O Ministério da Saúde decidiu abrir as inscrições do Programa Mais Médicos aos profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil). Os candidatos terão entre os dias 11 e 14 de dezembro para enviar documentação ao ministério e estarem aptos para validação da inscrição.

Hoje (7), às 23h59, termina a inscrição de médicos com registro no Brasil. De acordo com o ministério, são necessários 17 documentos para validar a inscrição, entre eles, o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação. Até ontem (6), o Mais Médicos havia registrado 35.716 inscrições, preenchendo 98,6% das 8.517 vagas disponibilizadas, ou seja, 8.402 profissionais alocados.. Desse total, 3.949 médicos já se apresentaram aos municípios selecionados. Os profissionais têm até o dia 14 deste mês para apresentação nos municípios.


Durante a inauguração do Centro de Reabilitação Nice Aguiar, da Santa Casa de Jequié, o presidente da AACD, Marcelo Kheirallah, falou sobre o sucesso da parceria de 14 anos com a Fundação José Silveira (FJS) e sobre o Termo de Cooperação Técnica entre as instituições, em benefício dos pacientes do Centro de Reabilitação.

Foi inaugurado na manhã de ontem,  segunda-feira (26), na Santa Casa do município de Jequié, o Centro de Reabilitação Nice Aguiar, iniciativa da Fundação José Silveira (FJS). Lotado em uma área de 4.805 m2 viabilizada pela benemérita Nice Aguiar, por meio de doação, o Centro de Reabilitação em cooperação técnica com a Associação de deu Assistência à Criança Deficiente (AACD), tem a expectativa de realizar aproximadamente 400 atendimentos por mês, sendo o seu público alvo pessoas com deficiências, doenças ortopédicas e idosos.

O presidente da Fundação, o médico Geraldo Leite, comemorou a inauguração. “Serão cerca de 400 pacientes recebidos por mês e 1100 procedimentos também por mês. Esse centro é uma grande aquisição, não somente para Jequié, mas também para 25 municípios circunvizinhos. Mais de 500 mil habitantes serão beneficiados”, disse.

 

Dividido em duas etapas, essa primeira fase da inauguração inclui piscina, consultórios de atendimento e ginásio, além de instalações para o atendimento multidisciplinar de saúde e ações complementares. Um dos idealizadores do projeto, o deputado federal Antonio Brito (PSD), ressaltou a parceria firmada entre a AACD e a FJS, enaltecendo o novo modelo de gestão. “A Santa Casa anunciou juntamente com a AACD todo esse protocolo, inclusive de reforma e projeto foi feito com a supervisão da associação, pois eles não têm nenhum unidade na Bahia, e a partir desse primeiro protocolo não serão mais construídos diretamente, serão realizadas parcerias, onde existe capacidade de norral.

Então está será a primeira, onde a própria construção do centro passou pela supervisão da AACD. É um modelo novo, que começa pela Bahia e por Jequié”, afirmou o deputado. Já para a benemérita Nice Aguiar, responsável pela doação do terreno onde foi construído o centro de reabilitação, a população de Jequié merece saúde de qualidade.  “A entrega dessa obra social, me faz crer que os meus irmãos serão acolhido de forma amada, em uma época em que se clama por saúde. Contemplar essa obra erguida em Jequié,  traz para cada um de nós a certeza de que, verdadeiramente o povo merece o direito a vida”, concluiu.


O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (27) redução de 16% nos casos e óbitos de Aids no Brasil. O novo Boletim Epidemiológico aponta em 2012 a taxa de detecção de Aids era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3; queda de 15,7%. Em 4 anos, a taxa de mortalidade da doença foi de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017; redução de 16,5%. Também caiu a transmissão do vírus HIV de mãe para filho, foi de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes entre 2007 e 2017. A redução é de 43%.

Apesar dos dados positivos, em 2017 foram diagnosticados 42.420 novos casos de HIV e 37.791 casos de Aids. Os novos casos são registrados principalmente entre o sexo masculino. Eles representam 73% das novas ocorrências, mais de 70% estão entre os com idade entre 15 e 39 anos. Entre 2007 e 2018, foram notificados no total 247.795 casos de infecção pelo HIV no Brasil, cerca de 70% em homens. Desconsiderando os casos em gestantes, são 26 homens para cada 10 mulheres. O Ministério da Saúde aproveitou que o lançamento dos dados se aproxima do Dia Mundial de Luta Contra à Aids, em 1º de dezembro, e divulgou uma campanha para conscientizar a população. O vídeo começará a ser veiculado a partir do dia 28.

Preocupação com o tratamento

Ao apresentar o dados, o ministro Gilberto Occhi se colocou à disposição para ir ao Congresso Nacional explicar as políticas públicas da pasta. O ministro afirmou ao deputado Juscelino Filho (DEM-MA), integrante da Comissão de Seguridade Social e Família, que também compôs a mesa da coletiva de imprensa, que iria à Câmara dar explicações.

“Ou esclarecer ao Parlamento brasileiro ações do próprio governo federal, como essa luta que nós estamos tendo, para que a gente possa massificar as informações, levar esclarecimentos e ajudar cada vez mais. Queremos evitar qualquer tipo de discriminação no nosso País.” O ministro ressaltou ainda que “cada vez que se avançam nesses temas que são tão doloridos para muitas famílias, melhoramos nossa sociedade”. Há um temor de que o novo governo coloque travas nas ações contra o HIV.

Segundo o jornal O Globo, o futuro ministro Luiz Henrique Mandetta já afirmou “não acreditar na efetividade das campanhas de prevenção e educação continuada em escolas ou unidades básicas de saúde”.


A Santa Casa de Jequié, unidade da Fundação José Silveira, estará realizando na próxima segunda feira (26), às 10h30, a solenidade de inauguração do Centro de Reabilitação Nice Aguiar de Jequié, Voltada a beneficiar a população de Jequié e de municípios da região, com atendimentos gratuitos destinados a pessoas com deficiências e idosos. O Centro de Reabilitação da Santa Casa de Jequié contará com o apoio da AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), referência nacional em reabilitação, na supervisão dos atendimentos. O evento contará com a presença de municípios do Médio Rio de Contas e Vale Jiquiriçá.


Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

Até o dia 22 de outubro, 2.425 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 2 mil no Amazonas e 332 em Roraima. Os dois estados registram ainda um total de 7.674 casos em investigação. De acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados da doença foram confirmados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (19), no Rio Grande do Sul (43), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), no Distrito Federal (1) e em Sergipe (4).

O levantamento mostra que, até o momento, 12 mortes por sarampo foram confirmadas no país, incluindo quatro em Roraima (três estrangeiros e um brasileiro), seis no Amazonas (todos brasileiros, sendo três de Manaus, dois do município de Autazes e um do município de Manacapuru) e duas no Pará (indígenas venezuelanos).

Em nota, o ministério informou que, de janeiro a outubro, encaminhou o quantitativo de 13,2 milhões de doses da vacina tríplice viral – que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – para os seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Sergipe e o Distrito Federal. O objetivo, segundo o ministério, é atender à demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio, intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos da doença. EBC.


Até o dia 15 de outubro, 2.192 casos confirmados de sarampo foram registrados no Brasil, segundo dados divulgados hoje (17) pelo Ministério da Saúde. Desse total, 1.776 casos foram identificados no Amazonas e 330 em Roraima. Juntos, os estados contabilizam ainda 7.894 casos em investigação. Casos isolados de sarampo, segundo a pasta, foram registrados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (37), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), no Distrito Federal (1) e em Sergipe (4). Ainda de acordo com o ministério, até o momento, 12 mortes pela doença foram confirmadas no país, sendo quatro em Roraima, seis no Amazonas e duas no Pará.

Imunização

O Ministério da Saúde informou que, de janeiro a outubro deste ano, enviou um quantitativo de 13,2 milhões de doses da vacina tríplice viral – que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – para Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

O objetivo, segundo a pasta, é atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio, intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos de sarampo.

Por meio de nota, o ministério informou que todos as unidades federativas, com exceção do Distrito Federal, alcançaram a meta de 95% de cobertura vacinal contra a doença. EBC.


As principais vacinas do calendário infantil no Brasil seguem abaixo dos percentuais de 90% a 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados preliminares divulgados hoje (11) pelo Ministério da Saúde mostram que, até agosto, a cobertura vacinal das doses indicadas para crianças com até 23 meses de vida variava de 53% a 75%.

Entre as vacinas com menor cobertura até o momento estão a primeira dose da tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, com 53,5%; a dose contra a hepatite A, com 57,1%; e a pentavalente, que protege contra coqueluche, difteria, tétano, meningite e hepatite B, com 59,6%.

Já as vacinas com melhor cobertura são a BCG, que protege contra a tuberculose, com 75,9%; a primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, com 68,7%; e a pneumo 10V, que previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite e otite) causadas por dez sorotipos de pneumococos, com 67,3%.

Cenário

Levantamento de rotina do ministério feito com estados e municípios, em visitas domiciliares na busca de não vacinados, indica como principais causas para a redução das coberturas vacinais o próprio sucesso do Programa Nacional de Imunizações, visto que não há mais circulação de algumas doenças no país, como a poliomielite.

Outra causa verificada pelas equipes de saúde é a desinformação provocada por boatos de que as vacinas não funcionam ou que trazem graves efeitos colaterais. A população, segundo a pasta, também indica que o horário de funcionamento das unidades de saúde atualmente é incompatível com a jornada de trabalho de pais e responsáveis.

“O perigo é que o aumento do fluxo migratório da população [sobretudo de países onde essas doenças ainda existem] e a interrupção da vacinação podem provocar a volta ou elevado número de casos de doenças como sarampo, pólio e rubéola, como tem sido identificado em países que estavam livres dessas doenças”, alertou o ministério.

Campanha

Diante das baixas coberturas vacinais, o governo federal lançou hoje campanha publicitária que alerta para a importância de se manter a vacinação em dia. O objetivo é mostrar que os baixos índices podem ser perigosos, uma vez que abrem caminho para a reintrodução de doenças já eliminadas no país e que podem matar.

Sob o conceito Porque contra Arrependimento não Existe Vacina, as peças publicitárias são classificadas pela própria pasta como impactantes e mostram casos reais de pessoas que sofrem até hoje pela não vacinação. Pela primeira vez, a mascote das campanhas de vacinação do ministério, Zé Gotinha, aparece em tom sério e preocupado.

A campanha conta com dois filmes, de 60 segundos e de 30 segundos, spots de rádio, anúncios de jornal e revista, mobiliários urbanos, painéis e ações na internet e nas redes sociais. Além disso, serão produzidos materiais com o calendário de vacinação para serem distribuídos para todas as unidades de saúde do Brasil. O conteúdo pode ser acessado procurando pela hashtag #FalaGotinha  e no sitesaude.gov.br/vacinacao.


O número de pessoas cegas ou com visão comprometida no mundo chega a 253 milhões, segundo dados da Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Agência Internacional de Prevenção da Cegueira (IAPB, do nome em inglês International Agency for Prevention Of Blindness). Segundo o presidente do CBO, José Ottaiano, desse total, estima-se que em torno de 75% dos casos podem ser reversíveis. Hoje (11) é comemorado o Dia Mundial da Visão. Segundo Ottaiano, um indivíduo que tem uma miopia de 4 ou 5 graus, por exemplo, se ele não corrigir esse erro refrativo, é enquadrado como deficiente visual ou sem uma visão adequada. Ele também explicou que a catarata é considerada uma cegueira reversível. “No entanto, se você não operar, o indivíduo fica com uma deficiência visual”.

O presidente do CBO disse que a grande maioria das pessoas com cegueira ou visão comprometida no mundo, cerca de 90%, moram em países em desenvolvimento, que não dispõem de sistemas de saúde básica mais avançados.  As principais causas de cegueira são os chamados erros refrativos, como miopia, astigmatismo, hipermetropia, que são corrigidos por graus de óculos; catarata; glaucoma; e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Campanha

Nesta quinta-feira, o CBO e a IAPB lançaram a campanha Saúde Ocular em Todo Lugar em comemoração ao Dia Mundial da Visão, data que é celebrada toda segunda quinta-feira de outubro. Segundo Ottaiano, trata-se de um programa de interiorização, ou seja, fazer com que a saúde ocular chegue a todos os lugares. “O Conselho Brasileiro de Oftalmologia vem fazendo isso há dez anos”.

A entidade tem 102 serviços credenciados na área de oftalmologia, com maior concentração nas capitais. “Só três estados não têm [esse serviço]”. Segundo o presidente do conselho, isso acaba criando uma cultura na população e os profissionais se fixam nas regiões e onde se desenvolvem. “Na realidade, isso é uma maneira de ter saúde ocular em todo lugar, principalmente aqueles com difícil acesso”.

Queda

Ottaiano disse que, de 1990 para 2015, houve uma queda de 4,58% para 3,37% nos problemas visuais em termos de cegueira na população mundial. “A população mundial vem andando para a frente, apesar das diferenças e particularidades entre os países”. No Brasil, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de brasileiros têm alguma deficiência visual, dos quais 6 milhões teriam deficiência visual importante. O restante é cegueiras ou deficiência reversíveis.

De acordo com Ottaiano, o Brasil necessita de uma média de 600 mil cirurgias de catarata por ano e realiza entre 400 mil a 500 mil cirurgias. “Os pacientes passam a se acumular para o ano seguinte”, disse.

Prevenção

Como forma de tratamento, o médico disse que a prevenção é muito melhor, mais eficaz e barata, e pode ser feita, inclusive, desde antes do nascimento. A ideia é que as pessoas procurem o oftalmologista, considerando a prevenção como uma prática regular, para evitar o aparecimento de doenças visuais.

“A prevenção é a palavra mágica porque, na realidade, a gente tem que tratar antes da doença. A doença já é a consequência, o indesejável”. Os esforços devem ser concentrados na educação e conscientização da população em relação aos cuidados com a visão.


Levar tratamento de esgoto para população é desafio dos governantes

As internações hospitalares de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o país, por doenças causadas pela falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade, ao longo de 2017, geraram um custo de R$ 100 milhões. De acordo com dados do Ministério da Saúde, ao todo, foram 263,4 mil internações. O número ainda é elevado, mesmo com o decréscimo em relação aos casos registrados no ano anterior, quando 350,9 mil internações geraram custo de R$ 129 milhões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resultaria em uma economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo. Recentemente, organizações ligadas ao setor privado de saneamento, reunidas em São Paulo, reforçaram a teoria da economia produzida por este investimento. Pelas contas do grupo, a universalização do saneamento básico no Brasil geraria uma economia anual de R$ 1,4 bilhão em gastos na área da saúde.

No mesmo evento – Encontro Nacional das Águas – os representantes das empresas apontaram que dos 5.570 municípios do país, apenas 1.600 têm pelo menos uma estação de tratamento de esgoto e 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à tratamento de esgoto.

Atualmente, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas 44,92% dos esgotos coletados no país são tratados. O Brasil tem uma meta de universalização do saneamento até 2033. Este objetivo previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico, representaria um gasto de cerca de R$ 15 milhões anuais, ao longo de 20 anos. E este é um dos desafios para os governantes a serem eleitos em outubro.


Imagem autorizada por familiares para fins de ajuda.

A história do pequeno Ítalo Davi, de apenas dois meses, está comovendo toda a região. Ele possui uma síndrome rara que provoca parada respiratória e, consequentemente, pode levar a morte.

A família é da cidade de Tanhaçu, a 134 quilômetros de Vitória da Conquista. Os pais do bebê, que são lavradores, e diariamente lutam para cuidar do bebezinho e ainda dar atenção ao outro filho, de 07 anos de idade, que teve de ficar na outra cidade, estão aflitos com a situação. Em entrevista à TV Sudoeste, a mãe de Italo Davi disse que até para mamar o bebê tem dificuldades e que chega  mudar de cor devido a insuficiência respiratória. Apenas uma cirurgia pode solucionar esse grave e raro problema, mas aqui na Bahia somente alguns hospitais de Salvador são capacitados para realizar o procedimento.

Por enquanto a criança está internada no Hospital Municipal Esaú Matos que tem prestado toda a assistência possível e solicitado junto ao sistema de regulação do estado a transferência da criança em caráter de urgência, mas infelizmente, até o momento, essa vaga não surgiu.