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Mais de dez mil baianos realizam, nesta sexta-feira (18), o sonho de receber as chaves da casa própria. São 2.556 famílias beneficiadas com unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida em Feira de Santana e Itabuna, que passam, a partir de hoje, a morar em condomínios equipados com acessibilidade e conforto. A entrega na Bahia, realizada pelo governador Rui Costa e pela presidente Dilma Rousseff, aconteceu no município de Feira de Santana.

“O governo federal mudou a cara do nordeste, principalmente depois desse programa espetacular que é o Minha Casa, Minha Vida. Esse é um governo que estende a mão para os pobres, para os mais carentes. É um programa social, e não só habitacional, porque o imposto que se paga por essas casas sempre foi arrecadado pelo governo. Mas hoje ocupa o cargo de presidente da república uma pessoa que tem um carinho pelo povo simples e, por isso, um programa como este é possível”, destacou o governador Rui Costa.

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A presidente Dilma falou aos novos proprietários das casas sobre a emoção de inaugurar tantas unidades habitacionais. “Todas as famílias têm sonhos, algumas sonham em ter um carro, em ver os filhos entrando na universidade, de ter uma televisão. Mas um sonho todas as famílias compartilham, que é o de ter a casa própria. E todas essas que hoje recebem as chaves conseguiram concretizar esse desejo. Essa valiosa conquista é algo que devemos valorizar. Até o final do próximo ano ainda entregaremos 1,5 milhão de casas como essas”. Ainda segundo Dilma, no final deste mês, será aberta a inscrição de mais dois milhões de moradias para famílias carentes.

O programa

Somente no estado da Bahia, o Programa Minha Casa, Minha Vida já entregou mais de 175,3 mil habitações, beneficiando mais de 701,2 mil pessoas. Nesta sexta-feira foram entregues três conjuntos habitacionais em Feira de Santana: Residencial Viver Alto do Rosário (1.024 casas), Alto do Rosário Transição (92) e o Parque dos Coqueiros I (540), enquanto em Itabuna foi inaugurado o Conjunto Habitacional São José (900). Juntos, os quatro empreendimentos tiveram um investimento de cerca de R$ 190 milhões.

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Todos os empreendimentos mantêm o padrão de casas e apartamentos com dois quartos, sala de estar, cozinha, banheiro e área de serviço. Além disso, é criada infraestrutura que garante o acesso, como pavimentação, iluminação, pisos táteis, rampas e unidades adaptadas para pessoas com dificuldades de locomoção.

São famílias como a da costureira Josineide dos Santos Anunciação, que morava de favor nos fundos da casa da mãe e agora recebe as chaves da casa. “Eu nunca tinha imaginado que isso iria acontecer, e agora minha vida vai mudar muito. Vou me mudar com meus cinco filhos para nossa casa. Estou muito feliz”, comemorou a costureira.

Repórter: Anna Larissa Falcão


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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, sexta-feira (18), no manifesto que a Frente Brasil Popular promove na Avenida Paulista contra o impeachment e a favor da democracia, que os brasileiros precisam aprender a conviver com a diversidade. Em discurso, no carro de som posicionado em frente ao Museu de Arte de São Paulo, sob aplausos, ele defendeu a democracia e disse que o tempo que resta ao final do governo Dilma é “suficiente para virar a história do país”.

Além de pedir respeito à democracia e às eleições, Lula criticou os partidos que concorreram contra o PT nas últimas eleições presidenciais. Segundo ele, os adversários não aceitaram a derrota nas urnas e agora se prestam a “atrapalhar” o governo da presidenta da República Dilma Rousseff.

“Quero dizer para aqueles que não gostam de nós, talvez falte informação, mas temos que convencê-los que democracia é acatar o voto da maioria do povo brasileiro”, destacou. Durante o discurso, Lula juntou-se ao coro dos manifestantes gritando a frase: “Não vai ter golpe”. “Não vamos aceitar o fim da democracia e nenhum golpe no país”.

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O ex-presidente destacou a importância de se restabelecer a paz no país e lembrou que perdeu as eleições muitas vezes, mas nunca protestou contra quem ganhou. “Tem gente nesse país que falava em democracia da boca para fora. Eu perdi eleições em 89, eu perdi eleições em 94, em 98, e já havia perdido em 82 para o governo de São Paulo e, em nenhum momento, vocês viram eu ir para a rua protestar contra quem ganhou”, disse Lula a uma multidão na Avenida Paulista reunida para o ato batizado pelos organizadores de Pela Democracia, Contra o Golpe.

“Quando a presidenta Dilma ganha, eles que se dizem sociais-democratas, eles que se dizem pessoas evoluídas, pessoas estudadas, eles não aceitaram o resultado. E faz um ano e três meses que eles estão atrapalhando a presidenta Dilma a governar esse país”, disse.

Lula defendeu um país sem ódio, mas criticou as pessoas que participaram das manifestações em favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Eles são o tipo de brasileiro que gostariam de ir para Miami fazer compra todos os dias, e a gente compra na 25 de Março”, referindo-se à rua de comércio popular que fica no centro de São Paulo.

“Este país precisa voltar a crescer. Tem que ter uma sociedade harmônica. Voltar a entender que democracia é a convivência da diversidade. Eu não quero que quem votou no Aécio goste de mim, ou quem votou na Dilma goste dele. O que eu quero é que a gente aprenda a conviver de forma civilizada com as nossas diferenças”, disse.

Para Lula, a democracia é a única possibilidade de fazer um governo com a participação do povo. “Eles têm que saber que essas pessoas que estão aqui de vermelho são parte daqueles que produzem o pão de cada dia do povo brasileiro”.

Casa Civil

Sobre o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, que assumiu nesta quinta (17), Lula disse que relutou muito em aceitar ir para o governo, desde agosto do ano passado. “E, ao aceitar, veja o que aconteceu comigo, virei outra vez ‘Lulinha paz e amor’”. Ele garantiu que vai integrar o governo para ajudar a fazer o país voltar a crescer. “Não vou lá para brigar, vou lá para ajudar a fazer as coisas que tem que fazer nesse país. Não vou achando que os que não gostam de nós são menos brasileiros que nós”.

Ele relembrou os momentos desta semana, principalmente depois que foi anunciada sua ida para o governo, em que alguns setores, segundo ele, pregaram que os simpatizantes do PT seriam violentos. “Acho muito engraçado que essa semana inteira, alguns setores ficaram dizendo que nós somos violentos. E tem gente que prega a violência contra nós 24 horas por dia.”

“Eu não vou lá para brigar, eu vou lá para ajudar companheira Dilma a fazer as coisas que ela tem que fazer nesse país, e não vou lá achando que aqueles que não gostam de nós são menos brasileiros que nós, e que nós somos menos brasileiros que eles”.


Foto/Perfil Rede Social
Foto/Perfil Rede Social

Mesmo depois de uma pesquisa que, divulgada sem registro, ilegalmente nas redes sociais, apontando o empresário Vitório Tenise como um dos nomes com boa aceitação popular na corrida eleitoral deste ano, e também, elevando o PT, isso mesmo, Partido dos Trabalhadores, como o mais querido entre os jovens que buscam por filiação no Brasil, notícia que parece não deixar animado o empresário e bem avaliado, Vitório Tenise, que enfrenta forte contenção familiar para galgar cargos eletivos.

A decisão surpreendeu a classe política, mas como o próprio Jorge Solla, deputado mais votado do PT na cidade, abdicou de seu melhor nome, a médica Lorena Di’ Gregório, que a tirou de  concorrer o pleito pelo PT e a presentou, em acordo, com o partido de oposição ao PT, PRB- Partido Republicado Brasileiro.

Com a saída dos três principais nomes do PT, ficou para o partido,  nomes como de Jorge Assis e o advogado de carreia do INSS, Sebastião Almeida e Alender Correia, mas diante os fujões, que não querem imergirem-se à crise moral e ética que a política vive, isso, não há como negar, veementemente, o envolvimento de todos os partidos da republica, que não gozam de confiabilidade do eleitor.

Na tal pesquisa, de acordo fontes, que a enviou a este blog, uma boa porcentagem do eleitor itiruçuense estão descredibilizando os políticos.   A desfiliação de Vitório consta no site do TSE. O Itiruçu Online ligou para o empresário, mas o telefone apenas caia na Caixa Postal.


Foto/Blog Itiruçu Online
Foto/Blog Itiruçu Online

O vereador Júnior Petrúquio, deixou o PT e se filiou ao PSD. A saída do Partido dos Trabalhadores já foi oficializa pelo padrinho politico do edil, deputado federal Antonio Brito.

O abandono do barco petista se deu quando o deputado Antonio Brito deixou o PTB para ingressar no PSD, liderado na Bahia pelo senador Ottor Alencar. Essa é o segundo politico com mandato eletivo em Itiruçu que deixou o PT.  Trata-se do vereador João Mota Cardoso, que ingressou no PCdoB, onde fortaleceu a sigla com o vereador Alexandre Maimone.  As danças dos partidos ainda devem ocorrer até o inicio de Abril.


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A Câmara dos Deputados aprovou ontem (17) a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 433 votos favoráveis e um contrário à chapa. O voto contrário foi do deputado federal José Airton (PT). Dos 65 parlamentares titulares do colegiado, oito são baianos.  São eles: Lúcio Vieira Lima (PMDB), Benito Gama (PTB), Elmar Nascimento (DEM), João Carlos Bacelar (PTN), José Rocha (PR), Paulo Magalhães (PSD), Jutahy Júnior (PSDB) e Bebeto (PSB).  A distribuição das vagas foi definida de acordo com o tamanho dos partidos na Câmara.

Dos baianos, quatro parlamentares já se manifestaram abertamente favoráveis ao impedimento da presidente: Lúcio Vieira Lima, Benito Gama, Elmar Nascimento e Jutahy Júnior. O deputado Bebeto ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas o seu partido anunciou no início deste mês migração para a oposição, alegando que não acreditava mais na recuperação do governo.

Outros cinco deputados da Bahia estarão como suplentes na comissão: Fernando Torres (PSD), João Carlos Bacelar (PR), Valmir Assunção (PT), Erivelton Santana (PSC) e Irmão Lázaro (PSC).

Depois da votação, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), afirmou que espera agilidade “total” da comissão. O peemedebista lembrou que o ritmo do trabalho depende de prazos regimentais. “Depende do prazo em que vier a resposta da senhora presidente ao processo. Ela tem dez sessões para responder. Se responder rápido, será rápido. Se ela levar as dez sessões, vai levar mais tempo. A comissão é apenas um estágio, quem vai decidir, no fim, é o plenário, que vai decidir soberanamente”, pontuou.

A criação da comissão ocorre um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por maioria, embargos apresentados por Cunha contra o julgamento do tribunal sobre rito de impeachment.

A eleição dos integrantes da comissão do impeachment é uma exigência do regimento. Na primeira votação para o colegiado, ocorrida em dezembro do ano passado, participaram da disputa uma chapa oficial formada pela indicação dos líderes partidários e uma chapa alternativa, de defensores do impeachment de Dilma. A chapa avulsa acabou derrotando a oficial, mas essa eleição foi anulada pelo Supremo, que entendeu que só poderiam compor a comissão do impeachment deputados indicados diretamente pelo líder partidário.

Assim, só houve uma chapa na eleição e, em busca de acordo, os líderes partidários com divergências nas bancadas buscaram fazer indicações que representassem tanto o grupo contra quanto pró-Dilma.

Discussão do impedimento provoca bate-boca

A sessão para eleger o colegiado foi marcada por clima tenso. Houve muito bate-boca e empurra-empurra entre os deputados da base e da oposição.  Com bandeiras do Brasil e usando faixas no pescoço nas cores verde-amarelo, oposicionistas seguravam cartazes vermelhos com as palavras “Impeachment Já”. Aliados do Palácio do Planalto revidavam gritando: “Golpistas”.

O líder do PT, o deputado federal baiano Afonso Florence, acusou a oposição de adotar uma “postura fascista” com o apoio de setores da imprensa. “Estão jogando o Brasil na truculência e na convulsão social. Dizem agora que tem na presidência um sem voto, mas foram eles que perderam a eleição”, afirmou Florence, no plenário.  O líder do PSDB, o deputado Antonio Imbassahy, não gostou nada da declaração do conterrâneo. O tucano reagiu e disse que os partidos oposicionistas atendem a uma vontade “da maioria esmagadora do povo brasileiro”. * Tribuna da Bahia.


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Diante dos fatos que vem acontecendo nessas últimas semanas no Brasil, chego à conclusão de que, se não agirmos logo, perderemos o direito de viver no País, não vejo o atual governo como uma presidência, mas sim como um senhorio, Ora, como pode um ex presidente ser alvo da operação Lava Jato,  ser investigado por participar de um suposto esquema de compra de medidas provisórias, e também estar sob acusação de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo,  receber convite para ser ministro do Governo Dilma, é para ficar de cabelos em pé com tamanha falta de respeito com o povo brasileiro que foi as ruas no domingo (13) passado protestar contra a corrupção, a enganação, a defraudação, e a desfaçatez.

 A presidente Dilma esteve acompanhada pelos ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), na última terça para discutirem com Lula a eventual nomeação do ex-presidente como ministro, é completamente um fato que caracteriza um grave ato contra os mais relevantes princípios da administração pública. Não cabe mais neste País um aquário cheio de tubarões prontos para o ataque, ataque este contra o povo brasileiro, não cabe mais, uma panela de pressão que a qualquer momento pode explodir e aumentar ainda mais o medo do povo e a desconfiança neste governo. O ex presidente Lula está sendo protegido por Dilma, Dilma é protegida pelos secretários e virse e versa, mas o Brasil é protegido por quem?

Os cidadãos estão cansados, é chegada a hora de intervir e continuar sim indo as ruas se caso Lula aceite ser ministro, não podemos ficar calados, o Brasil clama por mudança.

Encerro meu comentário com um trecho da música de Jorge e Matheus:  “Que a gente se encaixa, é a tampa e a panela, é a chama e a vela, é a cama e o colchão, e que o mal de quem ama é saudade, você é a metade do meu coração, e que eu sou o amor da sua vida, eu sou água doce para você beber, e que eu quero ouvir da sua boca, que você é louca por mim, Como eu sou por você.” E assim Lula e Dilma vão vivendo…

Por Leonora Alves;

Estudante de Arquitetura e Urbanismo


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Quatro dias após a maior manifestação da história do país e com as ruas tomadas por protestos contra a acomodação do ex-presidente Lula na Casa Civil, a Câmara dos Deputados deu a largada nesta quinta-feira à tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O primeiro passo foi a eleição dos membros da comissão especial que vai elaborar um parecer sobre a continuidade ou não da ação contra Dilma. O colegiado é composto por 65 deputados de todos os partidos na Casa.

Os congressistas vão avaliar se Dilma cometeu crime de responsabilidade ao incidir na prática das chamadas pedaladas fiscais, condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e ao editar decretos com aumento de despesa sem o aval do Congresso Nacional, o que é vetado por lei. Novas denúncias contra a petista, como a delação do ex-senador Delcídio do Amaral e os aúdios que mostram que a presidente agiu para salvar Lula da Operação Lava Jato, podem ser incluídas para investigação do colegiado.

Essa é a segunda vez que o plenário da Câmara monta a comissão do impeachment. Em dezembro do ano passado, em uma dura derrota do governo, os parlamentares elegeram uma chapa articulada pela oposição e por dissidentes, contrariando o esforço do Planalto em alocar apenas membros governistas. A chapa alternativa, no entanto, acabou vetada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que motivou a realização de uma nova eleição.


Mirabela

O deputado estadual Eduardo Salles esteve reunido nesta quinta-feira (17/3), com o presidente José Muniz Rebouças, presidente da CODEBA (Companhia de Docas do Estado da Bahia), para alinhar um acordo entre o órgão e Mirabela que permita à empresa voltar a ter benefícios no embarque das cargas de níquel no porto de Ilhéus e consiga embarcar produtos nos próximos dias. “Posso até não conseguir resolver o problema por uma série de motivos que fogem da minha alçada, mas não vou ficar quieto sabendo que cerca de 1.000 trabalhadores podem perder seus empregos. Sou o deputado estadual votado na região e tenho a obrigação de representar esses municípios”, disse Eduardo Salles.

Os funcionários receberam aviso prévio e o prazo encerra no dia 20 de março. Durante a audiência com Rebouças, o parlamentar falou, por telefone, com um diretor da empresa confirmando a proposta do presidente da CODEBA, que é a divisão em três parcelas do débito não-discutível, enquanto que a dívida discutível será decidida de forma judicial. A Mirabela alega que em função da queda internacional do preço do níquel em mais de 50%, precisa reduzir os gastos inerentes a garantia da competitividade internacional. Outra solicitação da Mirabela é a manutenção dos custos de embarque com o benefício que eles tinham até dezembro de 2014. “São pontos importantes para que consigam superar esse momento difícil”, contou. De acordo levantamento apresentado pela Câmara de Dirigentes Lojistas-CDL, apenas na economia local, deixarão de circular R$ 1 milhão. “É claro que o desemprego vai ser inevitável”, preocupa-se o deputado estadual.*Jequié Repórter.


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O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto concedeu liminar há pouco em despacho que suspende a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. A decisão acolhe denúncia em ação popular protocolada na vara federal do DF, contra o governo federal, por crime de responsabilidade. No despacho, o juiz Catta Preta informa que a criação do cargo de ministro chefe de Gabinete Civil é uma irregularidade por parte da presidente Dilma Rousseff. Ele diz que “caso já tenha ocorrido a posse, suspendo seus efeitos até o julgamento final desta ação”. O ex-ministro Gilberto Carvalho disse que o governo vai recorrer da decisão.

Oposição

O PSB já entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil. O julgamento ficara a cargo do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Suprema Corte. O partido pede que, apesar da nomeação de Lula como ministro do Estado, o STF impeça a transferência das investigações contra o ex-presidente para a instância máxima do Judiciário.

Pela lei, ao assumir o ministério da Casa Civil, o ex-presidente passa a ter foro privilegiado e o processo contra ele sai das mãos do juiz Sérgio Moro, na primeira instância, para o STF. “(A nomeação) desvirtuou, de forma escancarada, o próprio instituto da prerrogativa de foro, que tem como fundamento constitucional a proteção ao cargo, e não ao seu titular”, aponta o PSB. A legenda também quer que o ato de Dilma ao nomear Lula seja declarado inconstitucional.


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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou  posse como ministro da Casa Civil na manhã desta quinta-feira (17), às 10h, em cerimônia realizada  no Palácio do Planalto. Lula vai assumir o ministério sob forte onda de protestos, que levou milhares de pessoas às ruas de cidades de todo o país na noite dessa quarta-feira (16) e foram destaque na mídia internacional.

Como ministro, o ex-presidente ganha foro privilegiado para responder pelos processos judiciais e pelo pedido de prisão preventiva por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ou seja, aceitando o cargo, ele será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saindo do âmbito do juiz Sérgio Moro. Além disso, um eventual processo ganharia celeridade. O líder petista é investigado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por conta da suposta ocultação de um apartamento triplex no Guarujá (SP) que está em nome da empreiteira OAS.

No dia 4, o ex-presidente Lula foi levado coercitivamente para depor no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato. Em paralelo à operação, o Ministério Público de São Paulo expediu na última quinta-feira (10) um mandado de prisão preventiva contra ele. Os ânimos foram ainda mais acirrados quando Moro vazou áudios de grampos que, segundo ele, sugerem tentativas de obstrução da Justiça. Em um dos trechos, Dilma diz a Lula: “Seguinte, eu tô mandando o ‘Bessias’ [Jorge Messias, subchefe de Assuntos Jurídicos] junto com o papel para a gente ter ele e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse”.

Em nota, o governo repudiou “com veemência” a divulgação dos áudios que “afrontam direitos e garantias da Presidência da República”. “Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento”, concluiu comunicado. Além de Lula, Eugênio Aragão assumirá a pasta da Justiça, Mauro Lopes assumirá a liderança da Secretaria de Aviação Civil e Jaques Wagner, que deixou a Casa Civil para dar lugar a Lula, assumirá a chefia de Gabinete Pessoal da Presidência da República.