Nesta terça-feira, 30, o Brasil chegou à marca de 62,72% da população totalmente imunizada contra a covid. Em números, este percentual significa que 133,7 milhões de pessoas receberam as duas doses ou o imunizante de aplicação única, de acordo com o levantamento do consórcio de veículos de imprensa.

Alguns Estados não atualizaram os dados da vacinação nesta terça. A Bahia segue com problemas na divulgação dos números. Paraná, Amapá e Distrito Federal também não tiveram atualizações.

O número de pessoas parcialmente imunizadas, com ao menos uma dose da vacina, soma 158.968.799, equivalente a 74,52% do total de habitantes do País.

As aplicações em todo o País nas últimas 24 horas ficaram em 1.095.179. Houve 129,7 mil aplicações das primeiras doses. Por outro lado, 593,6 receberam a 2ª aplicação da vacina.

O registro de dose única aparece como 637 aplicações. As doses de reforço foram administradas em 371,2 mil habitantes, totalizando 16,4 milhões de doses aplicadas. Estadão


São Pedro de Itiruçu/ Foto Blog Itiruçu Online.

O Governo do Estado publicou nesta terça-feira (30), no Diário Oficial, o decreto n° 20.913, que aumenta de três mil para cinco mil pessoas o limite máximo de público em eventos na Bahia. A medida vale para cerimônias de casamento, eventos urbanos e rurais, em logradouros públicos ou privados, circos, parques de exposições, solenidades de formatura, feiras, passeatas e afins;  funcionamento de zoológicos, parques de diversões, museus e similares, desde que observados os protocolos sanitários.
Os espaços culturais, como cinemas e teatros, funcionarão com o devido controle dos fluxos de entrada e saída nas dependências dos locais, de modo a evitar aglomerações.
Em todos os casos, o acesso do público fica condicionado à comprovação de vacinação, mediante apresentação do documento fornecido no momento da imunização ou do Certificado COVID, obtido através do aplicativo “Conect SUS” do Ministério da Saúde.

Válida até 10 de dezembro de 2021, a medida modifica o decreto n° 20.907, publicado no último dia 26.


A enfermaria do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães, em Itabuna, no Sul baiano foi tomada por um surto de Covid-19. A direção da unidade hospitalar constatou que 17 de 38 pessoas testadas tiveram a confirmação da doença causada pelo Coronavírus. O hospital ainda não identificou se a disseminação ocorreu a partir de um caso de acompanhante ou de um profissional. Devido ao fato, a direção acionou um plano de emergência como forma de evitar uma maior disseminação dos casos.

A diretora da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna, Fernanda Ludgero, afirmou que todos que entram no hospital têm sido testados e aqueles que testam positivo são isolados. A unidade também determinou que o acesso de acompanhantes só é permidido em relação a pacientes com necessidades especiais e de idosos.

A titular da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), Tereza Paim, demonstrou preocupação com os baixos números de vacinação no extremo-sul da Bahia, região que, desde o início da pandemia, apresentou taxas altas de internações por Covid-19. “Conclamo a população que, de uma vez por todas, colaborem e vão se vacinar, principalmente com a segunda dose e a dose de reforço. Temos, aproximadamente, 3 milhões de pessoas que estão precisando cumprir seu dever cívico”, disse a secretária.

No momento, Itabuna registra 131 casos ativos de Covid, com 10 pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 25, em enfermarias. Desde o início da pandemia, a cidade perdeu 687 pessoas para a doença.


Após um estudante fter sido diagnosticado com Covid-19, as aulas em uma sala do 7º ano da Escola Municipal Professora Graça Assis, em Brumado, foram suspensas por dez dias, pela prefeitura. A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) garantiu que está seguindo o protocolo de biossegurança estabelecido para este caso.

O secretário municipal de Educação, João Nolasco, informou que, na quinta-feira da semana passada, quando o aluno apresentou os primeiros sintomas, ele foi imediatamente afastado e as aulas suspensas na classe. “Tomamos todas as providências conforme está no protocolo ao suspenderms as aulas da sala por dez dias. Estamos acompanhando o caso junto com a Secretaria de Saúde. O aluno está bem, em casa”, disse.

Até o momento, ainda segundo o gestor, trata-se de um caso isolado, visto que os demais alunos e professores não apresentaram qualquer sintoma. “Estamos oferecendo o mesmo tratamento dos profissionais da Saúde aos profissionais da Educação. Quando existe qualquer caso suspeito na sala ou na escola temos todo cuidado de acompanhar”, acrescentou.

A SEMEC divulgou uma nota informativa aos pais dos alunos, informando sobre a suspensão das aulas, com retorno previsto para o próximo dia 2 de dezembro. (Com informações do Achei Sudoeste).


O Governo do Estado publica o  decreto que visa garantir a vacinação dos servidores públicos e empregados públicos estaduais contra a Covid-19. O objetivo é conter a disseminação do coronavírus e salvar vidas em toda a Bahia. O documento, assinado pelo governador Rui Costa, estabelece que a recusa em se submeter à vacinação, sem justa causa, é passível de apuração de responsabilidade pelo não cumprimento de ordem superior, conforme estabelecido nos incisos III e IV do art. 175 da Lei nº 6.677, de 1994, e no inciso IV do art. 51 da Lei nº 7.990, de 2001.

Por meio do Sistema de Recursos Humanos do Estado, o portal RH Bahia, os servidores e empregados públicos deverão realizar uma autodeclaração online com o objetivo específico de comprovar a imunização, anexando ao sistema o cartão de vacinação. A forma e o prazo de comprovação serão estabelecidos pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) e divulgados amplamente ao público-alvo e à imprensa nos próximos dias.

Servidores e empregados que ainda não tiverem se vacinado serão notificados para que realizem imediatamente a imunização, sob pena de afastamento cautelar de suas funções. As empresas integrantes da Administração Indireta também deverão estabelecer normas internas compatíveis com a orientação definida pelo novo decreto estadual, que passa a vigorar a partir da sua data de publicação.

Empresas privadas contratadas pelo Governo do Estado também deverão estabelecer normas que assegurem a imunização dos trabalhadores que atuam na estrutura da administração estadual. O não cumprimento desta norma, prevista no artigo 4º do decreto, “implicará em infração ao negócio jurídico celebrado”.

Respaldo legal

A Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, autoriza o Estado a determinar aos cidadãos que se submetam, compulsoriamente, à vacinação contra a Covid-19, impondo medidas restritivas àqueles que recusem a vacinação. A constitucionalidade desta lei foi ratificada pela plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que as autoridades podem adotar, no âmbito de suas competências, a determinação de realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas.

Também foram considerados, para elaboração do decreto estadual, os artigos 5º, 6º e 196 da Constituição Federal, que garantem os direitos à vida e à saúde. “Devem prevalecer em relação à liberdade de consciência e de convicção filosófica individual, bem como que a vacinação compulsória é considerada direito de saúde coletivo, impondo-se ao poder público o dever de vacinação, de proteção do ambiente de trabalho, da vida e da saúde das pessoas independente de suas liberdades individuais; considerando que os servidores e empregados públicos estaduais devem proceder, pública e particularmente, de forma a dignificar a função pública”, estabelece o decreto.


Os atendimentos presenciais no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) estarão liberados, a partir do 1º de dezembro, somente para quem comprovar que tomou a vacina contra a Covid-19. A visitação social às unidades de saúde e às unidades prisionais do Estado também fica condicionada, a partir de 1º de dezembro, à vacinação.

A medida será publicada em decreto no Diário Oficial do Estado no sábado (20). A vacinação com as duas doses ou em dose única será comprovada mediante a apresentação do documento fornecido no momento da imunização ou do Certificado Covid, obtido por meio do aplicativo ‘Conecte SUS’, do Ministério da Saúde.

Para garantir o cumprimento do decreto nº 20.894, as medidas adotadas pelos órgãos municipais de Vigilância Sanitária serão acompanhadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Diretoria da Vigilância Sanitária, e apoiadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil.

O decreto mantém autorizados, até o dia 30 de novembro, os eventos e as atividades com até 3 mil pessoas, incluindo aqueles com venda de ingressos. Permanece obrigatória a comprovação da imunização contra a Covid-19 por todos os envolvidos nos eventos: artistas, público, equipe técnica e colaboradores. Também devem ser respeitados os protocolos sanitários, especialmente o distanciamento social e o uso de máscaras.

A presença de torcedores em eventos desportivos segue liberada, desde que não ultrapasse 70% da capacidade dos equipamentos esportivos. Os torcedores precisam comprovar que tomaram as duas doses da vacina contra Covid-19 ou a dose única. O distanciamento social e o uso de máscaras são obrigatórios.


Nesta quinta-feira (18), após participar de agenda no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, o governador Rui Costa voltou a falar sobre as cobranças por definição quanto à realização do Carnaval da Bahia no próximo ano. Como já havia reforçado em declarações anteriores, o chefe do executivo lembrou que a atual situação da pandemia de Covid-19 ainda exige cautela.
“Continuamos em torno de 2.500 casos positivos. Países estão fechando cidades quando aparecem cinco casos. Nós temos 2.500 casos ativos e a pergunta que tenho que responder neste momento é se teremos Carnaval, se vamos colocar 3 milhões de pessoas na rua. A gente precisa ter mais amor pelo próximo, atitudes mais solidárias. Há pessoas que, no anseio de realizar ou seu sonho festivo ou seu sonho empresarial, estão esquecendo o drama que a gente viveu por um ano e meio. Eu não colocarei a população em risco”, disse o governador.
Na oportunidade, Rui chamou atenção ainda para relatos de que, mesmo em festas de menor porte, já liberadas no estado, não são seguidas à risca as recomendações de segurança sanitária, como o uso obrigatório de máscara e a comprovação de vacinação contra a Covid-19 “O dinheiro não pode estar acima da vida e da saúde das pessoas”, complementou.

O Projeto Partiu! #Testagem nas Escolas, que tem como objetivo identificar, monitorar e isolar casos da Covid-19 na comunidade escolar. De acordo com informações ao Itiruçu Online, uma aluna do Colégio Estadual Fernando Presidio, em Lajedo do Tabocal, testou positivo após coleta através do programa estadual.  De todos os testados na Escola, apenas 01 positivo e, sem sintomas, o que reforça a importância do uso de máscara e do distanciamento.

Ainda segundo colhido pelo IO, a direção tomou como medida a suspensão das aulas apenas para a turma por 14 dias. A aluna com teste positivo havia tomado a primeira dose da vacina, o que ajuda a não agravar sintomas do coronavírus, sendo de mais importância ainda que a vacina chegue a mais estudantes.

Na Bahia, estão sendo empreendidos esforços para retorno das aulas presenciais nos diferentes núcleos territoriais de educação. A proposta da Sesab, em parceria com os municípios, é realizar a testagem de até 180 mil funcionários e estudantes com idade superior a 13 anos da rede pública municipal e estadual, desde que estejam assintomáticos e participando das atividades presenciais. O projeto tem a duração de três meses.


O governo federal conseguiu antecipar o recebimento de 35 milhões de vacinas contra covid-19 que chegaria ao Brasil em dezembro. A previsão inicial para o mês de novembro era receber dos laboratórios 61,8 milhões de doses, mas esse número subiu para 98 milhões de doses.

Segundo a previsão do Ministério da Saúde, devem ser entregues 21,7 milhões de doses da AstraZeneca, 56,7 milhões da Pfizer e 7,7 milhões da Janssen, de dose única. “A nossa campanha vai muito bem. Até o final do ano, toda a população brasileira pode estar plenamente vacinada com as duas doses de vacina”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante agenda em João Pessoa (PB).

Até agora, 344,1 milhões de doses foram entregues aos estados e o Distrito Federal pelo Ministério da Saúde. O Brasil aplicou mais de 280,9 milhões de doses de vacinas contra covid-19. Mais de 156,3 milhões de pessoas tomaram a primeira dose – o que representa cerca de 88,3% da população-alvo (177 milhões de pessoas). Cerca de 124,6 milhões de brasileiros completaram o esquema vacinal, ou seja, cerca de 70,4% do público-alvo.


Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais de 14 milhões de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra covid-19 em atraso de mais de 15 dias. A informação foi divulgada hoje (4) no segundo Boletim VigVac, produzido pela Fiocruz Bahia, com base em dados até 25 de outubro.

Os pesquisadores ressaltam que o número de pessoas com a dose em atraso de mais de 15 dias duplicou, entre 25 de setembro e 25 de outubro, saltando de cerca de 7 milhões para 14.097.777. Cerca de metade dos atrasados já deveria ter tomado a segunda dose há mais de 30 dias e 14% deles já perderam o prazo há mais de 90 dias.

A análise levou em conta apenas atrasos de mais de 15 dias por considerar o tempo de entrada das informações na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e por entender que um tempo curto de atraso pode ocorrer por motivos de dificuldade de agendamento e indisponibilidade das pessoas para se vacinarem. Além disso, os pesquisadores ponderam que o risco individual não é elevado em um intervalo relativamente curto de demora na conclusão do esquema vacinal.

Entre as vacinas utilizadas no Brasil, AstraZeneca, Coronavac e Pfizer requerem a aplicação da segunda dose para que a imunização seja considerada completa. O número de atrasos para a AstraZeneca é de 6.739.561; Coronavac, 4.800.920; e Pfizer, 2.557.296. Os dados do atraso na segunda dose podem ser consultados em um painel mantido pela Fiocruz Bahia.

Motivos

Os pesquisadores alertam que o atraso diagnosticado no sistema de informações do Ministério da Saúde pode ser justificado por diferentes razões, como a própria demora em buscar a segunda dose, a lentidão para registro na base de dados, o esgotamento e a sobrecarga das equipes de gestão, vigilância e atenção à saúde, a disseminação de notícias falsas sobre a imunização, a falta de estoque de reserva de imunizantes e mortalidade, dentre outros.

Apesar dessa variedade de possibilidades, a pesquisa ressalta que os gestores de saúde devem fazer uma análise cuidadosa para identificar as causas mais prováveis do atraso em cada localidade. “Este diagnóstico será útil para orientar as ações de estímulo à população para completar o esquema vacinal”, recomendam.

“É fundamental adotar estratégias para aumentar a adesão ao esquema vacinal completo, uma vez que os estudos sobre efetividade de vacinação têm demonstrado que a proteção contra infecção, hospitalização e morte é significativamente maior no grupo com esquema vacinal completo quando comparado com o grupo com apenas uma dose da vacina. Também foi mostrado que a proteção contra as novas variantes do Sars-CoV-2 é mais efetiva somente após duas doses da vacina.” Agência Brasil.