A Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia confirmou ontem,  quarta-feira (17) a transmissão comunitária da variante B.1.1.7 do SARS-CoV-2, originalmente detectada no Reino Unido, no estado. O resultado veio após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior, nem contactantes com esse perfil. O sequenciamento genético da amostra foi realizada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, “a transmissão autóctone ou comunitária é assim chamada quando as equipes de vigilância não conseguem mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais”, explica a diretora.

Até o momento, a Bahia identificou outros três casos suspeitos da variante do Reino Unido e confirmou a circulação da mesma linhagem do SARS-CoV-2 presente em Manaus, que é a P.1, em 11 pessoas, todos com origem na região Amazônica.

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), que é a terceira maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde, iniciará o sequenciamento de 300 novas amostras dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte.


O decreto que estabelece o toque de recolher em 343 cidades baianas por sete dias, das 22h às 5h, começa a valer nesta sexta-feira (19). No período, a Polícia Militar da Bahia (PMBA) irá direcionar os esforços da tropa para que as medidas previstas no decreto sejam cumpridas pela população. A ação adotada pelo Governo do Estado, em parceria com as prefeituras, pretende conter o avanço do novo coronavírus no território baiano.
Até o próximo dia 25 de fevereiro, a circulação de pessoas nas ruas será restrita, e os estabelecimentos de serviços não essenciais deverão encerrar as suas atividades até as 21h30 para garantir o retorno dos funcionários às suas residências. Locais comerciais como shoppings, bares e restaurantes, além de lojas de conveniência em postos de combustível, deverão estar fechados e vazios às 22h.
Para garantir que o decreto será cumprido, a Polícia Militar colocará o efetivo nas ruas juntamente com outros órgãos das administrações municipais. A porta-voz da PMBA, major Flávia Barreto, ressalta que o esforço conjunto é para preservar vidas.
“A Polícia Militar, em conjunto com os poderes municipais, vai fiscalizar os estabelecimentos comerciais que tenham venda de bebida alcoólica. A partir das 21h30, esses estabelecimentos devem começar a encerrar suas atividades para que, às 22h, as pessoas já não estejam presentes nesses locais, inclusive os trabalhadores. A exemplo de Salvador, esses trabalhadores terão até 22h30 para circular no transporte público. A fiscalização é para que as pessoas se desloquem para suas residências no horário previsto e não aglomerem ou estejam circulando nas ruas após as 22h”, afirma a porta-voz da PMBA.


A partir desta sexta-feira (19), ficará restrita a circulação de pessoas nas ruas e o funcionamento de serviços não essenciais após as 22h em grande parte da Bahia, exceto nas regiões oeste, de Irecê e de Jacobina, que apresentam os três menores índices de ocupação de leitos de UTI para Covid-19. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, nesta terça-feira (16), em mais uma reunião com membros da União dos Municípios da Bahia (UPB), prefeitos e técnicos das secretarias estaduais da Educação e da Saúde.
A restrição compreenderá o período das 22h às 5h. “O decreto que será publicado nesta quarta-feira (17) irá valer por sete dias e proíbe atividades comerciais não essenciais. É uma medida que precisamos tomar para conter as taxas de contágios e o número de casos ativos que hoje ultrapassam 15 mil. É uma forma de conter o avanço desse número alarmante que, se continuar crescendo, irá levar ao total colapso do sistema de saúde”, declarou o governador.
Rui afirmou ainda que, para a volta às aulas, três critérios precisam ser obedecidos: a redução do número de casos ativos, a diminuição do número de óbitos e a queda das taxas de ocupação de leitos. “Definimos que esses critérios são os requisitos mínimos necessários para que possamos ter um retorno sem colocar em risco a vida de nossos professores, pais, alunos e todos os seus familiares”, concluiu.
A declaração do governador seguiu uma apresentação de técnicos da Sesab mostrando que a Bahia alcançou uma taxa de 74% de ocupação dos leitos de UTI dedicados para atender pacientes com casos mais graves de Covid-19. “Os dados indicam um risco real de colapso do sistema de saúde e consequente aumento na mortalidade. Nesse momento, apenas medidas de distanciamento social mais severas minimizarão as altas taxas de transmissão do vírus”, explicou o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Mesmo sem as festas de Carnaval, centenas de pessoas decidiram desrespeitar os protocolos de saúde e fizeram aglomerações em Salvador, Região Metropolitana e no interior da Bahia. Só na madrugada de sábado (13), cerca de 400 pessoas foram abordadas por equipes da 52ª (Lauro de Freitas) e 81ª (Itinga) Companhia Independentes de Polícia Militar (CIPMs), além da Rondesp RMS. No total, foram 21 estabelecimentos abordados no Centro de Lauro de Freitas, e nas localidades de Portão, Caji e Vida Nova.

“Infelizmente uma parcela da sociedade ainda não entendeu o significado da palavra pandemia. Continuaremos com esse trabalho para impedir aglomerações e a poluição sonora”, destacou o comandante da 52ª CIPM, major Éverton Monteiro. Ao dispersar as aglomerações, as equipes tentaram conscientizar as pessoas sobre o risco de contaminação pelo novo coronavírus. Já na madrugada de domingo (14), a PM e órgãos municipais realizaram patrulhamento para inibir aglomerações em Porto Seguro. Na ocasião, aparelhos de som foram apreendidos e bares foram notificados.

Durante o patrulhamento no centro da cidade, três carros foram apreendidos. Nos veículos, equipamentos de som eram utilizados desrespeitando os limites de decibéis e aglomerando pessoas em volta. Horas depois, no turno da tarde, a 81ª CIPM voltou a ter trabalho em Lauro de Freitas. Guarnições descobriram outra festa ilegal, que aconteceu com cerca de 100 pessoas, a maioria delas sem máscara, na localidade conhecida como Jardim Castelão. O volume alto do som guiou os militares até o sítio Arara Azul, onde se depararam com jovens entre 20 e 30 anos, consumindo bebidas alcóolicas. Com a chegada dos agentes, o equipamento sonoro foi desligado pelos organizadores do evento e o grupo, sem oferecer resistência, desistiu da festa. *Com informações do Bahia Notícias.


Cenas de aglomeração e de descuido mostram que população de Itiruçu e região praticamente abandonou os cuidados necessários contra a pandemia.  A situação que parecia tranquila em relação ao novo coronavírus, mas tem se agravado e a estimativa é de colapso nos hospitais públicos no estado.  O Setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Itiruçu registrou um aumento considerável de notificações e casos confirmados da Covid-19.  O último boletim foi confirmado mais 15 casos positivos, sendo que 05 receberam os resultados depois de recuperados. O município beira a casa dos 250 casos no geral e 5 óbitos. 226 foram recuperados.

O que se percebeu nos últimos dias foi um descuido de parte da população, com relação às recomendações de distanciamento e cuidados para evitar a proliferação do vírus.  Bares funcionando sem nenhum tipo de fiscalização, casas com festas noturnas, famílias inteiras curtindo em piscinas alugadas, além de grupo de pessoas. Outro setor que abandonou os cuidados do distanciamento social foi parte do comércio, sendo possível observar a falta de compromisso com seus clientes quanto ao espaço e a utilização de máscara dentro dos estabelecimentos.

No mês de Janeiro/2021, o município decretou voltar com as Barreiras Sanitárias, mas não acontece deste o dia 15 de novembro, desde que ocorreu a eleição municipal e foi determinada e retirada das barreiras. Até hoje não há nenhum tipo de fiscalização. Diariamente nas redes sociais são enviadas fotos cobrando exemplo da prefeita Lorenna Di Gregorio, que atualiza sua rede social com fotos em locais sem o uso de máscara, rodeada de pessoas que também estão desprotegidas. A gestora não gosta de ser criticada e prefere devolver às críticas, muitas vezes, com ironias, incorporando o perfil do presidente Bolsonaro, com se o cidadão fizesse de uma coisa simples uma tempestade, mas, diante a uma pandemia, uma liderança é um grande exemplo para à sociedade.

O Itiruçu Online, recebeu, por exemplo, fotos do prefeito  da cidade de Lafaiete Coutinho, João de Freitas, seguindo o péssimo exemplo de reunir com pessoas sem o uso da máscara e sem manter o distanciamento indicado pelas autoridades de saúde. Em uma das imagens. Gestor público que precisa sair diariamente de sua cidade precisa ser exemplo, e usar máscara é cuidar do próximo. A onda na classe tem sido: faça tudo que digo, mas nada do que faço.


O município de Jequié está com 100% dos seus leitos de UTI para tratamento da Covid-19 ocupados. Foto/Blog Itiruçu Online.

O município de Jequié  está com 100% dos seus leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da Covid-19 ocupados. Isto significa que todos os 29 leitos de UTI instalados nos hospitais Prado Valadares e São Vicente têm pacientes infectados pelo Coronavírus internados. A taxa de leitos clínicos na cidade também é de 88%. As informações foram divulgadas pela prefeitura, neste domingo (14).

No município, foram registrados novos 79 casos confirmados de Covid-19, nesse domingo, elevando o número total para 10.188, sendo que 1.492 estão ativos. Até o momento, 5.560 pessoas foram vacinadas contra o novo Coronavírus na cidade. O número de óbtos pela Covid-19, no município, chega a 213 pessoas.

Em Vitória da Conquista, a situação é igualmente preocupante. A taxa de ocupação de UTI chegou a 85,7%, ou seja,  59 dos 70 leitos disponíveis estão ocupados. Já a taxa de leitos clínicos é de 26,9% .Desde o começo da pandemia, o município já registrou 18.747 casos de Covid-19, sendo que 317 são ativos e 285 pessoas morreram vítimas da doença causada pelo Coronavírus. A prefeitura informou que 10.060 pessoas foram vacinadas, até este momento. Atarde*


O secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, usou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira, 15, para criticar as transmissões de lives no Carnaval em plena pandemia da Covid-19. De acordo com ele, os shows dos artistas criam uma falsa ideia de normalidade. “Essas lives de Carnaval, além de revelar falta de compaixão com o sofrimento das famílias baianas enlutadas, emitem sinais de uma pseudo normalidade que não nos interessa alimentar”, diz o post divulgado no perfil oficial de Vilas-Boas no Twitter.

Mais cedo, o secretário já havia criticado as lives em uma entrevista à TV Bahia. Segundo ele, não há nada o que comemorar. “O momento que estamos vivendo é grave”, declarou.

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) neste domingo, 14, foram registradas 61 mortes por Covid-19 e 2.584 novos casos da doença nas últimas 24h.


O governador Rui Costa voltou a alertar, neste sábado, 13, sobre a atual situação da pandemia no estado da Bahia. Rui disse que “o momento é muito grave e vários hospitais estão com 100% de ocupação dos leitos”.

“Corremos o risco de em duas ou três semanas termos um colapso no sistema de saúde”, afirmou. O governador chegou a comparar a situação atual com a do ano passado e alertou a importância do respeito às medidas contra o vírus, bem como do uso de máscaras.

“A gente pode entrar em uma condição pior do que a de julho do ano passado”, finalizou. Os alertas do governador foram feitos durante a entrega da obra de ampliação do abastecimento de água de Entre Rios. Rui entregou também a reforma da Loja de Atendimento da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). O investimento foi de R$ 3,5 milhões.

Antes disso, o governador usou as redes sociais para fazer um alerta. Preocupado com a formação de aglomerações, como visto nas festas de fim de ano, o chefe do Executivo estadual ressaltou o momento de restrições em meio ao aumento de casos de Covid-19.

“Não é hora de relaxar nos cuidados contra a Covid-19, muito pelo contrário. Os números estão aumentando, as pessoas continuam morrendo. NÃO É TEMPO DE CARNAVAL, os shows e aglomerações continuam proibidos na Bahia. É TEMPO DE CUIDAR DE QUEM A GENTE AMA, de proteger nossa família”, escreveu Rui, em sua conta oficial no Twitter.

Com 10.610 vítimas causadas pela Covid-19, a Bahia registrou 67 mortes apenas nesta sexta-feira, 12, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

Prefeitura de Salvador


A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou, na tarde desta sexta-feira, 12, com pedido de suspensão da decisão proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Salvador, que determinou a retomada das aulas no sistema de educação, público e privado, do Estado da Bahia até 1º de março.

No pedido, dirigido ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Lourival Almeida Trindade, a PGE sustenta que a decisão é manifestamente ilegítima, por não ter observado as razões científicas que fundamentam a suspensão da atividade letiva. Além disso, conforme a Procuradoria, foi demonstrado que a decisão impõe grave ofensa à saúde e ordem públicas, especialmente porque determina o retorno das aulas no momento em que se constata aumento vertiginoso de contaminação e óbitos em razão da Covid-19.

Em sua argumentação, a PGE reconhece que “o desejo de todos, na Bahia, é que os alunos retornem às suas atividades presenciais, ao convívio e ao amparo das escolas. Hoje, entretanto, esse retorno é tecnicamente inviável, e acarretará uma crescente, exponencial e dramática contaminação do vírus e expansão da Covid-19 no Estado”.

A Procuradoria Geral ressalta também que por esta razão é de fundamental importância o isolamento social, já que o Estado apresentou um crescimento nos últimos 5 dias de 1,99%, e encontra-se em terceiro lugar com maior número de casos no país, conforme os dados do Painel CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). Ainda conforme o alerta, informações técnico-científicas de órgãos estaduais da saúde confirmam a chegada de uma nova cepa do vírus, muito mais infecciosa, inclusive, sobre as crianças.


O carnaval é considerado a maior comemoração popular do país. É o momento esperado por muita gente para viajar e aproveitar intensamente a folia. A tradição brasileira reúne multidões em diversas cidades – cenário perfeito para a transmissão generalizada do novo coronavírus. A questão sanitária resultou no cancelamento da festa deste ano.

A preocupação com a inviabilidade de grandes carnavais já estava em discussão desde o ano passado, quando governadores e órgãos de turismo e saúde se reuniram em diversos estados para discutir o cenário. Algumas das maiores festividades de rua do Brasil, como as das cidades de São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro já tinham sido avaliadas como impraticáveis, quebrando tradições que duravam mais de um século.

O prejuízo causado pelo cancelamento não se resume à saudade da folia. O carnaval movimenta a economia brasileira e é, em muitos pontos turísticos, o ápice de arrecadação anual e a maior oportunidade de novos negócios para micro, pequenos e médios empresários. Entretanto, a preocupação com a possibilidade de contágio acelerado de covid-19 em decorrência do carnaval resultou em medidas severas para o período.

Trabalhadores de diversos setores que dependem da movimentação comercial gerada pelo turismo e pelo consumo do carnaval buscam alternativas e apoio do governo para mitigar o impacto das perdas financeiras inevitáveis.

Salvador