Bahia cria agenda para facilitar consolidação do setor eólico

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Com 168 projetos de energia eólica, espalhados por 21 municípios, e investimentos previstos de R$ 16 bilhões para o setor, a Bahia iniciou a construção de uma agenda positiva de energias renováveis em uma ação conjunta envolvendo as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico (SDE), Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Rural (SDR), Infraestrutura (Seinfra) e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

O estado tem hoje 37 parques em operação e mais 31 em construção. Os demais se encontram em fase de projeto e licenciamento ambiental. “A construção dessa agenda é necessária para que se possa discutir a implantação da cadeia eólica no estado. Para que possamos ser o mais efetivo possível na consolidação dessa nova fonte de energia”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, durante reunião no auditório da SDE, na terça-feira (8), em Salvador.

O encontro, que abordou temas como licenciamento, questões fundiárias, logística e infraestrutura, teve a participação dos secretários Eugênio Spengler (Meio Ambiente) e Jerônimo Rodrigues (Desenvolvimento Rural), além dos chefes de gabinete das secretarias de Infraestrutura, Ivan Barbosa, e da secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Roberto de Pinho.

Participaram também da reunião dirigentes das empresas eólicas Renova, TEN, Brennam, Enel Green, Desenvix e Casa dos Ventos, além de representantes da Chesf. “A geração de energia eólica é um fato. O que nós temos que fazer é cuidar para agregar essa expansão com o mínimo de distúrbio ao sistema”, disse o dirigente da Casa dos Ventos, Clécio Eloy.

De acordo com o secretário Jerônimo Rodrigues, a iniciativa é importante no processo de intermediação junto às comunidades rurais. “O maior objetivo é intermediar e facilitar a chegada das empresas junto a essas comunidades”. Segundo o secretário Eugênio Spengler, a agenda é importante na discussão para vencer alguns gargalos no processo de implantação das empresas. “O objetivo é conseguir um equilíbrio entre o interesse econômico e a questão ambiental”.

Importância do setor

Os 5% da energia gerada no País hoje são provenientes do vento, o suficiente para levar energia a 24 milhões de pessoas. Com R$ 66 bilhões em investimentos já garantidos por contato, nos próximos cinco anos o setor deve ser responsável por 10% da geração de energia no País. A energia eólica é atualmente a quarta fonte na matriz energética do Brasil, atrás da hidrelétrica, da térmica e da biomassa, mas a previsão é atingir o segundo lugar em cinco anos.


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