O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, fez elogio enfático e saiu em defesa da vacina contra covid-19 produzida pela farmacêutica britânica AstraZeneca, quando viu o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fazer um sinal negativo com as mãos. Johnson, que acabara de sugerir a jornalistas que tomassem a vacina, disse a Bolsonaro: “eu tomei duas vezes já”. Bolsonaro respondeu com o sinal negativo das mãos e disse: “eu ainda não”.

Com a vacinação amplamente defendida por líderes mundiais como Johnson e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Bolsonaro destoa do restante do mundo na chegada para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que acontece nesta terça-feira, 21. O constrangimento pela falta de vacinação do presidente, que tem procurado saídas para poder circular em Nova York sem vacina, e sua declarada posição sobre o tema colocam em xeque a estratégia do Itamaraty de vender uma agenda positiva no evento e reverter o desgaste internacional de Bolsonaro.

Bolsonaro é o único líder do G-20 que está presente em Nova York para o fórum da ONU e declarou publicamente não ter se vacinado. A cidade exige vacinação para uma série de atividades e o próprio organismo defendeu que delegações estivessem imunizadas ao desembarcar em NY. O presidente, que questionou sem base científica a segurança de vacinas contra covid, já disse que será o último brasileiro a se vacinar.

O vídeo do encontro divulgado por Bolsonaro deixa de fora a parte da cobrança de Johnson pela vacinação. A imprensa britânica, no entanto, divulgou este trecho do encontro entre os dois presidentes, que aconteceu nesta segunda-feira. Os jornalistas brasileiros não puderam entrar na reunião. A Presidência do Brasil autorizou apenas a entrada da imprensa oficial.


A pandemia de covid-19 pode ter feito com que mais de 1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais tenham deixado de ser feitas no Brasil em 2020. A estimativa consta de um artigo do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.

O levantamento usou dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, sobre o número de cirurgias feitas no país no período de 2016 a 2020. Por meio de um modelo estatístico, a pesquisa estimou o volume cirúrgico esperado para o período de pandemia, entre março e dezembro do ano passado..

Ao comparar o número esperado com os dados reais fornecidos pelos estados, verificou-se um acúmulo de mais de 1,1 milhão de cirurgias, a maioria delas (928.758) eletivas, aquelas que não são consideradas de urgência.

Segundo o professor Rodrigo Vaz Ferreira, da Universidade do Estado do Amazonas, um dos coautores do estudo, o resultado é similar ao de outros países com grande volume de intervenções cirúrgicas. “Por um lado, essa redução se explica pela priorização de procedimentos mais urgentes, realocação de recursos e manejo dos profissionais de saúde durante a pandemia”, destaca Ferreira, que faz pós-graduação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, os estados com políticas governamentais mais rígidas de contenção do vírus, como fechamento de escolas, locais de trabalho e proibições de viagem, conseguiram manter o nível de funcionamento das cirurgias de urgência, graças à preservação de recursos e leitos, apesar do grande atraso nas cirurgias eletivas.

“A análise de tais dados pode informar políticas públicas que atenuem os efeitos desse acúmulo, além de prevenir crises futuras. Temos que estar preparados, incentivar a população a se vacinar e respeitar as medidas sanitárias locais, pois isso contribui para a preservação dos serviços plenos de cirurgia”, ressalta Fábio Botelho, cirurgião do trauma e pediátrico, pesquisador na Universidade McGill, no Canadá, e coautor do estudo.

O estudo completo, em inglês, pode ser acessado no site da revista.


A Procuradoria-Geral da República negou o pedido da CPI da Covid para que a Polícia Federal (PF) realize uma operação de busca e apreensão no Ministério da Saúde, a exemplo do mandado que ocorre nesta sexta-feira, 17, na sede da Precisa Medicamentos.
De acordo com informações do G1, a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito pretendia obter documentos do departamento de Logística da pasta, área que era chefiada por Roberto Dias, exonerado após acusação de pedido de propina para a compra de vacinas contra covid-19. A operação busca informações sobre o contrato entre a Precisa e a empresa indiana Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao acordo.
A PF cumpre, na manhã desta sexta-feira, mandados de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos , empresa alvo de investigações da CPI da Covid. A operação foi feita a pedido da comissão e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O mandado busca informações sobre o contrato entre a Precisa e a empresa indiana Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao acordo.
ATENÇÃO! Desde o início desta manhã, a Polícia Federal está realizando, a pedido da CPI da Pandemia, operação de BUSCA E APREENSÃO na sede da Precisa Medicamentos.

Mais de 80% da população com 18 anos ou mais recebeu a primeira dose ou dose única da vacina contra Covid-19 na Bahia. Nesta quarta-feira (1), o vacinômetro do Estado registrou 8.671.555 de pessoas que receberam a primeira aplicação e outras 254.964 que foram imunizadas com a vacina de dose única. Somados, os números representam 80,51% da população baiana adulta, estimada em 11.087.169.

Para a secretária da Saúde da Bahia em exercício, Tereza Paim, o número deve ser celebrado, mas os esforços devem ser reforçados para que toda a população seja vacinada. “Principalmente com a chegada da variante Delta ao nosso estado, é essencial que as estratégias de vacinação sejam reforçadas pelos municípios. Os gestores devem criar meios para facilitar o acesso ao imunizante, como horários estendidos e vacinação de domingo a domingo”, afirma.

Paim também pontua a importância de completar o esquema vacinal para garantir a proteção contra a Covid-19. “As pessoas que tomaram a primeira dose precisam buscar os postos para a segunda dose, que completa a eficácia da vacina. Já iniciamos também a aplicação de terceira dose para pessoas com 80 anos ou mais e idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência. Todos os baianos devem se vacinar”, ressalta a gestora.

Até esta quarta-feira, a Bahia já recebeu o total de 16.720.858 doses de vacinas, sendo 6.384.718 da Coronavac, 6.751.580 da AstraZeneca/Oxford, 3.323.460 da Pfizer e 261.100 da Janssen.

Boletim epidemiológico

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 805 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,07%) e 765 recuperados (+0,06%). O boletim epidemiológico desta quarta-feira também registra 10 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.221.597 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.192.234 já são considerados recuperados, 2.866 encontram-se ativos e 26.497 tiveram óbito confirmado.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.501.633 casos descartados e 231.030 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quarta-feira. Na Bahia, 51.871 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.


O Brasil registrou 793 mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. No País, o total de vítimas do novo coronavírus chegou nesta quarta-feira, 15, a 588.640. A média móvel semanal, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 597, mais uma vez acima de 500.

O número de notificações de novos casos da doença em 24 horas foi de 14.532, elevando à marca de 21.032.268 casos de infecção pela doença desde o início da pandemia.

Os dados diários são reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, que é formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

De acordo com dados do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, são 13.406 novos casos, o que corresponde ao acumulado total de 21.019.830. Já o número de mortos ficou em 731 nas últimas 24h, totalizando 587.797 vítimas do coronavírus no País.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira, 15, que há “excesso de vacinas no Brasil”. A declaração foi dada durante um evento no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e em resposta a um questionamento sobre a falta de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca. Nas últimas semanas, diversos estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco, têm registrado falta de vacinas da AstraZeneca para a segunda dose, o que gera uma intercambialidade na imunização, com as pessoas recebendo a dose complementar com o imunizante da Pfizer/BioNtech.

“Há excesso de vacinas, na realidade. O Brasil já distribuiu 260 milhões de doses de vacinas, e 210 milhões já foram aplicadas. Hoje nós vamos enviar doses para vacinar todos os brasileiros com a primeira dose”, afirmou Queiroga. O ministro não explicou o motivo do excesso, já que os imunizantes recebidos pelo país ainda são insuficientes para imunizar completamente toda a população. Atualmente, pouco mais de 35% dos brasileiro estão imunizados com as duas doses.

Sobre a falta de Astrazeneca, Queiroga disse que “não tem problema nenhum” e que depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para para ter mais doses.


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (9) que a parceria com a China é essencial para a gestão da pandemia de coronavírus no Brasil. A declaração foi dada na abertura da 13ª Cúpula dos Brics, que ocorre de forma virtual. Bolsonaro citou o fato de que insumos para produção de vacinas vêm da China.

“Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, disse o presidente, diante de Xi Jinping, chefe de Estado da China. O tom é diferente do que foi adotado pelo presidente desde o início da pandemia, quando fez da Coronavac —vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a China— cabo de guerra político com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Bolsonaro chegou a afirmar categoricamente, no ano passado, que a Coronavac não seria comprada. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, disse o presidente em outubro de 2020. A declaração estremeceu a relação com o país, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Além disso, Bolsonaro costuma recorrer a ataques ao comunismo —o sistema político vigente na China— em suas investidas contra outros Poderes e adversários políticos.


O município de Lafaiete Coutinho comunicou o falecimento de um bebê de apenas três meses, vítima da Covid-19.  A criança contraiu o vírus e iniciou o tratamento no Hospital Prado Valadares, em Jequié, sendo transferido para uma Unidade Médica em Salvador, mas não conseguiu vencer a doença.  Ele morava no Povoado do Marimbondo.


A CBF convocou os 20 clubes da Série A para uma reunião do Conselho Técnico, nesta segunda-feira, e a decisão foi por manter a disputa do Campeonato Brasileiro sem público enquanto não houver a liberação do retorno das torcidas aos estádios em todas as praças. Participaram do encontro 19 clubes, sendo que a ausência do Flamengo já estava confirmada pelo próprio clube.

As informações são do site “ge”. Ainda de acordo com a publicação, a entidade e os clubes decidiram entrar com uma ação no STJD para derrubar a liminar concedida ao Flamengo que permite a realização de jogos com público do clube como mandante, desde que observada a presença máxima estabelecida pelo município e cumpridas todas as exigências das autoridades locais.

O Flamengo, por entender que o tema “escapa à competência desportiva da CBF”, informou nesta manhã que não participaria da reunião. Na quarta, a Prefeitura atendeu à solicitação do clube e autorizou a realização de três jogos, a partir do dia 15, com a presença da torcida, que servirão como eventos-teste.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 28 de setembro. Agora, contudo, aguarda-se a decisão do STJD e os próximos passos da CBF a respeito da liberação da Prefeitura e do Tribunal ao Flamengo. O primeiro evento-teste permitido ao clube está previsto para o dia 15 de setembro, quando o Rubro-Negro enfrenta o Grêmio, na volta das quartas de final da Copa do Brasil.

O segundo evento-teste previsto está previsto para acontecer contra o mesmo rival, mas pelo Campeonato Brasileiro. O jogo está marcado para o dia 19.


As mortes por covid-19 no Brasil, mais uma vez, atingiram o menor patamar no ano de 2021, segundo a média móvel de sete dias divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ontem (5), foi registrada uma média diária de 617 óbitos, o menor nível desde 28 de dezembro de 2020 (611 mortes). Até o fim de agosto, o menor nível de mortes do ano havia sido registrado em 3 de janeiro (697). Em 27 de agosto, a média ficou abaixo desse patamar, ao apresentar 688 óbitos. A marca foi sendo batida dia após dia, até 2 de setembro, quando se chegou à média de 621.

Nos dias seguintes, a média ficou relativamente estável. Ontem, voltou a cair e a apresentar o menor patamar do ano. A média de ontem representa um recuo de 21% na comparação com duas semanas antes. Já em relação ao mês anterior, a queda chegou a 30,4%. O pico de óbitos na pandemia de covid-19 no país foi registrado em 12 de abril, quando foi observada uma média de 3.124 mortes, cinco vezes acima do número apresentado ontem pela Fiocruz.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia em questão com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.