O Governo do Estado da Bahia esclarece que as atividades das academias de ginástica estão suspensas até as 5h do dia 8 de março em Salvador e região metropolitana. A medida restritiva consta do decreto 20.260 publicado na edição desta quarta-feira (3), do Diário Oficial do Estado (DOE), com o objetivo de conter a disseminação da Covid-19.
Já as aulas coletivas dentro das academias, a exemplo de aulas de dança, boxe, bike, entre outras, estão suspensas até o dia 1º de abril em todo o estado. Sendo assim, a prática de musculação, atividade realizada de forma individual, poderá voltar a ocorrer já na segunda-feira (8) em Salvador e região metropolitana. O retorno está condicionado a não renovação do decreto, por parte do Governo do Estado e prefeituras.
Confira trecho do decreto:

Art. 7º – “Ficam suspensos, ainda, eventos e atividades, em todo o território do Estado da Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos coletivos e amadores, cerimônias de casamento, eventos recreativos em logradouros públicos ou privados, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica no período de 03 de março a 1º de abril”.


Na semana em que o Brasil teve os piores números da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro voltou nesta quinta-feira, 4, a minimizar a pandemia e criticar as medidas de isolamento social. “Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, questionou o presidente em São Simão, Goás.

Bolsonaro voltou a apelar para que governadores e prefeitos não adotem medidas restritivas para conter a crise sanitária e disse que gostaria de ter o poder para definir a política de enfrentamento ao vírus. A visita a São Simão foi a primeira que Bolsonaro fez a Goiás em 2021. Nas imagens feitas na cerimônia, ele aparece sem máscara. A Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto, recomenda o distanciamento social, o uso de máscaras e a lavagem das mãos como medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

Bolsonaro elogiou ainda o “homem do campo” por ter continuado a produzir durante a pandemia. “Vocês (produtores rurais) não ficaram em casa, não se acovardaram”. E repetiu o argumento de que foi impedido de decidir sobre políticas de combate ao vírus no País, apesar da fala não ser verdadeira. Desde o ano passado, Bolsonaro alega que o Supremo Tribunal Federal tirou dele a possibilidade de agir na pandemia, deixando isso para os Estados e municípios. A Corte decidiu em abril de 2020, contudo, que a União, Estados, municípios e o DF têm “competência concorrente” na área da saúde pública para realizar ações que reduzam o impacto da covid-19.

“Eu apelo aqui, já que foi me castrada a autoridade, para governadores e prefeitos: repensem a política de fechar tudo, o povo quer trabalhar”, afirmou. “Vamos combater o vírus, mas não de forma ignorante, burra, suicida. Como eu gostaria de ter o poder, como deveria ser meu, para definir essa política. Para isso que muitos de vocês votaram em mim”, disse.


Eleito nas eleições de 2020 para a prefeitura da cidade de Wenceslau Guimarães, Carlos Alberto Liotério dos Santos, furou a fila da vacinação e já tomou a primeira dose da vacina contra o coronavírus. O registro da imunização foi, inclusive, compartilhado nas redes socias do gestor municipal da cidade do interior baiano.

Segundo dados do registro da candidatura do prefeito para as eleições municipais do ano passado, no entanto, o gestor, conhecido como Kaká, nasceu em 13 de janeiro de 1982, e portanto tem 39 anos, o que não o coloca na lista de prioridades para a vacinação. Por orientação do Ministério da Saúde, apenas idosos e profissionais de saúde estão sendo vacinados no país neste primeiro momento. Políticos, mesmo em exercício de cargo público, não fazem parte da lista. Metror1.


O governo Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter incluído trabalhadores da área de educação na lista dos serviços essenciais e que vão fazer parte do grupo prioritário de vacinação contra Covid-19 no país. O documento foi encaminhado à Corte na noite de terça (2).

Em Nota Informativa, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, disse entender que o ambiente de escolas e universidades são potenciais na exposição à infecção por Covid.

“É importante promover a proteção dos trabalhadores da educação, principalmente em um contexto de retomada das atividades. No entanto, sua priorização não deve se dar em detrimento dos grupos de maior risco de agravar e morrer pela doença. Impende destacar ainda que os trabalhadores da educação que estiverem dentro de algumas das condições de risco agravantes da covid-19 serão priorizados nos respectivos grupos característicos”, destacou.


O consórcio de municípios para compra de vacinas contra a covid-19 já teve manifestação de interesse de 649 prefeituras, segundo a lista divulgada nesta quarta-feira, 3, pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP). A iniciativa foi lançada na segunda-feira, 1º, em uma reunião com cerca de 300 prefeitos.

As administrações municipais podem assinar o termo de intenção do consórcio até sexta-feira, 5. A previsão é que a associação seja efetivamente instalada até o dia 22 de março. Deve ser ainda elaborado um modelo de projeto de lei para ser enviado às câmaras municipais para que as cidades participem das compras.

A ideia é que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, não seja capaz de suprir toda a demanda. “O consórcio não é para comprar imediatamente, mas para termos segurança jurídica no caso de o PNI não dar conta de suprir toda a população. Nesse caso, os prefeitos já teriam alternativa para isso”, explicou o presidente da FNP, Jonas Donizette, durante a reunião de lançamento da iniciativa.

Estão sendo avaliadas formas de financiar a aquisição dos imunizantes. Há três possibilidades principais: recursos do governo federal; financiamento por organismos internacionais e doações de investidores privados brasileiros.

A lista de prefeituras que demonstraram intenção de aderir ao consórcio está disponível na página da FNP. Por Daniel Mello | Agência Brasil


De acordo com o gestor, o momento é delicado, já que a cidade está há dias com uma média de 85% na taxa de ocupação das redes pública e privadaFoto: Olga Leiria / Ag. A Tarde

Com a fila de regulação batendo recordes diários em Salvador, o prefeito Bruno Reis admitiu em entrevista para o programa Balanço Geral, da TV Itapoan, que a cidade vive um “pré-colapso” do sistema de saúde. De acordo com o gestor, o momento é delicado, já que a cidade está há dias com uma média de 85% na taxa de ocupação das redes pública e privada.

“Na prática, já é um colapso. Quando a gente transfere esses pacientes, normalmente temos margem de manobra. Hoje a prefeitura tem quatro hospitais de campanha, estamos montando o 5° para Covid, tem pacientes no leito de enfermaria aguardando para ir para a UTI, estamos em um pré-colapso”, explicou.

Ainda de acordo com o Bruno, novas medidas serão anunciadas nos próximos dias na tentativa de evitar o caos no sistema de saúde do município, mas só com a colaboração da população os efeitos dessa nova onda poderão ser mitigados.

“Vamos abrir mais uma tenda nos barris, conseguimos comprar oito respiradores, fizemos a requisição para mais seis, recebemos outros 15 do Governo Federal, ao todo são 29 mas tudo isso tem um limite. Vamos ter limite de respiradores, de equipe, não é só abrir leito que resolve. O que resolve é o isolamento social, deixar de conviver, só sair de casa quem efetivamente precisar, deixar de convier com amigo nesse momento, com familiares, isso que vai resolver” apelou. Atarde.


A Bahia registrou 114 mortes e 3.397 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) em 24h, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) no final da tarde desta terça (2).

No mesmo período, 3.937 pacientes foram considerados curados da doença (+0,6%).

Esse é o segundo maior número de mortes registradas na Bahia desde o começo da pandemia, atrás apenas dos 137 registrados na última sexta (26). Com isso, após dois dias abaixo dos 100 óbitos, a Bahia volta a registrar a tendência de alta da última semana, quando registrou entre quinta (25) e sábado (27) mais de 100 mortes em cada um desses três dias.

Apesar das 114 mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram contabilizados nesta terça. E demonstram o crescimento de casos graves, o que tem ampliado a taxa de ocupação nas UTIs. Das 114 mortes, 101 ocorreram em 2021. Com as 114 mortes registradas nesta terça, o número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 12.028 representando uma letalidade de 1,74%.

Mais de 19 mil seguem ativos.

Dos 689.454 casos confirmados desde o início da pandemia, 658.229 já são considerados recuperados, 19.197 encontram-se ativos. Na Bahia, 43.111 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.  A taxa de ocupação das UTIs do estado é de 81%, com 958 pacientes (934 adultos e 24 crianças) internados nas Unidades de Tratamento Intensivo.


Durante reunião com prefeitos da capital e região metropolitana de Salvador, na tarde desta terça-feira (2), o governador Rui Costa acordou a prorrogação das medidas mais restritivas até as 5h da próxima segunda-feira (8) em Salvador e RMS. Desta forma, será permitido apenas o funcionamento das atividades consideradas essenciais. As medidas estabelecidas serão publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (3), que também manterá o toque de recolher, das 20h às 5h, em todo o território baiano de 3 de março até o dia 1º de abril.

Para o interior do estado, com exceção da RMS, todas as atividades poderão ser retomadas nesta quarta-feira (3), mas com horário de encerramento estabelecido para as 20h e abertura após as 5h. O decreto ainda estabelece que das 18h da próxima sexta-feira (5) até as 5h de segunda-feira (8) só poderão funcionar serviços essenciais em toda a Bahia.

A restrição da venda de bebidas alcoólicas seguirá valendo em todo o estado a partir das 18h de sexta, até as 05h de segunda-feira (8), inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery).


Foto/Shirley Stolze – Atarde

Em diálogo com fabricantes de vacinas contra a Covid-19, o governador Rui Costa pediu o auxílio do Congresso para autorizar a aplicação do imunizante por estados e municípios. O chefe do Executivo baiano participou de reunião virtual com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e outros governadores.

Apesar do sinal verde já dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana, o governo da Bahia voltou a acionar a Corte nesta terça-feira, 2, com o entendimento de que a decisão anterior apenas permitiria a aquisição de vacinas sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelos estados e municípios, mas não a aplicação.

“Não aceito, não concordo e fico indignado com este tipo de postura, de matar diariamente milhares de pessoas. É a minha indignação como governador da Bahia, que estou presenciando 300 pessoas aguardando hoje regulação para letos de UTI. Em 15 dias, abrimos mais 300 leitos de UTI, que foram consumidos na integralidade, e temos hoje 300 pessoas pedindo desesperadamente um leito de UTI. Enquanto isso, absoluta insensibilidade e o presidente da República fazendo gracinha e mandando mensagem para a sua tropa de choque ficar atacando governadores e prefeitos”, afirmou Rui.


O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira, 2, que um lockdown nacional não é a melhor estratégia para combater a pandemia de covid-19. A justificativa do vice é de que o País não vive uma ditadura e, por isso, não há como “impor algo nacional”.

“Eu considero que isso são coisas de cada lugar, porque o Brasil é muito diferenciado, cada população tem sua característica”, disse em referência a um lockdown em todo o território. “Não adianta você querer impor algo nacional e aí como é que você vai fazer isso para valer, imposição? Nós não somos ditadura”, afirmou na chegada à Vice-Presidência.

O aumento de casos e de mortes por causa da covid-19 tem motivado governadores e prefeitos a intensificar medidas de restrição, como a suspensão de aulas e o fechamento de comércios, mas não há uma padronização. Na segunda, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) defendeu a adoção imediata de lockdown nos Estados com ocupação dos leitos de covid-19 superior a 85%.

Os gestores pedem ainda a suspensão das aulas presenciais, o veto a shows, cerimônias religiosas e eventos esportivos, entre outras medidas. Em nota, os secretário também pediram a adoção de um toque de recolher nacional, das 20h às 6h, em todo o País, inclusive nos finais de semana.