Após 60 anos, Edizio vive a emoção do reencontro com familiares durante Live

  

Foi recheada de emoções e história a Live que promoveu virtualmente o reencontro do Sr. Edizio Pereira de Souza com seus familiares que não tinha contato há quase 64 anos.

O encontro foi promovido no domingo de carnaval (14), quando Ezito, Ilza, Anízio, Natanael, Gilson, Zenita e Ivone puderam rever o irmão Edizio Pereira de Souza, 78 anos. Eles não sabiam do paradeiro há 64 anos. No total, soma-se se nove irmãos, sendo que dois já são falecidos: com Nilton e Maria.

O reencontro virtual não aconteceu apenas entre os irmãos, contou também com a participação de uma grande maioria das gerações dos familiares, promovida para celebrar a vida e um novo momento dos Pereira de Souza. “O coração está para estourar. Tanta felicidade se materializou em lágrimas. É a hora mais feliz que já tive na minha vida”, disse Edizio durante o encontro com os familiares.

Irmãos em fotomontagem.

Por conta do momento atual de saúde pública e pela distancia entre os familiares, o encontro virtual foi a melhor opção para reunir o maior número de pessoas possíveis.

Como Edízio chegou aos familiares

O nó deste distanciamento dos irmãos começou a se desfazer, quando o senhor Edizio Pereira de Souza, que mora no Assentamento Paulo Freire, em Mucuri, no extremo-sul da Bahia, procurou o jornalista Cleuber Rios, para contar-lhe à sua história.  De imediato, Rios fez um apelo nas rádios e jornais da região e também nas redes sociais. Com a repercussão do caso, e a solidariedade de um grande voluntariado de pessoas na internet, a notícia foi parar na rede dos internautas do Vale do Jiquiriçá, na região do centro-sul baiano, precisamente na cidade de Itiruçu, de onde o então desaparecido saiu de casa, à época, órfão, e com 12 anos de idade.

O Itiruçu online, portal de grande audiência no território do Vale do Jiquiriçá, por intermédio do seu diretor Tiago Santos, abraçou a causa e deu uma ampla cobertura ao caso – Relembre aqui- e foi questão de minutos a notícia chegar aos familiares, que são leitores assíduos do site. A partir dai, foram aparecendo os familiares que através do site mantiveram o contato com o jornalista Cleuber Rios, que organizou o reencontro.

Testemunhos

Segundo Paulo Cezar, sobrinho do senhor Edizio, parte da família pensava que seu tio Edizio não existia mais. “Aí chega a notícia que ele está vivo. A alegria foi muito grande”, contou Paulo Cezar.

Com a descoberta, o passo seguinte foi contar para os irmãos, e também para o grande personagem desta história. Edizio ficou sabendo que em 1969, quase toda família se mudou para o Estado de São Paulo, ficando apenas a sua irmã Maria e Ilza, em Upabuçu, Distrito de Itiruçu.

Logo depois, a Ilza mudou-se para Bom Jesus da lapa, Bahia, onde reside até hoje. O pai dos irmãos, o senhor Cecílio, veio a falecer no ano de 1987. Todos os irmãos do Edizio constituíram família.  Agora, o Edizio e o seu filho Edmilson, de uma só vez, multiplicaram seus descendentes que se totalizaram em 140 pessoas, contando sobrinhos, netos e bisnetos de seus irmãos.

Por: Cleuber Rios – MTB 4805 / BA

Com a Colaboração de: Lucia Rios e Sarah Azevedo

Saiba mais da história:

O Sr. Edizio Pereira de Souza procurava  por sua família que morava/mora no Distrito de Upabuçu, zona rural de Itiruçu.  Edizio contou  que há 60 anos não encontra com seus pais e seus irmãos e mais descendentes. Com 76 anos, reside no Assentamento Paulo Freire, no município de Mucuri, extremo-sul da Bahia.

Edizio é filho de Cecílio Pereira de Souza e dona Arlinda Bispo de Souza. O casal teve quatro filhos, sendo duas filhas mulheres: Maria e Ilza; e dois filhos Milton e Anizio. Conta seu Edizio que ele nasceu em um local por nome Lagoa Grande- hoje Upabuçu- interior do município de Itiruçu, depois seu pai comprou uma terra em local por nome “Morrinhos”.

Ele ainda com 12 anos, já órfão de sua mãe, resolveu sair de casa, devido ao desentendimento com a sua madrasta. Passados os cerca dos 60 anos, luta tentando obter notícias de seu pai e de seus quatros irmãos. Durante entrevista ao jornalista Cleuber Rios/ Correspondente do assunto ao Itiruçu Online,  Edizio revelou a sua reação no tão sonhado reencontro com a família.

“A primeira coisa que vou fazer é botar os joelhos no chão e beijar a terra onde nasci. Eu não quero nada, só quero saber de rever a minha família de sangue”, diz o ancião


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