Ao menos 424,4 mil crianças de um ano a menores de cinco precisam buscar os postos de saúde para receber a vacina contra a pólio e sarampo na Bahia. Até esta quarta-feira (22), cerca de 50% do público-alvo do estado recebeu a imunização contra essas doenças. A Campanha Nacional Contra a Poliomielite e Sarampo está na reta final. Em todo o país, cinco milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas. A última atualização dos estados aponta que 56% das crianças do país já receberam proteção contra as doenças.


Postos de saúde em toda a Bahia abrem as portas no sábado (18) para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite. Em ação vacinal no município de Lauro de Freitas, às 9h, na Unidade de Saúde Básica (UBS) Cidade Nova, o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas fará um balanço da campanha de vacinação. A unidade fica localizada na Rua Floriano Peixoto, s/n, loteamento Jardim Cidade Nova, no bairro de Itinga.

Todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto. Na Bahia, a população-alvo a ser vacinada é de 849.361 crianças, tanto para polio quanto sarampo. A meta é vacinar 95% dessa população nos 417 municípios baianos

De acordo com o secretário, para garantir a alta cobertura vacinal, haverá articulação com escolas e creches para realizar vacinação programada, além do funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em horários alternativos, bem como a busca ativa, com vacinação em feiras, shoppings, praças e em outros locais de grande circulação.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recebeu do Ministério da Saúde 2,1 milhões de doses das duas vacinas. O último caso de poliomielite na Bahia foi no ano de 1989, no município de Irecê. Não há registro de casos de sarampo desde 1999. O último caso importado foi em 2011, de uma criança francesa que esteve em Porto Seguro.


A secreção vaginal é normal e toda mulher tem. Assim como outras partes do corpo, a vagina produz um muco sem cheiro e cor, responsável pela lubrificação da área. O sinal de alerta deve acender apenas quando ocorrerem mudanças no aspecto da secreção. De acordo com a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Luisa Mendes Nazar, se a secreção apresentar outro cheiro e coloração – como amarelada, esverdeada e ou até mesmo venha com sangramento-, pode ser um indicativo de problemas. Neste caso, passa a se chamar corrimento e um especialista deve ser consultado.

Para ter certeza que houve uma alteração, é preciso observar a secreção quando ela é expelida e não quando já está na calcinha. “O contato com o tecido e a influência de bactérias são capazes de mudar a cor. Por isso, é importante reparar logo que sai da vagina e passar o material no papel para ter uma percepção mais precisa”, diz Maria Luisa.

A partir das mudanças de cor e cheiro é possível detectar a causa do problema. Quando o corrimento é branco e acompanhado de coceira intensa, o fungo é o culpado e o tratamento, de acordo com a ginecologista, é feito com antifúngico. Já quando a coloração tende para o amarelo ou esverdeado, com cheiro ruim, significa que há ações de bactérias na região vaginal.

A especialista alerta que há mulheres que tem uma secreção vaginal natural aumentada e produzem muco de forma excessiva, chegando a ser um incômodo. O muco aumentado pode ocorrer por diferentes motivos, como jejum prolongado e em função de um quadro de diabetes.

Para minimizar o desconforto, a dica é trocar mais vezes de calcinha por dia, evitando assim o uso de absorventes diários, que esquentam a região e acabam aumentando a secreção. Outra recomendação é escolher calcinhas com tecido de algodão, realizar a higiene vaginal duas vezes ao dia, dormir sem calcinha e realizar banhos na região com uma mistura de água com bicarbonato ou vinagre – na proporção de um litro de água morna e uma colher de chá de um dos dois ingredientes.


Com o intuito de auxiliar o acompanhamento das famílias que estão cadastradas no Programa Bolsa Família, a Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Secretaria de Saúde, realizou na manhã desta terça-feira, 7, no auditório Waly Salomão, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), o evento de entrega das balanças de pesagem para os agentes comunitários de Saúde do município. Estiveram presentes o vice-prefeito e secretário de Saúde, Hassan Iossef, representando o prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira; a secretária de Desenvolvimento Social, Andrea Cerqueira; a gestora da Central do Cadastro Único, Railda Pires; a diretora da Assistência à Saúde, Jaciara Mendes; a diretora da Atenção Básica, Ivana Quaresma; a coordenadora do Programa de Agentes Comunitários de Saúde da Zona Rural (PAC-Zona Rural), Bárbara Pessoa; o presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde (SIND-ACS), Erlon Oliveira; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Silvino Rodrigues, além de centenas de agentes comunitários.

Na ocasião, foram entregues 320 balanças digitais que vão fazer parte dos equipamentos dos agentes comunitários de Saúde para o atendimento do Programa Bolsa Família, que busca garantir, através de suas condicionalidades, a transferência de renda às famílias pobres e extremamente pobres, inscritas no Cadastro Único, com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

O Bolsa Família beneficiou, em Jequié, somente no mês de junho, 13.830 famílias, representando uma cobertura de 81,8 % da estimativa de famílias pobres no município. As famílias recebem benefícios com valor médio de R$ 161,72 e o valor total transferido pelo Governo Federal em benefícios às famílias jequieenses atendidas alcançou, no mês de junho, o total de R$ 2.236.570,00 (dois milhões, duzentos e trinta e seis mil, quinhentos e setenta reais). Já o acompanhamento da saúde das famílias, até dezembro de 2017, atingiu 66,3 %, percentual equivalente a 7.863 famílias, de um total de 11.860, que compõem o público dentro da faixa com perfil de atendimento da área de saúde do município.

“Estamos aqui reforçando o trabalho intersetorial, valorizando a equipe da Saúde no trabalho de acompanhamento das condicionalidades porque este é um instrumento de trabalho necessário e nós, da Secretaria de Desenvolvimento Social, estamos apoiando com recurso do Índice de Gestão Descentralizada, o IGD, a compra dessas balanças para facilitar a vida dos agentes comunitários de Saúde.”, disse a gestora da Central do Cadastro Único, Railda Pires.

“Hoje nós estamos fazendo a entrega de 320 balanças para os agentes comunitários da Saúde, para que possam acompanhar o peso das crianças e com essa pesagem nós vamos estar cumprindo com as condicionalidades do Bolsa Família. Esse momento é muito importante para que a gente consiga abranger todo o território, acompanhando as nossas crianças e com isso fazendo com que o Programa não tenha prejuízo nenhum.”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Andrea Cerqueira.


Boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde revela que o país já registra 1.053 casos confirmados de sarampo, sendo 742 no Amazonas e 280 em Roraima. Há ainda casos considerados isolados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2).

De acordo com a pasta, pelo menos 4.470 casos permanecem em investigação no Amazonas e 106 em Roraima. “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, informou.

Campanha

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo começa na próxima segunda-feira (6) e segue até 31 de agosto. O Dia D de mobilização nacional acontece no dia 18, sábado, quando mais de 36 mil postos de saúde estarão abertos no país. No total, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas.

A meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo, numa tentativa de reduzir a possibilidade de retorno da pólio e a chamada reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,2% na primeira dose contra o sarampo (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral).

Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de vacinação, independentemente da situação vacinal.

A seguir algumas das principais perguntas e respostas relacionadas à campanha, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:


No último sábado, dia 28, a Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, realizou o Dia D de Vacinação contra Raiva, nas Unidades de Saúde, das 8h às 17h. O município tem uma estimativa de 24 mil cães e gatos, dos quais 13 mil já foram vacinados, prevenindo a zoonose; doença infecciosa viral aguda, que ataca e compromete o organismo dos mamíferos, inclusive do homem. Apenas no Dia D foram vacinados 5.276 cães e 1.028 gatos, perfazendo um total de 6.288 animais. Com isso, o município de Jequié atingiu 53,7% da meta pretendida pela Secretaria de Saúde.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Priscilla Barros, a ação superou muito a estimativa prevista, mas que as ações de prevenção e cuidado devem continuar, por parte das pessoas que têm animais de estimação.

“O dia D foi importante porque tivemos um atendimento muito bom, com muitos animais sendo vacinados. Para quem não sabe, a raiva é transmitida aos seres humanos através do vírus Lyssavirus, pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, arranhadura ou lambedura desses animais, apresentando-se como uma encefalite progressiva e fatal em 100% dos casos. Por isso é fundamental que os cães e gatos sejam vacinados contra raiva a partir dos três meses de idade, incluindo as fêmeas grávidas ou que pariram recentemente.”, afirmou Priscilla Barros, diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Os sintomas da raiva em cães e gatos são:

Agressividade, com tentativas de morder pessoas, outros animais e objetos;
Tristeza, com busca de lugares escuros;
Alteração do latido;
Salivação excessiva, com a boca aberta constantemente;
Recusa de alimentos e de água por ter dificuldade de engolir, com engasgos;
Perda de coordenação motora;
Convulsões;
Paralisia nas patas traseiras,
Paralisia total.


Dores de cabeça, tonturas, perda de concentração, desequilíbrios e tropeços são alguns dos sintomas muito comuns causados pelas doenças oftalmológicas. De acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 160 milhões de pessoas no mundo tem visão reduzida, 37 milhões são cegas e cerca de 75% dessas ocorrências poderiam ter sido evitadas com tratamento adequado. A boa notícia é que as cirurgias estão aí para ajudar a diminuir estes números.

As cirurgias retrativas a laser estão se tornando cada vez mais comuns entre os brasileiros. Elas tratam as deficiências mais comuns entre a população, como: miopia, astigmatismo e hipermetropia, e podem ser encontradas em hospitais e clínicas de pequeno, grande e médio porte, espalhadas por todo o país. O procedimento é bem simples! Leva em torno de 20 minutos por olho, não existe internações e logo após o procedimento o paciente é liberado. A cirurgia refrativa trata-se de uma correção da visão com laser e existem duas técnicas de aplicação. A escolha dependerá da espessura da córnea, que varia de acordo com cada pessoa.

Na maioria dos casos, o paciente retorna as suas atividades após três dias de repouso. O tempo de descanso é importante para a regeneração do epitélio, que foi alterado para a correção visual. O acesso a este método tem se tornado mais acessível aos brasileiros devido ao aumento de especializações no assunto e da oferta de crédito no mercado, como ocorre pelo Centro Nacional – Cirurgia Plástica, entidade que fornece recursos, à base do crédito, para pacientes cirúrgicos. No caso, o cirurgião recebe do paciente, à vista, o valor de seus honorários e o paciente tem a opção de pagamento em parcelas.

Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 35 milhões de pessoas no Brasil lidam com alguma dificuldade de visão, o número equivale a quase 19% da população. A pesquisa aponta também que torno de 500 mil pessoas receberam o diagnóstico de cegueira. Como diz o ditado, melhor prevenir do remediar.

Além de não ter mistérios, as cirurgias oftalmológicas geralmente são de grande sucesso entre médicos e pacientes, com sucesso altíssimo nos procedimentos, livrando as pessoas do uso de óculos e lentes. No entanto, antes de mais nada é importante que o paciente passe em consultas regulares com um oftalmologista para avaliar a saúde do olho e se prevenir quando necessário.


A Santa Casa de Valença informa a redução da quantidade de plantonistas no Pronto-Socorro da unidade, a partir do mês de agosto, devido à falta de condições financeiras para proceder o pagamento dos profissionais. A cada 24 horas, um médico, ao invés de dois, ficará à frente do plantão, o que obrigará a Santa Casa a atender apenas aos pacientes em situação de urgência e emergência, finalidade primeira de um Pronto-Atendimento. Os demais pacientes serão encaminhados para consulta nos postos de saúde do município.

A crise financeira da Santa Casa de Valença perpassa diversas gestões da instituição filantrópica, que há 157 anos atende a toda a região do Baixo Sul da Bahia. Subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), práticas históricas, falta de repasse de municípios e uma redução contratual de R$ 4 milhões/ano, cerca de R$ 333 mil/mês, desde o mês de fevereiro têm agravado a situação.

Possíveis medidas de sobrevivência que aguardam condição de execução têm sido estudadas e propostas. Em 2017, os gestores da Santa Casa reduziram os custos em, aproximadamente, R$ 1,5 milhão, mesmo assim, não foi suficiente para cobrir o passivo financeiro adquirido ao longo dos últimos anos (cerca de R$ 2 milhões). Nos próximos dias, será lançada uma campanha de apoio à unidade hospitalar, inspirada no interesse coletivo de contribuir para a resolução do problema.

A crise instalada ameaça de forma definitiva a manutenção dos serviços prestados à população. Reiteramos o nosso compromisso com a população de Valença e de toda a região, reafirmando também que continuaremos empregando esforços para superar a crise financeira que assola esta unidade.


Depois de passar 25 anos em queda, a taxa de mortalidade infantil aumentou 9,2% na Bahia em 2016. De acordo com dados divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde, o estado teve 18 óbitos infantis a cada mil nascimentos em 2016. A taxa ficou acima da média nacional, que foi de 14 mortes a cada mil nascimentos no mesmo ano. A partir do ano de 1990, tanto a Bahia quanto o Brasil, começaram a apresentar uma queda no número de mortes de crianças. No mesmo ano, o estado registrava taxa de 66 mortes por cada mil nascimentos. Em 2015, a taxa já havia baixado para 16,4.

No Brasil, houve um aumento de 4,8% em 2016 em relação ao ano anterior, quando foram registradas 13,3 mortes a cada mil nascimentos. De acordo com o G1, o Ministério da Saúde acredita que a alta mortalidade tem relação com o vírus zika e também com as mudanças socioeconômicas. De acordo com o órgão, a vacinação em crianças, que é um fator importante para a redução da mortalidade, atingiu o menor nível em 16 anos. Na Bahia, por exemplo, 63 cidades não chegaram a vacinar, em 2017, nem metade das crianças contra poliomielite, ou paralisia infantil.


O médico Denis César Barros Furtado fala à imprensa após ser preso e levado para 16° Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca – Fernando Frazão/Agência Brasil

O médico Denis Furtado, acusado pela morte da bancária Lilian Calixto após um tratamento estético nos glúteos, declarou que o procedimento foi feito de maneira correta e que a justiça será feita. O médico, de 45 anos, foi preso na tarde de hoje (19) em um centro empresarial na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A mãe dele, Maria de Fátima Furtado, também foi presa. Eles foram levados para a16ª Delegacia de Polícia. O médico concedeu entrevista aos jornalistas ao lado da delegada Adriana Belém, e de seu advogado, Marcus Braga.

“Foram requisitados todos os exames compatíveis ao risco cirúrgico. O procedimento foi correto, foi lícito. O que a paciente usou de medicamentos lá no [hospital] Barra D’Or, eu não tenho ciência. Eu tenho certeza de que a minha atuação como médico foi correta”, disse Denis, conhecido como Dr.Bumbum e que tem vários seguidores em redes sociais. A bancária, que era de Cuiába e foi ao Rio para a cirurgia, foi atendida no hospital no último sábado (14) e morreu no domingo (15).

Segundo Denis Furtado, após o procedimento, Lilian estava lúcida e andando. Também sustentou que o seu ambiente de trabalho, a cobertura onde morava e foi feito o procedimento, tinha condições adequadas para cirurgia, chamada de bioplastia. Ao fim da entrevista, declarou: “A justiça será feita”.

A delegada Adriana Belém disse que ele e a mãe, Maria de Fátima Furtado, serão ouvidos durante a noite e que deverão seguir para o sistema prisional nesta sexta-feira (20). Ambos foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa e tiveram as prisões provisórias decretadas. Se for condenado, o médico poderá pegar até 36 anos de prisão.