O ano de 2020 foi sem dúvidas o mais desafiador na história da educação pública brasileira, quiçá até para educação mundial. Fomos desafiados a pensar formas de manter o vínculo com nossos estudantes e seus familiares, seja para atravessarmos da melhor forma esse contexto, ou para manter rotinas de estudos. Isso tendo que também lidar com as mudanças em nossas rotinas, uma vez que estamos todos inseridos no mesmo contexto.

Os desafios foram e ainda são muitos, mas quero aqui dialogar sobre os caminhos e as possibilidades que foram e estão sendo construídas pelos educadores e educadoras dos municípios baianos para organização do ano letivo, mas trazendo o foco do debate para uma necessária e urgente prudência, sensibilidade e bom senso na hora de se discutir o planejamento do ano letivo para 2021.

Inicialmente, cabe uma contextualização. Entre o período de 28 de novembro a 02 de dezembro, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, seccional da Bahia (Undime/BA), realizou um levantamento respondido por 407 dos 417 munícipios baianos. Dos 407, apenas 60 informaram que não estavam realizando atividades remotas. 347 municípios estavam mobilizados em um grande esforço coletivo de seus educadores na realização de atividades remotas.

Dos 347 municípios, apenas 46 sinalizaram no levantamento que as atividades estavam chegando a 100% dos estudantes. 91 disseram que as atividades estavam chegando entre 90% e 99,99% dos estudantes, 62 chegando entre 80% e 89,8% dos estudantes, 50 chegando entre 70% e 79,9% dos estudantes, 39 chegando entre 60% a 69,4% dos estudantes, 19 chegando entre 50% a 59,5% e 40 municípios responderam que as atividades estão chegando a menos de 50% dos estudantes. Os dados nos mostram um cenário muito diverso sobre o alcance das atividades remotas nos municípios que se desafiaram no desenvolvimento de atividades remotas. Importante levar em conta, que o levantamento não perguntou sobre o percentual de estudantes que estão dando retorno para as escolas das atividades remotas recebidas, dado este importante e que deve expor ainda mais a diversidade de cenários.

O levantamento da Undime/BA, trouxe ainda um outro dado extremamente importante. Ao serem perguntados o quanto da carga horária remota trabalhada cada município pretendia computar como carga horária letiva até o final de 2020, 57 municípios responderam que fechariam as 800 horas letivas obrigatórias. 28 municípios informaram que computariam entre 700 e 780 horas, 45 municípios entre 600 e 691 horas, 43 municípios entre 500 e 598 horas, 57 municípios entre 400 e 495 horas, 43 municípios entre 300 e 394 horas, 36 municípios entre 200 e 294 horas, 18 municípios menos de 200 horas e 20 municípios informaram que ainda não tinham decido o quanto das atividades remotas computariam como carga horária letiva.


Colunista Renê Silva. Foto/Divulgação arquivo pessoal

A ausência de coordenação do atual contexto educacional sinaliza consequências preocupantes para nossos estudantes da educação pública básica. Revestida do discurso da “autonomia”, diversas ações tomadas pelos sistemas de ensino, começam a trazer seus reflexos. Mas, antes de abordar algumas reflexões sobre essas consequências que começaram a se evidenciar, gostaria de, com base no disposto em nossa legislação educacional, fazer algumas considerações que considero fundamentais.

Aqui, não me debruçarei sobre as importantes reflexões e detalhamentos de interpretação da legislação educacional, constantes nas normativas do Conselho Nacional de Educação, mas quero sim, trazer uma breve análise, direta, do que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sobre o papel dos entes federados.

A Lei 9.394/69, é clara no seu Art. 8º quando diz que a “União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino”. Continua ainda, em seu § 1º, dizendo que “caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais”.

É fundamental não perder de vista essa responsabilidade da União na coordenação da política nacional de educação, tendo que fazer a articulação entre os diferentes níveis e sistemas. Parece que cabe aqui um questionamento, sobre onde andam os guardiões e a quem cabe formalmente cobrar da União o cumprimento do que está na legislação, uma vez que estamos sim, sem coordenação da política nacional de educação neste atual contexto.


2020 está definitivamente na história do Brasil como um marco. A Covid fez a diferença, vá lá. E os marqueteiros até se animaram. Sem comícios e nem caminhadas, era a vez deles. Erro de cálculo: no comecinho alguns que prescrutaram potenciais clientes ouviram a resposta inesperada: ‘Já tenho lá um menino que faz isso’.

E os meninos que fazem isso soltaram o veneno. O resultado foi uma campanha, nos quatro cantos do Brasil, turbinadas pelas redes sociais com tudo o que se podia, de fakes a pesquisas inexistentes, o apogeu da baixaria, o que gerou um turbilhão de processos judiciais, num volume nunca visto antes.

Resultados eleitorais à parte, convém lembrar: é o primeiro ano em que está valendo a Lei de Denunciação Caluniosa com fins eleitorais, que prevê pena de até oito anos para os condenados. Noutras palavras, 2020 ainda vai demorar para acabar.


As eleições municipais foram concluídas na grande maioria dos municípios no último dia 15 de novembro, definindo seus futuros gestores e legisladores. Agora, na educação, é retomada com força as preocupações sobre a finalização do ano letivo 2020 e planejamento do ano letivo 2021.

No artigo anterior, “Ano letivo escolar 2020 e a exposição das fragilidades do Regime de Colaboração”, eu abordei algumas reflexões sobre a validação ou não do ano letivo 2020, retomada ou não das aulas presenciais e as fragilidades que se apresentam para o Regime de Colaboração. Quem não leu, indico que vale a pena a leitura crítica. Clique aqui!

Ainda estamos nós, em um cenário de incertezas sobre como finalizar o ano letivo 2020 e ao mesmo tempo planejar o ano letivo 2021. Continuo insistindo que é necessário um alinhamento, entre os entes federados, quanto a uma data ou período limite para conclusão do ano letivo 2020, pois, sem uma data ou período pré-estabelecido entre os sistemas de ensino, fica inviável um planejamento real e executável quanto a reorganização do calendário escolar. Não dá, sob o mantra do discurso da autonomia, dizer que cada sistema de ensino tem liberdade para essa decisão. A autonomia deve observar os limites da Lei e das diversas normativas vigentes. Inúmeras políticas, como a de financiamento por exemplo, está imbricada com a matrícula e movimentação de estudantes nos sistemas e entre os sistemas de ensino.


De acordo com o ranking da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a operadora TIM registrou o maior número de reclamações durante o primeiro semestre de 2020, nesse período a operadora recebeu 16 reclamações, veja no gráfico abaixo a evolução da operadora durante os primeiros semestre do ano:


Na segunda posição do ranking a Oi obteve 3 reclamações e em seguida está a Claro com 2 queixas durante esse período. Para os clientes TIM que queiram entrar em contato direto com a operadora, confira a lista de canais de atenção ao cliente disponibilizados pela prestadora:

● Número da TIM
● 0800 229 4141 da TIM para contratar planos TIM.
● Meu TIM
● Central de atendimento TIM
● Assistente Virtual TIM
● Redes Sociais TIM
● Lojas TIM
● Atendimento Minha TIM Live
● Gestor de Web TIM (pacotes empresariais)

Se você falou com a TIM ou com qualquer outra operadora mas não obteve nenhuma resposta por parte da prestadora, o seguinte passo é abrir uma reclamação na Anatel que fará o papel de intermediária entre a operadora e o cliente. Neste caso a operadora terá um prazo máximo de 5 dias úteis para resolver a questão do cliente, para abrir uma reclamação na Anatel acesse o site oficial da agência: https://www.anatel.gov.br/institucional/


 

Agora é a modinha da vez políticos pegarem ar com todas as opiniões contrarias que não defendam seus interesses diante do eleitorado. E a imprensa é sempre cobrada para atender os caprichos e, apenas, transmitir a imagem que querem à população. Já há quem pegou ar e começou atacar profissionais de rádio e do Webjornalisno. Para essa classe de opressores, democracia é: eu mando, você obedece.

Mas, a única certeza que devemos ter, é que a eleição será diferente e qualquer tipo de informação se tiver teor distante da realidade, será velozmente desfeita pela participação da sociedade nas redes, que cresce a cada dia.

Uma matéria do site Correio24horas, pautou de forma técnica sobre as aglomerações no inicio da campanha eleitoral, reproduzida por diversos sites e lida por quase todos os programas jornalísticos no sistema radiofônico, elevando a opinião contraria da população baiana sobre eventos que desrespeitem  as orientações sanitárias e, quem já havia realizado sofreu uma enxurrada de críticas de adversários e dos que emitiram, sabiamente, opinião sobre o assunto.

Lógico, ninguém que havia realizado gostou das posições, mas, neste caso, quem errou não foram os profissionais da imprensa, quem errou não foi à sociedade contraria aos fatos, e sim os políticos e eles que devem pagar o ônus do ato. Não devem cobrar silêncio das pessoas, não tem esse direito, nem das que as servem.

O TRE já havia alertado a imprensa durante uma Live de orientações, com a participação da imprensa – onde o Itiruçu Online participou – e pediu a colaboração de todos para denunciarem atos de desrespeito frente a pandemia do novo coronavírus: compra de votos e atos que configurem crime eleitoral. É um desafio, pois muitos estão inseridos em factoides que servem a políticos, e a sociedade nunca será a prioridade que não os interesses pessoais. O que for levado à sociedade precisa obedecer a isonomia de igualdade e de oportunidades a todos os candidatos.

O Itiruçu Online se solidariza com todos os profissionais de imprensa, escrita e falada, que estão diariamente ao lado do povo, servindo à sociedade de forma séria e responsável sem nenhum atrelamento aos cofres públicos. É preciso coragem para continuar.

E, continuem na luta em favor da vida, pois a pandemia não acabou, não há vacina, mas existem os cuidados a serem seguidos. Se saírem de casa, usem máscaras. Não participem de aglomerações, assim você ajuda a cuidar de todos nós!


Tradutor profissional é a melhor opção? Escolher determinados serviços não é tarefa fácil, ainda mais se não tiver algum conhecimento da área ou for a primeira vez. Sem conhecer um profissional confiável, o jeito é recorrer à pesquisa na internet, recomendações de amigos e familiares ou buscar sites especializados sobre aquele assunto.
Para encontrar serviços de tradução, a fórmula é basicamente a mesma. E a dificuldade também. Na verdade, pode ser que seja ainda mais difícil, pois traduções podem ser bastante complexas: palavras que não possuam sinônimos em outra língua, interpretações distintas de um profissional para outro e a habilidade (ou falta dela) para escrever um texto que tenha conexão e não sejam apenas frases traduzidas e espalhadas ao longo do arquivo são apenas alguns dos pontos que podem tornar a tarefa mais complexa.

Opções não faltam no mundo da tradução

Procure pesquisar por expressões como “tradução online”, “serviço de tradução” ou “profissionais de tradução” e veja a quantidade de resultados. É muita opção! Mas isso não significa que sejam as melhores, pelo contrário. Quanto mais opções, maior a possibilidade de encontrar tradutores ruins. A boa notícia é que o inverso também ocorre: quanto mais opções, maior a possibilidade de encontrar tradutores bons. Separar o joio do trigo, entretanto, é tarefa complicada.
Preços mais altos podem indicar maior qualidade, mas não é uma verdade absoluta. Existem ótimos profissionais que cobram barato, bem como profissionais ruins que cobram caro. Na verdade, existe de tudo, inclusive pessoas despreparadas na função de tradutor.

Serviço de tradução profissional é um caminho

Apesar de não existir uma “faculdade de tradutor”, existem graduações, como Jornalismo e Letras, que costumam gerar tradutores de qualidade, pois trabalham com muitos textos e idiomas. Mas não significa que é obrigatório fazer uma dessas graduações – ou ter qualquer graduação – para ser tradutor profissional. Assim como não é necessário ter cursos, mas esses existem, e são importantes. Geralmente são tradutores mais experientes que passam seus conhecimentos para os demais, ou empresas que oferecem seminários e cursos na área. Realizar alguns certamente auxilia o profissional de tradução.

Outro ponto que qualifica o profissional é a experiência, afinal, dizem que a prática leva à perfeição, e quanto mais traduções forem realizadas pela pessoa, maior as chances de se tornar um tradutor melhor.
A chave para o sucesso, porém, é ter calma na hora de escolher quem vai traduzir o texto, artigo ou livro. E, claro, ficar esperto para não escolher uma opção ruim. O tradutor ser profissional, freelancer ou iniciante não necessariamente determina sua qualidade.


O JURAMENTO – Por Tom Scaldaferri. 

Num tempo em que uma sandália emborcada ou leite com manga eram coisas mais perigosas que buchada azeda, crendices e superstições campeavam soltas na minha Itiruçu dos anos 1960.

Num frio de doer os ossos, eu com meus cinco ou seis anos vestia grossas roupas de lã, pra se tentar evitar que minha garganta inflamasse e a falta de ar me sufocasse. Era um par de meias, calça, blusão e até um gorro com laterais que cobriam até as orelhas, TUDO DE LÃ. Eu ficava parecendo um piloto da primeira guerra.

Numa daquelas crises, JUREI que nunca mais tomaria um tal remédio para febre que tinha um gosto horrível. Então, a empregada Duzanjo muito preocupada, me levou até minha avó Izaltina pra que ela usasse algum artifício pra me convencer a quebrar o tal juramento e tomasse o remédio.

– Mas menino, toma logo antes que tu adoeça.
Pediu minha avó.

– Vovó Tina, eu jurei! Se eu quebrar o juramento é morte certa!
Respondi.

– “ÔXE”, e quem inventou isso?

– Zé de Toninho, meu colega de escola. Ele já fez catecismo.

– Tu pode morrer é se não tomar, sabia?
Disse ela na primeira tentativa.

– Vou arriscar!

– Olha, tu piorando vai ter que tomar benzetacil!
…Segunda tentativa.

– Melhor que morrer por ter quebrado o juramento!

Minha avó que era a mulher mais diplomática do mundo com crianças, pensou, pensou, olhou pra empregada e me disse:

– E Zé não te disse como é que se faz pra quebrar um juramento sem morrer, não?
Terceira tentativa.

– Não! E tem?

– Tem sim senhor: Segura esse copo aqui com a mão esquerda, cospe dentro três vezes, fecha os olhos bem fechados e bebe tudo bem ligeiro. Te garanto que tu não morre mais!

– E tu jura?

– “ÔXE”! Tu nunca mais me venha com essa prosa de juramento não, tá?

– Tá!
Acabei virando o copo e bebi o antitérmico todinho.

Mais tarde voltando do quintal, eu estava limpando a lama grudada no solado do meu Conga, e sem querer ouvi uma conversa entre elas:

– Mas Dona “Zartina”, a senhora fez o menino beber o remédio com cuspe!

– “BESTAGE”! Ele não já engole o cuspe dele o dia todo mesmo?

Alguns anos mais tarde, fiz uns testes na moderna clínica IDAB em Salvador e descobrimos que eu tinha ALERGIA A LÃ.


A realidade pandêmica, que ressurge ao longo da nossa história, desperta na sociedade o sentimento de aflição, angústia e medo. Diante do desespero social que se instala, os profissionais da linha de frente – valorosos combatentes do inimigo invisível – tem de manter a equanimidade temperada pela ciência, habilidade técnica e pela presteza de tomar difíceis decisões perante um incerto cenário de saúde.

Cabe aos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos e tantos outros profissionais, cumprir o milenar papel hipocrático de valorizar a vida. E cuidar daqueles que ficam doentes – neste caso, pelo Covid-19 que apresenta-se altamente contagioso e potencialmente letal sobretudo às camadas mais frágeis da sociedade. Portanto, carregando consigo a prudência, coragem, atenção, humildade e sensibilidade à dor alheia, tem modificado o efeito catastrófico do vírus. Vocação vem da palavra chamamento e, nesses momentos, os guerreiros são mobilizados a usar todos os seus potenciais para encarar o inimigo. Diversos deles viram pacientes e, muitos, tem a vida ceifada no “campo de batalha”.

As crises podem trazer progressos. Lutar e superar são palavras de ordem. O empenho e dedicação dos mais variados meios científicos mundiais, tem apontado estratégias e prováveis soluções para abater o vírus em definitivo. Estamos mais próximos do seu fim, apesar das dificuldades. Seja nas tentativas de protocolos com compilado de medicamentos (antivirais, anticoagulantes, antibióticos, plasma, antimaláricos etc.) que possam impedir a tempestade imunológica que acomete o organismo do paciente, seja pelo desenvolvimento de vacina – em franco processo de concretização -, ou até mesmo pelos pujantes estudos que dão evidências científicas do que traz benefícios aos doentes. A medicina é observacional, não exata e como dito por William Osler, é a ciência da incerteza.

O coronavírus inegavelmente, de forma muito rápida, paralisou e mudou o modo como o mundo funciona. Fomos obrigados a mudar hábitos e repensar conceitos que carregamos ao longo de toda a vida. Sem dúvida, o pós-pandemia estará de braços dados ao trauma coletivo gerado na turbulência das incertezas físicas e mentais. Contudo, seguir adiante olhando à frente fará com que superemos as aflições e tiremos os melhores aprendizados.

Em suma, a ordem natural da doença nos mostrará o tão esperado fim da pandemia e o futuro tratará desse conflito nos autos da história da humanidade. A sociedade arraigada de perdas e sequelas reerguer-se-á ao seu modo de naturalidade, como vimos em campos de guerra. Assim, até chegar essa hora, sigamos trabalhando duro para o enfrentamento e que possamos todos ser melhores nos piores momentos. “Quem supera a crise supera a si mesmo sem ter sido superado.” Vida e saúde a todos.

Por Tiago A. Fonseca Nunes- Médico


Logo após o carnaval, inicia o período em que os contribuintes do País inteiro devem enviar suas declarações de Imposto de Renda ao Leão. O prazo começa em 2 de março e termina em 30 de abril de 2020, data limite para que todos os contribuintes tenham finalizado o processo. Somente em Itiruçu, existem 490 contribuintes, dos quais 195 declaram pelo modelo completo e 295 enviam pelo modelo simplificado. Para se ter uma noção em valores, no município, R$ 27 milhões é o total, em reais, do que os contribuintes possuem para declarar em bens e direitos (como investimentos financeiros, por exemplo). Já R$ 1,6 milhões é o total de dívidas e ônus dos contribuintes do município.

Saiba quem é obrigado a declarar Imposto de Renda

Vale lembrar que o Imposto de Renda declarado em 2020 refere-se ao chamado ano-calendário 2019, ou seja, o contribuinte deve declarar seus rendimentos e gastos realizados no ano passado. E esses 490 contribuintes em Itiruçu não estão somados à toa.

A Receita Federal definiu, para o ano de 2020, quem deve informar ao Leão, obrigatoriamente. Entenda quem está obrigado a enviar a declaração, tendo como referência o ano passado:

  • quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;
  • contribuintes que receberam rendimentos isentos acima de R$ 40.000;
  • aqueles que tiveram, em qualquer mês do ano passado, ganho de capital na venda de bens ou realizaram operações na Bolsa de Valores;
  • quem optou pela isenção de IR na venda de um imóvel residencial para comprar outro, se as duas transações ocorreram dentro de, no máximo, 180 dias;
  • aqueles que, até o último dia do ano a ser declarado, tinham posses somando mais de R$ 300 mil;
  • pessoas que alcançaram a receita bruta acima de R$ 142.798,50 em atividades rurais;
  • todos aqueles que passaram a morar no Brasil, em qualquer mês do ano passado.

Se você está incluído em qualquer um dos itens listados acima, prepare-se para enviar a sua declaração também.

Declarar o Imposto de Renda é fácil

Apesar de o próprio símbolo da Receita Federal ser um Leão, um animal poderoso e amedrontador, o processo obrigatório não precisa ser feito com medo ou tensão. Para declarar, é preciso juntar todos os documentos que comprovam tanto as receitas (ou rendimentos) quanto as despesas. Informe de rendimentos das fontes pagadoras, contratos de compra e venda, de investimentos com corretora de valores e despesas médicas são documentos obrigatórios para quase todos os cidadãos.

As documentações citadas acima são exemplos das mais comuns, mas não são as únicas exigidas. Lembre-se que cada rendimento e cada despesa precisa ser comprovado e, portanto, é possível que cada contribuinte possua outras a apresentar. Junte e organize todas elas e comece a declarar o Imposto de Renda.

Existem muitas maneiras de enviar a declaração, sendo uma das mais conhecidas a contratação (e, portanto, gasta-se com) um contador. Entretanto, é possível fazer de graça.

Declarando o Imposto de Renda gratuitamente

Para fazer sozinho, o contribuinte deve fazer o download do programa oficial, no site do governo, e preencher todos os campos obrigatórios, prosseguindo até que consiga emitir o recibo de entrega. Por outro lado, se isso ainda parece complicado (e, de fato, algumas perguntas do sistema oficial podem conter termos bem complexos), há ainda outra solução, que é gratuita e super fácil de usar. A Leoa, que se apresenta como assistente virtual (ou seja, um robô que faz a declaração do Imposto de Renda para o contribuinte), possui uma ferramenta própria para que o contribuinte envie sua declaração, de modo tão seguro quanto o oficial, mas sem os termos difíceis e sem deixar passar nada, porque utiliza a inteligência artificial. E totalmente sem custos para o declarante!

Vale lembrar que, quanto antes for concluída a declaração, o contribuinte tem mais chances de restituir logo nos primeiros lotes.

O que é a restituição?

A restituição do Imposto de Renda é o momento em que o Leão devolve o dinheiro aos contribuintes que pagaram mais impostos do que deveriam. Em outras palavras, grande parte dos contribuintes têm os Impostos de Renda retidos na fonte pagadora, ou seja, a empresa em que trabalha, por exemplo, já tira parte do valor do salário, por mês, e encaminha ao governo. Se, ao final do ajuste de contas o governo perceber que o contribuinte pagou a mais do que deveria, ele devolve o valor, corrigido pela Selic, a taxa de juros básica do País.

E, somente em Itiruçu, o governo irá restituir R$ 247 mil aos contribuintes. Portanto, fique atento à data da entrega da sua declaração e, depois, aos lotes de restituição, para saber exatamente quando você restituirá, se tiver algo a receber. Portanto a dica é enviar o quanto antes para, se for o caso, restituir também o quanto antes. Contudo, é preciso organização dos documentos comprovantes das despesas e rendimentos: comece a separá-los.

Artigo de Leandro Santos- Jornalista Contábil.