Um laboratório de drogas foi desmantelado, na noite de quinta-feira (9), por equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cacaueira e do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Itabuna). Cinco prensas, drogas e outros itens utilizados na divisão, armazenamento e comércio de entorpecentes foram apreendidos pelos policiais.

Uma denúncia levou os policiais até o bairro de Zildolândia, no município de Itabuna. As equipes realizaram a varredura e encontraram indícios de disparos com arma de fogo, próximo a um imóvel, apontado como laboratório de drogas.
No local as equipes apreenderam cinco prensas de tamanhos variados usadas no acondicionamento do material, 36 tabletes de maconha, uma mesa para selagem, 13 tampas para prensa, uma forma hidráulica , um macaco, 118 algemas plásticas, 11 frascos de bicarbonato de sódio, três embalagens de cloridrato de lidocaína, um fluido de óleo, um frasco de casco de cavalo, peças de metal, embalagens e outros itens utilizados no processo de embalamento, desmanche, mistura, refino e distribuição dos ilícitos.  Todo material foi apresentado na 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Itabuna).

O impacto da poluição do ar sobre a expectativa de vida da população mundial é consideravelmente maior e mais letal do que o cigarro, acidentes de automóvel e até mesmo a pandemia do HIV. É o que revela o novo relatório desenvolvido por professores e pesquisadores da Universidade de Chicago, mostrando que a poluição poderá tirar 2,2 anos de vida de cada ser humano em média, confirmando assim a péssima qualidade do ar que respiramos como a maior ameaça externa contra a vida humana em todo o planeta.

Intitulado Air Quality Life Index (AQLI), o estudo detalha em números comparativos o efeito nocivo da poluição sobre nossas saúdes, bem como revela o ganho em anos de vida que determinadas populações receberiam, caso os níveis de poluição fossem reduzidos – na Índia, por exemplo, tal número chega a impressionantes 5,9 anos de vida. “Nós não estamos apenas deixando isso acontecer, estamos causando isso”, afirmou o professor Michael Greenstone, da Universidade de Chicago, e um dos líderes do estudo. “O mais impressionante é que em grandes países há efetivamente a combinação de normas governamentais e sociais que permitem que as pessoas vivam vidas dramaticamente mais curtas e menos saudáveis”, comentou. Leia mais aqui


A diretoria do São Paulo afirmou nesta sexta-feira, 10, que Daniel Alves não joga mais pelo clube. Em vídeo divulgado nas redes sociais do clube, o diretor de futebol Carlos Belmonte, que estava ao lado do coordenador e ídolo Muricy Ramalho, confirmou que o atleta não aceitou mais vestir a camisa tricolor, em decorrência de uma dívida que gira em torno 11 milhões de reais do clube com o jogador.

O São Paulo chegou a fazer uma proposta para negociar o pagamento atrasado com o atleta. Os representantes do atleta, porém, recusaram a oferta. Assim, os responsáveis anunciaram que Daniel Alves não voltaria da seleção brasileira ao time da capital paulista. Assim, a diretoria decidiu retirar o lateral-direito do elenco.

“Daniel Alves e Miranda estavam servindo a seleção brasileira e deveriam se apresentar hoje para começarem os treinamentos normais visando os próximos jogos. Miranda compareceu, treinou normalmente. Daniel Alves não compareceu. Fomos comunicados pelos representares que o Daniel Alves não retornará ao São Paulo até o ajuste da dívida financeira que o São Paulo tem com o atleta. Dívida essa que o São Paulo reconhece e na última semana fez uma proposta buscando o acerto, que não foi aceita pelos representantes. A negociação seguirá com o departamento jurídico e financeiro. Do ponto de vista do departamento de futebol, nós tomamos a decisão e comunicamos ao Hernán Crespo que Daniel Alves não estará mais a disposição para atuar no time do São Paulo. Vale sempre lembrar que o São Paulo é mais importante que todos nós. Ninguém é maior que o São Paulo Futebol Clube”, comunicou Carlos Belmonte.

Daniel Alves atuou 95 vezes pelo São Paulo e marcou 10 gols, foi assistente de 14 tentos e participou da conquista do Campeonato Paulista de 2021. O atleta, porém, acumulou polêmicas extracampo, especialmente nos últimos meses.


O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 1,2% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, que atingiu patamar recorde da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), iniciada em 2000.

O comércio também teve altas de 5,7% na comparação com julho de 2020; de 1,1% na média móvel trimestral; de 6,6% no acumulado do ano e de 5,9% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A receita nominal também apresentou altas: de 2,2% na comparação com junho deste ano; de 1,5% na média móvel trimestral; de 19,7% em relação a julho de 2020; de 18,6% no acumulado do ano e de 15,7% no acumulado de 12 meses.

Setores

A alta de 1,2% no volume de vendas foi puxada por cinco das oito atividades pesquisadas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%); Tecidos, vestuário e calçados (2,8%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%); Supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

Por outro lado, três segmentos tiveram recuo no volume de vendas de junho para julho: Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%); Móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Varejo ampliado

No varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos, a alta de junho para julho foi de 1,1% no volume de vendas. O setor de Veículos, motos, partes e peças subiu 0,2% entre junho e julho, enquanto Material de construção recuou 2,3%.

O varejo ampliado teve altas de 0,7% na média móvel trimestral; de 7,1% na comparação com julho de 2020; de 11,4% no acumulado do ano e de 8,4% no acumulado de 12 meses.


Estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Saúde Adélia Teixeira, em Vitória da Conquista, se destacaram com dois projetos de iniciação científica e conquistaram medalha de bronze e menção honrosa no II Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Ciência e Tecnologia (COBICET), promovido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Eles desenvolveram pesquisas sobre “As estratégias de combate à Covid-19 adotadas pelos caminhoneiros no primeiro ano da pandemia nas estradas brasileiras” e “A ergonomia do home office: sua influência sobre a saúde de professores do nível básico de Vitória da Conquista, no primeiro ano da pandemia da Covid-19”.

O primeiro projeto sobre os caminhoneiros é de autoria de Carlos Daniel Oliveira, Caroline Sousa, Luciano Porto, Matheus Moitinho e Nelson Costa, que receberam medalha de bronze pelo terceiro lugar conquistado. O outro, sobre a ergonomia do home office, assinado pelos estudantes Guylherme Paiva, Bruna Santana e Felipe Yago, ganhou menção honrosa. Guylherme fala sobre a experiência. “ Agradeço imensamente às pessoas que estiveram ao meu lado, em especial à minha orientadora Aline de Souza. O aprendizado, que foi o ponto mais importante dessa jornada, foi aprimorado. Eu me sinto honrado e grato”.

A professora Aline de Souza falou sobre a Educação Científica na rede estadual. “A premiação destes alunos demonstra a capacidade técnica e científica existente dentro das escolas públicas”. A professora articuladora do curso de Segurança do Trabalho do CEEP, Ana Paula de Oliveira, reforça a importância de eventos desta natureza. “Estudantes de nível médio da rede estadual da Educação Profissional na Bahia vem ganhando destaque e reconhecimento de seus trabalhos acadêmicos em congressos Brasil afora, nas áreas técnica e científica”, comemora.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na tarde de hoje (9) ter liberado 35 pontos de bloqueio e manifestações nas rodovias do país. Esses pontos incluem bloqueio parcial, bloqueio total e concentrações de manifestantes. Segundo a corporação, 2 mil policiais e cinco aeronaves trabalham para liberar as estradas bloqueadas por caminhoneiros. 

Um movimento de caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro teve início um dia depois das manifestações pró-governo ocorridas na terça-feira (7). Parados nas estradas, eles pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a destituição de ministros da Corte, além de intervenção militar.

Pela manhã, eram registrados protestos em 15 estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará.

Na noite de ontem (8), Bolsonaro divulgou áudio pedindo aos seus apoiadores que liberassem as pistas.

“Fala para os caminhoneiros que são nossos aliados que esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso provoca desabastecimento e inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque para os caras, para liberar, para a gente seguir a normalidade”, disse o presidente.


O presidente Jair Bolsonaro emitiu nota oficial nesta quinta-feira (9) em que afirma não ter tido a intenção de agredir outros Poderes da República e destacou que respeita a harmonia entre as instituições. A nota oficial, divulgada na página do Palácio do Planalto na internet, ocorre dois depois das manifestações pró-governo do dia 7 se setembro, que contou com a participação do presidente. Na ocasião, tanto em Brasília quanto em São Paulo, Bolsonaro fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema de urnas eletrônicas. Como reação, o presidente do STF, Luiz Fux, e o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rebateram Bolsonaro.

“No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como presidente da República, vir a público para dizer: Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu o presidente. Na nota, Bolsonaro elencou dez pontos. Em um deles, o presidente diz que as divergências se deram por causa de conflitos de entendimento sobre decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e falou que nenhuma autoridade tem o direito de “esticar a corda”. Ele escreveu ainda que suas palavras, “por vezes contundentes”, são resultado do “calor do momento”.

“Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”. Ainda sobre o ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro afirmou que as divergências são naturais e que vai buscar resolvê-las por medidas judiciais para assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal.

Por fim, Bolsonaro afirmou que respeita as instituições da República, defendeu o regime democrático e disse que está disposto a manter o diálogo. “Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil”.

Confira a íntegra da Declaração à Nação, emitida por Jair Bolsonaro:

Declaração à Nação


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (9) que a parceria com a China é essencial para a gestão da pandemia de coronavírus no Brasil. A declaração foi dada na abertura da 13ª Cúpula dos Brics, que ocorre de forma virtual. Bolsonaro citou o fato de que insumos para produção de vacinas vêm da China.

“Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, disse o presidente, diante de Xi Jinping, chefe de Estado da China. O tom é diferente do que foi adotado pelo presidente desde o início da pandemia, quando fez da Coronavac —vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a China— cabo de guerra político com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Bolsonaro chegou a afirmar categoricamente, no ano passado, que a Coronavac não seria comprada. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, disse o presidente em outubro de 2020. A declaração estremeceu a relação com o país, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Além disso, Bolsonaro costuma recorrer a ataques ao comunismo —o sistema político vigente na China— em suas investidas contra outros Poderes e adversários políticos.


Dois dias depois das manifestações de 7 de setembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, rebateu as suspeitas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Barroso falou sobre o assunto ao discursar na abertura da sessão da corte na manhã desta quinta-feira, 9.

“Todos sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história”, afirmou Barroso. “Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados.” O ministro disse que “o populismo vive de arrumar inimigos para justificar o seu fiasco. Pode ser o comunismo, pode ser a imprensa, podem ser os tribunais”.

Urnas

Ao defender as urnas eletrônicas, Barroso insistiu que as eleições brasileiras são seguras, limpas, democráticas e auditáveis. Numa referência ao discurso de Bolsonaro a apoiadores no 7 de setembro, quando o presidente defendeu a “contagem pública de votos”, Barroso argumentou que isso seria “como abandonar o computador e regredir, não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro”. “Seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, imagine-se o que não fariam com as seções eleitorais”, observou o presidente do TSE.

Luís Roberto Barroso lembrou ainda que as urnas não entram em rede e não são acessíveis remotamente. “Podem tentar invadir os computadores do TSE e obter dados cadastrais, ataques de negação de serviço aos sistemas, mas nada disso é capaz de comprometer o resultado das eleições”, garantiu.

Retórica

Ainda segundo Barroso, começa a ficar cansativo no Brasil ter que “repetidamente desmentir falsidades, para que não sejamos dominados pela pós-verdade, pelos fatos alternativos, para que a repetição da mentira não crie a impressão de que ela se tornou verdade. É muito triste o ponto a que chegamos”, declarou.

Ainda sobre declarações do presidente contra o Judiciário nos atos da última terça-feira, o ministro classificou as falas como “retórica vazia, política de palanque”. “Insulto não é argumento. Ofensa não é coragem. A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo”, criticou.

Na avaliação de Barroso, a “marca Brasil” sofre neste momento uma desvalorização global. “Não é só o real que está desvalorizando. Somos vítima de chacota e de desprezo mundial. Um desprestígio maior do que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que a alta do dólar, do que a queda da bolsa, do que desmatamento da Amazônia, do número de mortos pela pandemia, do que a fuga de cérebros e de investimentos. Mas pior de tudo. A falta de compostura nos diminui perante nós mesmos. Não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral que estamos vivendo”, afirmou.

Luís Roberto Barroso destacou ainda que o mundo vive um processo de “recessão democrática” e que teme que isso afete o Brasil. “É desse clube que nós não queremos que o Brasil faça parte”, afirmou.


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%. Em agosto do ano passado, a variação foi de 0,24%. Os dados foram divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os nove grupos e serviços pesquisados pelo instituto, oito subiram em agosto, com destaque para os transportes, com alta de 1,46%, puxado pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e óleo diesel 1,79%.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,88% em agosto, 0,14 ponto percentual abaixo do resultado de julho, quando a alta foi de 1,02%. No ano, o indicador acumula elevação de 5,94% e em 12 meses chega a 10,42%, acima dos 9,85% observados nos 12 meses anteriores. Em agosto do ano passado, a taxa variou 0,36%.

Para o INPC, a principal influência foram dos produtos alimentícios, que subiram 1,29% em agosto, acima de 0,66% observado em julho. Os produtos não alimentícios desacelararam e tiveram alta de 0,75% no mês, após variação positiva de 1,13% em julho.