O governo de São Paulo anunciou hoje a restrição completa de atividades esportivas coletivas, incluindo partidas de futebol, no estado. A medida faz parte da fase emergencial do Plano São Paulo, com mais restrições no combate à pandemia da covid-19. Desta forma, o Paulistão será paralisado a partir da próxima segunda-feira (15). A fase emergencial vai de 15 a 30 de março. Porém, segundo a coluna do Danilo Lavieri, os clubes e a FPF (Federação Paulista de Futebol) estudam alternativas para que a bola não pare de rolar no Paulistão. A primeira opção que surgiu em conversas preliminares foi usar o Rio de Janeiro como nova sede.

O movimento pela interrupção do futebol paulista ganhou força na última terça-feira (9), quando foi recomendada pelo Ministério Público. Clubes chegaram a ser avisados que o governo havia decidido pela paralisação, e criou-se expectativa de um anúncio ontem. De terça para quarta, um lobby envolvendo CBF, Federação Paulista e detentores de direitos de transmissão entrou em ação. Em uma reunião com autoridades realizada na manhã de ontem, a FPF voltou a falar sobre seus protocolos e defendeu a continuidade das competições. Em entrevista coletiva realizada no início da tarde, o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, Paulo Menezes, disse que a recomendação do Ministério Público entraria em um estudo de novas medidas que poderiam ser tomadas. Hoje, o governo de João Doria (PSDB) anunciou as novas restrições.


Foto divulgação/Secom

Como uma das estratégias de controle da disseminação do novo Coronavírus, a Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde e Secretaria de Serviços Públicos, vem mantendo a desinfeção de áreas públicas. A iniciativa visa reduzir a existência de possíveis vetores da doença e, com isso, diminuir o índice de pessoas infectadas. Nesta quarta-feira, 10, uma equipe de desinfecção esteve na Praça Rui Barbosa, no Centro, e no Terminal Rodoviário de Jequié, no Joaquim Romão, locais públicos que apresentam potencial de transmissão e contágio para a Covid-19, devido ao intenso fluxo de pessoas.

A desinfecção, que é promovida por equipes treinadas e munidas com pulverizadores costais, com solução de hipoclorito a 1%, é eficaz no combate ao Coronavírus, que tem capacidade de sobreviver em superfícies por horas e até dias, mesmo este não sendo a principal forma de contágio, que acontece por meio de gotículas de uma pessoa para outra, através de espirros, tosse ou até mesmo a fala, a ação se torna essencial para combater as possibilidades de transmissão e disseminação da Covid-19.

“Em mais um dia de trabalho árduo no combate ao novo Coronavírus, a Prefeitura de Jequié, vem realizado várias ações de desinfecção e executando esta recomendação sanitária para eliminar as chances de possibilidade de contaminação da população que tem contato com superfícies em áreas públicas, tendo em vista esta possibilidade de transmissão.  Mas esta forma de transmissão não é única, a principal delas ainda é por meio de gotículas de uma pessoa para outra. Por isso é importante a utilização de máscaras, lavar sempre as mãos e, quando não for possível, utilizar o álcool gel. Além disso, o respeito ao distanciamento e a não-aglomeração.”, destacou a secretária de Saúde, Polliana Leandro.


O governador Rui Costa é um dos signatários do “Pacto Nacional em defesa da Vida e da Saúde”, lançado nesta quarta-feira (10), pelo Fórum Nacional dos Governadores. O documento dirigido a toda nação pede, entre outras coisas, medidas coordenadas no combate à pandemia que incluem maior celeridade na vacinação e ações para evitar o agravamento da situação sanitária no país. Assinam o pacto 21 dos 27 governadores brasileiros. O texto ressalta ainda que o pacto é resultado de articulação dos governadores com os líderes do Congresso Nacional e articulado entre os três poderes da República. O primeiro dos pontos pede “expansão da vacinação, com pluralidade de fornecedores, mais compras e busca de solidariedade internacional, em face da gravidade da crise brasileira”.

O apoio aos Estados, tanto na adoção de medidas preventivas como na manutenção e ampliação da oferta de leitos, segue também entre os itens pleiteados no manifesto.


O vírus já se tinha espalhado, em Portugal já existiam casos, mas só em março de 2020 é que a Organização Mundial da Saúde  (OMS) declarou a pandemia, praticamente três meses depois de ter sido anunciado o primeiro caso em Wuhan, na China. Tinham morrido pouco mais de 4 mil pessoas. Um ano depois, a covid-19 já tirou a vida de mais de 2,6 milhões.

Em uma quarta-feira, 11 de março de 2020, quando o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou que o que até então era considerada uma epidemia, tinha a força de pandemia. Ao justificar a declaração, ele afirmou que os casos fora da China tinham se  “multiplicado por 13”.

Tedros Adhanoms disse, à época, que cabia a cada um dos países mudar o curso dessa pandemia se detectarem (casos), testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem as pessoas na resposta. “Estamos nisto juntos e precisamos fazer com calma aquilo que é necessário”. Ele também já alertava para a necessidade de uma resposta mais agressiva.

O representante da OMS para situações de emergência, Mike Ryan, destacava que a utilização da palavra “pandemia” era meramente descritiva da situação e não alterava, “em nada, aquilo” que já estava sendo feito, “nem aquilo que os países deveriam fazer”.

A OMS alertava para os níveis alarmantes de propagação e gravidade do vírus e também para os “níveis alarmantes de falta de ação”.


Um dia depois de o Fórum Nacional de Governadores pedir explicações ao Ministério da Saúde sobre a redução do número de doses de vacinas para combater o novo coronavírus (covid-19) previstas para março, os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cobraram do ministro Eduardo Pazuello, que em 24 horas informe sobre o cronograma de vacinação apresentado aos senadores em sessão temática na Casa no dia 4.

A previsão era de que o ministério distribuísse em março – só da vacina Oxford-AstraZeneca, produzida na Fiocruz – 16,9 milhões de doses. Mas a quantidade caiu para 3,8 milhões. Ontem (8), depois de uma reunião na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, com governadores, o ministro da Saúde atribuiu o atraso a uma uma falha técnica em uma máquina de lacre da embalagem da vacina.

Em ofício enviado a Pazuello, Lira e Pacheco fizeram quatro perguntas ao ministro. Eles querem saber se o cronograma foi alterado e, em caso afirmativo, quais foram as razões para isso e quais os principais obstáculos enfrentados no momento para que o cronograma vigente seja cumprido.

Os parlamentares também querem saber se o ministério tem informações a respeito do cronograma de produção nacional de vacinas pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan. Em caso afirmativo, quais seriam as datas para o envio de vacinas, pelas referidas instituições, ao governo federal.

Sobre a aquisição de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), os parlamentares querem saber há calendário para sua aquisição, por parte do governo federal, de outros países, e se há o risco de falta dessa matéria-prima, além dos maiores entraves para que a pasta faça a aquisição e importação do produto.

“Considerando a urgência que nos impõe a pandemia ocasionada pela disseminação do vírus SARS-CoV-2 e a crescente taxa de óbitos por dia em decorrência da Covid-19, solicitamos a presteza de V. Exa. no sentido de encaminhar as informações acima requeridas no prazo de 24 horas, a fim de que as Casas do Congresso Nacional possam adotar as providências cabíveis no combate à pandemia”, diz o ofício.


Em Barreiras, no Oeste baiano, a ocupação de leitos de UTI adutos para tratamento da Covid-19 chega a 100% no Hospital Itiba. Já no Hospital do Oeste, também no município, 25 dos 30 leitos de terapia intensiva para a doença, ou seja 88% da sua capacidade estão preenchidos. Dos internados no Hospital do Oeste, dois pacientes são de Brumado, um de Sebastião Laranjeiras, dois de Riacho de Santana, e um de Brasília (DF).

O município registrou, nessa segunda-feira, novos 29 casos e mais um óbito pela Covid-19, totalizando 112 mortes pela doença causada pelo Coronavírus. Desde o dia 26 de março de 2020, quando foi constatado o primeiro registro de Covid-19 na cidade, Barreiras já acumula 9.710 infectados. Até o momento, o município imunizou com a vacina contra o Coronavírus 5.740 pessoas.

A Santa Casa de Misericórdia de Valença emitiu um alerta sobre a ocupação dos leitos para pacientes com a Covid-19 da unidade, que na última semana alcançou 100% de ocupação. Pela ocupação máxima dos 10 leitos de UTI, o hospital não pode atender às solicitações que têm chegado. O alerta foi emitido nesta segunda-feira, 8. Há 45 dias, a ocupação vem se mantendo superior a 90%, evidenciando o aumento de casos em Valença e outros municípios do Baixo Sul.

Em nota, a Santa Casa “ressalta a importância da conscientização da população nesse momento grave, mantendo os cuidados com as medidas de proteção: uso de máscara, higienização das mãos e, se possível, ficar em casa”. Atarde.


Coordenado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o consórcio municipal por mais vacinas contra o Coronavírus no Brasil obteve 1.703 prefeituras inscritas, do total de 5.570 cidades brasileiras. O número de municípios equivale a mais de 125 milhões de brasileiros, ou seja, 60% da população. A adesão ao movimento pró-vacina representa, portanto, 30,5% das cidades brasileiras e dos municípios inscritos, 24 são capitais.

Na Bahia, dos 417 municípios, 63 fizeram o cadastro, a exemplo de Vitória da Conquista, Guanambi, Riacho de Santana e Belo Campo, que vão adquirir as vacinas para a imunização da população.  A FNP considera que houve um aumento expressivo nas inscrições na reta final do cadastro. A expectativa é que o consórcio seja constituído legalmente até 22 de março para, em seguida, viabilizar a compra dos imunizantes.


vacina Oxford,AstraZeneca

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse hoje (8) que espera ter, neste mês, de 25 milhões até 28 milhões de doses entregues aos estados para cumprir o Plano Nacional de Imunização (PNI). Pazuello apresentou a estimativa após uma reunião na Fundação Oswaldo Cruz, da qual participaram o governador do Piauí, Wellington Dias, e representantes da Fiocruz e do Itamaraty.

Outros governadores participaram da reunião por videoconferência, assim como a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, que está de quarentena por ter tido contato com uma pessoa diagnosticada com covid-19.

Segundo Pazuello, o objetivo do encontro era discutir com a Fiocruz todas as demandas relacionadas à vacina da AstraZeneca/Oxford. Ele citou os imunizantes produzidos com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China, as doses prontas vindas do laboratório Serum da Índia, a produção do IFA nacional com assimilação da tecnologia no contrato com a farmacêutica e, ainda, a vacina pronta importada de um laboratório da Coreia, por intermédio do consórcio Covax Facility, formado por vários países para o desenvolvimento de imunizantes.

Na reunião, foi feito um acompanhamento da linha de produção para ver com clareza um cronograma de entregas semanais e também se discutiu o que pode ser antecipado, contando com a participação do Fórum de Governadores, do governo federal, da Fiocruz e do Congresso Nacional. “Com ações junto à OMS [Organização Mundial da Saúde], junto a outros governos e laboratórios para que possamos acelerar todas as fases e trazer a vacina, o mais rápido possível, para complementar as demais vacinas que estamos entregando semanalmente”, afirmou o ministro.


Foto/Blog Itiruçu Online.

No pior momento da pandemia na Bahia, os vereadores de Itiruçu irão discutir um projeto de Lei que torna as igrejas serviços essenciais.

No momento, diversas cidades do estado adotaram o lockdown para frear o contágio desordenado e não agravar ainda mais a situação nos hospitais. Lembrando que o hospital que atende o município de Itiruçu é o Prado Valadares, em Jequié, que diversas vezes atingiu 100% os leitos de UTI.  Na Bahia circula cepas diferentes do novo coronavírus.

O coronavírus tem dividido a opinião nas igrejas. Enquanto o bispo Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, diz que a Covid-19 “representa um apavoramento que não condiz com a realidade”, o arcebispo de São Paulo, dom Odílo Scherer, afirma que o “desprezo sobre a ciência é grande e pode provocar consequências desastrosas”.

Templos fechados

Essa discussão tem levado a um impasse religioso: as igrejas devem permanecer fechadas na pandemia de coronavírus?

Os evangélicos acham que não. Já os católicos recomendam que as missas sejam transmitidas pela Internet. Fechar os templos parece ser a decisão acertada, nos piores momentos da pandemia . Afinal, a aglomeração de pessoas nos cultos pode ser fatal, por trata-se de locais fechados. Caso contrário, permitida a abertura, é preciso seguir a risca os protocolos de saúde.

Em Itiruçu já houve contaminações com prejuízos à saúde das pessoas. Famílias sendo contagiadas em festas de aniversários, almoço de família. Por outro lado, liberar os templos e proibir bares, atividades desportivas, retornos às aulas e academias, com discursos de espiritualidade, é servir os interesses de outros que não do coletivo, onde todos sofrem com medidas restritivas: aliviar para uma classe e endurecer para outros é negligenciar para todos.

O discurso de espiritualidade depende da Igreja e não do templo, afinal, como ficará a espiritualidade dos não frequentadores das igrejas com as medidas endurecidas apenas para ele? Podem assistir templos lotados e muitas vezes sem cumprir normas de saúde?

Se o vírus fosse uma unanimidade tratado como caso de saúde pública, onde todos tivessem os cuidados como forma de evitar o contágio, mas, no entanto, as igrejas mais populares que possuem programações na TV, seus líderes por diversas vezes encaparam campanhas em redes sociais contra medidas simples de saúde e o enaltecimento de políticos, onde mora o perigo com as orientações sanitárias; o que não foi visto ainda em Itiruçu.

Por outro lado, liberar atividades das igrejas na condição de essenciais – e são – em cidade como Itiruçu, não há outras atividades que cause aglomerações e também podem funcionar com o uso de máscara e álcool em gel, basta a Câmara cobrar do município uma equipe que fiscalize diariamente os desrespeitos às medidas de saúde.

Como funcionou antes

Os templos estavam organizados a abertura com número limitados de pessoas, que nem sempre foi observado. Durante esta vigência, observamos que nem todas as medidas foram observadas e foi possível ver aglomerações e pessoas sem o uso de Máscara. O cuidado com a saúde não é uma questão ideológica de espiritualidade, mas trata-se de questão coletiva que inclui todas as crenças. O funcionamento condicionado a 30% da capacidade, seguindo as normas de saúde é o ideal, embora, sem fiscalização não funciona.

O que é essencial?

Difícil discutir o que é essencial na vida do outro, pois o que pode ser bom para um, não é para o outro. Ninguém pode impor, mas educar no que é essencial numa pandemia onde todos os sistemas de saúde estão colapsados, de privado a público. Resta saber, se neste caso, os que querem ajudar uma classe irão ajudá-los quando necessitarem de internamentos ou, nesse sentido, o momento é de união entre 15 ou 30 dias ouvindo a ciência é uma luta coletiva. A escolha é simples, e as consequências apontarão os culpados?

Se todos seguirem os cuidados com à saúde e conviveram de forma educada com o vírus, todos os serviços em cidades do porte de Itiruçu são essenciais, principalmente o comércio que já sofre com a falta de clientes no cotidiano.


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, por unanimidade, que a União não pode requisitar insumos de saúde, como agulhas e seringas, cuja compra já tenha sido contratada por estados ou municípios.

Com esse entendimento, os ministros do Supremo confirmaram uma liminar (decisão provisória) concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski em janeiro. Na ocasião, ele suspendeu a requisição de agulhas e seringas já vendidas por uma fabricante ao governo de São Paulo, que comprou o material para usá-lo em seu próprio programa de imunização contra a covid-19.

Os ministros do Supremo reafirmaram, assim, a jurisprudência segundo a qual não há preferência entre entes federativos na aquisição de materiais. Em liminares anteriores, concedidas pelos ministros do STF Luís Roberto Barroso e Celso de Mello (hoje aposentado), o Supremo já havia impedido a requisição de respiradores de Mato Grosso do Sul e do Maranhão.

Ao Supremo, a União alegou que, ao fazer requisições administrativas, não busca atingir “os quantitativos dos insumos previamente contratados, na forma da lei, com os demais entes da Federação”.