Em decisão publicada na tarde desta quarta-feira (31), o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Lourival Trindade, acatou o pedido da Procuradoria Geral do Estado da Bahia e suspendeu os efeitos da liminar concedida pelo juiz de direito da 1ª Vara Crime da comarca de Itabuna que autorizou a não realização do toque de recolher no município.

De acordo com o magistrado, a manutenção da decisão antes proferida ocasionaria “incontendível risco à ordem e à saúde públicas, mormente, por impedir a efetivação de relevante medida de contenção da disseminação do novo coronavírus”.

O presidente do TJBA entendeu ainda que as medidas adotas no toque de recolher, “nos moldes em que editadas, entremostram-se adequadas, porque colimam ampliar a proteção dos direitos fundamentais à vida e à saúde; necessárias, mercê da inexistência de medidas, menos restritivas, que alcancem os mesmíssimos resultados; e, ainda, proporcionais, em sentido estrito, por isso que o sacrifício aos direitos fundamentais corresponde aos benefícios atingidos”.

Em sua solicitação a PGE argumentou que a concessão da liminar baseou-se em fundamentos que “não somente negam a realidade da pandemia, mas também revelam absoluta desconsideração ao quadro de necessidade e desatenção ao empenho – que deve ser comum – à contenção ao contágio de um vírus letal”.


A Bahia totaliza, até as 15h desta quarta-feira (31), 1.918.802 doses aplicadas das vacinas contra coronavírus (Covid-19). O número corresponde a 80,4% do total de 2.386.600 doses dos imunizantes Coronavac e da Astrazeneca enviados pelo Ministério da Saúde para o estado desde 18 de janeiro, data de chegada da primeira remessa.

Em um comparativo nacional, a Bahia está posicionada como segundo estado que vacinou o maior percentual da população. Cerca de 12,85% dos habitantes (1.604.370) foram imunizados contra Covid-19, dos quais 314.432 receberam também a segunda dose.

“Estamos vivendo um momento de aceleração da vacinação em todo o estado. Essa é uma vitória dos 417 municípios, que conseguiram alcançar os índices estabelecidos pelo Governo. É preciso que o Ministério da Saúde acelere o envio de doses, garantindo a imunização da população o mais rápido possível”, avalia o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.

O secretário ressalta ainda a compra de 9,7 milhões de doses da vacina Sputnik V pelo Governo da Bahia, com o objetivo de acelerar a vacinação. “Vamos garantir a imunização de todos acima de 60 anos e profissionais da educação e segurança, o que contribuirá significativamente para acelerar o calendário de imunização na Bahia”, pontua Vilas-Boas. A previsão é que o primeiro lote da vacina russa chegue ao estado no mês de abril.


Queiroga também defendeu o uso de máscaras. Ele afirmou que o Ministério da Saúde deve orientar Estados e municípios para alinhar as ações contra a covid-19 e evitar a adoção de “medidas extremas”, como um lockdown. “Até porque a população não adere”, disse o médico.

A fala do ministro destoa das manifestações do presidente Jair Bolsonaro. O presidente nega benefícios do distanciamento social e promoveu diversas aglomerações durante a crise sanitária, muitas vezes sem usar máscaras.

“Não é ficando em casa que nós vamos solucionar esse problema”, disse o presidente mais cedo, em declaração à imprensa. “Essa política ainda está sendo adotada, mas o espírito dela era buscar achatar a curva de contaminação enquanto os hospitais se preparavam, com leitos de UTI e respiradores, para que pessoas não perdessem a vida por falta de atendimento”, completou o presidente.

Já Queiroga disse aos deputados que as medidas sanitárias, como o distanciamento social, servem para “baixar a curva” de contaminações. Em boletim extraordinário do Observatório covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado no último dia 23, pesquisadores falam em “crise humanitária”e pedem adoção imediata de lockdown por pelo menos 14 dias. Segundo a instituição, essa seria a forma de reduzir o ritmo de transmissão da doença e aliviar a pressão nos hospitais.

Segundo Queiroga, o ministério irá editar regras sobre o funcionamento do transporte público na pandemia.

Queiroga disse que o ministério tem se esforçado para antecipar a chegada das vacinas contra a covid-19 ao País. Ele disse que não pode abrir negociações em andamento, “sob pena de perder essas oportunidades”, mas citou conversas com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o governo dos Estados Unidos.

O ministro voltou a afirmar que há previsão de cerca de 560 milhões de doses entregues até o fim do ano, mas reconheceu que diversos modelos ainda não estão disponíveis. Ele disse que a pasta ainda irá avaliar se mantém no seu cronograma a Covaxin após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negar a certificação à fabricante indiana Bharat Biotech.

Queiroga afirmou que “pessoalmente” considera que o SUS deve ser o condutor da política de vacinação, mas afirmou que tem de “acolher” a possibilidade de flexibilizar regras para compras ao setor privado. Há forte lobby para que seja derrubada a exigência de que 100% das doses compradas por empresas sejam doadas ao SUS enquanto são imunizados os grupos prioritários. “Se essa medida trouxer mais vacinas e nos ajudar a levar vacinas aos brasileiros, será bem-vinda”, disse.

Queiroga afirmou que uma nova lei sobre a vacina no setor privado deve ser aprovada. Ele mostrou desconfiança sobre a entrega das doses ao setor privado. “Quero ver para crer”, afirmou.


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O Instituto Butantan entregou hoje (31) mais 3,4 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. Elas serão utilizadas no Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Com a nova entrega, o instituto contabiliza a disponibilização de 36,2 milhões de doses de CoronaVac, a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

A previsão é que até o fim de abril sejam entregues 46 milhões de doses da vacina, conforme contrato firmado entre o Butantan e o Ministério da Saúde. Até o fim de agosto, o instituto pretende produzir e entregar mais 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões de doses de vacina a serem distribuídas em todo o país.


O vice-presidente Hamilton Mourão tomou hoje (29) a primeira dose da vacina CoronaVac contra covid-19, em Brasília. A CoronaVac é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e administrada em duas doses, com intervalo de até quatro semanas.

Na semana passada, pessoas entre 67 e 68 anos começaram a ser vacinadas no Distrito Federal. Mourão, que tem 67 anos, foi atendido em um dos pontos de vacinação drive thru da capital.


A prefeitura de Manaus começou hoje (29) a vacinar pessoas de 55 a 59 anos de idade com cardiopatias, diabetes mellitus e obesidade mórbida. Para evitar aglomerações, as pessoas já cadastradas devem consultar na página do sistema Imuniza Manaus, na internet, o local, dia e horário em que serão imunizadas.

Hoje, estão sendo imunizadas pessoas de 59 anos. As de 58 anos serão vacinados amanhã (30); de 57, na quarta-feira (31); de 56, na quinta-feira (1º de abril) e as de 55, no sábado (3 de abril).

Segundo a prefeitura, cerca de 30 mil pessoas com 55 a 59 anos que vivem em Manaus têm diabetes, obesidade mórbida ou algum tipo de cardiopatia. Até a manhã do último sábado (27), pouco mais de 8 mil delas já tinham se cadastrado para receber a primeira dose da vacina.O sistema Imuniza Manaus está disponível desde a manhã da última quinta-feira (25), e, no geral, recebeu mais de 111 mil inscrições até a tarde de ontem (28).

Para receber a vacina, o cidadão deve apresentar, obrigatoriamente, laudo médico (original e cópia), documento de identificação original, com foto, e CPF. Diabéticos que não tenham laudo médico devem apresentar receita em papel timbrado oficial (do SUS ou de estabelecimento particular de saúde). A prefeitura informou que, até ontem, dispunha de 23.517 doses de vacinas, e aguardava receber mais da secretaria estadual de Saúde.


Nesta sexta-feira (26) foram registrados 155 óbitos por Covid-19, o maior número desde o início da pandemia em um boletim epidemiológico sobre a doença. Anteriormente este recorde havia sido no dia 18 de março, quando houve registro de 153 mortes. Apesar de os óbitos terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram contabilizados hoje.

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 14.786, representando uma letalidade de 1,88%. Dentre os óbitos, 55,79% ocorreram no sexo masculino e 44,21% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,94% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,32%, preta com 15,17%, amarela com 0,51%, indígena com 0,14% e não há informação em 7,92% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 68,08%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,02%).

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.738 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 3.915 recuperados (+0,5%). Dos 788.296 casos confirmados desde o início da pandemia, 756.849 já são considerados recuperados, 16.661 encontram-se ativos e 14.786 tiveram óbito confirmado.


A nova onda de infecções da Covid-19 no Brasil tem afetado os mais jovens. Enquanto o aumento geral de casos foi de 316,68% entre o começo do ano e meados de março, ele saltou mais de 500% em faixas etárias de adultos mais jovens.

Os dados são do Boletim Observatório Fiocruz Covid-19, finalizado nesta sexta, 26, mostram a concentração de casos nas idades mais avançadas tem diminuído, com um deslocamento para idades mais jovens.​

Na faixa etária dos 30 aos 39 anos, o aumento foi de 565,08% entre a primeira semana epidemiológica do ano, que vai de 3 a 9 de janeiro (440 hospitalizações) e a 10a semana epidemiológica, que vai de 7 a 13 de março (2.923 hospitalizações).

Entre os que têm de de 40 a 49 anos, o salto foi de 626%. Foram 626 pessoas internadas dessa faixa etária na primeira semana de janeiro, contra 4.548 na semana de meados de março.

Entre aqueles que têm entre 50 e 59 anos, o aumento chegou a 525,93% (saltou de 898 para 5.620 internações nas semanas estudadas). A coluna da Mônica Bergamo, da Folha, compilou os dados.

Na faixa etária de 20 a 29 anos, o salto foi menor, mas também significativo: na primeira semana de janeiro, 302 pessoas estavam hospitalizadas, contra 1.074 na semana de março –um aumento de 255%.


O Instituto Butantan anunciou hoje (26) que começou a desenvolver a produção-piloto da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus. A expectativa é que os ensaios clínicos de fases 1 e 2 em humanos comecem em abril, o que ainda precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Chamada de ButanVac, essa seria uma vacina desenvolvida e produzida integralmente no Butantan, sem necessidade de importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Segundo o governo, os resultados dos testes pré-clínicos realizados com animais se mostraram “promissores”, o que permitiria evoluir para estudos clínicos em humanos.

A produção-piloto do composto já foi finalizada para aplicação em voluntários humanos durante os testes. Os resultados da pesquisa clínica em humanos vão determinar se a vacina é segura e tem resposta imune capaz de prevenir a covid-19.

“Este é um anúncio histórico para o Brasil e para o mundo. A ButanVac é a primeira vacina 100% nacional, integralmente desenvolvida e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, que é um orgulho do Brasil. São 120 anos de existência, o maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul, do Brasil e da América Latina e agora se colocando internacionalmente como um produtor de vacina contra a covid-19”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

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Com população estimada em 156.126 pessoas, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Jequié, localizado no território de identidade Médio Rio de Contas, já vacinou, até a manhã dessa sexta-feira (26), 15.787 pessoas, com a primeira dose, o que representa 10% da população da cidade. A segunda dose já foi aplicada em 4.056 pessoas, segundo informações da secretária municipal da Saúde, Polliana Oliveira.

Ela informou que estão sendo aplicadas as vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, em postos fixos para os profissionais de saúde, e para idosos no sistema Drive-Thru.

O prefeito de Jequié, Zé Cocá, alegrou-se com o percentual alcançado e afirmou que “é uma marca importante, mas continuamos nossa luta para conseguir mais vacinas e imunizar toda população contra o Coronavírus”. Zé Cocá destacou que “estamos empenhados em vencer essa guerra, mas precisamos da participação da população, mantendo o distanciamento social, evitando aglomerações e usando máscaras quando precisar sair”.