Frascos de vacinas CoronaVac e Astrazeneca com quantidades menores de imunizante que as descritas na embalagem foram identificados ao menos em Brejões e mais 31 municípios da Bahia. A situação foi notificada à Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

De acordo com a Sesab, 98 notificações de suspeita de queixa técnica por dose (volume) menor que o declarado no rótulo das vacinas para Covid-19 de cidades baianas foram lançadas no Notivisa, entre 2 de fevereiro e 10 de abril deste ano.

Ainda de acordo com o órgão estadual de Saúde, das notificações, 86 (87,8%) são relativas as vacinas Coronavac e 12 (12,2%) a vacina Oxford/Astrazeneca. Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Coronavac está autorizada em frascos de 10 doses de 0,5ml. Já a vacina da Fiocruz e também da Astrazeneca estão autorizadas em frascos de cinco doses de 0,5ml.

A Secretaria de Saúde da Bahia detalhou que 84 das 98 notificações já estão em processo de investigação.

Além de Brejões, o registro de frascos com menor rendimento aconteceu nas cidades baianas de Salvador, Iramaia, Conceição do Almeida, Umburunas, Malhadas de Pedras, Mucugê, Nazaré, Buerarema, Presidente Jânio Quadros, Chorrochó, Várzea do Poço, Amargosa, Baianópolis, Governador Mangabeira, Milagres, Cordeiro, Caetanos, Tabocas do Brejo Velho, Ibitiara, Madre de Deus, Araci, Serrinha, Aratuípe, Morro do Chapéu, Teofilândia, Conceição da Feira,Heliópolis e Piraí do Norte.


A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, informa que, em função da procura pela vacina ter sido elevada, acima da quantidade de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, estará suspendendo, temporariamente, a vacinação contra a Covid-19 para a aplicação da primeira dose, que estava programada para esta terça-feira, 13. Enquanto o município segue aguardando a chegada de uma nova remessa de imunizantes, a vacinação para a segunda dose está mantida, acontecendo nos locais destinados à vacinação:

– No “drive thru” do Estádio Waldomiro Borges, o Waldomirão, no bairro Mandacaru, para o público de idosos, das 8h às 13h;

– No “drive thru” do Terminal Aeroviário Vicente Grilo, no Jequiezinho, para o público de idosos, das 8h às 13h;

– Na Central de Vacinação, no auditório do Colégio Estadual Paulo Freire, antigo Colégio Modelo, na Avenida César Borges, para o público de idosos, das 8h às 17h;

– No anfiteatro Manoel Sarmento, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, para os trabalhadores da saúde e profissionais das forças de segurança, dentro do perfil prioritário, das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira.

As pessoas podem continuar indo até uma unidade de saúde mais próxima e sinalizar, em caso de idoso acamado, dentro da faixa etária de vacinação e que ainda não foi vacinado, pois estes idosos vão receber a vacina em sua própria casa, através da busca ativa das equipes da Saúde da Família.


Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registradas 95 mortes e 1.581 casos de Covid-19. O boletim epidemiológico, divulgado nesta segunda-feira, 12, pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), mostra que o estado já acumula 16.611 óbitos e 840.976 casos confirmados desde o início da pandemia.

Ainda conforme a Sesab, de todos os casos, 809.771 já são considerados recuperados e 14.594 encontram-se ativos. Segundo o balanço, os recentes óbitos ocorreram em diferentes datas, desde o dia 6 de junho do ano passado até esta segunda-feira, 12. O registro tardio dessas mortes pode acontecer por diversos fatores, como sobrecarga das equipes de investigação e demora das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.153.233 casos descartados e 186.868 em investigação. Na Bahia, 46.160 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

A letalidade do coronavírus no estado é de 1,98%. Dentre os óbitos, 55,35% ocorreram no sexo masculino e 44,65% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,80% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,77%, preta com 15,23%, amarela com 0,46%, indígena com 0,13% e não há informação em 7,60% dos óbitos.

Regulação

Até as 15h desta segunda-feira, 93 solicitações de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 36 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema.


Com a vacinação de pessoas contra a covid-19 avançando, é importante ficar atento ao intervalo entre essa aplicação e a de outros imunizantes. Médicos recomendam um prazo entre essas duas vacinas para não prejudicar os efeitos delas. Segundo o infectologista Hemerson Luz, o intervalo sugerido pelos profissionais é de 14 dias. A orientação médica vale para qualquer vacina do calendário ou para influenza no caso dos grupos que serão imunizados contra a covid-19.

Essa preocupação não inclui, por exemplo, crianças que ainda não tiveram testes comprovando a eficácia das atuais vacinas contra a covid-19.

Hemerson Luz explica que o intervalo de duas semanas é recomendado para que a vacina consiga gerar resultados, com a produção de anticorpos correspondentes aos efeitos de cada imunizante. O período de 14 dias deve ser observado independentemente de qual vacina foi tomada primeiro. Então, se alguém receber imunizante contra a covid-19, deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer outra vacina e vice-versa.

O infectologista comenta que os calendários foram pensados para evitar que uma pessoa tenha tomado a vacina contra a Iifluenza e, logo depois, chegue a sua vez na lista de grupos prioritários da campanha contra a covid-19.

“O planejamento vai ser feito da seguinte forma: a vacinação contra a influenza vai começar por crianças e gestantes, que não estão incluídas na vacina da covid-19. Isso vai dar tempo de resposta para começar a campanha, enquanto os mais idosos estão sendo vacinados contra a covid-19”, afirma Hemerson Luz.

Se houver, no entanto coincidência dos períodos de vacinação fica mantida a orientação de esperar os 14 dias para não prejudicar nenhuma das duas. Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil


Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.283 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 3.641 recuperados (+0,5%). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (9) também registra 115 mortes. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje. Dos 823.749 casos confirmados desde o início da pandemia, 801.938 já são considerados recuperados, 14.464 encontram-se ativos e 16.347 tiveram óbito confirmado.

boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.147.072 casos descartados e 189.558 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta sexta-feira. Na Bahia, 46.037 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 16.347, representando uma letalidade de 1,96%. Dentre os óbitos, 55,29% ocorreram no sexo masculino e 44,71% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,74% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,72%, preta com 15,26%, amarela com 0,47%, indígena com 0,13% e não há informação em 7,68% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 66,45%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,82%).

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.


Um estudo coordenado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz) constatou quatro casos de reinfecção por covid-19 em que os pacientes tiveram sintomas mais fortes da doença na segunda contaminação, apesar de os dois episódios terem sido considerados leves, sem hospitalização. Em ao menos um desses casos, a reinfecção foi provocada pela mesma variante do primeiro episódio. 

A pesquisa será publicada na forma de artigo científico na revista Emerging Infectious Disease (EID), do Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos (CDC). Além da Fiocruz, participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da empresa chinesa MGI Tech Co. Segundo o coordenador do estudo, o virologista do CDTS/Fiocruz Thiago Moreno, a constatação reforça que uma parcela da população que tem a doença na forma branda não desenvolve memória imunológica.

“Demonstramos que um grupo de pessoas com sintomatologia leve para covid-19 teve um segundo episódio de covid um pouco mais forte, porque não foi capaz de gerar uma imunidade de memória depois do primeiro episódio. Assim como vários casos brandos de covid-19, esses indivíduos tiveram o controle dessa primeira infecção pela resposta imune inata, aquela que não forma uma memória consistente e de longo prazo”.

Os testes realizados mostraram que a defesa do organismo com base em anticorpos só foi formada nesses indivíduos após a segunda infecção. “Isso mostra também pra gente que uma parcela da população que teve a doença branda no primeiro episódio pode voltar a ter covid-19 depois de algum tempo, e não necessariamente ela será branda de novo”.


Cilindros de oxigênio estão sendo fornecidos pelo governo do estado para unidades de saúde de redes municipais que estão atendendo pacientes com Covid-19.  O primeiro lote com 23 cilindros foi entregue na noite da última quinta-feira, 1º, para a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que está fazendo a distribuição para os municípios.

Os equipamentos estão sendo adaptados pelo Senai Cimatec, no Cimatec Park, para receber oxigênio medicinal.

O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, detalha que esse lote foi distribuído para 13 municípios. São eles: Brumado, Cabaceiras do Paraguaçu, Conceição do Coité, Carinhanha, Governador Mangabeira, Matina, Pedro Alexandre, Pindaí, Riacho de Santana, São Felix do Coribe, Sátiro Dias, Saubara e Vereda.


O Brasil registrou nesta terça-feira, 6, pela primeira vez mais de 4.000 mortes por covid-19 em 24 horas, informou o Ministério da Saúde. Em meio ao agravamento da crise sanitária, o Brasil, de 212 milhões de habitantes, registrou 4.195 mortes, elevando o total para 336.947 mortes em mais de treze meses de pandemia, saldo superado apenas pelos Estados Unidos. O Brasil registrou nesta terça-feira, 6, pela primeira vez mais de 4.000 mortes por covid-19 em 24 horas, informou o Ministério da Saúde.

Em meio ao agravamento da crise sanitária, o Brasil, de 212 milhões de habitantes, registrou 4.195 mortes, elevando o total para 336.947 mortes em mais de treze meses de pandemia. Nesta terça-feira, outras 86.979 novas infecções também foram contabilizadas, elevando o número total para 13,1 milhões. Superado apenas pelos Estados Unidos, o Brasil é o segundo país com maior número de mortes e infecções.

Nos primeiros seis dias de abril, o número de óbitos chega a 15.432, mantendo a tendência de março, o mês mais letal até o momento, com 66.573 óbitos, mais que o dobro do recorde anterior.A média móvel (média dos últimos sete dias) é de 2.757 mortes, disparada a maior do mundo atualmente. Especialistas afirmam que nas próximas semanas o país poderá passar por um cenário ainda mais sombrio, com hospitais lotados e a vacinação avançando em ritmo lento, enquanto o governo de Jair Bolsonaro rejeita a aplicação de um confinamento rígido em todo o território devido aos impactos negativos que tal medida gera sobre a economia.

O aumento das mortes provoca cenas duras em cidades como São Paulo, onde ônibus escolares foram habilitados para transportar corpos e enterros noturnos estão sendo realizados para suportar a demanda. A campanha de vacinação, que começou lentamente em janeiro e tem sido objeto de disputa política, avançou nos últimos dias, embora o país ainda não tenha garantido o número de doses necessárias para acelerar o ritmo de inoculação. Até o momento, 20 milhões (9,8% da população) receberam a primeira dose e 5,8 milhões (2,7% da população) a segunda.

Em meio ao agravamento da crise sanitária, o Brasil, de 212 milhões de habitantes, registrou 4.195 mortes, elevando o total para 336.947 mortes em mais de treze meses de pandemia, saldo superado apenas pelos Estados Unidos.


O Instituto Butatan entregou hoje (5) mais um milhão de doses da vacina contra o coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com o lote desta manhã, o instituto forneceu um total de 37,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para serem distribuídas em todo o país.

Até o fim deste mês, o Butantan deve finalizar o primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 46 milhões de doses do imunizante. Até o fim de agosto devem ser fornecidas mais 54 milhões de doses ao PNI, totalizando 100 milhões de doses de CoronaVac.

Já foram aplicadas no estado de São Paulo 6,4 milhões de doses de vacina, sendo 1,6 milhão de segunda dose da imunização.


Itiruçu aumenta número de pessoas com necessidade de internação por Covid-19. Foto/Blog Itiruçu Online.

Enquanto uns discutem o aumento de circulação e exposição de pessoas ao vírus e insistem em remédios precoces, quando o Ministério da Saúde informou que não existe a não ser para pessoas em estados graves, o sistema de saúde vai colapsando até nos municípios com leitos para pessoas que aguardam regulação as UTIs.

Médicos de todo o mundo já avisaram e estão repetindo: a covid-19 não escolhe idade e mata idosos, adultos e jovens.  O alerta vem sendo redobrado com o elevado número de pacientes jovens internados e mortos. Nessa quinta-feira (01), que emitiu alerta para o número alto de pessoas jovens com necessidade de regulação, foi a Secretaria de Saúde de Itiruçu, que apresentou o  boletim epidemiológico teve um número auto de contaminados.

 O número alto do contágio foi divulgado nesta quinta-feira (01). São 46 novos casos confirmados, no total de 544, destes 464 estão recuperados. 55 pessoas ainda aguardam o resultado. Desde o inicio da pandemia foram 08 óbitos. Hospitalizados são 06 pessoas, de acordo com a assessoria de comunicação.

O Espaço reservado para acolhimento de pessoas com Covid no hospital municipal atingiu o limite e os jovens estão inclusos entre os que mais precisam de regulação para Hospitais Regionais que atendem infectados com necessidade de vagas em UTI.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, o número de óbitos mensais por covid-19 entre os jovens de 20 a 39 anos teve aumento de 447% na Bahia, no comparativo de março deste ano com novembro de 2020. De acordo com dados, mais de 331 mil pessoas nessa faixa etária contraíram o coronavírus no estado desde o início da pandemia. Na faixa etária de 30 a 39 anos houve um crescimento de 553% no comparativo das mortes ocorridas em novembro de 2020 e março de 2021. Já entre os jovens de 20 a 29 anos o aumento foi de 250% no mesmo período. O secretário estadual da saúde, Fábio Vilas-Boas, afirma que “hoje os jovens já representam mais de metade dos pacientes internados nas UTIs”.

O representante comercial de 38 anos, o itiruçuense Roberto Ney, que precisou ser internado por complicações com a covid-19 não esperava passar pela situação de sintomas graves.   Roberto disse ao Itiruçu Online que foi uma das pessoas que mais subestimou o vírus. “Fui uma das pessoas que mais subestimou o vírus, achei que quando pegasse não iria precisar de internação e nada mais. Hoje digo aos jovens de minha idade para terem o maior cuidado possível, pois o vírus é muito perigoso. Fui contaminado em aglomeração durante uma simples festinha particular. Hoje peço a todos que não cometam o mesmo erro e evitem aglomerações e respeitem distanciamento social, pois o vírus não é brincadeira”, disse.

A professora Silvana Rotandano, que também venceu as complicações da covid após internamento, não espera passar por complicações por ser ativa em exercícios físicos e ter considerado ser de alta imunidade. “Tinha a impressão que minha imunidade era altíssima e que não iria contrair o vírus, mas que se contraísse não iria ter sintomas de risco. Quando senti os sintomas e chegou o momento da internação foi como uma bomba que você recebe e não sabe o que vai acontecer. Hoje convivo ainda com o pós covid, sinto muita dor de cabeça todos os dias e cansaço o como se tivesse feito um treino de academia, além das insônias constantes depois”, disse a professora.