.

Nesse sentido, a infectologista inclusive recomenda que mesmo que a pessoa não esteja nos grupos de risco do Ministério da Saúde, e tenha condições de tomar a vacina na rede particular, se previna com a dose anual. Na rede privada, o valor da vacina varia entre R$100 e R$200. Em 2019, completam-se 20 anos do início da vacinação contra a gripe no Brasil. Durante essas duas décadas, muita coisa mudou na campanha, a quantidade de pessoas que integram o público-alvo da vacina só cresceu, bem como o número de doses oferecidas e as cepas de vírus utilizadas na fabricação do produto.

A principal mudança em relação a 2018 é a ampliação do limite de idade no público infantil. Até o ano passado, o imunizante era aplicado apenas nas crianças de 6 meses a 5 anos incompletos. Agora, aquelas com até 6 anos incompletos podem tomar sua dose nos postos de saúde. Neste ano, até 23 de março, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O estado do Amazonas é o que apresenta a maior circulação do vírus, com 118 casos e 33 mortes. Por isso, o Ministério da Saúde antecipou a campanha de vacinação para o estado, que já está vacinando a população desde o dia 20 de março.

Grupos prioritários:

  • Indivíduos com mais de 60 anos
  • Crianças de 6 meses até 6 anos incompletos (5 anos, 11 meses e 29 dias de idade)
  • Gestantes
  • Mulheres que tiveram um filho nos últimos 45 dias (puérperas)
  • Trabalhadores da área da saúde
  • Professores de escolas públicas e privadas
  • Povos indígenas
  • Portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade
  • Funcionários do sistema prisional

Testes realizados pelas empresas de abastecimento de municípios brasileiros mostram que quatro cidades da Bahia consomem um perigoso coquetel com 27 agrotóxicos encontrados na água utilizada pela população. Mucugê, na Chapada Diamantina, Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Itapetinga, Centro Sul, e São Félix do Coribe, no Oeste, estão no topo de uma lista de 271 municípios baianos (veja lista no final da matéria) em que se encontrou pelo menos um agrotóxico na água que abastece as torneiras das cidades.

Obtidos em uma investigação conjunta pela ONG Repórter Brasil, da Agência Pública e da organização suíça Public Eye, os dados dizem respeito ao período entre 2014 e 2017. As informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua) do Ministério da Saúde. O estudo detectou em 1.396 municípios no país todos os 27 pesticidas.

No caso de Mucugê, o CORREIO apurou que o número elevado de agrotóxicos na água pode ter relação direta com as plantações de batata, morango e tomate na região. Moradores, biólogos, profissionais de saúde do município e até agricultores confirmam o problema e começam a ver os reflexos na população.

“Aqui tem fazendas grandes com plantações que consomem muito agrotóxico. Contamina solo, lençol freático, água para consumo residencial. A gente vê muita gente com alteração de hormônio, tireoide, muita gente hipertensa e diabética. É difícil comprovar que isso tem relação com o consumo da água, mas que se usa muito agrotóxico na região, com certeza”, disse um especialista na área de saúde de Mucugê, que preferiu não se identificar.

Biólogo e agricultor de Mucugê, Osório Neto diz que a batata, cultura número um da região, junto com as demais, compromete a qualidade da água há muito tempo. “Na realidade os três municípios vizinhos são contaminados com agrotóxicos: Mucugê, Ibicoara e Barra da Estiva. Os agrotóxicos que se usam em batata tem uma concentração maior de agrotóxicos. Isso há muito tempo tá assim. Demorou de estourar”, afirma Osório.  


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa nesta quarta-feira (10), em todo o país . Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, de acordo com o Ministério da Saúde, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

Na segunda etapa, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo a pasta, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.


Dando prosseguimento a “Feira Jequié Cidadã”, as Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), em parceria com o Governo do Estado da Bahia e Hospital Geral Prado Valadares, vão realizar um mutirão de cirurgias de catarata em Jequié. O mutirão irá oferecer cirurgias de catarata, entre os dias 4 e 7 de abril, com procedimentos cirúrgicos acontecendo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Cansanção.

Nos dias 2 e 3 de abril acontece a triagem das cirurgias e as pessoas interessadas deverão se dirigir à Praça Nossa Senhora Aparecida, Rua Flores, no bairro Cansanção, para o rastreamento. Para que estejam aptos à triagem, os pacientes devem ter acima de 50 anos. Abaixo dessa idade somente com relatório médico.

Para os procedimentos, é oferecido gratuitamente a equipe médica e toda a estrutura para as cirurgias, além do acompanhamento do paciente após a execução.


As notícias falsas, chamadas fake news, são empecilho para o aumento da cobertura vacinal do HPV, de acordo com o Ministério da Saúde. Para ampliar o número de adolescentes vacinados e esclarecer a importância da vacina, a pasta quer aproveitar o início das aulas nas escolas para conscientizar jovens e responsáveis. A recomendação é que eles estejam atentos à atualização da caderneta de vacinação. O problema das fake news não é apenas do Brasil. No início do mês, o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC) vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um comunicado alertando para o problema e afirmando que a vacina é segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero.

O HPV é uma doença transmitida pelo papiloma, vírus humano que causa cânceres e verrugas genitais, atingindo meninos e meninas. A vacina só é administrada na adolescência, daí a importância da conscientização. “O reinício do período escolar é um momento importante para que pais e filhos fiquem atentos à atualização da caderneta de vacinação. A medida evita a ocorrência de doenças entre os adolescentes”, diz o ministério. A pasta esclarece que os falsos rumores são um dos fatores que impedem uma maior cobertura vacinal. Outro fator é que muitos acreditam que não precisam da vacina.

Cobertura

As doses da vacina são ofertadas pelo Ministério da Saúde, durante todo o ano, nas Unidades Básicas de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina é voltada para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem tomar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.


O baile carnavalesco Bahia Real Masqué encheu o Palácio da Aclamação, em Salvador, de música e solidariedade na noite desta sexta-feira (22). Promovido pelas Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), o evento foi marcado pelas apresentações de Luiz Caldas, Tatau, os Irmãos Macedo e participações especiais de Marcia Short, Sarajane e Gerônimo.
Toda a renda arrecadada com a venda dos ingressos será utilizada na construção da Casa de Apoio à Mulher com Câncer, que irá abrigar mulheres que vêm do interior da Bahia para fazer tratamento oncológico no Hospital da Mulher, na capital baiana, e não possuem hospedagem durante o tratamento.
Para o diretor médico do Hospital da Mulher, Paulo Sérgio Andrade, a obra será fundamental, pois a dificuldade em encontrar um ponto de apoio leva muitas mulheres a abandonarem o tratamento. “Com esse espaço, vamos garantir que essas pacientes tenham condições de dar continuidade ao tratamento com todo o conforto, sem a necessidade de se locomover por grandes distâncias”, destacou.
O governador Rui Costa e a primeira-dama e presidente das VSBA, Aline Peixoto, participaram do baile. Conforme o assessor das VSBA, Gustavo Urpia, “depois de idealizar o Hospital da Mulher, o governador e a primeira-dama perceberam que muitas mulheres não tinham onde ficar e acabavam voltando para o interior. A Casa de Apoio chega para acolher essas mulheres, para que elas tenham um tratamento adequado”.
A Casa de Apoio à Mulher com Câncer será construída no bairro de Roma, nas proximidades do Hospital da Mulher, de modo a facilitar o deslocamento de um ponto a outro. A estrutura vai abrigar até 120 mulheres, que, além de hospedagem, terão acesso a terapias ocupacionais e oficinas de capacitação. O espaço incluirá também uma cozinha experimental, salas de convivência, um amplo refeitório e quartos individuais e duplos.
Apoio
O cantor Luiz Caldas comentou sobre a alegria em poder contribuir com a ação social. “É uma grande honra poder participar dessa iniciativa maravilhosa das Voluntárias para a construção dessa casa, que vai melhorar tanto a vida dessas mulheres que precisam fazer tratamento em Salvador. É uma sensação muito gratificante por contribuir para um bem maior”, disse.
Para Tatau, o gesto de solidariedade é contagiante. “O artista tem a capacidade de transmitir essa energia positiva que vai passando adiante e fazendo com que as pessoas queiram participar e se envolver em ações importantes como essa. É muito bom estar aqui com esses artistas, fazendo uma festa tão bonita que vai ter um resultado tão positivo”, afirmou o cantor sobre o evento, que também teve apoio do Instituto Avon.

As baianas Júlia e Nathália nascimento com o estudante paulista Rheyller Vargas, que também participou do projeto.

Duas irmãs da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, criaram um dispositivo capaz de detectar ao menos 15 tipos de doenças a partir do sopro. O aparelho, que funciona como uma espécie de bafômetro, surgiu a partir de pesquisas das estudantes Júlia, 26 anos, e Nathália Nascimento, 31.

Aluna do curso de Biotecnologia, Júlia explica que o OrientaMed foi desenvolvido inicialmente por meio de aplicações de inteligência artificial de um trabalho científico da irmã, que atualmente faz doutorado em Computação. “O início foi com base no mestrado da Nathália. Quando ela foi apresentar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], onde eu estudo, eu percebi que tinha um mercado muito grande na área de saúde e uma aplicação que fazia sentido para a minha área de pesquisa também”.

Ela então viu a chance das duas desenvolverem o dispositivo junto com outro estudante, o paulista Rheyller Vargas, que também é pesquisador na área. “Apareceu a oportunidade de ir para um evento de “hackathon” [maratona hacker], e eu chamei o colega para participar e formarmos uma equipe. Lá, a gente viu quais eram as aplicabilidades do dispositivo. No início, a gente pensou em algo para detectar gastrite, mas durante pesquisas aprofundadas, criação de bancos de dados, descobrimos outras aplicações”, conta.

Com a elaboração do banco de dados e o aprofundamento das pesquisas, as irmãs chegaram à média de detecção de 15 doenças infecciosas e crônicas, entre elas a gastrite, intolerância à lactose, pneumonia, Doença de Crohn e diabetes. A estudante detalha ainda que as doenças são detectadas a partir da análise dos gases que contém no sopro.

“Ele [aparelho] captura o sopro da pessoa, e a gente envia esses dados para o computador. O resultado sai pouco tempo depois, porque o nosso objetivo é que ele seja um teste rápido para orientar os médicos a quais exames devem ser feitos para aquela determinada doença. Hoje, os resultados só saem via computador, mas a nossa expectativa de pesquisas é para que o próprio dispositivo mostre no display”, explicou Júlia.

A fabricação do OrientaMed custa em torno de R$ 2.500, segundo Júlia. A perspectiva das irmãs baianas, junto com o paulista Rheyller Vargas, é fabricar o produto em maior escala, para que ele se torne mais viável. “Nós já temos alguns parceiros em vista, para desenvolver o aparelho em fase escalonada. Neste momento, estamos buscando parceria com hospitais, para pesquisar de forma mais ampla. A partir disso, a gente vai conseguir ter uma precisão boa da quantidade de doenças que conseguiremos detectar”.


O Sindicato dos Médicos da Estado da Bahia (Sindimed-BA) informa, através de nota divulgada no site da entidade, nesta quarta-feira (6), a paralisação de todos os médicos em relação aos atendimentos do Planserv, exceto os casos de urgência e emergência. “Embora estas discussões com os representantes do Planserv estejam sendo pautadas, desde dezembro de 2018, nenhum avanço foi obtido, limitando-se o Governo do Estado, ao invés de buscar soluções para o impasse, a encaminhar notas para a imprensa instruindo os usuários do plano a não pagar pelos procedimentos realizados”, diz um trecho da nota. Ainda no texto, o Sindimed-BA afirma “que os médicos não deixarão de atender os casos de urgência e emergência, mas os procedimentos eletivos serão suspensos, haja vista a prática aviltante dos preços dos honorários médicos praticados pela tabela do Planserv”.

Segundo o Sindmed-BA, os cortes realizados em relação ao repasse do Governo do Estado “atingem o valor aproximado de R$200 milhões repercutindo diretamente sobre os 500 mil usuários do plano, os quais tiveram – em paralelo – a sua contribuição previdenciária aumentada de 12% para 14%. Não é razoável que o Governo do Estado da Bahia queira compensar o seu descaso na condução da política de saúde justamente sobre os honorários dos médicos”. A entidade ainda assegura que “todos os esforços foram tentados pelos médicos, com o apoio do Sindimed-BA, ABM e o CREMEB, assim como os representantes das cooperativas médicas, num movimento conjunto e representativo de todas as especializações médicas no sentido de buscar uma negociação que pudesse atender às reivindicações apresentadas em diversas oportunidades sobre o reajuste da tabela de honorários médicos praticada pelo Planserv, o fim da política de cotas financeiras e o pagamento de honorários feito diretamente aos médicos, sem intermediação dos hospitais”.

Leia a nota na íntegra:


Verão é sinônimo de calor, praia, férias e diversão. Em 2019, as temperaturas prometem ser ainda mais altas devido ao fenômeno oceânico-atmosférico El Niño. A empolgação, entretanto, pode tirar o foco de um problema recorrente nesta época do ano: escorpiões, ratos, baratas e mosquitos como o Aedes aegypit, as conhecidas pragas urbanas.

As chuvas e o calor próprios desta estação estão aumentando exponencialmente os problemas com escorpiões. Segundo dados do Ministério da Saúde, os acidentes com este animal têm crescido e apenas em 2018 foram registrados 141,1 mil casos no Brasil, cerca de 16 acidentes por hora. Confundidos com insetos comuns, os escorpiões são, na verdade, aracnídeos e possuem um veneno que ao entrar no organismo humano, causam fortes dores, inflamações e podem até levar à morte.

Os fatores que atraem o escorpião são a umidade, aglomeração de entulhos, restos de construção e acúmulo de lixo, ambientes propícios para se abrigarem. Por outro lado, as baratas são a presa natural do aracnídeo, portanto, o atrai. “Evitar este tipo de ambiente, manter os locais limpos e vedar frestas são os primeiros passos para evitar acidentes com escorpiões”, alerta a bióloga Dra. Maria Fernanda Zarzuela, coordenadora Técnica da Bayer.

De acordo com Zarzuela, o crescimento das cidades e o aquecimento global são os principais causadores do aumento na proliferação e aparecimento do escorpião marrom e amarelo, preponderantes no Brasil. A boa notícia é que é possível fazer o controle de pragas urbanas com a colocação de inseticidas líquidos, em pó ou até mesmo iscas a base de gel com “efeito domino”, em que o produto é transferido entre baratas, além de outros produtos para formigas, moscas e ratos.

Para o escorpião também existe solução, contudo, é necessário um cuidado maior, pois as soluções de uso comum não são eficientes. Os produtos que fazem o combate são de venda controlada, portanto é necessário entrar em contato com empresas especializadas e equipes treinadas de desinsetização para aplicação do produto que elimina o escorpião. Quando identificada a presença desses animais, a equipe de zoonoses deve ser acionada e uma empresa de controle de pragas especializada deve ser chamada.