Dr. Lúcio Mendes, diz que parar agora é melhor que deixar o vírus circular e ter que parar tudo por mais tempo.

Diversos municípios do Vale Jiquiriçá voltaram a flexibilizar o funcionamento do comércio e, aliado a isso, a comunidade local sente-se tranquila e cresce a mobilidade de suas atividades. É uma ação perigosa se os comerciantes não ajudarem nas orientações- de sermos em mais alguns dias obrigados a parar de vez e entrar em isolamento total. Conforme pressionaram o poder público a flexibilização, devem juntos ajudar e assumir a responsabilidade contra a proliferação do Covid-19.

No entanto, é perceptível diversas autoridades sanitárias contra as novas medidas dos prefeitos, consideradas arriscadas e totalmente versus as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, além de exemplos no mundo onde a doença cresceu de forma assustadora, justamente aonde o Isolamento Social não era a prioridade primária. Além das orientações sanitárias, outras opiniões de autoridades constituídas e da sociedade civil, alertam para as novas decisões como precipitadas.

O Promotor de Justiça da Comarca de Jaguaquara, Dr. Lúcio Meira Mendes – que responde pelos municípios de Jaguaquara, Lafaiete Coutinho, Itiruçu, Lajedo do Tabocal e Itaquara – tem acompanhado de perto as decisões dos municípios através dos Decretos de Orientações, e considera a flexibilização dos municípios para reabertura de comércios precipitadas, não apoiando a flexibilização dos decretos. As declarações foram dadas através de contato com o Blog Itiruçu Online.

– “O Ministério Público neste momento, alinhado ao que orienta o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde, busca todas as formas de fomentar o Isolamento Social como única forma de se tentar conter, ou, no mínimo, restringir a ação do coronavírus. Obviamente, nesta linha de raciocínio, nós somos contrários a qualquer decreto que leve, ao menos nesse momento, a flexibilização de funcionamento de comércios, que por via de consequência, gera de certa forma aglomeração e, sobretudo, mobilidade de pessoas. Esse é o ponto nevrálgico da coisa”, comenta Dr. Lúcio.

As decisões dos prefeitos foram avaliadas no sentido de que ainda não foram diagnosticados positivos casos do covid-19 em cidades do Vale Jiquiriçá. Para o promotor de Justiça, não ter casos positivos e apenas investigados, não significa que os municípios não tenham casos. Dr. Lúcio acredita que o vírus já circula nas cidades.

“Então, os prefeitos obviamente, por outro lado, dispõem de uma certa discricionaridade nesse momento, sobretudo, numa época em que não foram positivados caso do covid-19 na região do Vale Jiquiriçá. O que, como sempre saliento, não quer dizer que não exista, mas que ainda não foi diagnosticado. Sabemos que existe um longo período de encubação atrelado a um período, também não curto de recebimento do resultado, então, isso tudo gera em torno de 20 dias. O que podemos concluir que estamos já com os casos em nossa comunidade, mas que ainda não foram detectados”, frisou.

A pressão dos empresários alertando para um colapso na economia refletiu nos discursos do presidente Jair Bolsonaro, do governador Rui Costa e de uma maioria dos prefeitos. As orientações sanitárias foram divididas entre medidas econômicas: ajudar o sistema a se preparar para salvar vidas com o isolamento social, ou voltar a normalidade de trabalho para salvar a economia?  Para Dr. Lúcio, parar agora e ajudar quebrar a curva de crescimento do vírus, é melhor que ter que parar tudo mais adiante, conforme exemplos citados pelo magistrado em países que tiveram suas decisões rapidamente mudadas por não surtirem efeitos.

– “Desta forma, por outro lado, entendemos toda situação do comércio e dos prejuízos econômicos que esse cerceamento das atividades comerciais gerará, só que isso não está acontecendo apenas em Jaguaquara e região, é em todo estado, em todo país e no mundo. O mundo está caminhando para um colapso financeiro muito grande e os governos terão que intervir para minimizar essa situação. O que que acontece? Gosto de dar dos exemplos clássicos e recentes para ficar claro sobre qual é o argumento utilizado pelo Ministério Público de consistentes em que, neste momento, entendemos que a retração, o isolamento social não faz o mau para o comércio como estão achando, mas sim, um bem. É melhor parar agora de 15 a 30 dias e se controlar essa situação e voltar as atividades razoavelmente normais, do que retardar, o vírus se espalhar e chegarmos a um ponto que teremos que obrigatoriamente parar e, aí, sabe se Deus por quanto tempo. Então, usei dois exemplos clássicos: há 34 dias o prefeito de Milão, na Itália, sustentava em rede nacional enfaticamente ‘Milão não para’, e realmente naquela época eles não pararam , vieram parar só oito dias depois quando a pandemia já tinha fugido ao controle. Olha o resultado, vejam a situação que a Itália chegou. Aí coloco a seguinte pergunta: Milão parou ou não parou? E Parou por quanto tempo?  Ninguém tem dados para responder essa pergunta, pois lá pode ficar parado mais 30, 60 ou 90 dias. Então, vejam que o retardo, por outro lado, a China já está voltando algumas atividades justamente por terem parado antes. Como se não bastasse o caso de Milão, nós temos o caso do próprio Estados Unidos, quando o presidente Trump,  há poucos dias,  fez pronunciamentos na televisão de forma categórica  e enfática, onde dizia  que até a Páscoa Americana – que seria até dia 12 de abril – tudo estaria normalizado e todas as atividades estariam em funcionamento. O que aconteceu? Também retardou as atividades de restrições e hoje ele volta a rede de televisão por todo o mundo dizendo que todos devem manter a quarentena, ao menos até 30 de abril. Ou seja, Nova York e vários outros Estados também estão parados. A conclusão é simples: mais hora ou menos hora, vai ter que se parar,  e tecnicamente e cientificamente, é muito melhor parar agora para conter a contaminação em massa, derrubar a curva de crescimento do vírus para logo tentarmos voltar as atividades normais, ou deixar a pandemia ganhar mais corpo ainda e, depois, já numa fase avançada e sem controle, parar. Essa é a questão. E não sou eu, um mero promotor de Justiça do interior da Bahia que estou concluindo isso, quem afirma são os sanitaristas, os virologistas do mundo inteiro, que dedicaram anos e anos de suas vidas aos estudos sobre pandemias”, comentou-

A posição confusa entre declarações do presidente da República, do governador do estado, provocou o choque entre as demais autoridades brasileiras, que alinhados a isso, decidiram pela flexibilização, não defendida pelo Mistério Público, que não apoia as novas decisões dos Decretos nos municípios.

-“Então, obviamente, o nosso caso, o presidente  da republica, assim como governador do estado, que orienta para aquelas cidades onde não exista nenhum caso detectado, alinharam no sentindo de propagar a volta das atividades e da vida normal, isso vem causando o choque entre eles e alguns prefeitos, inclusive do Vale, que temem pelo grande dano na saúde pública. É fato que não havendo o isolamento social vai haver colapso no Sistema de Saúde. Pessoas que poderiam ser salvas com essas medidas, pois no estudo de hoje comprovou que, no mínimo, já salvou 59 mil pessoas na Europa. Nós não podemos deixar o Sistema de Saúde Brasileiro e Baiano, que já são precários, entrar em colapso, sob pena de nós perdemos muitos cidadãos, parentes e amigos, sobretudo, sem dúvidas, os mais idosos. O posicionamento do Ministério Público é pelo máximo possível de isolamento Social. Nos não apoiamos a flexibilização dos Decretos”, afirmou Dr. Lúcio.

 

“A melhor e única maneira de proteger a vida, os meios de subsistência e as economias é parar o vírus. Sem desculpas, sem arrependimentos”, é o que defende a OMS. No final da história, se precipitadas ou não, as decisões dos Prefeitos, Governadores e do presidente serão lembradas de alguma forma. Até então, as autoridades sanitárias orientam tirar o povo de circulação para parar o avanço do vírus. O isolamento apenas do público de risco não funcionou em nenhum país no mundo.

 

Brasil registra 5.717 casos confirmados de coronavírus e 201 mortes até esta terça-feira,31.  A Bahia registra 217 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 3,7% do total de casos notificados. Até o momento, 1393 casos foram descartados e houve dois óbitos, ambos de pessoas residentes em Salvador que apresentavam comorbidades associadas. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta terça-feira (31). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 42 encontram-se internadas. No Vale Jiquiriçá ainda não foi confirmado caso da doença, embora exista o número crescente de sintomas sendo monitorados e aguardando resultados.


A Bahia registra 217 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 3,7% do total de casos notificados. Até o momento, 1393 casos foram descartados e houve dois óbitos, ambos de pessoas residentes em Salvador que apresentavam comorbidades associadas. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta terça-feira (31). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 42 encontram-se internadas.

Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais. Dentre os casos confirmados, 54,38% são do sexo masculino e 45,62% do sexo feminino. O coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (3,44), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.

Ressaltamos que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Outras informações em saude.ba.gov.br/coronavirus.

Para acessar o boletim completo, clique aqui.

 


Terceira maior cidade da Bahia, Vitória da Conquista, no sudoeste, registrou nesta terça-feira (31) seu primeiro caso de coronavírus. A prefeitura municipal através de um boletim em seu site oficial. O diagnóstico foi dado a um homem de 27 anos que estava sob monitoramento. O boletim com os novos dados vai ser liberado em instantes pela Secretaria de Saúde do Município, segundo o comunicado da gestão municipal.


A Bahia registra 176 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 4,3% do total de casos notificados. Até o momento, 1.393 casos foram descartados e houve dois óbitos confirmados. Trata-se de paciente do sexo masculino, 74 anos, residente em Salvador, que estava internado em hospital da rede privada, com comorbidades associadas. O segundo trata-se de um homem de 64 anos que era diabético e hipertenso. A vítima estava internada no Hospital Aliança, em Salvador.

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta segunda-feira (30). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 18 encontram-se internadas, sendo 8 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

Dentre os casos confirmados, 54,55% são do sexo masculino e 45,45% do sexo feminino. Foi registrado o primeiro caso confirmado em uma criança de 1 ano de idade, que se encontra em casa, em Feira de Santana. O coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (3,01), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.


Zé Cocá (PP), solicitou ao governador Rui Costa que libere recursos financeiros extras aos municípios baianos.

Presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Política de Consórcios Públicos da Bahia, criada na Assembléia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Zé Cocá (PP), solicitou ao governador Rui Costa que libere recursos financeiros extras aos municípios baianos, visando o enfrentamento das demandas decorrentes da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Através de indicação encaminhada através da Alba, Zé Cocá pediu ao governador que determine à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social a liberação de recursos aos municípios baianos, a título de participação no custeio do pagamento e oferta de benefícios eventuais, previstos na Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

Ao justificar sua reivindicação Zé Cocá destaca a legislação que permite essa ação governamental. O deputado ressalta que o isolamento social é medida eficaz para evitar a propagação do vírus, mas analisa que “em função da limitação de inúmeras atividades comerciais, muitas pessoas foram obrigadas a parar suas atividades profissionais, o que poderá ocasionar a redução de renda, ampliando a demanda por ações sociais dos municípios”. O deputado pontua ainda que a assistência social é direito do cidadão, e os recursos solicitados visam dar fôlego aos municípios para atender a população.

Zé Cocá considera ainda que os municípios baianos, onde já existem casos confirmados da Covid-19, têm enfrentado graves problemas, sobretudo relacionado com a diminuição da arrecadação, em função da limitação de inúmeras atividades comerciais. “Isso faz com que as prefeituras locais passem a ter dificuldades em atender às necessidades de sua população, cuja quantidade cresce a cada dia, em busca de benefícios assistenciais”.

“O momento atual exige maior integração entre os entes federativos, notadamente o Estado da Bahia e os municípios que integram o seu território e possuem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), considerado baixo”, afirma o deputado, demonstrando preocupação não só com os municípios localizados nos territórios de identidade do Médio Rio de Contas e Vale do Jiquiriçá, mas com os todos os municípios baianos que passam por problemas de ordem econômica e social.



Presidente do Convale, Zeca Braga- Foto/Blog Itiruçu Online

Em todas as cidades do Vale Jiquiriçá, continuam valendo as suspensões de eventos, aglomerações públicas e de aulas. No entanto, a partir desta segunda-feira, dia 30, passará a ocorrer a abertura gradativa de atividades comerciais consideradas essenciais, mantendo-se ainda as medidas de prevenção como o controle de acesso aos estabelecimentos, distanciamento social, horários diferenciados de funcionamento e intensificação da higienização. Tudo isso visando o cumprimento das recomendações de autoridades de saúde, mas também buscando reduzir os impactos econômicos que serão provocados pela Covid-19.

Os prefeitos do Vale Jiquiriçá, agregados na representatividade do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território – CONVALE- discutiram o assunto durante 06h em Assembleia On-line neste domingo, 29, sobre as novas orientações que os municípios devem adotarem para estabelecerem  a reabertura de alguns comércios e publicar novos decretos de como serão  o funcionamento. De acordo com informações do presidente do Consórcio, o prefeito de Planaltino, Zeca Braga, as medidas são necessárias, pois além de continuarem na luta pela vida e contra a chegada do COVID-19 nas cidades do Vale,  novas medidas visam agregar outras atividades consideradas essenciais e que podem funcionar regulamentadas dentro das normas de Vigilância Sanitária, sendo fiscalizadas com um rigor maior pelos municípios.

Prefeito Juliano de Jaguaquara e equipe durante reunião On-line.

“Não foram decisões fáceis fundamentadas em apenas uma opinião. Foram mais de 06h discutindo o assunto que é de interesse de todos. Nós estamos preocupados com a linha de crescimento dos dados desse vírus que assusta o mundo, temos que preservar nossas ações em proteger a vida de nossa gente, sobretudo, há outros fatores que precisamos também discutir e são importantes: que é evitar prejuízos maiores a economia. Nossa decisão é manter fechados alguns seguimentos que já estão orientados o fechamento em decretos anteriores, mas flexibilizar o funcionamento e a abertura de novos seguimentos de maneira a funcionarem dentro das orientações sanitárias. Pedimos a compreensão dos empresários que nos ajudem, abracem essa guerra que é de todos nós. Os municípios irão renovar seus decretos com base em suas necessidades, e todos devem seguir de forma rigorosa as orientações, pois não são apenas dos prefeitos, mas de autoridades de saúde engajadas a proteger a proliferação do coronavírus. Pedimos a todos que continuem atentos ao isolamento social o máximo possível, principalmente o público de risco, fiquem em casa. Os municípios não terão condições de salvar vidas com o sistema de saúde sobrecarregado. Nosso apelo será sempre pela preservação da vida”, disse Zeca Braga.

Feira livre, Centros de abastecimento de alimentos, frigoríficos, estabelecimentos relacionados a cadeia produtiva de gênero alimentício, clínicas veterinárias, segurança privadas, bancos loterias e cooperativas de créditos, lojas de materiais de construções, vidraçaria, marmoraria, serraria, serralheria e todos os demais estabelecimentos relacionados a cadeia produtiva da contrução civil, loja de auto peças, borracharias, oficinas mecânicas e os demais estabelecimentos relacionados a manutenção de veículos automotores.

O Decreto ainda exigerá aos estabelecimentos que estarão funcionando, alguns cuidados para não haver contaminação com o Covid 19 visto que nos municípios não foram registrados nenhum caso até o momento. Medidas como disponibilização de álcool Gel 70%, atendimento prioritário pra pessoas considerada do grupo de risco, reordenamento de filas com distâncias de 1 metro, deverão ser cumpridas.

Restaurantes, lanchonetes, quiosques, trailers de comercialização de alimentação, distribuidoras de gás, água e bebidas, instrumentos musicais , telefonia e tecnologia poderão funcionar em regime de deliverys.

Os demais segmentos deverão até uma nova orientação obedecer o Decreto 048/2020 que estabeleceu a suspensão provisória dos funcionamento.

Um dos principais fatores que pesou na decisão foi o resultado das medidas de enfrentamento ao coronavírus no mundo com o isolamento social e a estruturação dos planos de ação dos municípios em conjunto com o Estado e o Ministério da Saúde. As prefeituras devem realizar encontros regulares entre os prefeitos para tomarem decisões no enfrentamento ao Covid-19 e rever as novas medidas conforme o avanço ou recuo da doença.

Neste domingo o encontro On-line com a participação do presidente do CONVALE e prefeito de Planaltino, Zeca Braga; prefeito de Ubaíra, Fred; Soya de Maracás, Sandro Correia de Brejões; Hemerson Eloi de Santa Inês; Jerônimo de Irajuba; Danilo de Nova Itarana ; José Renato de São Miguel das matas; Marco Aurélio de  Itaquara; Juliano Martinelli de Jaguaquara;

Júlio Pinheiro de Amargosa; Ivete de Cravolândia; Robson de Elísio medrado; e Rodrigo (Digão) de Mutuípe. Os novos decretos dos municípios serão publicados no Diário Oficial de cada prefeitura nesta segunda-feira (30).


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 2 bilhões para as empresas do setor de saúde como apoio ao combate à propagação do novo coronavírus (covid-19). O programa de financiamento visa à ampliação imediata da oferta de leitos emergenciais e de materiais e equipamentos médicos e hospitalares. Empresas de outros setores que buscam converter suas produções em equipamentos e insumos para saúde também serão contempladas.

O presidente do banco, Gustavo Montezano, em transmissão ao vivo pelo YouTube, disse hoje (29) que o objetivo da instituição nessa linha setorial é ser rápido no repasse de recursos para enfrentar a epidemia. “A gente acredita que as 30 empresas que temos hoje mapeadas que vão utilizar parte dos R$ 2 bilhões serão capazes de suprir a necessidade de 15 mil ventiladores, o que corresponde a 50% da necessidade do SUS para 90 dias.”

O BNDES também estima que, com os recursos do programa, a quantidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) seja ampliada em 3 mil, o equivalente a mais de 10% da disponibilidade atual de leitos do SUS no país. Os monitores poderão aumentar em 5 mil – 20% da demanda do SUS para os próximos quatro meses, além da aquisição de 80 milhões de máscaras cirúrgicas, o que corresponde a 33% da necessidade do SUS nos próximos quatro meses.

O limite de crédito é de até R$ 150 milhões por empresa a cada período de seis meses, e o valor mínimo de financiamento em operações será de R$ 10 milhões. Segundo o banco de fomento, a constituição de garantias reais poderá ser flexibilizada para operações com até R$ 50 milhões em financiamento.

Empresas aéreas
Segundo Montezano, uma linha de crédito para ajudar as empresas aéreas que vêm sofrendo queda na demanda por causa restrição de viagens internacionais e nacionais devido ao coronavírus deve ser disponibilizada até o fim de abril.

“Os recursos serão investidos exclusivamente para as operações brasileiras das empresas. A gente quer fazer linhas que apoiem as concorrentes. Não queremos escolher uma única empresa. Os recursos não deverão ser usados para pagar credores financeiros.”

Na sexta-feira (27), o BNDES anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

No último domingo (22), o banco anunciou as primeiras medidas emergenciais de apoio à economia brasileira no enfrentamento dos efeitos da pandemia do coronavírus com medidas no valor de R$ 55 bilhões.


Bahia registra 156 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 3,8% do total de casos notificados. Até o momento, 1388 casos foram descartados e houve um óbito confirmado. Trata-se de paciente do sexo masculino, 74 anos, residente em Salvador, que estava internado em hospital da rede privada, com comorbidades associadas. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas deste domingo (29). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 18 encontram-se internadas, sendo 8 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

Dentre os casos confirmados, 54,49% são do sexo feminino e 45,51% do sexo masculino. Foi registrado o primeiro caso confirmado em uma criança de 2 anos de idade, que encontra-se em bom estado de saúde. O coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (2,80) , indicando o maior risco de adoecer entre os idosos

Ressaltamos que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação.   Para acessar o boletim completo, clique aqui.

 


O Brasil registrou neste domingo (29) 4.256 casos confirmados de coronavírus. De acordo com as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos aumentou de 114 para 136 em 24h. As mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Bahia (1), Ceará (5), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Rio de Janeiro (17), São Paulo (98), Distrito Federal (1), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2).

Para manter a população informada a respeito dos casos e óbitos, o Ministério da Saúde atualiza diariamente os dados na plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença.

A plataforma está disponível para livre acesso no endereço: covid.saude.gov.br

Tabela com a distribuição dos casos por UF

ID UF/REGIÃO CONFIRMADOS ÓBITOS
N %
NORTE 227 (5%) 1 0,4%
1 AC 34
2 AM 140 1 0,7%
3 AP 4
4 PA 18
5 RO 6
6 RR 16
7 TO 9
NORDESTE 720 (17%) 13 1,8%
8 AL 17
9 BA 154 1 0,6%
10 CE 348 5 1,4%
11 MA 16
12 PB 14
13 PE 73 5 6,8%
14 PI 14 1 7,1%
15 RN 68 1 1,5%
16 SE 16
SUDESTE 2.342 (55%) 115 4,9%
17 ES 60
18 MG 231
19 RJ 600 17 2,8%
20 SP 1.451 98 6,8%
CENTRO-OESTE 399 (9%) 2 0,5%
21 DF 289 1 0,4%
22 GO 58 1 1,7%
23 MS 36
24 MT 16
SUL 568 (13%) 5 0,9%
25 PR 148 2 1,4%
26 SC 194 1 0,5%
27 RS 226 2 0,9%
BRASIL 4.256 136 3,2%

Foi confirmado pela Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) o primeiro óbito no estado devido o novo coronavírus (Covid-19). Segundo a Sesab, o paciente era um homem de 74 anos que estava internado em um hospital privado em Salvador. No último boletim publicado pela secretária, a Bahia estava com 156 casos confirmados, a tendência é que o número aumente.