Não é uma medida de prefeituras, é uma decisão nacional da Coelba. Em alinhamento com as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o enfrentamento da pandemia do coronavírus (Covid-19), a Coelba ampliou a disponibilidade de canais digitais e suspendeu o corte de energia para os mais de seis milhões de clientes em toda sua área de concessão. A medida atende à determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e abrange todo o estado da Bahia. A atividade de corte será suspensa por 90 dias, conforme Resolução Normativa do órgão regulador, deliberada pela Diretoria da Aneel, nesta terça-feira (24).

Apesar da suspensão excepcional do corte, a Aneel solicitou que os clientes que tiverem condições de pagar as contas honrem seus compromissos e, assim, evitem a incidência de encargos. A recomendação da agência reguladora reforça a importância do setor elétrico para a economia e para a arrecadação de recursos para a União e os Estados, que utilizam a verba para implementar políticas públicas e, neste momento, para combater ao coronavírus. A fatura de energia muitas vezes funciona como meio de arrecadação para hospitais e instituições beneficentes, que dependem desse recurso para continuar promovendo atendimentos.

Por prestar um serviço essencial à população, a distribuidora manterá equipes de prontidão trabalhando initerruptamente para assegurar o regular fornecimento de energia aos clientes. Nesse sentido, todo o esforço da Coelba, bem como das demais distribuidoras da Neoenergia, será com a finalidade de permitir o funcionamento, sobretudo, de hospitais, unidades de saúde, instituições públicas e privadas, além de contribuir com o conforto e o bem-estar de milhares de famílias.

Em função da emergência de saúde pública, a Aneel definiu que as distribuidoras devem evitar a realização de serviços presenciais. Sendo assim, o envio de faturas de energia poderá ser efetuado por meios eletrônicos, como e-mails ou disponibilização de códigos de barras por aplicativos. A empresa orienta seus clientes que cadastrem ou atualizem seus endereços eletrônicos e solicitem a modalidade de fatura por e-mail, em substituição à entrega presencial das contas impressas.

Como medida preventiva e alinhada com as orientações do Ministério da Saúde e da Aneel para combater o avanço do coronavírus, a Coelba já havia determinado o fechamento das lojas de atendimento e instituiu medidas de isolamento social. Para suprir a demanda dos clientes, a empresa viabilizou diversas opções de canais digitais para solicitar serviços comerciais e emergenciais, disponíveis 24 horas por dia, com a mesma qualidade e rapidez.

A distribuidora também foi autorizada pela Aneel a realizar leituras de consumo por média aritmética, para evitar a exposição de leituristas e clientes ao vírus. Outra opção defendida pelo regulador é a realização da leitura e envio para a empresa pelo próprio consumidor, prática já adotada por alguns.

Todas essas medidas têm a finalidade de contribuir com o isolamento social e inibir a proliferação do coronavírus.


A Bahia tem 14 pacientes curados do novo coronavírus de acordo com o governador Rui Costa (PT). O governador manteve o pedido para que a população siga em isolamento social, nesta quarta-feira (25). “Temos noticias boas como os 14 curados da Bahia. E a noticia ruim com a primeira morte no nordeste, em Pernambuco, no Recife, de uma paciente de acima de 80 anos. E temos casos graves aqui na Bahia e torcemos que todos possam se recuperar, do sistema privado”, disse Rui em entrevista a TV Record.

Rui revelou que a situação preocupa bastante e pediu a colaboração da população dizendo que se o serviço não for essencial que fique em casa. “O melhor remédio contra o coronavírus é ficar em casa”, alertou.


O governador Rui Costa se reuniu, na tarde desta quarta-feira (25), com os demais governadores do Nordeste para debater e alinhar medidas de combate à pandemia do novo coronavírus. A reunião ocorreu por meio de uma videoconferência, quando foi definido que os gestores nordestinos vão continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde capacitados para lidar com a realidade atual. Também ficou acertado que as ações preventivas serão revistas gradualmente, conforme os registros informados pelos órgãos oficiais de saúde de cada estado.
Em um dos trechos da carta elaborada após a reunião, os governadores falaram que este “é um momento de guerra contra uma doença altamente contagiosa e com milhares de vítimas fatais. A decisão prioritária é a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo da responsabilidade de administrar a economia dos estados. É um momento de união, de esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só farão prejudicar a gestão da crise”.
Para o governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, “o momento vivido pelo Brasil é gravíssimo e o novo coronavírus é um adversário a ser vencido com muito trabalho, bom senso e equilíbrio”.
Um dos temas abordados na reunião foi a necessidade de o Governo Federal implementar uma ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos. Os governadores do Nordeste solicitaram ainda a necessidade urgente de uma coordenação e cooperação nacional para proteger empregos e a sobrevivência dos mais pobres. Sobre o posicionamento da Presidência da República neste momento de crise, os representantes estaduais expressaram frustração com o tom agressivo em lugar de exercício do papel de liderança e coalizão em nome do Brasil. Confira aqui a íntegra da carta.

Diante da rápida propagação do novo coronavírus – SARS-CoV-2 – pelo mundo, governos e autoridades sanitárias têm recomendado medidas de proteção tanto para a sociedade em geral como para os grupos considerados de maior risco – dentre eles, as pessoas que têm diabetes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), além dos idosos com mais de 60 anos, pacientes com hipertensão, doenças cardíacas e pulmonares, câncer, asma, imunodeprimidos e tabagistas, os diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver a forma grave da COVID-19 caso contraiam o vírus.

Por que quem tem diabetes é mais vulnerável ao coronavírus?

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, quando este grupo desenvolve qualquer tipo de infecção viral, o quadro tende a ser mais difícil de se tratar, devido ao descontrole dos níveis de glicose no sangue, que estão ligados a uma queda nas defesas do organismo.

O sistema imunológico se vê comprometido e, assim, terá dificuldade de combater o vírus, prolongando a demora da recuperação. Além disso, o vírus tende a prosperar em um ambiente com alto nível de glicose no sangue.

Desta forma, pessoas com diabetes têm mais probabilidade de experimentar sintomas e complicações graves quando se infectam com um vírus – como é o caso do SARS-CoV-2.

Por outro lado, segundo a Associação Americana de Diabetes, caso a doença esteja controlada por meio de um tratamento adequado, o risco deste grupo diante do novo coronavírus torna-se o mesmo que o vivenciado pelo resto da população.

Recomendações para pessoas com diabetes diante da COVID-19

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda que os pacientes com diabetes permaneçam em casa o máximo possível para evitar o contágio. Além disso, é importante ter suficientes tiras reagentes para medir o nível de glicose em casa, assim como estar preparado para possíveis episódios de hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue) ou hipoglicemia (níveis baixos).

Não se esqueça da importância de lavar as mãos com frequência, desinfectar superfícies de uso de frequente e evitar tocar o rosto.

As pessoas com diabetes precisam, ainda, aumentar a vigilância quanto aos níveis de açúcar ingerido e cuidar da dieta com ainda mais atenção para evitar complicações.

Em caso de sintomas de gripe, como tosse e febre, a orientação é permanecer em isolamento e observar os sinais. É possível lançar mão dos serviços de triagem online (oferecidos pelo Sistema Único de Saúde e outras plataformas, como o enfermeiro digital desenvolvido por médicos) ou por telefone (através do número 136, Disque Saúde do SUS).

Ao apresentar falta de ar, procure atendimento médico.


O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 25, que o Brasil já tem 57 mortes causadas pelo novo coronavírus. De acordo com a pasta, são 2.433 pessoas infectadas. Até ontem, eram 46 mortos e 2.201 casos confirmados, o que mostra um aumento de 24% de óbitos e de 10% de casos oficiais de um dia para o outro. A letalidade é de 2,4%. Em coletiva à imprensa, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que a pasta irá se reunir para fazer um balanço dos últimos 30 dias da doença no Brasil, por região e cidade, desde o primeiro caso confirmado no País. Segundo ele, o ritmo de crescimento da doença tem sido aproximadamente igual nos últimos dias.

Mandetta chamou atenção para a região Sudeste, onde há, segundo ele, uma maior concentração de pessoas por metro quadrado, “um dos fatores que nos leva preocupar muito com essa região”. “Quando fizermos testes rápidos, esse número de confirmados vai aumentar muito, vai lá pra cima, e o número de óbitos sempre vai ser absoluto. A letalidade vai ficar menor que 2,4%”, disse o ministro.

Tratamento para novo coronavírus

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Denizar Vianna, também afirmou que estão em curso estudos com medicamentos que possam ser usados para tratar a covid-19. Segundo ele, o Ministério da Saúde elaborou um protocolo para uso da cloroquina por pessoas com quadro grave da doença e que estão internadas devido a complicações. O protocolo é de curto prazo, para ser usado por cinco dias em ambiente hospitalar, sob controle dos profissionais da saúde, o que permite menor toxicidade, disse.

“Não use esse medicamento fora do ambiente hospitalar, tem de ser feito em condições de segurança porque, durante o uso, (o remédio) pode ter alterações no ritmo do coração”, alertou Vianna. Ele afirmou que o Brasil pode produzir o remédio em larga escala e que amanhã serão enviados 3,4 milhões de unidades do medicamento para os Estados. Mandetta ponderou que, embora os estudos sobre os efeitos da droga em pacientes com covid-19 sejam frágeis, na prática o ministério “está deixando (o medicamento) no arsenal, a mão do profissional médico. Se ele entender que o paciente grave pode se beneficiar, vamos deixar ao alcance dele”.

Repercussões

Na manhã desta quarta-feira, Mandetta esteve no Palácio do Planalto e participou de reunião com Bolsonaro, ministros e governadores do Sudeste, horas após o presidente afirmar que cobraria do Ministério da Saúde regras mais brandas sobre isolamento contra a covid-19, que se restringiriam apenas a grupos de risco – idosos e pessoas com doenças crônicas.

Mais tarde, durante a coletiva de imprensa da pasta, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que testes estão sendo ampliados para avaliar a necessidade de transição de estratégias. Na terça-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez pronunciamento em rede nacional, voltou a falar em “histeria” em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas de isolamento adotadas por governos e municípios.

A fala do presidente, que foi alvo de panelaço em ao menos 10 grandes cidades do país, repercutiu negativamente no meio médico e científico. Entidades divulgaram notas rebatendo o pronunciamento e reforçando a necessidade de distanciamento social para conter a pandemia.


O Amazonas teve o primeiro registro de morte por coronavírus confirmado nesta terça-feira (24), pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam). De acordo com o órgão, a vítima é um dos pacientes com a Covid-19 no município de Parintins, distante 369 km de Manaus e tinha 49 anos. O número de casos confirmados no Estado era de 47 , após o último balanço divulgado pelo Governo.

Segundo a Susam, o homem diagnosticado com o novo coronavírus faleceu no início da noite desta terça-feira (24) no Hospital e Pronto Socorro (HPS) Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus. Proveniente do município de Parintins, ele foi internado no HPS no último sábado (21), por conta do agravamento dos sintomas do Covid-19, de acordo com o G1.

No último domingo, segundo a Susam, o paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas foi prontamente socorrido e estabilizado, sendo acompanhado pela equipe médica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Delphina. Nesta terça-feira, o quadro do paciente voltou a agravar e, no início da noite, ele faleceu. Maiores informações serão fornecidas posteriormente.


A população da Bahia passa a contar, a partir de hoje (24), com o Tele Coronavírus 155, que vai prestar orientação e esclarecimentos à população, com rapidez e agilidade, durante à pandemia do novo coronavírus. O serviço, que passa a funcionar das 7h às 19h, é gratuito e fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fiocruz Bahia. Através do número 155, estudantes do quinto e sexto ano de medicina, supervisionados por médicos, irão orientar a população, evitando a circulação de pessoas que não precisam de atendimento em unidades de saúde, neste primeiro momento.

Segundo o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, o Governo do Estado tem articulado parcerias estratégicas para o enfrentamento do coronavírus e recebeu este importante apoio da UFBA e da Fiocruz, com o envolvimento de diversas universidades baianas. “Trabalhamos, inclusive, para garantir que o serviço fosse disponibilizado através de um número de três dígitos, o 155, para que as pessoas possam memorizar com mais facilidade”.

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, explica que os estudantes de medicina, devidamente capacitados, irão escutar as demandas e fazer a orientação, de acordo com o protocolo oficial adotado pela Sesab e Ministério da Saúde. “Ao receber uma ligação, o estudante alimenta uma plataforma e esse dado é utilizado para os registros na área de saúde, para auxiliar na gestão e na assistência à saúde”.

 

O Tele Coronavírus é um serviço idealizado pela Fiocruz e UFBA, recebeu apoio do Governo do Estado, através das Secretarias de Saúde (Sesab), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), do Planejamento (Seplan) e da Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a UFRB, a UFSB e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento da plataforma que será alimentada pelos voluntários. Os estudantes das instituições citadas, bem como os médicos supervisores, serão certificados pelo serviço. Aqueles que possuam interesse em se voluntariar, devem procurar as coordenações das respectivas universidades parceiras nesta ação.

 

Já são mais de 1200 estudantes voluntariados para esta ação. “Cada grupo de vinte estudantes tem a supervisão de um médico residente ou não residente, todos voluntários, que aderiram por inscrição. No momento, temos, aproximadamente, 1200 estudantes e 70 médicos. Durante os trabalhos de planejamento, contamos com a participação de um conselheiro do Cremeb para acompanhar e opinar sobre as questões atinentes ao exercício profissional”, revelou a secretária da Secti, Adélia Pinheiro.


 

 

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Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, o presidente Jair Bolsonaro criticou, em pronunciamento na noite desta terça-feira (24) em rede nacional de televisão, o pedido para que todas aqueles que possam fiquem em casa. Bolsonaro culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de “pavor”. E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”.

Consultado, o Ministério da Saúde informou que não vai se posicionar sobre o pronunciamento do presidente.

“O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?”, declarou.

Segundo o presidente, “raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão. Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença.”

No pronunciamento, Bolsonaro disse que os meios de comunicação espalharam “pavor” e provocaram “histeria” no país.

“Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com grande numero de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, afirmou.

De acordo com o presidente, “percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós”.

Panelaço

Durante o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, várias cidades e capitais do país registraram panelaços.

Assista a reportagem aqui. 

Ministério da Saúde pede isolamento Social

Subiu para 2.201 o número de casos confirmados de coronavírus (Covid-19) no Brasil, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira (24). Até o momento, 46 mortes estão confirmadas, sendo 40 no estado de São Paulo e seis no Rio de Janeiro.

Para garantir um esforço coletivo de todos os brasileiros para reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus, na última sexta-feira (20), o Ministério da Saúde reconheceu a transmissão comunitária da Covid-19 em todo o país. Assim, a medida é uma estratégia para que todo o Brasil se una contra o vírus.

Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.


A Bahia registra 76 pacientes confirmados com coronavírus (Covid-19), 725 casos descartados e não há óbitos. Este número contabiliza todos os casos de janeiro até às 11 horas desta terça-feira (24). Todos os casos novos foram importados ou de transmissão local. Na cidade de Jaguaquara, dos 04 casos investigados, 01 já foi testado negativo para COVID-19; outros três aguardam resultados.

Os municípios com casos positivos são estes: Alagoinhas (1); Barreiras (1); Brumado (1); Camaçari (1); Conceição do Jacuipe (1); Conde (1 – paciente reside em Campinas, em São Paulo); Feira de Santana (6); Itabuna (1); Jequié (1); Juazeiro (2); Lauro de Freitas (3); Porto Seguro (8); Prado (2); Salvador (46, sendo três pacientes residentes em localidades fora da Bahia); e Teixeira de Freitas (1).

Ressalta-se que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação.

É importante pontuar que o paciente com diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades da atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). Na suspeita de coronavírus, é necessária a coleta de uma amostra que será encaminhada para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA). Para confirmar a doença, é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o genoma viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. Outras informações podem ser obtidas no link: www.saude.ba.gov.br/coronavirus.

Diagnóstico laboratorial de infecção pelo SARS-CoV-2

Pacientes com suspeita de COVID-19 devem ter amostras coletadas e enviadas para o Lacen-BA quando estiverem em um dos seguintes critérios abaixo-relacionados:

1. Pacientes com sinais de gravidade, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou internados;
2. Pacientes sem sinais de gravidade contactantes de caso de COVID-19 suspeito ou confirmado, ou com histórico de viagem recente ao exterior em países com circulação do SARS-CoV2, e regiões do país com transmissão comunitária sustentada;;
3. Profissionais de saúde com sintomas respiratórios suspeitos de COVID-19;
4. Gestantes com sintomas respiratórios suspeitos de COVID-19;
5. Pessoas com febre, suspeitas de infecção, triadas nos Aeroportos, Portos e nas Estradas

Observação: pacientes que não se enquadrem nas situações acima não tem indicação para coleta de amostras


O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou Medida Provisória e decreto que têm o objetivo garantir a aquisição de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus. Entre outras determinações, regulamenta os serviços essenciais que não devem ser interrompidos durante o período de combate a doença.

A medida dá segurança aos serviços públicos e atividades essenciais consideradas indispensáveis ao atendimento das necessidades da população que não podem esperar o fim da pandemia. Ainda considera aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança dos brasileiros.

Veja a lista completa: