O processo de divórcio muitas vezes pode se tornar algo conflituosamente estressante e traumático para todos os membros da família, em especial para as crianças e adolescentes. É sempre bom lembrar aos pais para evitarem discussões e brigas na frente dos filhos, pois a ruptura conjugal por si só já traz grandes mudanças, e as eventuais brigas e discussões em frente aos filhos lhes proporcionarão lembranças emocionais prejudiciais ao desenvolvimento dos mesmos.

A separação do núcleo familiar pode ser agravada com a disputa da guarda dos filhos, questões financeiras e patrimoniais e sentimentos pessoais por parte dos envolvidos. Esse é o momento para os pais pensarem com calma ao tomarem novas decisões a fim de buscarem os meios de adaptação necessários tanto para os filhos quanto para si mesmos, principalmente por também estarem em um processo de transição de nova formatação de vida e convivência familiar.

A forma como os pais lidam com essas questões influenciam diretamente como os filhos se adaptarão a nova realidade familiar.

Evitar envolver a prole nas disputas do casal é a melhor maneira de não prejudicar lhes psicologicamente, em especial ao desenvolvimento dos mesmos. Especialistas da psicologia ressaltam que o despreparo dos pais em situações como essa, principalmente se tratando de alienação parental, provoca graves consequências na formação emocional e social dos filhos.

A alienação parental encontra-se prevista na Lei n.º 12.318/2010, e descrito as formas de tal prática no parágrafo único do art. 2º, bem como, no caput do mesmo artigo considerada o ato de alienação parental como qualquer interferência na formação psicológica da criança ou adolescente promovida por um dos seus genitores, avós ou pelos que tenham sua guarda.

O comportamento dos pais durante e após o divórcio, pode vir a trazer a total demolição do instituto família, influenciando na criação de uma nova programação psicológica nas crianças.

Estudos comprovam que as inquietações e insatisfações dos genitores acabam se projetando sobre os filhos, o que já se considera alienação parental.

Os pais devem se conscientizar que a parentalidade deve superar a ruptura conjugal. Seguindo este pensamento, o Brasil adotou a Oficina de Pais e Filhos, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário. Em 2014, o órgão, recomendou aos Tribunais de Justiça dos Estados a adoção destas oficinais como política pública e prevenção de conflitos familiares, disponibilizando vídeos e apresentações no portal do CNJ.

As oficinas acontecem uma ou duas vezes ao mês, com duração de quatro a seis horas, composta por profissionais voluntários capacitados para atuar nas modalidades: pai, mãe, adolescentes e crianças, a fim de promover a reflexão acerca do divórcio e parentalidade aos participantes, explanando as mudanças da família.

Nossos legisladores também buscam a saúde psicológica e o desenvolvimento de filhos de pais separados, vindo a ser publicada a lei 13.058/2014, incluindo a guarda compartilhada como sendo o meio de convivência entre filhos e cônjuges, especialmente quando os pais não tenham consenso sobre a guarda dos filhos e ambos estão aptos a exerce-la.

Em 2010, entrou em vigor a Lei 12.318 – Alienação Parental – com o seguinte fundamento: “Inibir a alienação parental e atos que dificultem o convívio entre a criança e seus genitores”.

Assim, concluímos que, os pais devem antes de mais nada, pensarem em seus filhos, pois o nosso ordenamento jurídico assim o faz, ou seja, o principio da proteção da criança e do adolescente para conviverem com ambos os genitores de maneira equilibrada. A ruptura conjugal não é sinônimo de ruptura parental.


A parada dos caminhoneiros escancarou a fragilidade do sistema político brasileiro e a total falta de senso e de ações coordenadas das autoridades federais, estaduais e municipais em meio à crise que se instalou com a falta de combustíveis.

Já é mais do que sabido que um dos mais graves problemas do Brasil é o inchaço da máquina pública. Políticos eleitos, assessores, altos funcionários do executivo, legislativo e judiciário, funcionários de empresas estatais, federais, estaduais ou municipais, juízes, promotores, procuradores, têm, além de seus altíssimos salários, privilégios sem fim. A lista é enorme: auxílio para moradia, paletó, viagens, combustíveis, escolas para filhos, planos de saúde, pensões nababescas, aposentadorias integrais etc, etc, etc.

Além disso temos a corrupção endêmica, que também ocorre em todos os níveis de governo, e sabemos como é difícil no Brasil que a justiça, para os poderosos, seja feita. Com todo esse caldo em ebulição, a Petrobras adota um sistema de preços, que pode até ser correto para que a empresa gere lucro, mas que é absolutamente danoso para a economia do país. O transporte rodoviário responde por 65% do total de cargas no Brasil, já o transporte de passageiros é majoritariamente rodoviário ou aéreo. Mas é o caminhão que abastece os postos de combustíveis e os aeroportos. Ou seja, a greve de uma semana dos caminhoneiros levou o país ao caos.

Caos que só se agrava com a intervenção dos agentes governamentais, pois eles não atacam de frente o problema: a solução seria a redução da carga tributária com a respectiva redução de despesas e de privilégios da máquina pública. A desculpa é sempre a mesma: as despesas são protegidas por lei e o orçamento não tem folga, portanto a redução de preço para o diesel deve ser compensada com mais impostos. Deve-se perguntar se é legal, juridicamente, pessoas viverem na miséria, com falta de assistência médica, de segurança, de moradia e com uma aposentadoria insuficiente para suas necessidades básicas, enquanto outras vivem uma vida nababesca.


É do perfeito conhecimento de todos que o nosso planeta sofre o risco iminente de uma crise de escassez de água sem precedentes. Em várias regiões, sobre tudo na África, essa ameaça já é uma cruel realidade. No Brasil, mesmo que em menor proporção, já nos confrontamos com os efeitos do aquecimento global e outros fatores que atingem diretamente os nossos mananciais hídricos. É uma espécie de luz amarela, um alerta indicando a necessidade de tomarmos medidas eficazes que garantam a nossa sustentabilidade tanto para o abastecimento humano, quanto para a produção econômica.

No oeste da Bahia, uma iniciativa das entidades representativas da agropecuária é um exemplo de que a união de esforços pode efetivamente representar uma resposta eficiente à preservação dos nossos recursos hídricos. Os produtores rurais, representados pela AIBA e ABAPA, estão firmando parcerias com prefeituras da região para a revitalização das nascentes dos rios.

A primeira ação foi em São Desidério, com a recuperação de nascentes que alimentam o rio Jataí. Além desse município, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Correntina já estão incluídos na parceria, que será ampliada para outros municípios da região.

Mas o que levou os produtores do oeste da Bahia, que alcançaram em suas terras um dos maiores índices de produtividade do planeta, a investir na recuperação das nascentes dos rios da região?

A resposta é a compreensão de que a sustentabilidade, ao invés de adversária, é uma importante aliada da agropecuária. De forma técnica e responsável busca-se a confluência entre o discurso ambientalista e a necessidade premente do desenvolvimento econômico, com a garantia do atendimento à necessidade natural humana (consumo direto da água e de alimentos) e a necessidade sócio-material (geração de emprego e renda e melhoria da qualidade de vida).

O uso consciente da água é a principal garantia para a manutenção da agropecuária e, paradoxalmente, premissa inquestionável para a ampliação da produção.  Portanto, é simples: se não houver água, não tem produção agrícola e as fazendas que construíram a riqueza do Oeste terão as suas porteiras fechadas. Por isso o trabalho incansável de conscientização para o uso racional da água, que tem mobilizado lideranças empresariais, políticas e ambientalistas, na busca dessa confluência de interesses legítimos, em benefício do conjunto da sociedade.

Como secretário estadual de Agricultura e agora como parlamentar sempre busquei estimular essa ação conjunta e tenho a convicção de que a efetiva consolidação da economia sustentável só tem um caminho: o entendimento e a disposição dos diversos segmentos da sociedade em trabalharem conjuntamente para esse fim.


Homenagem foi entregue por Simone Nunes ao proprietário, Sr. Valdo.

 

Existem certas relíquias que o tempo faz questão de perpetuar. Passa-se o tempo e a suas lembranças continuam vivas em nossos corações. Se por acaso eu falar que estive no Bar São Jorge na minha Boa Terra, certamente muitos iriam perguntar onde fica ou se é um novo point. Mas se eu falar Bar de Seu Valdo, a memória funcionará como um GPS e nos levará direto ao centro da nossa cidade.
Pois é! O tempo pode até mudar certos conceitos, mas não mudará certos valores.
Mesmo antes de Caetano imortalizar as Avenidas Ipiranga e São João, o Bar de Seu Valdo ja imortalizava as ruas Romeu Silva, Pedro Alves Ribeiro (Rua das Flores) e Presidente Vargas (Rua da Presidência).
Quem nunca foi até a esquina do Bar de Seu Valdo, para olhar se o carro de Adroaldo estava na porta ou se Gau Pires estava numa roda de amigos contando os seus causos?
Quem nunca foi até a esquina do Bar de Seu Valdo para olhar a movimentação da feira ou até mesmo, ver se Dante Reis (taxista) estava na Praça?
Quem nunca olhou de dentro do Bar de Seu Valdo as idas e vindas de Luís Gomes, a movimentação nos Correios, Mardoquel e as suas famosas ferramentas de pedreiro, a simplicidade de Genival Coutinho e Bute caminhando apressado ao encontro ao Bar de Dazinho?
Quem nunca provou dos doces e salgados de Dona Maria? Seus pastéis, banana real, sonhos, quibes e tantas outras delícias que ainda dão água na boca.
Quem nunca ganhou os seus trocadinhos e ía correndo até o Bar de Seu Valdo, comprar “bomboins” e chicletes num baleiro de vidro giratório que ficava no balcão?
Quem nunca deu uma giratória em seus bancos aos pés do balcão?
Quem nunca jogou ou admirou uma partida de sinucão?
Quem nunca foi atendido por Ju ou Nino, mesmo com Seu Valdo presente?
Quem nunca foi pegar uma cerveja ou tomar “um jiló” no Bar de Seu Valdo?
Quem nunca ficou esperando a boate de Vilmar Brandão abrir recostado nas paredes do Bar de Seu Valdo?
Pois é! Muitas coisas mudaram com o tempo, mas o Bar São Jorge  mesmo com algumas mudanças, continua lá. Hoje já não tem os bancos giratórios, os sinucas, os quitutes de Dona Maria, mas continua a excelência e a essência de Seu Valdo, que ainda reúne os amigos numa boa prosa e numa boa biriba.

Lembranças boas da minha Boa Terra!

É como diz o poeta cearense Ednardo na música – Na Minha Terra:

“Trago da minha cidade
Tudo o que lá deixei
Dentro do bolso a saudade
E na mala o que sei…”

 

Por: Joselito Fróes


Solidão

 

Perdeste os dias
Da infância à juventude
Nem um travo de fé
Ou de virtude
Te acompanhou.

Fizeste da dor
Tua ilustre companheira
Nesta batalha mesquinha
Desta vida tão passageira
Nada te sobrou.

A juventude te reclama
O amor de outrora
Que deixaste no caminho
Mas agora imploras
Quando tudo passou.

Juventude não há
Nada mais te anima
Na profundeza da solidão
Contemplas aquela menina
Que o tempo te roubou .

Viverás dias sombrios
Amargurados e tristonhos
Onde o amor tão distante e vazio
Não será mais que sonho
Que um poeta sonhou.

Mas estes versos tão vazios
Que nada guardam de beleza
Ao menos serão
Nos momentos da delicadeza
Um bálsamo consolador.

Dionísio de Jesus
05/12/07


Brasileiro adora novidade, estamos entre os países que adotam mais rapidamente novas tendências, principalmente tecnológicas. Se por algum tempo houve temor e resistência em aderir a novos dispositivos ou aplicativos, a realidade hoje é muito diferente – estamos abertos a mudar nossos hábitos com a utilização de tecnologias inovadoras, principalmente na Internet.

Essa postura moderna, no entanto, camufla a deficiência da população em entender os perigos e os riscos do mundo virtual. Estamos mais do que nunca expostos a ataques cibernéticos, já que o nosso interesse por novidades tecnológicas não é acompanhado pela preocupação com os riscos e a segurança digital.

A falta de conscientização no país para compreender as ameaças presentes no mundo virtual (web, redes sociais) faz-nos expormos nossas vidas, dados pessoais e privacidade, pois avaliamos muito superficialmente as informações que recebemos e não nos preocupamos em clicar sem saber a procedência de um link.

Preferimos gastar na compra de um novo smartphone a investir em antivírus e quando lemos notícias sobre um ciberataque global – como o Bad Rabbit, sobre Sequestro de Dados (Ransomware), responsável por invadir milhares de computadores nas últimas semanas – achamos que é algo muito distante da nossa realidade.

Infelizmente, qualquer um de nós pode ser vítima de criminosos virtuais, mesmo que não tenhamos bitcoins em nosso nome ou acesso a redes visadas (como o sistema de grandes empresas). Afinal, quem nunca recebeu um SMS ou e-mail com uma mensagem do tipo: “parabéns! Você foi premiado com um iPhone“, “atualize sua senha ou seu internet banking será bloqueado“, “veja fotos do vencedor do Big Brother Brasil com a nova namorada“, entre tantas outras. Parece óbvio que esses comunicados são maliciosos e não devem ser clicados, mas esteja certo de que muitas pessoas desatentas irão faze-los e tornar a internet ainda mais perigosa.


Por Alberto David

O mundo está  sem endereço .  “Maldito o homem que confia  no homem” , disse Jesus,  e  “Confiai apenas  no Senhor”,   disse um profeta ,  obviamente esse profeta  não disse isso  para ofender o homem,  apenas que abríssemos   os olhos,  pois o Senhor não falha nunca,  mas  o homem  derrapa.  Confiar com cautela  e saber que em primeiro lugar vem  a amizade de Deus e depois a do homem.  Lembrei-me, também,  do filósofo Diógenes  que  caminhava  pelas ruas  da sua cidade, acompanhado  de um  cachorro,  numa noite nevoenta  e escura.  Andava para lá e para cá  com uma lanterna na mão e as pessoas  o  paravam, curiosamente, para  questioná-lo:  “ Mestre,  o que há? O senhor a  estas horas,  caminhando   sozinho,   sem rumo?”. E ele, de imediato, deu a  resposta:

“Procuro um homem honesto “ .

Mais  adiante,  encontramos outra  reflexão  do nosso Rui Barbosa,  que  afirmou:   “Chegará o dia em  que  o homem sentirá vergonha de ser honesto…” , que vem  coadunar perfeitamente  com as palavra de  Jesus , “Maldito é homem que confia no homem”.

Analisando bem,  como  é bonito encontrarmos um homem  honesto ou uma  amizade que enche os nossos olhos.  E, às vezes, conversando com os meus botões,   fico extasiado com essas pessoas.

Existem amigos, sim!

Mesmo contando nos dedos da mão, muito me orgulho dos meus  poucos amigos.  Herzem Gusmão  é  um deles,  sempre procurou me apoiar em todos os momentos.  Acredito que iniciamos as carreiras juntos,  aí pelos anos 70. Num tempo fervoroso e de  crise em   minha vida,  no que se refere à minha trajetória como  artista, todas às vezes que o procurei para divulgar  meus trabalhos ele estava  ali,   apresentando à comunidade o valor da terra . Foram dezenas ou  centenas de entrevistas. Tinha ( e tem) uma grande admiração por mim . Era assim,  lembro-me do episódio  na Rádio Clube de Conquista , quando pedi  uma música  ao locutor, pessoalmente ,  e ele  me atendeu  mal e foi um  rebu . No outro dia, fui reclamar a Herzem   que, na época,  era gerente do Banco da “Abelhinha”.  Ele deu uma bronca no  radialista e acrescentou:   “David é um valor da terra e tem que ser respeitado”.

Herzem  foi sempre generoso. Passado um tempo,  nos reencontramos   em Salvador,  onde  buscávamos  novas plagas para tentar a sorte . Ele passou por algumas emissoras dali e me solicitou uma entrevista, e   prontamente fomos para o ar.


Artigo de Tiago A. Fonseca Nunes.

Nos últimos anos, houve grandes avanços na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Em uma única década, a morte por doença cardíaca e derrame cerebral diminuiu 30% e 35%, respectivamente, graças a terapias avançadas, esforços antitabagismo e detecção precoce de fatores de risco como hipertensão e colesterol alto. No entanto, a doença cardíaca continua a ser a principal causa de morte para homens e mulheres. É a doença mais cara hoje, tanto em termos de despesas médicas quanto na perda de produtividade.

Nós podemos fazer mais. A Associação Americana do Coração traz como meta a melhora da saúde cardiovascular de todos os americanos em 20%, reduzindo as mortes por doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais por outros 20%. A estratégia para atingir esse objetivo é aumentar o número de pessoas com saúde ideal. São sete métricas: manutenção de um peso saudável, obtenção de atividade física, seguindo uma dieta saudável, não fumar, prevenir o diabetes, controle do colesterol e a pressão sanguínea. Hoje, menos de 1% dos adultos atendem aos critérios de saúde cardiovascular ideal.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a inatividade física é agora o quarto principal fator de risco para a mortalidade, estimado 3,2 milhões de mortes por ano. A evidência mostra que a falta de exercício é fator de risco para diabetes, doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e até mortalidade por outras causas. Comprova-se, portanto, o efeito nocivo dos altos níveis de sedentarismo ao longo do dia.

A ingestão de calorias no Brasil e no mundo é muito alta e certamente contribui para a obesidade. Aliado a isso, tem-se a redução dramática na atividade física total e no gasto de energia, o que passa a ser o principal contribuinte para este aumento contínuo da obesidade (como também, diabetes e baixa saúde cardiovascular).

Na sociedade moderna que vivemos não é difícil nos depararmos com atitudes que favorecem o sedentarismo: Drive-Thru para café, banco e comida; Escadas rolantes motorizadas; Computadores, e-mail, compras on-line (incluindo alimentos). Não podemos deixar de ter em mente que nos exercitar sempre será importante.

Na verdade, a aptidão cardiorrespiratória é um dos mais fortes, se não o mais forte, preditor de boa saúde e longevidade. Atualmente, é recomendável que os adultos obtenham, pelo menos, 150 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada (marcha rápida). E realizados em períodos de pelo menos 8 a 10 minutos. Além do exercício, são necessários esforços para reduzir o comportamento sedentário.

Hoje, 70-80% das ocupações são consideradas “sedentárias”. Se você tem um emprego sedentário, não se plante na frente da TV quando chegar em casa. Em vez disso, desenvolva programas para o bem-estar. No local de trabalho, organize reuniões itinerantes, mexa-se!

Saúde e cuidados de saúde são aspectos cruciais da qualidade de nossas vidas. Portanto, comece hoje a melhorar a sua. Sem dúvida, as mudanças trarão excelentes resultados a curto, médio e longo prazo. Agora que você leu este artigo, dê uma volta. Seu coração irá agradecer.


Dia dos namorados está chegando. Já posso imaginar as filas intermináveis em restaurantes e bares. O coletivo imaginário já sabe como será o final da noite. Enquanto tudo são flores, o relacionamento do casal coleciona dias de carinho e afeto.

Porém, quando ocorre o término deste relacionamento, seja lá qual for o motivo ou motivos, uma das partes passa a externar descontentamento apostando na justiça uma forma de se vingar. Péssima ideia.

Além da proximidade da data, decidi escrever sobre o assunto porque tenho recebido em meu escritório inúmeros telefonemas com esse tipo de questionamento, de pessoas que, inclusive, têm praticado a contratação de namoro, por meio de escritura pública, outras por instrumento particular, buscando assim uma “blindagem” patrimonial para garantir, no caso da falência do namoro, que não ocorra arguição judicial de união estável e, portanto, ter que dividir seu patrimônio.

Vamos lembrar sobre os princípios do que se trata namorar. Entende-se como o encontro de duas pessoas que pretendem se conhecer melhor, em que há uma atração física e emocional, além do compartilhamento de ideias, desejos, amigos, ou seja, atividades e coisas em comum.

Quando saem ou viajam, dividem despesas. Coisa que no século anterior seria descabido, pois o homem era visto como o único provedor. Mais normal ainda, nos dias de hoje, os casais dormirem na casa de um ou do outro, passando mais tempos juntos inclusive durante a semana.


RIO – A esquerda brasileira sempre foi ligada à esquerda francesa desde Montesquieu. Apolônio de Carvalho e André Malraux lutaram juntos   na Guerra Civil Espanhola e na resistência ao nazismo em plena França ocupada por Hitler. Na ditadura militar brasileira Brizola ficou amigo de Mitterand, dirigindo a Internacional Socialista do Brasil.

Miguel Arraes, exilado na Argélia, era amigo de Michel Rocard, Primeiro Ministro de Mitterand, presidente da França socialista. Lionel Jospin, primeiro ministro da França pelo Partido Socialista, é até hoje amigo dileto (foram colegas de estudo na Sorbonne) do médico brasileiro potiguar Kleber Morais, presidente da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Jack Lang, o grande motor da cultura da França nos governos de Mitterand, construindo a biblioteca Nacional François Mitterand, o Arco de La Defense, a ópera da Bastilha e tantas outras pérolas dos governos socialistas, tem amigos brasileiros de norte a sul.

Todos esses e tantos outros, de uma maneira ou de outra estenderam a mão para os exilados brasileiros. Não foram só eles. Portugal e União Soviética foram exemplares mas em nenhum país como na França os partidos Comunista, Socialista e tantos outros, deram casa e comida aos desterrados brasileiros na ditadura militar. Agora, pela primeira vez em séculos o abraço político da França à esquerda brasileira está sendo

dado pelo partido Socialista e outros fora do poder. Ainda não se sabe como será Macron no seu próximo mandato.

Viver é um acontecimento político. A política está presente no cotidiano de todos e se alargando em todas as relações sociais e econômicas. Aristóteles, em “Política”, na velha Grécia, afirmava:

– “A política é a ciência da felicidade humana”.

Séculos depois, o gênio S.Tomás de Aquino ratificava: