Cerca de 50 mil pessoas acompanharam o rito de canonização de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a irmã Dulce, e de outros quatro beatos, neste domingo (13), na Praça São Pedro, no Vaticano.

A Santa Sé estima que aproximadamente 10 mil brasileiros participaram da celebração. Entre eles, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão; os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffolli; o governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA); e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA)

Além da primeira santa brasileira, o papa Francisco também canonizou a italiana Giuseppina Vannini; a suíça Margarida Bays; o inglês John Henry Newman e a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan.

Ao se dirigir à multidão que lotava a Praça São Pedro, o papa citou trecho do evangelho de Lucas para destacar a importância da fé e da solidariedade.

“Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros”, comentou Francisco. “Mas a fé caminhar juntos, jamais sozinhos. Constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Quer crescer na fé? Ocupa-se dum irmão distante”.


O governo japonês mobilizou 27 mil membros das Forças de Autodefesa (exército) para os trabalhos de socorro. O Hagibis tocou terra no sábado pouco antes das 19h00 e, cerca de duas horas depois, chegou à capital japonesa com rajadas de vento até 200 quilômetros por hora, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão. As chuvas torrenciais fizeram transbordar o rio Chikuma, afetando várias cidades e províncias como Negano.

Na cidade de Sano, em Tochigi, a enchente no rio Akiyama afetou também uma área residencial, à qual já acorreram equipes de resgate, incluindo soldados. Em Kawagoe, o rio Ope deixou cerca de 260 pessoas presas em um lar de idosos. Por sua vez, em Tóquio, o rio Tama também excedeu o seu limite, inundando os pisos térreos de vários edifícios, incluindo um hospital. Mais de sete milhões de pessoas foram aconselhadas a deixar as suas casas, tendo dezenas de milhares sido acolhidas em centros de abrigo.


As primeiras mulheres em mais de 40 anos viram nesta quinta-feira (10) pela primeira vez um evento esportivo protagonizado por homens. Em jogo válido pelas eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo de 2022, o Irã goleou o Gamboja por 14 a 0, no estádio Azadi. Cerca de 4 mil mulheres acompanharam a partida.

Isto acontece porque desde a Revolução Iraniana, que aconteceu em 1979, as autoridades locais passaram a reprimir este tipo de iniciativa. O movimento tinha como uma de suas principais bandeiras afastar, e suprimir, as influências ocidentais na cultura local.

Segundo a agência oficial de notícias do Irã (Irna), a partida contou com um público de 6 mil pessoas, sendo 4 mil delas mulheres. Após o jogo, o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o italiano Gianni Infantino, divulgou uma mensagem na qual afirmou que a entidade “continuará trabalhando (…) para ajudar a garantir que a coisa certa seja feita, que é permitir que todos os torcedores, independentemente do sexo, tenham a chance de ir aos estádios e desfrutar de uma partida de futebol”.

Essa mudança do governo do Irã em relação à presença feminina em eventos esportivos masculinos ocorre após pressão da Fifa, que enviou uma delegação a Teerã no mês de setembro para buscar formas de viabilizar o acesso de mulheres ao jogo contra o Camboja. Críticas Em setembro, o Irã se tornou alvo de críticas internacionais após uma mulher ter morrido ao colocar fogo em si mesma depois de ser condenada à prisão pela tentativa de assistir a um jogo de futebol. A mulher teria tentado entrar no estádio vestida como homem.


Ao menos 41 pessoas morreram após um incêndio que atingiu um avião da Aeroflot durante a aterrissagem. O acidente aconteceu durante um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Sheremetievo, em Moscou, neste domingo (5). A bordo do avião estavam 78 pessoas, dentre elas cinco tripulantes. 37 pessoas sobreviveram ao acidente, segundo autoridades russas consultadas pela agência Interfax. A companhia Aeroflot divulgou uma lista parcial com os nomes de 33 passageiros sobreviventes. Cinco deles estão hospitalizados, de acordo com a empresa. A lista ainda está em atualização. Entre os mortos há pelo menos duas crianças, de acordo com o Comitê de Instrução da Rússia.

Depois do pouso forçado, um incêndio atingiu a aeronave. Uma TV russa registrou o pouso da aeronave com muita fumaça. Os passageiros evacuaram a aeronave em rampas de emergência. De acordo com a France Press, o avião havia decolado do Aeroporto Internacional de Sheremetievo em direção a Mursmank, no extremo norte da Rússia, mas precisou retornar para o ponto de partida por causa de uma emergência. A aeronave, do modelo Sukhoi Superjet 100, “enviou um sinal de emergência logo após a decolagem, fez uma primeira tentativa fracassada de pouso de emergência e depois, no segundo, atingiu o solo com a fuselagem”. A informação é de uma fonte do aeroporto citada pela Interfax. De acordo com a agência Ria Novosti, um problema elétrico teria causado um incêndio no meio do voo.

Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, a aeronave, que operava o voo SU-1492, tinha decolado normalmente às 18h02 (hora local; 12h02 em Brasília) e 28 minutos depois fez o pouso de emergência. Um vídeo mostra que, no momento em que a aeronave toca o solo, ainda não há incêndio aparente. O fogo começa depois que o trem de pouso é danificado. Outra gravação, feita por um passageiro, mostra o fogo visto de dentro da cabine.

 


Durante discurso para estudantes do instituto público Ennio Quirino Visconti, escola secundária clássica de Roma, o papa Francisco pediu aos jovens, neste sábado (13), no Vaticano, que se “libertem da dependência” do telefone celular, que é “como uma droga.” “Libertai-vos da dependência do celular! Por favor!”, clamou Francisco. Ele explicou “que os telefones celulares são um grande progresso de grande ajuda, e é preciso usá-los, mas quem se transforma em escravo do telefone perde a sua liberdade”.

O papa lembrou que “o telefone celular é uma droga” que “pode reduzir a comunicação a simples contatos”.

“A vida é comunicar e não somente simples contatos”, disse Francisco, que também pediu aos estudantes que lutem contra o assédio escolar, que é como “uma guerra”, e confessou que lhe dói saber que, em muitos colégios, existe este fenômeno.

Por ocasião da visita da escola ao Vaticano, o pontífice aludiu a um ensinamento de Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, em latim: “in interiore homine habitat veritas” – “A verdade vive no interior do homem”.

Inclusão e diversidade

A escola deve educar em prol da inclusão, do respeito à diversidade e da cooperação, sublinhou o papa. Nesse contexto, o pontífice disse aos estudantes que não tenham medo “das diversidades” e lembrou que “o diálogo entre as diferentes culturas enriquece um país, enriquece a pátria, e nos faz olhar para uma terra de todos e não só para alguns”. Outro dos conselhos do papa aos meninos e meninas do instituto romano foi que “na vida afetiva são necessárias duas dimensões: o pudor e a fidelidade”.

Francisco recomendou “amar com pudor e não descaradamente, e ser fiel”, e acrescentou que “o amor não é um jogo e é a coisa mais bela que Deus nos doou”.

Além disso, o papa aconselhou os estudantes a “nunca deixar de sonhar grande e desejar um mundo melhor para todos”.

O Liceu Ennio Quirinio Visconti foi fundado em 1871, um ano após o fim do Estado Pontifício, na sede do antigo “Collegio Romano”, no coração do centro histórico da Cidade Eterna.

* Com informações da Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha


Um Boeing 737 da Ethiopian Airlines que decolou de Adis Abeba rumo a Nairóbi caiu na manhã deste domingo, 10, pouco depois de decolar, com 157 pessoas a bordo. Não há sobreviventes. “A Ethiopian Airlines lamenta confirmar que seu voo ET302/10 de março que cobria a rota Adis Abeba-Nairóbi teve um acidente”, indicou a companhia em um primeiro boletim informativo publicado no Twitter. Em um segundo boletim publicado algumas horas depois, a empresa confirmou que “não há sobreviventes”. Durante o voo, o piloto do Boeing 737 reportou “dificuldades” e pediu para retornar para o aeroporto internacional de Bole, na capital etíope, disse à imprensa o presidente da companhia aérea, Tewolde GebreMariam. “O piloto mencionou que tinha dificuldades e que queria regressar”, os controladores “autorizaram-no” a dar meia-volta e retornar para Adis Abeba, declarou GebreMariam em entrevista coletiva.

O avião decolou às 8h38 locais (3h38 no horário de Brasília) do aeroporto internacional de Adis Abeba e “perdeu contato” seis minutos depois, informou o veículo estatal Fana Broadcasting Corporate. O aparelho, um Boeing 737 que cobria o trajeto Adis Abeba-Nairóbi, caiu minutos depois de decolar, “causando a morte de todos os 149 passageiros e oito tripulantes a bordo”. O pouso estava previsto para as 10h30 (4h30 em Brasília), em Nairóbi. As condições meteorológicas eram boas neste domingo pela manhã na capital etíope.

O aparelho caiu na região de Bishoftu, cerca de 60 quilômetros ao sul de Adis Abeba. A companhia estabeleceu uma célula de crise para manter os passageiros informados e habilitou linhas telefônicas para familiares das vítimas de 32 nacionalidades diferentes. Os quenianos são maioria, com 32 mortos, seguidos de canadenses (18), etíopes (9), italianos (8), chineses (8) e americanos (8). Também estavam no voo sete franceses e sete britânicos, seis egípcios, cinco holandeses e quatro indianos. Quatro passageiros viajavam com passaporte da ONU.

Em um tuíte, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, manifestou suas “profundas condolências às famílias dos que perderam seus parentes no voo regular” da Ethiopian Airlines. “Estamos pesarosos com notícias que indicam que um avião comercial da Ethiopian Airlines caiu seis minutos depois de decolar em direção a Nairóbi. Minhas orações são para todas as famílias e pessoas próximas dos que estavam a bordo”, tuitou o presidente queniano, Uhuru Kenyatta.

Um avião novo


Depois de três anos em território venezuelano, a bandeira abaixo-assinado do MERCOSUL, enviada pelo documentalista brasileiro Dado Galvão para o jornalista venezuelano Carlos Javier, em 2015, retornou ao Brasil (18/6/2018), por meio do correio postal, com assinaturas de vítimas da repressão, presos políticos, familiares de ativistas que estão presos, defensores dos direitos humanos, deputados, estudantes, religiosos e líderes comunitários.

Assinaram a bandeira o então deputado Juan Guaidó, hoje presidente encarregado da Venezuela, Leopoldo López (preso politico), Lilian Tintori, Maria Corina Machado, refugiados venezuelanos que vivem no estado da Bahia e no Uruguai, parlamentares do Mercosul, e até mesmo o sambista Martinho da Vila. 

Em maio de 2018, uma das ações da missão foi motivar os alunos da Escola Estadual Luís Eduardo Magalhães, a escreverem cartas de apoio direcionadas aos imigrantes e refugiados venezuelanos que estão em Roraima. As cartas foram entregues em junho/2018, aos refugiados venezuelanos que vivem em Roraima, ao receber uma carta os refugiados eram convidados a escrever outra carta para os parlamentares do Parlasul.

Dado Galvão e o fotógrafo Arlen Cezar, viajaram em setembro/2018, para Montevidéu/Uruguai, onde entregaram aos parlamentares do Parlasul (Parlamento do Mercosul), cartas escritas por refugiados venezuelanos que vivem em Salvador (Bahia), Boa Vista, Pacaraima (fronteira Brasil-Venezuela) no estado de Roraima, como parte das ações da Missão Ushuaia, Venezuela.


Vídeo-minuto do documentarista Dado Galvão, inspirado na mensagem do Papa Francisco sobre Fake News (Notícias Falsas).

Queridos irmãos e irmãs!
No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: “Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade“). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.
 
1. Que há de falso nas notícias falsas?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos.
A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verossímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.
A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.
 
2. Como podemos reconhecê-las?


TÓQUIO – O tufão mais potente a atingir o Japão nos últimos 25 anos deixou ao menos 9 mortos e mais de 300 feridos nesta terça-feira, 4, com ventos muito violentos e chuvas torrenciais na região oeste do país. O balanço de mortos foi divulgado pelo canal público NHK. O tufão também causou a inundação do Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka. Entre os mortos, um homem de 71 anos foi encontrado debaixo de um armazém que desmoronou, provavelmente devido aos fortes ventos, e um outro homem, também com cerca de 70 anos, morreu após cair do telhado de um casa. O tufão Jebi é o 21º da temporada na Ásia e afetou o Japão com tempestades e rajadas de ventos que alcançaram 220 km/h em alguns pontos. Jebi, cujo nome significa “engolir” em coreano, é a mais recente adversidade climática a atingir o Japão após chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e temperaturas recordes que deixaram centenas de mortos nos últimos meses.

As autoridades pediram a vários moradores que abandonassem suas casas em áreas inundadas ou que poderiam ser atingidas pelo fenômeno e recomendaram a quase 1,2 milhão de habitantes que procurassem abrigos – 16 mil pessoas receberam ordem para deixar suas casas, mas a medida não é obrigatória. Apesar do número relativamente baixo de vítimas, o tufão provocou danos materiais consideráveis. Um petroleiro ficou retido sob uma ponte que leva ao Aeroporto Internacional de Kansai, perto de Osaka, no oeste do país. A NHK informou que ao menos 3 mil passageiros e funcionários ficaram presos no terminal.

Esse aeroporto, construído sobre uma ilha artificial, foi inundado e fechado depois que o subsolo e as pistas foram dominados pela água. “Essa tempestade é super (forte). Espero conseguir chegar em casa”, disse uma moradora de Hong Kong à NHK, no aeroporto. Em algumas áreas, o nível das marés é o mais alto desde um tufão em 1961.

Imagens de televisão mostraram andaimes destruídos pelo vento, árvores no chão, vitrines de lojas quebradas, postes tombados, ruas inundadas, caminhões virados e o mar agitado em todas as direções. Além disso, várias linhas de trens suspenderam as viagens, incluindo os trens de alta velocidade Shinkansen, que fazem o trajeto entre Tóquio e Osaka e transportam centenas de milhares de passageiros todos os dias. Em Kyoto, uma parte do teto da estação ferroviária desabou na passagem do tufão.

Em entrevista por e-mail ao jornal Japan Times, o indonésio Justin Setiawan, de 25 anos, que viajava com a família de férias pelo país em um dos trens de alta velocidade, contou que eles estavam retidos havia três horas e meia, mas a situação dentro do trem estava tranquila, apesar de ter acabado a água e a comida a bordo. As grandes lojas de departamento da região de Osaka fecharam suas portas. Várias empresas do país, incluindo Toyota, Honda e Panasonic, suspenderam a produção, enquanto outras pediram aos funcionários que ficassem em casa. As escolas também suspenderam as aulas hoje. Mais de 1,4 milhão de residências e edifícios ficaram sem energia elétrica.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, presidiu uma reunião de emergência para monitorar a situação de crise.

Com ventos entre 160 km/h e 190 km/h na parte central (além de rajadas de até 220 km/h), Jebi é o primeiro tufão catalogado como “muito forte” pela Agência Meteorológica do Japão a chegar ao arquipélago desde 1993, quando outro fenômeno com as mesmas características deixou 48 mortos e desaparecidos. / AFP, AP e REUTERS


Uma parte de uma ponte de Gênova, na Itália, desmoronou na manhã desta terça-feira (14) e deixou, até o momento, 26 mortos, de acordo com o governo da Ligúria, região onde aconteceu o desastre. Há ainda 15 feridos, 9 deles em estado grave. Os trabalhos de resgate continuam. Mais cedo, o governo da Ligúria chegou a citar informações dos bombeiros que indicavam 35 mortos, mas esse balanço foi posteriormente alterado. Entre os mortos há uma jovem menina, informou o vice-ministro de Infraestrutura e Transportes, Edoardo Rixi. A ponte Morandi fica em uma área densamente habitada de Gênova. Por ela, passa a rodovia A10, que liga cidades no Norte da Itália ao Sul da França. O incidente ocorreu por volta das 11h15 (por volta de 7h15 no horário de Brasília) durante uma forte chuva que atingia a região.

As equipes de resgate continuam buscando vítimas, então o número de mortos ainda pode aumentar. O número de sobreviventes não foi divulgado. Cerca de 200 agentes estão envolvidos nas operações de resgate.

A maior parte da estrutura caiu no leito do córrego Polcevera, mas trechos enormes caíram sobre casas, nos galpões e nas ruas abaixo. Luigi D’Angelo, funcionário da Defesa Civil italiana, disse à Reuters que havia cerca de 30 carros e entre 5 a 10 caminhões no trecho da ponte que desabou.  O governo da Liguria informou que 432 pessoas, de 11 prédios, foram obrigadas a ficar fora de casa após a queda da ponte. De acordo com o jornal “La Stampa”, o colapso atingiu o estacionamento da Ansaldo Energia, uma das principais usinas de produção de energia da Itália. Aparentemente, o local estava vazio.

100 metros de altura

A estrutura, que atravessa a cidade portuária de Gênova, tem cerca 100 metros de altura e 1.182 metros de comprimento. Ela foi construída nos anos 1960, e o governo tinha iniciado uma reforma na obra em 2016.

“Não é aceitável que uma ponte tão importante não tenha sido construída para evitar esse tipo de colapso”, disse Rixi.

O ministro do transporte de Itália, Danilo Toninelli, considerou o incidente “uma terrível tragédia”.