Muitas pessoas estão utilizando as cheias do Rio Jequiezinho e a do Rio de Contas, para a prática da pesca, na área urbana. A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, preocupada com a qualidade de vida e de saúde da população, alerta para o consumo desses pescados, já que essas águas podem conter agentes infecciosos, uma vez que acabaram se misturando com o esgoto doméstico, que é lançado em alguns pontos da cidade, principalmente nas áreas com baixo saneamento básico, diretamente nos canais desses dois rios.

A Secretaria de Saúde alerta, ainda, que os alimentos que entraram em contato com as águas de alagamento, poderão estar contaminados. As frutas em geral, verduras, legumes, arroz, feijão, entre outros, que tiveram contato com a água de enchente sofreram transformações relativas à sua qualidade e devem ser descartadas. Também não deverão ser consumidas as carnes, leite, ovos, pão, açúcar, café, manteiga, que tiveram contato com águas das enchentes, pois suas embalagens são, geralmente, de plástico ou papel, e toda a tentativa de aproveitamento dos mesmos, é perigosa.

É importante ressaltar que outros condimentos, como linguiça, mortadela, queijos e derivados, deverão ser também inutilizados após o contato com a água de enchente, devido ao tipo de embalagem, geralmente de plástico ou papel não ser impermeável à contaminação. As latas que estiverem amassadas, enferrujadas ou semiabertas deverão ser inutilizadas, porém, as que permanecerem em bom estado e onde se tem certeza de que não houve contato da água com os alimentos nelas contidos, poderão ser lavadas com uma solução de água sanitária na proporção de 1/100, preparada do seguinte modo: 1 litro de água sanitária para 100 litros de água, ou meio litro de água sanitária para 50 litros de água, ou ¼ litro de água sanitária para 25 litros de água.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária e Ambiental, da Secretaria de Saúde, Aneilda Gomes Silva, pessoas que entraram em contato com alagamentos ou inundações devem ficar atentas a sintomas como dor de cabeça, dor no corpo e náuseas, sintomas comuns à Leptospirose, Hepatite A, Febre Tifóide e Diarreia, sendo que esses sintomas podem aparecer, até, 40 dias após o contato com a água contaminada.

“Se isso acontecer, ela deve procurar a unidade de saúde municipal mais perto de sua casa e informar ao médico que teve contato com água de enchente.”, orientou a diretora. Ascom Jequié*


 

Depois que as fortes chuvas deram uma trégua no Vale Jiquiriçá, o cenário que ficou nas cidades mais afetadas é de reconstrução de ruas e bairros. O município de Laje recebeu o apoio do Consorcio de Desenvolvimento Sustentável do Vale Jiquiriçá – Convale- que junto aos maquinários do município trabalha na limpeza de ruas e avenidas.

Em todos os municípios atingidos pelas águas do Rio Jiquiriçá.  campanhas de arreação de alimentos, roupas, móveis, dinheiro e outros, estão sendo realizadas através das páginas institucionais.  Os maquinários do Convale devem ajudar todos os municípios como prioridade, somando forças para minimizar a situação de caos deixado pelas fortes chuvas.

No Vale, Ubaíra foi a cidade mais atingida pelas chuvas. Laje e Mutuípe viveram momentos parecidos. Jiquiriçá e Santa Inês acumulam prejuízos deixados nas ruas e avenidas, além de desabrigados em todas as cidades.  Ambos os municípios sofreram com a elevação no nível do Rio Jiquiriçá e, no entanto, por serem próximas, sofreram nos mesmos dias com a enchente.

No vídeo acima, o município de Laje, iniciou a lavagem de ruas e avenidas. O município ainda procura casas para alugar e abrigar pessoas que perderam suas moradias. (Itiruçu Online).


Com base em informações recebidas das prefeituras, a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) atualizou, na tarde desta quarta-feira (29), os números referentes à população atingida pelas enchentes que ocorrem em diversas regiões do estado. São 37.324 desabrigados, 53.934 desalojados, 24 mortos e 434 feridos. O número total de atingidos chega a 629.398 pessoas.
As outras três mortes confirmadas nesta quarta (29) são de um casal que teve o carro arrastado pela enxurrada, em São Félix do Coribe; e um homem, morador de Ubaitaba, atropelado por um motorista que perdeu a visibilidade por causa das chuvas. Os municípios com vítimas fatais são: Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (2), Aurelino Leal (1), Itabuna (2), São Félix do Coribe (2) e Ubaitaba (1).
Os números correspondem às ocorrências registradas em 141 municípios afetados. É importante destacar que, desse total, 132 estão em situação de emergência.
Municípios com decreto de situação de emergência:


A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) está trabalhando com mais de 210 profissionais e cerca de 135 equipamentos, como retroescavadeiras, caçambas e pás carregadeiras, para dar condições de trafegabilidade às rodovias atingidas pelas fortes chuvas deste mês de dezembro. A equipe técnica do órgão já contabiliza 44 trechos de rodovias afetados desde o início do período chuvoso. A situação em mais quatro rodovias, nas BAs 887, 120, 161 e 650, também passou ser monitorada pela Seinfra nesta quarta-feira (29).
No acesso ao distrito de Guaibim, na BA-887, o grande volume dos rios que cortam a localidade motivou a invasão de água na pista em diferentes pontos. A Seinfra monitora o trecho. Somente está permitida a circulação de motos e carros. Os ônibus e caminhões apenas poderão voltar a passar pela rodovia quando houver a vazão de água.
Na BA-120, os serviços de limpeza entre Gandu e Ibirataia estão sendo realizados nesta quarta-feira (29), após registros de deslizamento de terra em alguns locais na rodovia. O trânsito está em meia pista. O alto nível de água das chuvas está causando erosões na borda da pista na BA-161, que liga a BR-430 com Serra do Ramalho. O fluxo de automóveis na via também está em meia pista. Na BA-650, os serviços de limpeza da pista foram realizados devido à deslizamento de encosta por conta das chuvas. O trânsito já está liberado. Confira os trechos que estão sendo monitorados pela Seinfra neste link: bit.ly/Seinframonitora.

A 21ª vítima fatal das enchentes na Bahia é um rapaz de 19 anos que, no desespero para buscar ajuda para ele e a família, tentou atravessar um rio a nado e se afogou.  Matheus Goes dos Santos morreu na noite da segunda-feira (27) ao tentar atravessar o Rio Itariri, na zona rural de Ilhéus, no sul do estado. As informações foram confirmadas pela assessoria da prefeitura da cidade, nesta terça (28).

De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), as enchentes, que acontecem em mais de 130 municípios, já afetaram até aqui pelo menos 471.786 pessoas.

No total, a chuva já deixou 34.163 desabrigados e 42.929 desalojados, além de 358 feridos.Os municípios com vítimas fatais são: Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (2), Aurelino Leal (1) e Itabuna (2).


A prefeitura de Itambé, no Médio Sudoeste, contabiliza cerca de 600 famílias, algo em torno de 2 mil pessoas, ainda desabrigadas. A informação foi dita nesta terça-feira (28) pelo prefeito José Cândido Araújo (PSD), o Candinho,. Segundo o gestor, a grande preocupação é onde abrigar as famílias depois que o período de chuvas passar. Candinho declarou que o déficit de moradia está na casa de 1 mil imóveis.

“Vai nos faltar infraestrutura, moradia para esse povo que não tem para onde ir. Não sei onde colocar esse povo. Se vou fazer aluguel social, que nós bancamos no município, não tem casas para alugar, não acha casas”, lamentou o gestor em entrevista à Globonews. Candinho declarou que a cidade parece ter sido atingida por um tsunami.

No município, cerca de 60 casas também desmoronaram devido ao transbordamento do Rio Verruga após as chuvas da madrugada do último sábado (25). Candinho declarou que a situação é preocupante pelo fato de a cidade “ser pobre”.

“Parece que foi um tsunami que atingiu Itambé. Apesar de que não temos mar próximo a Itambé. Temos rios. A nossa preocupação é que Itambé, que é uma cidade pobre, e nós estamos totalmente desassistidos no sentido que muitas pessoas perderam tudo, tudo, tudo, saíram com a roupa do corpo e nós estamos aqui sem condição de recuperar a situação dessas pessoas desabrigadas”, disse o prefeito ao canal a cabo. Os desabrigados em Itambé estão mantidos em colégios e em um clube social. Do Bahia Notícias.


A inflação tem pesado no bolso dos brasileiros, especialmente sobre o consumo de alimentos e combustível. É o que mostra pesquisa divulgada nesta terça-feira (28) pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados avaliam que a inflação está impactando principalmente o consumo de alimentos e outros produtos de abastecimento doméstico e 42% apontam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível.

A quarta edição do Radar Febraban mostra também que, em caso de melhora da situação financeira e de sobra de recursos do orçamento doméstico, a principal opção de investimento dos respondentes é a compra de imóvel: 35%, sendo este o maior percentual desde o início da série histórica da pesquisa.

Em seguida, vêm os investimentos bancários (22%), a reforma da casa (18%) e a aplicação na poupança (18%). Recente alta da inflação prejudica a alimentação e o consumo diário, para a quase 70% dos brasileiros neste final de 2021 e 42% avaliam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível.

“A pesquisa mostra que a percepção sobre a inflação tem peso relevante pelo impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida da população, mas, por outro lado, sugere ainda que o desejo dos consumidores em comprar imóvel em 2022 pode animar o setor imobiliário no próximo ano”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.

IMPACTO DA INFLAÇÃO

69% avaliam que a inflação está impactando principalmente o consumo de alimentos e outros produtos de abastecimento doméstico.

42% apontam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível.

19% consideram que a inflação impacta, sobretudo, o pagamento de serviços de saúde e remédios;

8% os juros do cartão de crédito,

6% a passagem de transporte público,

5% o pagamento da escola, faculdade ou outros serviços de educação, e

4% a compra de veículos e imóveis.


Fortes chuvas são esperadas, nesta virada de ano, no Sudeste do País. O corredor de umidade que causou o excesso de precipitação na Bahia, onde 20 pessoas morreram em inundações, está a caminho de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, segundo a empresa de meteorologia Metsul. A projeção é de temporal nos próximos sete a dez dias.

Modelos meteorológicos que previram as enchentes no Nordeste e Norte do País, agora, projetam “um aumento substancial da chuva na Região Sudeste, com volumes mais altos concentrados em Minas Gerais”, conforme a Metsul. Belo Horizonte deve ser a mais afetada, mas não são descartados alagamentos também no Rio e em São Paulo. Na Bahia, foram 116 cidades atingidas por inundações.

A expectativa é de que ocorram chuvas fortes em curtos períodos de tempo, capazes de provocar inundações e deslizamentos de terra. Isso preocupa os meteorologistas, já que, principalmente em Minas e no Rio, há um grande número de pessoas em áreas de risco – próximas a rios e encostas. Na Região Serrana fluminense, por exemplo, são recorrentes os deslizamentos de encostas e desabamentos de casas, no verão.

Não são descartadas, no entanto, enchentes também no Estado de São Paulo, provocadas pelo transbordamento de rios.


As fortes chuvas que atingem o município vêm deixando um cenário de ruas e casas alagadas, além de centenas de pessoas desalojadas e desabrigadas. As águas das chuvas também trouxeram riscos para a saúde da população atingida e a Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, alerta para as doenças de veiculação hídrica, que podem ocorrer quando a pessoa tem contato com a água contaminada.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária e Ambiental, da Secretaria de Saúde, Aneilda Gomes Silva, as águas que inundaram as cidades podem veicular uma série de agentes infecciosos. Dentre as doenças transmitidas por água contaminada se destacam a Hepatite A e B, Leptospirose, Tétano e ainda podem causar Diarreia. Além disso, essas águas podem transportar animais peçonhentos e aumentar o risco para a reprodução do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. O contato com águas acumuladas nas proximidades de postos de gasolina, cemitérios e locais de escoamento de esgoto tendem a gerar grandes riscos para transmissão das doenças já citadas, além de intoxicações.

Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica, Francielle Cardoso Ribeiro, também existe preocupação com aumento da incidência de síndromes gripais e, com isso, a possibilidade de aumento de casos positivos da Covid-19 ou da contaminação dos moradores pela gripe Influenza H3N2, cujos sintomas podem ser confundidos. Como forma de combate preventivo, as pessoas não devem relaxar as medidas de proteção para doenças respiratórias, manter o uso de máscaras, evitar aglomerações, além da higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Dúvidas ou orientações sobre as síndromes gripais, acione o Disque Covid, nos números (73) 98866-2779 / (73) 98866-2164 / (73) 98866-3541. Ascom Jequié.


Cidade de Jequié

A Bahia está enfrentando a pior chuva para o mês de dezembro desde 1989. Itamaraju, no sul da Bahia, foi o município onde mais choveu no Brasil, com 769,8mm de chuva, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o que representa mais que o quíntuplo da sua climatologia de dezembro (148,0mm). A climatologia da chuva entre setembro e dezembro em Itamaraju é de 499,7mm; em Ilhéus é de 434,4mm; e em Porto Seguro é de 507,7mm. Assim, nesse período, as chuvas nessas regiões estão bem acima da média.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), desde a última sexta-feira (25), vem mantendo esforços para amenizar os estragos causados pelas fortes chuvas no interior do estado, realizando vistorias técnicas com sua equipe de fiscalização e monitoramento ambiental, nos municípios do sul, extremo sul e sudoeste, com o objetivo de verificar os impactos nas barragens.
Durante as vistorias, foram constatadas barragens irregulares que se romperam no interior do estado, a exemplo de Iguá, Jussiape e Quati. Foram realizadas, em conjunto com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec), Corpo de Bombeiros (CBMBA) e prefeituras locais, ações de intervenções emergenciais a fim de evitar impactos para a comunidade local.
Segundo o meteorologista do Inema, Mauro Bernasconi, o acumulado de chuvas “tem relação com a formação de corredores de umidade constantes, que vêm da Amazônia, atualmente pelas ZCAS [Zona de Convergência do Atlântico Sul], que costumam trazer chuvas acima da média no Nordeste do país e aumentar a frequência de formação das ZCAS. [Isso] associado com o Oceano Atlântico, na altura da Bahia, que está bem mais quente que o normal, o que ajuda na maior evaporação de água, e, consequentemente, em um maior volume de chuva, quando há sistemas meteorológicos atuando sobre a faixa costeira e proximidades. Além do gradiente horizontal de temperatura do Oceano Atlântico entre a região Sudeste e a Bahia, o que ajuda a deixar as frentes frias mais estacionadas sobre a região, auxiliando na formação e organização, além da persistência de corredores de umidade da Amazônia à Bahia”.
De acordo com dados meteorológicos, os maiores acumulados de chuva entre as 9h do dia 23/12 e as 9h do dia 27/12 são: