Brasil cai no ranking da competitividade internacional

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O Brasil vai de mal a pior no campeonato mundial da competitividade. É o que se vê num relatório divulgado nesta segunda-feira (3). Se a gente fala em competitividade no Brasil, a maioria já logo pensa em futebol, certo? Mas quando se é um país, competitividade não tem nada a ver com esporte. É questão de fazer bonito ou pisar na bola na hora de competir com outros países. E, infelizmente, o Brasil está mais para a segunda opção. Em relação a 2016, o nosso país caiu uma posição no ranking mundial. É que na verdade não tinha mais muito para onde cair não. “Em 2010, Brasil estava na 38ª posição. Este ano, o Brasil está na 57ª, então a queda deste ano é mais uma numa série de seis anos de perda de competitividade”, explica Carlos Arruda, professor de Inovação e Competitividade da Fundação Dom Cabral.

O Brasil de hoje não consegue fazer gol porque a economia não avança. As contas públicas também estão no vermelho. Um outro problema está nos investidores, que seriam os cartolas desse grande clube Brasil. Olhando as jogadas feias de hoje, eles não têm confiança que, no futuro, os jogadores do time Brasil vão conseguir melhorar um pouquinho, vão ser mais bem preparados. Eles imaginam que daqui a alguns anos, o Brasil vai continuar fazendo isso: dando chutão para a frente sem conseguir fazer jogada boa. O bom é que nossa infraestrutura avançou um pouquinho, principalmente com a melhora da situação hídrica em várias regiões e um ligeiro avanço no setor de telecomunicações. Mas esse time ainda recebe investimento, só que não sabe administrar.

“O nível de investimento é entre os melhores do mundo, o que não é compatível é o nível de qualidade da oferta, ou seja, nós temos uma deficiência muito séria na gestão dos investimentos realizados. É como se o país tivesse fazendo investimento no time, comprando uniforme, trazendo novos jogadores, mas descuidando do mais importante que é a preparação do time, preparação física, emocional, intelectual”, disse Arruda.

Aí, com jogadores fora de forma, por falta de treinamento, de braços cruzados com o aumento do desemprego, ou com medo de jogar e perder, a gente coloca esse time em campo contra seleções muito melhores. Por isso que, como aconteceu na última Copa, a Argentina passou à nossa frente. Desde a década de 90 isso não acontecia. Pelo jeito não é só no futebol que a gente anda levando de 7 a 1.  A Alemanha está bem mais para cima dessa tabela onde a medalha de ouro vai pra Hong Kong, a de prata para a Suíça, e a de bronze para os Estados Unidos. Já o Brasil…

“Ele já está pronto para ser rebaixado, já está naquela lista final de rebaixamento e dali ele sabe que vai ser muito difícil sair e ele vai ter que repensar todo seu marco regulatório, preparar os jogadores, fazer um bom treino, usar novas tecnologias, educar os novos jogadores para poder reverter esse quadro”, afirma Arruda.

O bom é que a camisa amarela, mesmo desacreditada, ainda pesa lá fora. A gente ainda tem um certo respeito no mercado internacional. Mas ainda é preciso de muito, muito mais. “Nós não podemos deixar de reconhecer que é um país grande, com muita capacidade natural tanto humana quanto física, país que tem uma posição significativa na economia mundial, ele só não pode deixar levar por um ciclo muito longo de crises internas”, concluiu.

Veja o ranking mundial de competitividade

1) Hong Kong
2) Suíça
3) Estados unidos
4) Cingapura
5) Suécia
12) Alemanha
56) Grécia
57) Brasil
58) Croácia
59) Ucrânia
60) Mongólia
61) Venezuela


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