Foto/Itiruçu Online.

As pessoas alardeiam uma ideia de amizade única e fiel por vários períodos da vida, mas basta às divergências e os interesses serem os mesmos para que as “Facadas” nos pensamentos divergirem para todos os lados e, com isso, se largueiam no campo das ideias. Outras levam a sério a ideia  de não ser tolerante e respeito com o outro por considerar uma opinião adversa a sua uma afronta ao ego de aporte filosófico de vida: é o começo das ofensas exacerbadas na irracionalidade que a política tem dias contados, já a vida é uma promessa diária de um novo dia.

De fato, a filosofia política é mais que importante. A política em si é algo que afeta a vida de todos.  No entanto, a briga partidária pelo controle temporário do aparato estatal é menos importante do que as contendas eleitorais nos fazem crer. Um cargo (eletivo ou não), uma posição de vantagem ao outro não nos fazem melhor. As eleições de 2018 estão sendo um teste para a paciência de muitos eleitores, no sentido de ser ela a que agrega o maior número de mentiras espalhadas nas redes para fortalecer candidatos e destruir outros, ocorridos que extrapolam a ignorância do saber. É preciso paciência e sabedora para o conviver bem.

Diante de todos os ocorridos nas eleições deste ano,  de facadas em candidato, brigas nos municípios, de ataques sorrateiros oriundos de Fakes, que tomam conta da eleição, três amigos em Itiruçu decidiram criar uma campanha para orientar os eleitores intitulada de -“Não destrua suas amizades por política, a Política passa, as amizades ficam; Respeito”-

O trio que aparece na foto desta matéria é composto pelos vereadores Nino Mota do PcdoB, Naaman, amigo e motorista autônomo, e o vereador Jó de Jú do PSD, que apoiam candidatos diferentes, mas preservam as amizades construídas ao longo da vida.

“Estamos assistindo tantas notícias ruins de desavenças, brigas ostentadas pelo ego e pelo poder, o que estamos mostrando a todos nesta imagem é que, apesar de prensarmos diferentes, agirmos diferentes e discordar em diversos pontos da vida, nossas mãos continuam dadas para trocar experiências e servir um ao outro, mesmo neste período turbulento da política. O eleitor  do PT, do PSL, do PDT, do DEM, dentre todos,  não pode se dividir na terra por causa dos projetos políticos partidários, eles passam. Então, sejamos amorosos com Deus, acima de tudo”, comentou o vereador, que ainda afirmou ter recebido pedido para incluir a foto de Ciro Gomes na camisa, que deve sair antes da eleição.


Rui visita cidades do Vale Jiquiriçá. Foto/Itiruçu Online.

A 18 dias das eleições, a Correria pela Bahia, liderada pelo candidato ao Governo da Bahia pelo PT, Rui Costa, continua intensa. Entre os dias 21 e 24 de setembro, a comitiva da Coligação “Mais Trabalho por Toda a Bahia”, formada também pelos candidatos a vice-governador, João Leão (PP), e a senador, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), vai passar por 13 cidades. No domingo (23), Rui se une aos candidatos à Presidência e vice da República, Fernando Haddad e Manuela D’ávila, para uma grande caminhada às 9h, em Juazeiro, no Sertão do São Francisco.

O roteiro tem início amanhã (21), às 9h, em Paulo Afonso. Depois a comitiva segue para Glória, às 11h, e encerra o dia em Camaçari, com ato público às 16h. No sábado, o encontro será em Porto Seguro, Eunápolis, Itabela e Santa Cruz Cabrália. Já no domingo, Rui vai às ruas de Juazeiro durante o dia e, à noite, a Bom Jesus da Lapa. As visitas ao interior continuam na segunda-feira (24), em Santo Estevão, Amélia Rodrigues, São Sebastião do Passé e Simões Filho.

Nesses quatro dias, a comitiva de Rui vai passar por seis territórios de identidade: Metropolitano de Salvador, Itaparica, Costa do Descobrimento, Sertão do São Francisco, Velho Chico e Portal do Sertão. No total, 96 cidades já foram visitadas pelo chapa majoritária.

No dia 25, terça-feira, o candidato do PT visita os municípios de Maracás as 09h00, Lajedo do Tabocal às 11h00; Itiruçu às 13h00; Itaquara às 15h00 e retorna para Jaguaquara às 17h30.


Os mitos Fakes continuam a todo vapor-  Depois de Patrícia Pillar, foi a vez de Fátima Bernardes desabafar sobre notícias falsas que envolvem o nome da apresentadora. A fake news da vez, espalhada por internautas, associam a global a uma suposta reforma da casa de Adélio Bispo, homem que esfaqueou Jair Bolsonaro, candidato do PSL à presidência.

Em vídeo publicado no Instagram, Fátima diz “nunca ter apoiado qualquer ato de violência” e que “divulgar notícia falsa é uma irresponsabilidade”.

“Mais uma notícia falsa circulando pela internet me obriga a fazer esse esclarecimento. Eu não reformei a casa do esfaqueador do candidato à presidência da república pelo PSL. Toda a minha vida pública foi pautada no respeito pela vida humana, independentemente de credo, cor, gênero, ideologia. Eu nunca apoiei qualquer ato de violência. Divulgar notícia falsa é uma irresponsabilidade”.

O boato foi espalhado principalmente pelo WhatsApp e afirma que a produção do programa Encontro teria doado o valor de R$ 350 mil à família do pedreiro acusado de esfaquear o presidenciável.


Os planos de governo dos presidenciáveis é o espaço de maior explanação das ideias daqueles que disputam a corrida ao Planalto. A obrigação é imposta pela legislação eleitoral, que exige a apresentação das propostas defendidas pelo candidato na ocasião do registro da candidatura. Faltando poucos  dia das eleições à Presidência da República, o Itiruçu Online  disponibiliza os planos de governo dos presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

Confira o plano de governo de cada candidato:

Alvaro Dias (Podemos) – “Plano de metas 19 + 1”
Ciro Gomes (PDT) – “Diretrizes para uma estratégia nacional de desenvolvimento para o Brasil”
Geraldo Alckmin (PSDB) – “Plano de Governo”
Guilherme Boulos (PSOL) – “Vamos sem medo de mudar o Brasil”
Henrique Meirelles (MDB) – “Pacto pela confiança!”
Jair Bolsonaro (PSL) – “O caminho da prosperidade”

João Amoêdo (NOVO) – “Mais oportunidades menos privilégios”
Marina Silva (REDE)- “Brasil justo, ético, próspero e sustentável”
Fernando Haddad (PT)- “O Brasil Feliz De Novo”

Leia as propostas e opiniões dos candidatos separados por temas:

Como seu candidato à presidência pensa sobre a política de drogas


Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência  Foto: Joedson Alves/EFE

O candidato do PSL ao Planalto nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, determinou que o vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, reduzam suas atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados. Nesta quarta-feira, 19, o perfil de Bolsonaro no Twitter teve de reiterar o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que Guedes estuda como proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que põe em xeque o discurso da campanha.

Declarações e a movimentação eleitoral do candidato a vice também constrangeram Bolsonaro e a cúpula da campanha nos últimos dias. Do quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera do atentado a faca que sofreu, Bolsonaro acompanhou pelo noticiário Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico.

Ao visitar Bolsonaro no hospital, nesta terça-feira, 18, o general da reserva ouviu uma determinação. O presidenciável pediu que o vice suspendesse a agenda de viagens. O candidato ao Planalto avaliou que a campanha entrou num momento decisivo e que não podia correr mais riscos, segundo relataram à reportagem integrantes da equipe.


Paulo Guedes fala em imposto federal único.

Numa campanha eleitoral marcada por discursos extremados e por falta de propostas concretas e exequíveis para o enfrentamento dos graves problemas nacionais, o que faltava era o surgimento do espectro do monstro tributário chamado CPMF – ou Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – para assombrar ainda mais o eleitor já aturdido pela dificuldade de identificar uma candidatura que exprima um mínimo de sensatez e coerência. O enfrentamento da grave crise fiscal requer, de fato, medidas corajosas que, de imediato, contenham sua virulência e, ao longo do tempo, encaminhem as contas públicas para seu reequilíbrio e para a geração de superávits primários que permitam a redução gradual da dívida da União. Propor soluções fáceis, como a de aumentar a arrecadação por meio da recriação da CPMF, ainda que disfarçada por outro nome ou por outros estranhos propósitos – como o de substituição de todos os demais impostos -, não passa de tentativa de esconder a verdadeira dimensão da crise e a falta de coragem para adotar as medidas drásticas para domá-la.

 

A mais recente defesa da CPMF foi feita pelo economista Paulo Guedes, assessor econômico do candidato do PSL à Presidência da República, capitão reformado Jair Bolsonaro. Não se trata de um simples integrante da equipe de campanha de Bolsonaro. O candidato já declarou que Guedes é o responsável pela parte econômica de seu programa de governo e que, se eleito, o nomeará ministro da Fazenda.

 

A um grupo restrito de empresários, Guedes disse que o pacote tributário a ser implementado num eventual governo Bolsonaro inclui a recriação de um tributo com as características da CPMF. Em entrevista ao site BR18, do portal estadao.com, Guedes reconheceu que os estudos de reforma tributária feitos pelos economistas que compõem sua equipe preveem a substituição de todos os impostos federais não compartilhados com Estados e municípios por um tributo único, que incidiria sobre transações financeiras como a CPMF. Depois, Guedes disse que as coisas não eram tão simples assim.

 

Quaisquer que sejam as justificativas de Paulo Guedes para a criação do imposto, trata-se da volta da CPMF. Essa proposta já foi defendida também pelo economista Mauro Benevides Filho, que responde pela assessoria econômica do candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes. Em carta enviada em maio da prisão de Curitiba, onde cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o fim da CPMF em 2007 – quando estava na Presidência -, considerando-o uma derrota do Brasil.

 

Vários candidatos à Presidência da República, pessoalmente ou por meio de seus assessores, porém, repudiam a ideia. O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, aproveitou a oportunidade para dizer que não recriará a CPMF. O do MDB, ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, igualmente rejeitou a proposta, por se tratar, como disse, de um tributo regressivo – isto é, incide mais sobre as rendas dos que ganham menos – e nocivo para a produtividade do País. A regressividade e o aumento dos custos de produção são, de fato, dois dos graves males econômicos e sociais que essa forma de tributação gera, mas não são os únicos.

 

O fato de ter alíquota relativamente baixa – o assessor econômico do candidato do PSL falou em 0,40% ou 0,50% sobre o valor da transação tributada – torna o tributo pouco perceptível para a maioria dos contribuintes. Mas seu impacto financeiro sobre a economia é imenso. O “imposto do cheque”, como a CPMF ficou conhecida, incide em cascata, o que o torna diferente de outros tributos sobre valor adicionado, como o ICMS. Por isso, seu efeito sobre os custos é cumulativo, o que afeta o preço final e a competitividade do produto brasileiro. Ele torna ainda pior um sistema tributário já disfuncional e oneroso.

 

Temendo o impacto negativo do anúncio da proposta sobre sua campanha, o candidato Jair Bolsonaro usou o Twitter para dizer que sua “equipe econômica trabalha para a redução da carga tributária”. Mas não negou a proposta.

 

O ressurgimento do monstro

O Estado de S.Paulo


Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quinta-feira, 20, mostra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 16%, e Ciro Gomes (PDT), com 13%.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 14, Bolsonaro oscilou dois pontos para cima, e Haddad subiu três. Ciro manteve a taxa. Os candidatos do PT e do PDT permanecem em empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais. O tucano Geraldo Alckmin aparece com 9%, mesmo índice da semana anterior. Marina Silva (Rede) oscilou de 8% para 7%. Bolsonaro se manteve na liderança do quesito rejeição, com 43%, seguido de Marina (32%) e Haddad. O petista viu sua rejeição subir de 26% para 29%

Nas simulações de segundo turno, Ciro é o único que fica à frente de Bolsonaro, com o placar de 45% a 39%. Em um confronto entre os candidatos do PT e do PSL, haveria empate, com 41% para cada um. Foram ouvidas 8.601 pessoas de 323 municípios na terça e na quarta-feira. Os contratantes foram a Folha de S.Paulo e a TV Globo. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-06919/2018.


O Ministério Público do Estado da Bahia apurará os crimes cometidos contra mulheres que sofreram ataques pessoais e cibernéticos, discriminação e ameaças em razão de terem criado nas redes sociais um grupo contra um candidato à Presidência da República. A procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado recebeu na noite de ontem, dia 18, em seu gabinete, as criadoras e participantes do grupo que tiveram suas contas pessoais nas redes sociais, endereço de e-mail e até o telefone celular invadidos por hackers. Elas também relataram que estão sendo alvo de ameaças e discriminação.

 

A publicitária Ludimilla Teixeira, as advogadas Ana Clea Cordeiro e Juliana Borges, a jornalista Vanda Amorim, a defensora pública Mônica Aragão e a fotógrafa Sandra Andrade pediram o apoio do Ministério Público para a apuração e responsabilização criminal dos envolvidos nos ataques. A chefe do Ministério Público baiano prometeu rigor na apuração e afirmou que a instituição repudia qualquer tentativa de violação às garantias asseguradas pela Constituição Federal, como a livre manifestação do pensamento. As denúncias das vítimas serão encaminhadas aos Núcleos de Combate aos Crimes Cibernéticos (Nucciber) e de Apoio às Promotorias de Justiça Eleitorais (Nuel) e aos Grupos de Atuação Especial de Defesa da Mulher (Gedem) e de Combate à Discriminação (Gedhdis).

Fonte/Cecom/MP


Na sessão desta quarta-feira (19/09), o Tribunal de Contas dos Municípios concedeu, por quatro votos a um, provimento parcial ao pedido de reconsideração formulado pelo ex-prefeito de Milagres, Raimundo de Souza Silva, e determinou a emissão de novo parecer, desta vez pela aprovação com ressalvas das contas relativas ao exercício de 2016. O voto do conselheiro Raimundo Moreira, relator do processo, que opinou pela aprovação com ressalvas, foi acompanhado pelos conselheiros José Alfredo Dias, Mário Negromonte e Plínio Carneiro Filho.

O conselheiro substituto Antônio Emanuel de Souza – acompanhando o posicionamento do Ministério Público de Contas – votou pela rejeição das contas. Já o conselheiro Fernando Vita, que estava presidindo a sessão, portanto sem direito a voto – já que havia necessidade de voto de minerva para desempate – se manifestou, afirmando que também opinaria pela rejeição caso instado a se manifestar.

A relatoria manteve a multa imputada no valor de R$4 mil, mas, por três votos a dois, os conselheiros reduziram de 30% para 12% dos subsídios anuais do gestor a multa imposta ao gestor pela não adequação da despesa com pessoal ao limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54%. Votaram pela redução os conselheiros José Alfredo Dias, Mário Negromonte e Plínio Carneiro Filho. Os conselheiros Raimundo Moreira e Antonio Emanuel de Souza votaram pela multa no valor correspondente a 30% dos subsídios.

No recurso que foi julgado na sessão desta quarta-feira, o gestor conseguiu comprovar que a despesa total com pessoal, realizada pela prefeitura alcançou, na verdade, o montante de R$15.696.667,78 e não de R$16.313.849,95, como calculado na decisão inicial. Assim, o percentual dessa despesa foi reduzida de 65,13% para 60,91% da receita corrente líquida do município.

Apesar de superior aos 54% previsto na LRF, a maioria dos conselheiros do TCM – em razão da crise financeira enfrentada pelos municípios baianos, com a consequente queda na arrecadação e em observância ao princípio da proporcionalidade – tem deixado de aplicar a pena máxima, de rejeição das contas, nos casos em que não seja evidente o descontrole administrativo por parte do gestor, o que foi levado em conta, no caso.

O Ministério Público de Contas, em seu pronunciamento, se manifestou pela provimento parcial do recurso, mantendo-se, contudo, a rejeição das contas, em razão da extrapolação do limite para gastos com pessoal, que alcançou 60,91% e a irregular – no seu entender – exclusão dos gastos com pessoal para a execução de programas federais na área da saúde.


A quarta pesquisa Ibope/Estado/TV Globo desde o início oficial da campanha eleitoral nas eleições 2018 revela que o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, subiu 11 pontos porcentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 28%.
A seguir aparece Ciro Gomes (PDT), que se manteve com os mesmos 11% da semana anterior. Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%. E Marina Silva (Rede) caiu três pontos, de 9% para 6%.

“Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários”, disse Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.
A pesquisa divulgada nesta terça, 18, é a primeira do Ibope que capta os efeitos da oficialização de Haddad como candidato do PT, ocorrida no dia 11. Em sua primeira semana como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato -, ele avançou de 8%, patamar que o colocava em situação de empate técnico com três adversários, para 19%, abrindo oito pontos de vantagem sobre Ciro, seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno.
O levantamento é também o segundo desde que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), quando participava de um evento de campanha. Desde então, ele subiu seis pontos porcentuais, de 22% para 28%.
Os candidatos do PSL e do PT são os dois únicos que apresentaram tendência de alta desde o início da série de pesquisas Ibope, em 20 de agosto.
Segundo turno mostra empate têcnico em três dos quatro cenários
As simulações de segundo turno mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope. Os dois primeiros colocados nas intenções de voto no primeiro turno, Bolsonaro e Haddad, teriam 40% cada em um confronto direto, caso ocorresse hoje.
Em um embate com Ciro Gomes, o candidato do PSL teria 39%, contra 40% do pedetista.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se de empate técnico. O mesmo valeria para um duelo entre Bolsonaro e Alckmin (38% a 38%). A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina, que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro.

No quesito rejeição, Bolsonaro manteve a primeira colocação, com 42%, praticamente o mesmo resultado da semana anterior (41%). Haddad, à medida que fica mais conhecido, ganha simpatizantes e também desperta mais repúdio: cresceu de 23% para 29% a parcela de eleitores que não votaria no petista de jeito nenhum.
No bloco inferior da lista de candidatos, Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) ficaram com 2% das preferências na pesquisa estimulada de primeiro turno. Cabo Daciolo (Patriota) teve 1%. Os demais candidatos não pontuaram.
O Ibope foi às ruas entre os dias 16 e 18 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 177 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há 95% de chance de os resultados refletirem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-09678/2018.